Bettencourt a falar para os jogadores sobre a saída de Liedson:
“Foi um bom negócio para a SAD e, se quiserem, até ajuda a pagar-vos os ordenados.”
Eu diria, ainda, que também ajuda a pagar o teu ordenado.
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Sr. guarda se for a correr ainda os apanha!
Hoje descobrimos que a venda do Liedson, afinal foi por meros 1,5 milhões de euros a serem pagos em 18 meses! Sim, acredito mais no presidente do Corinthians, do nas comunicações da SAD à CMVM. Porém, ele equivocou-se relativamente à saúde financeira do Sporting! Estamos tão bem financeiramente, mas tão bem, que até oferecemos jogadores!! Longe de ser bem-amado em Alvalade, o Stojkovic acabou por ser cedido a título definitivo ao Partizan! Espantoso quando fui confirmar que o homem tinha contrato com o Sporting até 2012!! Simplesmente demos um jogador que é titular da selecção do seu país e foi ao Mundial... Porquê dar um jogador quando ainda podia render algum mísero dinheiro, ou ser usado como moeda de troca numa transferência?! Mais uma pérola da gestão do presidente DEMISSIONÁRIO e dos seus capangas!!
Como é óbvio não há qualquer comunicado na CMVM, mas a actuação desta entidade também deixa muito a desejar... fiscalização, controlo, investigação, dá trabalho.
Como é óbvio não há qualquer comunicado na CMVM, mas a actuação desta entidade também deixa muito a desejar... fiscalização, controlo, investigação, dá trabalho.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Década II
Pegando no post anterior aqui fica a minha equipa da década. Confesso que tive alguma dificuldade em escolher defesas, por isso a opção pelo 3-4-3:
Guarda Redes: Ricardo Batista.
Defesas: Marían Had, Gladstone e João Paulo.
Médios: João Alves, Marcos Paulo, Angulo e Celsinho.
Avançados: Pongolle, Manoel e Mário Cáceres.
Suplentes: Timo Hildebrand, Mexer, Ronny, Tales, Pontus Farnerud, Yannick Pupo, Luís Loureiro, Bruno Caires, Alan Mahon, Caicedo, Purovic, Wender, Koke, Mota, Kirovski.
Treinador: Carlos Carvalhal
P.S.: Os critérios não reflectem a falta de qualidade absoluta de cada jogador, mas o critério da falta de qualidade/importância e do dinheiro gasto nestes últimos dez anos.
Guarda Redes: Ricardo Batista.
Defesas: Marían Had, Gladstone e João Paulo.
Médios: João Alves, Marcos Paulo, Angulo e Celsinho.
Avançados: Pongolle, Manoel e Mário Cáceres.
Suplentes: Timo Hildebrand, Mexer, Ronny, Tales, Pontus Farnerud, Yannick Pupo, Luís Loureiro, Bruno Caires, Alan Mahon, Caicedo, Purovic, Wender, Koke, Mota, Kirovski.
Treinador: Carlos Carvalhal
P.S.: Os critérios não reflectem a falta de qualidade absoluta de cada jogador, mas o critério da falta de qualidade/importância e do dinheiro gasto nestes últimos dez anos.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Desconstruindo a Verdade
«Bettencourt explicou também que esta foi a única saída do Sporting face "aos insistentes pedidos de João Moutinho para sair". "A única proposta que recebemos foi a do FC Porto. Tentámos que ele esperasse mais tempo, de forma a que pudesse surgir alguma oferta do estrangeiro, mas o João perdeu as estribeiras e forçou uma saída para o FC Porto, dizendo-nos que tinha dado a palavra ao FC Porto".»
Ou seja, o jogador é que detinha o poder negocial, bastou forçar.
Entretanto é dito que ele já tinha dado a palavra ao porto, dando a entender que sem conhecimento do Clube, já o jogador negociava com o porto.
A seguir:
«"No início da época, o representante do jogador, Pini Zahavi, disse-nos que o máximo que se conseguiria com a sua transferência seria 7,5 milhões de euros", contou José Eduardo Bettencourt, voltando a frisar que "recebeu zero propostas por João Moutinho", além da do FC Porto.»
Ou seja, antes da rábula já o moutinho estava à venda.
Ou seja, foram colocá-lo à venda, quando antes já tinham perguntado ao empresário quanto é que conseguiriam por ele? E depois aparece a surpresa porto?
Continua:
«Perante estes factos, o Sporting optou por vender o jogador ao único clube que apresentou uma proposta. "Tive uma reunião com Pinto da Costa, que me disse que o Moutinho só jogaria no FC Porto se o Sporting visse isso com bons olhos. O negócio foi feito porque o Sporting quis, porque não queria uma maçã podre no seu pomar, não queria alguém que não fosse um exemplo nem dignificasse a bandeira do clube", frisou Bettencourt.»
Ou seja, o empresário disse que o máximo que conseguiria eram 7,5 milhões, ninguém tinha oferecido nada, mas o amigo pinto da costa oferece 11 milhões menos o resto das contrapartidas.
Entretanto, já o porto tinha falado com o moutinho, o que afinal hoje parece normal, em virtude dos factos relatados e não assumidos na conferência de impressa de ontem.
Ou seja, já desde Junho que o empresário andava a negociar moutinho, o porto foi informado e ofereceu um valor superior ao que o empresário disse que arranjava.
O presidente vem justificar que o moutinho tinha dado a sua palavra ao porto, e apresenta este facto como uma surpresa.
Das duas uma, o Porto falou com o jogador sem o conhecimento do Sporting, e a lisura do corrupto é mentira ou o Porto falou com o jogador após autorização dada pelo Sporting ao empresário e sem a inclusão de uma cláusula de salvaguarda, o que é incompetência.
Existe uma terceira e sombria hipótese, que era a da não inclusão dessa cláusula de salvaguarda e esperar que o Porto se adiantasse, tendo em conta o histórico do processo, e neste caso só um palerma ficaria surpreso com o aparecimento do Porto no processo.
A finalizar:
«Era um jogador que não tinha condições para ser capitão. E, como não queremos ninguém contrariado, penso que chegámos a um bom fim desta triste história. Apesar da mágoa profunda pela forma como o processo foi conduzido, estamos satisfeitos por vê-lo partir".»
A famosa história do capitão.
O capitão foi indigitado por paulo bento, e apoiado pelo presidente no início do ano passado.
Miraculosamente a história apareceu num jornal.
Mais milagrosamente ainda, a tal conversa onde o moutinho perdeu forçou a saída também apareceu num jornal antes da conferência de imprensa.
Tendo em conta que a história que aparece no jornal foi secundada pelo presidente e é pouco abonatória para moutinho, não deve ser muito difícil descobrir o bufo.
Teria de ser uma das pessoas envolvidas na conversa ou a quem eles contaram.
Esta história que hoje vem no DN e no JN é curiosamente complementada com aquela que ontem uma andorinha que contou pelo calor da noite:
Que o Sporting a precisar de dinheiro decidiu que iria vender moutinho, que este seria um alvo mais fácil de concretizar dentro do histórico e da assumida vontade de sair do jogador.
Dai ter mandatado o seu empresário para isso.
Moutinho ao saber da história da braçadeira, sem considerar motivo para tal (visto que até o actual presidente concordou com esta medida) passou-se e disse que não era nenhuma mercadoria para ser tratado com o estavam a tratar e disse que a sair seria como ele quisesse e que queria ir para o porto.
Como se viu, com o tal mandato sem salvaguarda, o Clube viu-se de mãos atadas e com urgência em fazer negócio, o resto é história.
Entretanto a mesma andorinha ontem disse-me que o Izmailov também queria que lhe dessem asas.
Curiosamente o DN hoje apresenta o negócio como certo.
No meio disto tudo continuo com uma dúvida, será que o presidente do porto desta vez cumprimentou o presidente do Sporting?
Ou seja, o jogador é que detinha o poder negocial, bastou forçar.
Entretanto é dito que ele já tinha dado a palavra ao porto, dando a entender que sem conhecimento do Clube, já o jogador negociava com o porto.
A seguir:
«"No início da época, o representante do jogador, Pini Zahavi, disse-nos que o máximo que se conseguiria com a sua transferência seria 7,5 milhões de euros", contou José Eduardo Bettencourt, voltando a frisar que "recebeu zero propostas por João Moutinho", além da do FC Porto.»
Ou seja, antes da rábula já o moutinho estava à venda.
Ou seja, foram colocá-lo à venda, quando antes já tinham perguntado ao empresário quanto é que conseguiriam por ele? E depois aparece a surpresa porto?
Continua:
«Perante estes factos, o Sporting optou por vender o jogador ao único clube que apresentou uma proposta. "Tive uma reunião com Pinto da Costa, que me disse que o Moutinho só jogaria no FC Porto se o Sporting visse isso com bons olhos. O negócio foi feito porque o Sporting quis, porque não queria uma maçã podre no seu pomar, não queria alguém que não fosse um exemplo nem dignificasse a bandeira do clube", frisou Bettencourt.»
Ou seja, o empresário disse que o máximo que conseguiria eram 7,5 milhões, ninguém tinha oferecido nada, mas o amigo pinto da costa oferece 11 milhões menos o resto das contrapartidas.
Entretanto, já o porto tinha falado com o moutinho, o que afinal hoje parece normal, em virtude dos factos relatados e não assumidos na conferência de impressa de ontem.
Ou seja, já desde Junho que o empresário andava a negociar moutinho, o porto foi informado e ofereceu um valor superior ao que o empresário disse que arranjava.
O presidente vem justificar que o moutinho tinha dado a sua palavra ao porto, e apresenta este facto como uma surpresa.
Das duas uma, o Porto falou com o jogador sem o conhecimento do Sporting, e a lisura do corrupto é mentira ou o Porto falou com o jogador após autorização dada pelo Sporting ao empresário e sem a inclusão de uma cláusula de salvaguarda, o que é incompetência.
Existe uma terceira e sombria hipótese, que era a da não inclusão dessa cláusula de salvaguarda e esperar que o Porto se adiantasse, tendo em conta o histórico do processo, e neste caso só um palerma ficaria surpreso com o aparecimento do Porto no processo.
A finalizar:
«Era um jogador que não tinha condições para ser capitão. E, como não queremos ninguém contrariado, penso que chegámos a um bom fim desta triste história. Apesar da mágoa profunda pela forma como o processo foi conduzido, estamos satisfeitos por vê-lo partir".»
A famosa história do capitão.
O capitão foi indigitado por paulo bento, e apoiado pelo presidente no início do ano passado.
Miraculosamente a história apareceu num jornal.
Mais milagrosamente ainda, a tal conversa onde o moutinho perdeu forçou a saída também apareceu num jornal antes da conferência de imprensa.
Tendo em conta que a história que aparece no jornal foi secundada pelo presidente e é pouco abonatória para moutinho, não deve ser muito difícil descobrir o bufo.
Teria de ser uma das pessoas envolvidas na conversa ou a quem eles contaram.
Esta história que hoje vem no DN e no JN é curiosamente complementada com aquela que ontem uma andorinha que contou pelo calor da noite:
Que o Sporting a precisar de dinheiro decidiu que iria vender moutinho, que este seria um alvo mais fácil de concretizar dentro do histórico e da assumida vontade de sair do jogador.
Dai ter mandatado o seu empresário para isso.
Moutinho ao saber da história da braçadeira, sem considerar motivo para tal (visto que até o actual presidente concordou com esta medida) passou-se e disse que não era nenhuma mercadoria para ser tratado com o estavam a tratar e disse que a sair seria como ele quisesse e que queria ir para o porto.
Como se viu, com o tal mandato sem salvaguarda, o Clube viu-se de mãos atadas e com urgência em fazer negócio, o resto é história.
Entretanto a mesma andorinha ontem disse-me que o Izmailov também queria que lhe dessem asas.
Curiosamente o DN hoje apresenta o negócio como certo.
No meio disto tudo continuo com uma dúvida, será que o presidente do porto desta vez cumprimentou o presidente do Sporting?
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Boletim informativo a Carvalhal
Visto que internamente já ninguém quer saber de si, pois já não lhe dão conta da eventual venda de um dos nosso melhores jogadores, a Roulote informa-o oficialmente, que foram reatadas as negociações para a venda do Izmailov para o Lokomotiv! Pode ler o comunicado na CMVM.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Recomeça o circo
Depois de os parceiros Sul-Africanos da Academia do Sporting terem comprado um milhão de euros de acções do clube, de se ter começado novamente a falar na venda de capital do clube, é agora altura de submeter novamente a AG a passagem da Sporting Comércio e Serviços do Clube para a SAD. Parece que a nova táctica está encontrada: é partir a proposta em bocados para reduzir o seu impacto e ao mesmo tempo realizar pequenas assembleias sem o circo mediático e as discussões que uma Assembleia no Pavilhão Atlântico implica.
A Última Roulote vai lá estar e vai votar NÃO! Quanto aos argumentos, não vale a pena chover sobre o molhado. Está tudo nos arquivos e não me apetece repetir tudo de novo, da mesma forma que acho que já não há muito a dizer sobre a qualidade do futebol e sobre os resultados ou ainda sobre a gestão desportiva (veja-se o caso Ibrahim).
Fica a convocatória para a AG, para ninguém ser apanhado de surpresa:
Convocatória Assembleia Geral
Informam-se os Sócios do Sporting Clube de Portugal que a Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal convocada para o próximo dia 13 de Outubro de 2009, pelas 20.00 horas, se realizará na sede do Clube mas no Piso 3 do Estádio José Alvalade (Edifício Multidesportivo), uma vez que razões operacionais impedem que a mesma se realize no Auditório, conforme indicado no aviso convocatório.
Lisboa, 7 de Outubro de 2009
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
José Eugénio Dias Ferreira
CONVOCATÓRIA
Assembleia Geral
Nos termos do disposto nos artigos 51 alínea b), 34 n.º 4 dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral comum do Sporting Clube de Portugal para reunir ordinariamente no dia 13 de Outubro de 2009, pelas 20 horas, no Auditório do Estádio José Alvalade, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
Ponto Um: Discutir e votar o relatório de gestão e as contas respeitantes ao exercício findo em 30 de Junho de 2009, bem como o relatório e parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar.
Ponto Dois: Discutir e votar a transmissão para a Sporting Sociedade Desportiva de Futebol, SAD da participação social detida pelo Clube na Sporting Comércio e Serviços, SA.
Nos termos do artigo 53.º, número 2, dos Estatutos, a Assembleia Geral reunirá, em primeira convocação, às referidas 20.00 horas do dia 13 de Outubro de 2009, se se encontrar presente a maioria absoluta dos sócios com direito de voto. Caso tal presença não se verifique e de harmonia com a mesma disposição estatutária, a Assembleia fica desde já convocada, com a indicada Ordem de Trabalhos, para as 20h30 do referido dia 13 de Outubro de 2009, reunindo nessa altura seja qual for o número de sócios presentes.
Em conformidade com o disposto no artigo 20.º, número 1, alínea d) e do número 3 do artigo 34.º dos Estatutos, os documentos respeitantes ao Ponto Um da Ordem de Trabalhos, estarão à disposição dos sócios, para consulta, no Centro de Atendimento e durante as horas de expediente a partir do oitavo dia anterior à data designada para a realização da Assembleia Geral ora convocada.
De harmonia com o estabelecido no artigo 20.º, número 1, alínea a) e número 2, bem como no artigo 43.º dos Estatutos, podem estar presentes todos os sócios no gozo dos seus direitos, com o pagamento da quota relativa ao mês de Setembro de 2009, podendo, porém, participar nos debates e votar, apenas os sócios efectivos admitidos na categoria há pelo menos doze meses.
Lisboa, 28 de Setembro de 2009
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
José Eugénio Dias Ferreira
A Última Roulote vai lá estar e vai votar NÃO! Quanto aos argumentos, não vale a pena chover sobre o molhado. Está tudo nos arquivos e não me apetece repetir tudo de novo, da mesma forma que acho que já não há muito a dizer sobre a qualidade do futebol e sobre os resultados ou ainda sobre a gestão desportiva (veja-se o caso Ibrahim).
Fica a convocatória para a AG, para ninguém ser apanhado de surpresa:
Convocatória Assembleia Geral
Informam-se os Sócios do Sporting Clube de Portugal que a Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal convocada para o próximo dia 13 de Outubro de 2009, pelas 20.00 horas, se realizará na sede do Clube mas no Piso 3 do Estádio José Alvalade (Edifício Multidesportivo), uma vez que razões operacionais impedem que a mesma se realize no Auditório, conforme indicado no aviso convocatório.
Lisboa, 7 de Outubro de 2009
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
José Eugénio Dias Ferreira
Assembleia Geral
Nos termos do disposto nos artigos 51 alínea b), 34 n.º 4 dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral comum do Sporting Clube de Portugal para reunir ordinariamente no dia 13 de Outubro de 2009, pelas 20 horas, no Auditório do Estádio José Alvalade, com a seguinte Ordem de Trabalhos:
Ponto Um: Discutir e votar o relatório de gestão e as contas respeitantes ao exercício findo em 30 de Junho de 2009, bem como o relatório e parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar.
Ponto Dois: Discutir e votar a transmissão para a Sporting Sociedade Desportiva de Futebol, SAD da participação social detida pelo Clube na Sporting Comércio e Serviços, SA.
Nos termos do artigo 53.º, número 2, dos Estatutos, a Assembleia Geral reunirá, em primeira convocação, às referidas 20.00 horas do dia 13 de Outubro de 2009, se se encontrar presente a maioria absoluta dos sócios com direito de voto. Caso tal presença não se verifique e de harmonia com a mesma disposição estatutária, a Assembleia fica desde já convocada, com a indicada Ordem de Trabalhos, para as 20h30 do referido dia 13 de Outubro de 2009, reunindo nessa altura seja qual for o número de sócios presentes.
Em conformidade com o disposto no artigo 20.º, número 1, alínea d) e do número 3 do artigo 34.º dos Estatutos, os documentos respeitantes ao Ponto Um da Ordem de Trabalhos, estarão à disposição dos sócios, para consulta, no Centro de Atendimento e durante as horas de expediente a partir do oitavo dia anterior à data designada para a realização da Assembleia Geral ora convocada.
De harmonia com o estabelecido no artigo 20.º, número 1, alínea a) e número 2, bem como no artigo 43.º dos Estatutos, podem estar presentes todos os sócios no gozo dos seus direitos, com o pagamento da quota relativa ao mês de Setembro de 2009, podendo, porém, participar nos debates e votar, apenas os sócios efectivos admitidos na categoria há pelo menos doze meses.
Lisboa, 28 de Setembro de 2009
O Presidente da Mesa da Assembleia Geral
José Eugénio Dias Ferreira
sábado, 13 de junho de 2009
Sabem o que dava pra comprar com 94 milhões de euros?
6,3 Cristianos Ronaldos ao Sporting
#Adenda- parece 63 mas é 6,3 falhou-me a vírgula.
#Adenda- parece 63 mas é 6,3 falhou-me a vírgula.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Back to basics
Um dos sintomas de alerta para se saber quando um clube está perto do abismo é a falta de lucidez dos próprios adeptos que já não sabem pra onde se virar, a quem rezar, e é vê-los esperneando sem entender o porquê, apurando responsabilidades aqui, e logo depois acolá, saltando em torno de um rol infinito de hemorragias, sem perceber o que verdadeiramente as desencadeou.
Quando pensavamos que tudo já tinha acabado, os jogos desta 4ª feira vieram repisar a ferida e agravar a Vergonha dos 12-1. Por mais voltas que se dê, esta é que é esta!
É a cultura, estúpido? Sim! É a atitude? Sim? É a táctica, estúpido? Sim! É da merdosa gestão de activos? Sim, estúpido! É da Poltítica desportiva? Bingo!
Quando pensavamos que tudo já tinha acabado, os jogos desta 4ª feira vieram repisar a ferida e agravar a Vergonha dos 12-1. Por mais voltas que se dê, esta é que é esta!
A verdade é que estes dois jogos vieram expôr a nú as desculpas esfarrapadas que têm vindo a empurrarar-nos para o abismo: equipas com ritmo, experiência e qualidade idênticas à nossa - o FCP - e equipas com jogadores oriundos da formação, e com "massa corporal" idênticas à nossa - o Barcelona - afinal dominam na Europa, goleiam germânicos orçamentais que nos goleiam... pisam-nos na ferida.
Com tranquilidade, longe do susto, voltemos a pensar no que aconteceu e, para tal, é fundamental metermos as coisas em perspectiva, e parar de crucificar barrigas e cabelos de jogadores. De justificações desconexas está o Sporting cheio.
É a cultura, estúpido? Sim! É a atitude? Sim? É a táctica, estúpido? Sim! É da merdosa gestão de activos? Sim, estúpido! É da Poltítica desportiva? Bingo!
quinta-feira, 12 de março de 2009
A gestão, a racionalidade e a mística
Em 1999/2000, depois de sermos campeões ao fim de 18 anos de seca haviam várias escolhas a fazer. Uma delas era se se contratava a título definitivo De Franceschi, elemento fundamental na caminhada para o título. A SAD entendeu que dois milhões de euros (400 mil contos à época) era demasiado dinheiro. Meia dúzia de meses depois estava a contratar Tello por sete milhões. Ao fim de anos de adaptação, e quando este finalmente começava a render e queria passar a receber cerca de 50 mil euros por mês a SAD entendeu que não, que era demasiado. Em compensação manteve Ronny e contratou Grimi (que não acho mau jogador) por três milhões por uma percentagem do passe.
Pelos vistos De Franceschi foi a Munique:
Todos os sportinguistas foram sujeitos a 90 minutos de puro terror em Munique, mas houve um adepto especial - mesmo sem ser português, diz-se tão leão quanto os melhores - que viajou 500 quilómetros da sua Pádua natal e, para seu desgosto, viu o símbolo pelo qual se apaixonou sofrer o maior vexame da sua longa história europeia.
"Os 'tifosi' sportinguistas são únicos, mas percebo a sua revolta. Não vale é a pena pedir-se a cabeça do treinador! Isso seria o mais fácil. É preciso ter calma e assentar ideias para ganhar o campeonato e a Taça da Liga."
"Escreva aí que eu sou sportinguista de verdade! Cresci como um adepto do Inter, a minha equipa em Itália, mas sofro pelo Sporting, estou sempre atento." Após esta manifestação, De Franceschi reforçou: "Ser campeão no clube foi inesquecível, o maior título da minha carreira, mas a homenagem dos adeptos, quando joguei em Alvalade pelo Chievo Verona, foi das melhores coisas que vivi! Emocionei-me, cantaram o meu nome, dei voltas ao relvado. Não sabia que gostavam tanto de mim."
Pelos vistos De Franceschi foi a Munique:
Todos os sportinguistas foram sujeitos a 90 minutos de puro terror em Munique, mas houve um adepto especial - mesmo sem ser português, diz-se tão leão quanto os melhores - que viajou 500 quilómetros da sua Pádua natal e, para seu desgosto, viu o símbolo pelo qual se apaixonou sofrer o maior vexame da sua longa história europeia.
"Os 'tifosi' sportinguistas são únicos, mas percebo a sua revolta. Não vale é a pena pedir-se a cabeça do treinador! Isso seria o mais fácil. É preciso ter calma e assentar ideias para ganhar o campeonato e a Taça da Liga."
"Escreva aí que eu sou sportinguista de verdade! Cresci como um adepto do Inter, a minha equipa em Itália, mas sofro pelo Sporting, estou sempre atento." Após esta manifestação, De Franceschi reforçou: "Ser campeão no clube foi inesquecível, o maior título da minha carreira, mas a homenagem dos adeptos, quando joguei em Alvalade pelo Chievo Verona, foi das melhores coisas que vivi! Emocionei-me, cantaram o meu nome, dei voltas ao relvado. Não sabia que gostavam tanto de mim."
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Depende da hora do dia ou o que ontem foi verdade hoje pode ser mentira ou ainda já ias intrujar para outra freguesia
O Paulinho Cascavel já o havia referido. Agora é hora de o recuperar.
Soares Franco, ao MaisFutebol a 02/04/2008:
Não foi este Cristiano Ronaldo que saiu do Sporting. O Sporting tem mérito na formação, mas ele chegou ponde chegou por estar a jogar no Mancheter United...
Como é que posso ter arrependimento? Ele tinha 18 anos, ainda não era uma referência do futebol sénior, nem do futebol europeu.
Soares Franco, ao Jogo, a 09/01/2009:
Mas é esse o fundamento: a formação existe para alimentar a equipa profissional de futebol, não é para descobrir Cristianos Ronaldos, porque isso qualquer treinador de futebol que o observe aos 12, 13 anos percebe que está ali um génio em potência. E também não existe para vender o Cristiano Ronaldo aos 18 anos. Isso é quase ser-se mercenário, embora o Sporting não o tenha sido nessa situação em concreto devido ao contexto em que isso se verificou e até à situação financeira do clube nessa altura. Mas não é essa a finalidade.
Soares Franco, ao MaisFutebol a 02/04/2008:
Não foi este Cristiano Ronaldo que saiu do Sporting. O Sporting tem mérito na formação, mas ele chegou ponde chegou por estar a jogar no Mancheter United...
Como é que posso ter arrependimento? Ele tinha 18 anos, ainda não era uma referência do futebol sénior, nem do futebol europeu.
Soares Franco, ao Jogo, a 09/01/2009:
Mas é esse o fundamento: a formação existe para alimentar a equipa profissional de futebol, não é para descobrir Cristianos Ronaldos, porque isso qualquer treinador de futebol que o observe aos 12, 13 anos percebe que está ali um génio em potência. E também não existe para vender o Cristiano Ronaldo aos 18 anos. Isso é quase ser-se mercenário, embora o Sporting não o tenha sido nessa situação em concreto devido ao contexto em que isso se verificou e até à situação financeira do clube nessa altura. Mas não é essa a finalidade.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Nem 8 nem 80
A Bola dá conta, na sua edição de hoje que Veloso e Djaló estrão a tentar a esticar a corda com vista a forçar uma saída. Um dos muitos problemas de que padece este Sporting é a sua incapacidade de destruir carreiras a putos mimados que mostraram muito pouco no futebol, e que ainda por cima esquecem que têm contratos assinados. A haver coerência Veloso deveria ser objecto do mesmo tipo de tratamento de que foi alvo Stoijkovic, depois daquela entrevista atrasada mental do atrasado mental do irmão do gajo. Enconstá-lo e deixá-lo sair após um longo período de pousio (ou então deixá-lo aprodecer lentamente até 2013). Quanto a Dajaló a situação é mais simples. Pô-lo a jogar se estiver bem, tirá-lo da equipa de estiver mal. Se não treinar ou começar com merdas deixá-lo igualmente aprodecer na equipa de reservas até ao fim de contrato. O problema é que não existe nenhum caso no passado para dar o exemplo e nalgum lado tem que se começar. E nada como começar pelos putos reguilas da casa. Por outro lado, não deixa de ser chocante a dualidade de critérios do homem que tem o risco ao meio, e que até por isso deveria ser igualitário nos seus modos. Depois, claro, obviamente que o economicismo e o utilitarismo acéfalo passam de cima para baixo. É a maximização dos lucros...
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Aposta na formação
Depois de novo empréstimo de Saleiro, e de Paím, agora é a vez de Tiago Pinto seguir o mesmo caminho. Facto ainda mais saliente pela abundância de laterais esquerdos no Sporting em geral e no futebol português em particular.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
Freitas, it’s time to say goodbye
Aviso prévio: Aproveitando a personificação da ‘fruta’ que havia no episódio das escutas telefónicas mais ouvidas da nação, segue uma breve estória que volta à baila com esse género alimentar como eixo narrativo. Peço-vos que, no entanto, se esforcem por desassociá-la das profissões de natureza sexual e não liguem a prováveis erros de cálculo.
Estávamos em 1999, quando o jovem Freitas, foi contratado para gestor das Pêras da Cooperativa de Alvalade. Também por lá andava Carlos Janela e Norton de Matos, mas às tantas estes foram-se embora.
Logo nessa temporada, verdade seja dita, acredito que fruto do seu trabalho (ou do Janela??) obteve-se excelentes aquisições – chamemos-lhes “peras boas” – com que o pomar de Alvalade se sagrou campeão nacional: pêra italiana (Ivone De Franceschi), pêra-abacate (André Cruz) estavam entre as melhores.
Mas também houve muita pêra assim-assim - chamemos-lhes “Pêras fixes mas com muito caroço” - e muita pêra da bera (alguma até com bicho) - chamemos-lhes as “peras amargas” - a ingressar no pomar de Alvalde. Destas últimas relembro 3 que engasgaram todos os sportinguistas: pêra Hanuch (€4 milhões), pêra Kmet ($5 milhões dólares) e pêra Kmet (outro balúrdio).
Freitas importou verdadeiras pêras doces para o gáudio degustativo da clientela da cooperativa. Algumas de tão grande qualidade que valeram um títulos que escapavam à cooperativa há muitos anos e que têm compensado as más digestões das peras amargas que vinham no cabaz. Freitas, como poucos agricultores hoje em dia, nunca apareceu sob os holofotes para reclamar a parte do mérito que também era seu.
A coisa prosseguiu mais ou menos com um equilíbrio entre pêras boas e peras amargas, ao longo dos nove anos em que por lá andou (vejam a minha lista pessoal mais abaixo), e onde chegou a ser promovido na administração da cooperativa.
Do primeiro triénio para o terceiro triénio, parece-me, contudo, haver uma diferença significativa: se as peras amargas já não são hoje, se calhar, tão onerosas quanto dantes, continuam porém a existir em número superior às “peras boas”, mas principalmente, e isto é que é de sublinhar, tem havido cada vez menos “peras boas” como ó milho! Ou seja, se no primeiro triénio tivemos pêra Schmeichel, pêra João Pinto e pêra Jardel, no último triénio quanto muito tivemos, até ver, pêra Romagnoli (e tem os seus dias. Quando acontece chover fica logo mole e já não presta) e pêra Caneira (mas nem era nossa). Esta diferença, se calhar, até faz a diferença.
Freitas pode dizer que antes tinha a vida mais facilitada, que o patrão lhe dava maiores quantias para ir comprar às praças. Tem razão. Acontece porém que quando a corda aperta, só nos resta a todos lamentar e trabalhar ainda melhor. Não há muito mais a fazer se não ter mais pontaria. Apalpar melhor a fruta para correr menos riscos. Este ano, em menos de 24horas Freitas contrata a pêra Stoijkovic para substituir a melhor pêra-redes nacional que foi (mal) vendida para Sevilha, uma venda supostamente fora dos planos da cooperativa. Se calhar devia ter apalpado melhor, ter tido mais tranquilidade na substituição. Para Espanha também foi a pêra Varela, eleita a melhor pêra “jovem” do ano transacto. Para Alvalade veio a pêra Purovic, mas não presta. A pêra Semedo e a pêra Tello, também deviam ter sido melhor protegidas dos estorninhos que vêm de fora e andam sempre à coca. Isto só para falar deste ano.
Enfim, com tanto aperto, Freitas passa a ser alvo de duras críticas. Freitas, magoado por achar que só quando as coisas correm mal é que se lembram dele e por sentir estar-lhe a ser cobrado em demasia o insucesso da produção do pomar de Alvalade, anuncia a retirada da cooperativa. Tem razões para estar chateado, mas sabe melhor do que eu ao que vem. E vai com 86 mil euros de prémio da época passada para se consolar.
Fim
E é por este fim assentar tão bem na estória que se calhar estava mesmo na hora de terminar o ciclo Freitas.
Estão abertas as vagas pró seu lugar!
99/2000 (12 pêras importadas)
Pêras Boas: Peter Schmeichel; César Prates; André Cruz; De Franceschi; Mpenza (5)
Pêras fixes mas com muito caroço: Ayew
Pêras Amargas: Robaina, Hanuch; Viveros; Spehar; Bruno Gimenez; Toñito (6)
Balanço entre Pêras Boas e Amargas=-1
2000-01 (13 pêras importadas)
Pêras Boas: Dimas; Phil Babb; Paulo Bento; Sá Pinto; João Pinto (5)
Pêras fixes mas com muito caroço: Pavel Horváth; Rodrigo Fabri;
Pêras Amargas: Hugo; Alan Mahon; Bruno Caires; Kirovski; Mario Cáceres;
Rodrigo Tello (pêra boa, mas saiu demasiado cara) (6)
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =-1
2001-02 (6 pêras importadas)
Pêras Boas: Niculae; Mário Jardel (2)
Pêras fixes mas com muito caroço: Rui Bento;
Pêras Amargas: Jorge Vidigal (o irmão do outro); Luís Filipe; Dimitrios Nalitzis (3)
Do nosso viveiro: Carlos Martins; Diogo; Hugo Viana; Ricardo Quaresma
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =-1
2002-03 (5 pêras importadas)
Pêras Boas: Contreras (1)
Pêras fixes mas com muito caroço: Kutuzov; Danny
Pêras Amargas: Marcos Paulo; João Paulo (2)
Do nosso viveiro: Cristiano Ronaldo; Paíto,
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =-1
2003-04 (8 pêras importadas)
Pêras Boas: Ricardo; Anderson Polga; Rochemback; Liedson (4)
Pêras fixes mas com muito caroço: Tinga; Custódio (adquirido ao Guimarães em 2001)
Pêras Amargas: Mário Sérgio; Silva; Clayton (3)
Do nosso viveiro: Miguel Garcia; Paulo Sérgio; Lourenço;
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =+1
2004-05 (5 pêras importadas)
Pêras Boas: Enakarhire; Rogério; Pinilla (rrhumm…pronto… pra mim era uma pêra especial) (3)
Pêras fixes mas com muito caroço: -
Pêras Amargas: Douala; Mota (2)
Do nosso viveiro: João Moutinho;
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =+1
2005-06 (10 pêras importadas)
Pêras Boas: Caneira; Tonel; Romagnoli (3)
Pêras fixes mas com muito caroço: Abel; Luís Loureiro; Deivid
Pêras Amargas: Edson; João Alves; Koke; Wender (4)
Do nosso viveiro: Semedo; André Marques; Nani; Varela
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =-1
2006-07 (5 pêras importadas)
Pêras Boas: - (0)
Pêras fixes mas com muito caroço: Ronny; Alecsandro
Pêras Amargas: Farnerud; Paredes; Carlos Bueno; (3)
Do nosso viveiro: Miguel Veloso; Bruno Pereirinha; Yannick Djaló
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =-3
2007-08 (9 pêras importadas)
Pêras Boas: Izmailov; Simon Vukcevic (2)
Pêras fixes mas com muito caroço: Stojkovic
Pêras Amargas: Marían Had; Celsinho; Purovic (3)
Pêras ainda em processo de análise: Gladstone; Pedro Silva; Derlei
Do nosso viveiro: Rui Patrício; Adrien Silva; Luís Paez
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =-1
Estávamos em 1999, quando o jovem Freitas, foi contratado para gestor das Pêras da Cooperativa de Alvalade. Também por lá andava Carlos Janela e Norton de Matos, mas às tantas estes foram-se embora.
Logo nessa temporada, verdade seja dita, acredito que fruto do seu trabalho (ou do Janela??) obteve-se excelentes aquisições – chamemos-lhes “peras boas” – com que o pomar de Alvalade se sagrou campeão nacional: pêra italiana (Ivone De Franceschi), pêra-abacate (André Cruz) estavam entre as melhores.
Mas também houve muita pêra assim-assim - chamemos-lhes “Pêras fixes mas com muito caroço” - e muita pêra da bera (alguma até com bicho) - chamemos-lhes as “peras amargas” - a ingressar no pomar de Alvalde. Destas últimas relembro 3 que engasgaram todos os sportinguistas: pêra Hanuch (€4 milhões), pêra Kmet ($5 milhões dólares) e pêra Kmet (outro balúrdio).
Freitas importou verdadeiras pêras doces para o gáudio degustativo da clientela da cooperativa. Algumas de tão grande qualidade que valeram um títulos que escapavam à cooperativa há muitos anos e que têm compensado as más digestões das peras amargas que vinham no cabaz. Freitas, como poucos agricultores hoje em dia, nunca apareceu sob os holofotes para reclamar a parte do mérito que também era seu.
A coisa prosseguiu mais ou menos com um equilíbrio entre pêras boas e peras amargas, ao longo dos nove anos em que por lá andou (vejam a minha lista pessoal mais abaixo), e onde chegou a ser promovido na administração da cooperativa.
Do primeiro triénio para o terceiro triénio, parece-me, contudo, haver uma diferença significativa: se as peras amargas já não são hoje, se calhar, tão onerosas quanto dantes, continuam porém a existir em número superior às “peras boas”, mas principalmente, e isto é que é de sublinhar, tem havido cada vez menos “peras boas” como ó milho! Ou seja, se no primeiro triénio tivemos pêra Schmeichel, pêra João Pinto e pêra Jardel, no último triénio quanto muito tivemos, até ver, pêra Romagnoli (e tem os seus dias. Quando acontece chover fica logo mole e já não presta) e pêra Caneira (mas nem era nossa). Esta diferença, se calhar, até faz a diferença.
Freitas pode dizer que antes tinha a vida mais facilitada, que o patrão lhe dava maiores quantias para ir comprar às praças. Tem razão. Acontece porém que quando a corda aperta, só nos resta a todos lamentar e trabalhar ainda melhor. Não há muito mais a fazer se não ter mais pontaria. Apalpar melhor a fruta para correr menos riscos. Este ano, em menos de 24horas Freitas contrata a pêra Stoijkovic para substituir a melhor pêra-redes nacional que foi (mal) vendida para Sevilha, uma venda supostamente fora dos planos da cooperativa. Se calhar devia ter apalpado melhor, ter tido mais tranquilidade na substituição. Para Espanha também foi a pêra Varela, eleita a melhor pêra “jovem” do ano transacto. Para Alvalade veio a pêra Purovic, mas não presta. A pêra Semedo e a pêra Tello, também deviam ter sido melhor protegidas dos estorninhos que vêm de fora e andam sempre à coca. Isto só para falar deste ano.
Enfim, com tanto aperto, Freitas passa a ser alvo de duras críticas. Freitas, magoado por achar que só quando as coisas correm mal é que se lembram dele e por sentir estar-lhe a ser cobrado em demasia o insucesso da produção do pomar de Alvalade, anuncia a retirada da cooperativa. Tem razões para estar chateado, mas sabe melhor do que eu ao que vem. E vai com 86 mil euros de prémio da época passada para se consolar.
Fim
E é por este fim assentar tão bem na estória que se calhar estava mesmo na hora de terminar o ciclo Freitas.
Estão abertas as vagas pró seu lugar!
99/2000 (12 pêras importadas)
Pêras Boas: Peter Schmeichel; César Prates; André Cruz; De Franceschi; Mpenza (5)
Pêras fixes mas com muito caroço: Ayew
Pêras Amargas: Robaina, Hanuch; Viveros; Spehar; Bruno Gimenez; Toñito (6)
Balanço entre Pêras Boas e Amargas=-1
2000-01 (13 pêras importadas)
Pêras Boas: Dimas; Phil Babb; Paulo Bento; Sá Pinto; João Pinto (5)
Pêras fixes mas com muito caroço: Pavel Horváth; Rodrigo Fabri;
Pêras Amargas: Hugo; Alan Mahon; Bruno Caires; Kirovski; Mario Cáceres;
Rodrigo Tello (pêra boa, mas saiu demasiado cara) (6)
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =-1
2001-02 (6 pêras importadas)
Pêras Boas: Niculae; Mário Jardel (2)
Pêras fixes mas com muito caroço: Rui Bento;
Pêras Amargas: Jorge Vidigal (o irmão do outro); Luís Filipe; Dimitrios Nalitzis (3)
Do nosso viveiro: Carlos Martins; Diogo; Hugo Viana; Ricardo Quaresma
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =-1
2002-03 (5 pêras importadas)
Pêras Boas: Contreras (1)
Pêras fixes mas com muito caroço: Kutuzov; Danny
Pêras Amargas: Marcos Paulo; João Paulo (2)
Do nosso viveiro: Cristiano Ronaldo; Paíto,
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =-1
2003-04 (8 pêras importadas)
Pêras Boas: Ricardo; Anderson Polga; Rochemback; Liedson (4)
Pêras fixes mas com muito caroço: Tinga; Custódio (adquirido ao Guimarães em 2001)
Pêras Amargas: Mário Sérgio; Silva; Clayton (3)
Do nosso viveiro: Miguel Garcia; Paulo Sérgio; Lourenço;
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =+1
2004-05 (5 pêras importadas)
Pêras Boas: Enakarhire; Rogério; Pinilla (rrhumm…pronto… pra mim era uma pêra especial) (3)
Pêras fixes mas com muito caroço: -
Pêras Amargas: Douala; Mota (2)
Do nosso viveiro: João Moutinho;
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =+1
2005-06 (10 pêras importadas)
Pêras Boas: Caneira; Tonel; Romagnoli (3)
Pêras fixes mas com muito caroço: Abel; Luís Loureiro; Deivid
Pêras Amargas: Edson; João Alves; Koke; Wender (4)
Do nosso viveiro: Semedo; André Marques; Nani; Varela
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =-1
2006-07 (5 pêras importadas)
Pêras Boas: - (0)
Pêras fixes mas com muito caroço: Ronny; Alecsandro
Pêras Amargas: Farnerud; Paredes; Carlos Bueno; (3)
Do nosso viveiro: Miguel Veloso; Bruno Pereirinha; Yannick Djaló
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =-3
2007-08 (9 pêras importadas)
Pêras Boas: Izmailov; Simon Vukcevic (2)
Pêras fixes mas com muito caroço: Stojkovic
Pêras Amargas: Marían Had; Celsinho; Purovic (3)
Pêras ainda em processo de análise: Gladstone; Pedro Silva; Derlei
Do nosso viveiro: Rui Patrício; Adrien Silva; Luís Paez
Balanço entre Pêras Boas e Amargas =-1
A crítica da contratação desportiva
Antes de mais peço desculpa pelo exagero destes dois posts que se seguem. Não volta a acontecer.
Quando Pipinho vem dizer «hoje não contrataria Paredes, porque não correspondeu às expectativas» é grave. Revela categoricamente como o nosso presidente não faz ideia nenhuma de como gerir recursos humanos numa organização desportiva. Com esta tirada não é de admirar a atitude “agora é que me estou completamente a cagar para isto” do Paredes. Isto é, ninguém no seu juízo contrataria em momento algum quem quer que fosse, se soubesse de antemão que esse jogador não iria corresponder às expectativas. Isso é óbvio, e por isso não o dizemos mais vezes. A falha de carácter ou de liderança, como queiram chamar, está em vir dizer isso para as capas dos jornais sei lá eu com que objectivo. Se é correr com ele para fora do Sporting é dizer isso directamente ao paraguaio.
Reparem, para um homem que trabalhe apenas um dia por semana no (piso do) Sporting, calculo que tenha no máximo duas hora por semana para ficar a par do que o Freitas anda a fazer. E já é com sorte. Nesses períodos de tempo, por altura da abertura dos mercados de transferências, Pipinho, quando muito, lê ou ouve o sumário do relatório (de viabilidade) de aquisição de um jogador já com o parecer técnico elaborado pela equipa do Freitas. Aí, rápido que se faz tarde, concede ou não concede a sua autorização suprema. Não creio por isso que ele tenha todo o conjunto de dados que lhe permita uma tomada de decisão consciente e, sobretudo, que conheça bem as margens possíveis de evolução esperada do desempenho de cada um dos seus “novos activos”. Confia-se no Freitas para isso. Daí o seu espanto perante as expectativas não correspondidas. E daí ele transmitir, tal como noutros episódios, a impressão de ter perdido a noção de que ele próprio foi o um dos decisores e co-responsável por todas a borrada que por lá se vai fazendo. É o que acontece a quem trabalha um só dia por semana.
Enfim, ia eu a dizer que para dar rumo à política de contratações confia-se no Freitas e na sua equipa (incluindo, penso eu, o Ribeiro Telles, o Barbosa e o Paulo Bento) para o trabalho de prospecção, observação e avaliação de jogadores. Foi este, até hoje, o seu principal métier e é essencialmente por aí que Freitas deve ser avaliado. Como muito bem diz o Visconde de Alvalade “Pelas características inerentes à função [de gestor de activos], cada decisão, a bem da justiça, deve ser avaliada no momento e no contexto em que é tomada, atendendo à conjuntura do mercado e aos recursos disponíveis.”. Ora os indicadores e dados para se proceder a esta avaliação só o Freitas os detém na plenitude, pelo que temos todos de confiar que ele avalie… da melhor maneira possível. Nesse processo, exige-se que os possíveis resultados de uma decisão sejam estrategicamente equacionados e antecipados com tanto mais detalhe quanto maior for o risco da decisão. A partir daqui entramos no “nosso” métier: a crítica ad hoc. A crítica desportiva had hoc pode parecer desonesta por ser muitas vezes feita depois de observados os resultados de uma escolha (…) [já que] se fundamenta num conjunto de dados que não estavam disponíveis aos agentes no momento de tomada de decisão. Será desonesta se, ao ter participado de todo o processo de decisão, se critique “as escolhas” tendo apenas como base essa fundamentação. Mas não é verdade que a avaliação crítica “honesta” se esgote no quadro ‘do momento da decisão’. Tal como noutras esferas da vida é um erro avaliar-se uma decisão levando somente em conta os efeitos que ela produziu sem atender ao contexto da decisão. Mas não é errado tecer avaliações também com base nesses efeitos à posteriori, relativizando-os q.b.. Não fugindo à regra, a crítica desportiva deve levar em conta estes dois momentos. Neste segundo momento - em que os adeptos são chamados pela primeira vez a participar – é muito difícil estabelecer critérios fidedignos que permitam avaliar os resultados do Freitas.
A sensação de desonestidade pode surgir quando se pretende, por exemplo, ter como critério o sucesso da equipa de futebol. Evidentemente, há toda uma infinidade de factores como a táctica e o posicionamento do treinador, os “jogadores não contratados”, o desempenho das equipas adversárias, do árbitro, etc. que inviabilizam uma séria relação de causalidade directa entre o desempenho da equipa e as contratações efectuadas.
Mas verdade seja dita, se ele recebe um prémio de desempenho de 86 mil euros baseado nos resultados desportivos da equipa então está mais do que legitimizada a crítica do adepto tendo por base este referencial.
Mesmo assim, com mais ou menos exagero, creio que a avaliação do adepto em geral não foge muito de um conjunto imaginário de critérios que se pode aceitar como válido para ser tido em conta, em particular: pela prestação individual dos jogadores contratados (a sua qualidade), do seu peso para a prestação global da equipa e da gestão dos activos na transição de épocas (saídas/entradas; renovações/rescisões).
Vão-me dizer que há sempre factores que não se controlam e quase impossíveis de antecipar como cenário provável - lesões; factor comportamental (adaptação à cidade; relação com colegas, etc.) - e que é ainda assim desonesto avaliar um jogador que “todos” concordariam à partida ser uma boa aposta. Eu respondo que não é. Pela natureza deste negócio (activos são pessoas; as decisões comportam elevado grau de risco; num plantel nem todos podem ter épocas boas; etc.) continuará a haver inevitavelmente erros de casting; não temos outra hipótese. Não se trata aqui de avaliar um ou dois activos, mas de perceber que é na regularidade encontrada de dezenas deles ao longo de n(ove) épocas que nos permite partir para a avaliação do desempenho de um gestor de activos (= o gajo das contratações) e a consequente crítica devida.
Não querendo ser chato, voltando rapidamente ao Paredes como exemplo, não é certo que o Paredes fosse uma aposta segura (basta desconfiar dos elogios de Pinto da Costa sobre o jogador aquando da sua contratação) pois não tínhamos os dados todos que o Freitas tinha (ou devia ter) na altura de decidir por um jogador para aquela posição. Logo só nos resta avaliar ad hoc. Não um, mas dezenas deles.
Portanto, o Freitas que não se queixe.
Quando Pipinho vem dizer «hoje não contrataria Paredes, porque não correspondeu às expectativas» é grave. Revela categoricamente como o nosso presidente não faz ideia nenhuma de como gerir recursos humanos numa organização desportiva. Com esta tirada não é de admirar a atitude “agora é que me estou completamente a cagar para isto” do Paredes. Isto é, ninguém no seu juízo contrataria em momento algum quem quer que fosse, se soubesse de antemão que esse jogador não iria corresponder às expectativas. Isso é óbvio, e por isso não o dizemos mais vezes. A falha de carácter ou de liderança, como queiram chamar, está em vir dizer isso para as capas dos jornais sei lá eu com que objectivo. Se é correr com ele para fora do Sporting é dizer isso directamente ao paraguaio.
Reparem, para um homem que trabalhe apenas um dia por semana no (piso do) Sporting, calculo que tenha no máximo duas hora por semana para ficar a par do que o Freitas anda a fazer. E já é com sorte. Nesses períodos de tempo, por altura da abertura dos mercados de transferências, Pipinho, quando muito, lê ou ouve o sumário do relatório (de viabilidade) de aquisição de um jogador já com o parecer técnico elaborado pela equipa do Freitas. Aí, rápido que se faz tarde, concede ou não concede a sua autorização suprema. Não creio por isso que ele tenha todo o conjunto de dados que lhe permita uma tomada de decisão consciente e, sobretudo, que conheça bem as margens possíveis de evolução esperada do desempenho de cada um dos seus “novos activos”. Confia-se no Freitas para isso. Daí o seu espanto perante as expectativas não correspondidas. E daí ele transmitir, tal como noutros episódios, a impressão de ter perdido a noção de que ele próprio foi o um dos decisores e co-responsável por todas a borrada que por lá se vai fazendo. É o que acontece a quem trabalha um só dia por semana.
Enfim, ia eu a dizer que para dar rumo à política de contratações confia-se no Freitas e na sua equipa (incluindo, penso eu, o Ribeiro Telles, o Barbosa e o Paulo Bento) para o trabalho de prospecção, observação e avaliação de jogadores. Foi este, até hoje, o seu principal métier e é essencialmente por aí que Freitas deve ser avaliado. Como muito bem diz o Visconde de Alvalade “Pelas características inerentes à função [de gestor de activos], cada decisão, a bem da justiça, deve ser avaliada no momento e no contexto em que é tomada, atendendo à conjuntura do mercado e aos recursos disponíveis.”. Ora os indicadores e dados para se proceder a esta avaliação só o Freitas os detém na plenitude, pelo que temos todos de confiar que ele avalie… da melhor maneira possível. Nesse processo, exige-se que os possíveis resultados de uma decisão sejam estrategicamente equacionados e antecipados com tanto mais detalhe quanto maior for o risco da decisão. A partir daqui entramos no “nosso” métier: a crítica ad hoc. A crítica desportiva had hoc pode parecer desonesta por ser muitas vezes feita depois de observados os resultados de uma escolha (…) [já que] se fundamenta num conjunto de dados que não estavam disponíveis aos agentes no momento de tomada de decisão. Será desonesta se, ao ter participado de todo o processo de decisão, se critique “as escolhas” tendo apenas como base essa fundamentação. Mas não é verdade que a avaliação crítica “honesta” se esgote no quadro ‘do momento da decisão’. Tal como noutras esferas da vida é um erro avaliar-se uma decisão levando somente em conta os efeitos que ela produziu sem atender ao contexto da decisão. Mas não é errado tecer avaliações também com base nesses efeitos à posteriori, relativizando-os q.b.. Não fugindo à regra, a crítica desportiva deve levar em conta estes dois momentos. Neste segundo momento - em que os adeptos são chamados pela primeira vez a participar – é muito difícil estabelecer critérios fidedignos que permitam avaliar os resultados do Freitas.
A sensação de desonestidade pode surgir quando se pretende, por exemplo, ter como critério o sucesso da equipa de futebol. Evidentemente, há toda uma infinidade de factores como a táctica e o posicionamento do treinador, os “jogadores não contratados”, o desempenho das equipas adversárias, do árbitro, etc. que inviabilizam uma séria relação de causalidade directa entre o desempenho da equipa e as contratações efectuadas.
Mas verdade seja dita, se ele recebe um prémio de desempenho de 86 mil euros baseado nos resultados desportivos da equipa então está mais do que legitimizada a crítica do adepto tendo por base este referencial.
Mesmo assim, com mais ou menos exagero, creio que a avaliação do adepto em geral não foge muito de um conjunto imaginário de critérios que se pode aceitar como válido para ser tido em conta, em particular: pela prestação individual dos jogadores contratados (a sua qualidade), do seu peso para a prestação global da equipa e da gestão dos activos na transição de épocas (saídas/entradas; renovações/rescisões).
Vão-me dizer que há sempre factores que não se controlam e quase impossíveis de antecipar como cenário provável - lesões; factor comportamental (adaptação à cidade; relação com colegas, etc.) - e que é ainda assim desonesto avaliar um jogador que “todos” concordariam à partida ser uma boa aposta. Eu respondo que não é. Pela natureza deste negócio (activos são pessoas; as decisões comportam elevado grau de risco; num plantel nem todos podem ter épocas boas; etc.) continuará a haver inevitavelmente erros de casting; não temos outra hipótese. Não se trata aqui de avaliar um ou dois activos, mas de perceber que é na regularidade encontrada de dezenas deles ao longo de n(ove) épocas que nos permite partir para a avaliação do desempenho de um gestor de activos (= o gajo das contratações) e a consequente crítica devida.
Não querendo ser chato, voltando rapidamente ao Paredes como exemplo, não é certo que o Paredes fosse uma aposta segura (basta desconfiar dos elogios de Pinto da Costa sobre o jogador aquando da sua contratação) pois não tínhamos os dados todos que o Freitas tinha (ou devia ter) na altura de decidir por um jogador para aquela posição. Logo só nos resta avaliar ad hoc. Não um, mas dezenas deles.
Portanto, o Freitas que não se queixe.
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