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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Notas do tempo de uma outra crise

O Sporting é um manancial de surpresas. Quando tem equipas famosas-invencíveis não ganha títulos. Mas quando nós principiamos de dizer que não tem médios, que não tem avançados, que não tem defezas, que não tem...perdão guarda-redes há sempre, é certo e sabido que os campeonatos lhe caiem no papo...
Norte Desportivo, 04-03-1943

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Entrevista de Manuel Brito, 1984

Fez ontem uma semana que morreu Manuel Brito, um dos «Sete Magníficos» que conquistaram o penta-campeonato de 1968/69 a 72/73.
Desportista que serviu e glorificou o Sporting como poucos, Manuel Brito deu, no final da sua carreira de jogador, uma entrevista à Revista Técnica de Andebol. Nela deu-nos conta da bela retrospectiva da sua carreira. Fala das grandes equipas do andebol leonino, dos bons e maus momentos no clube e tudo o mais... incluindo o que dele pensavam os seus treinadores.





domingo, 17 de abril de 2011

Sínteses

Há duas semanas fomos ver o Benfica- Porto a um restaurante ali ao pé da junta de freguesia do Alto do Pina. O restaurante estava cheio. Hoje repetimos a dose. Estavam quatro pessoas no mesmo restaurante. Três de nós e um velhote que ainda não perdeu o amor ao clube.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Xeque-Mate



Tudo começa por aqui. Com Pedro Santana Lopes e Viegas Soares que agora aterraram na lista de Pedro Baltasar.
Foram 15 anos de Projecto, com Roquette, o pai, com Ricciardi do BES, a mãe, e com todos as outras figuras: desde Godinho Lopes - que se faz sócio pouco antes de entrar para o clube; até Bettencourt. Pautado por diferentes rostos e ciclos, todos eles fizeram parte de um mesmo Projecto falhado, na medida em que:

- ao serem legitimados (às vezes nem tanto) para representar os interesses do Sporting, salvaguardaram antes de tudo os interesses de um grupo restrito de sportinguistas, pondo em causa o primeiro;

- seguiram as mesmas premissas base de um modelo de desenvolvimento desportivo caduco, mal gerido e não-sustentado.

Primeiro ponto. Promiscuidade e separação de poderes
O grupo de interesses paralelos que se instalou no SCP é um círculo cujo raio trespassa a construção civil, a Banca e grupos financeiros dedicados aos media (atentem à intoxicação nestas semanas). Interesses aos quais o Sporting deveria saber negociar em seu benefício. Mas não soube. Na verdade, o problema surgiu dessa configuração de poderes confusamente enredados. A promiscuidade é nociva na medida em que, durante 15 anos o Sporting planeou, negociou e executou sob a direcção de pessoas que detinham também interesses particulares (conflituantes ou não) em jogo. No final das contas vemos a OPCA, firma de Soares Franco, a construir e a ocupar os pisos do Visconde de Alvalade. Principal parceiro e cliente da OPCA, o BES, depois de Project-Financiar o modelo e o seu pilar imobiliário e de tudo ter feito para proceder à transferência desse património imobiliário do clube para um fundo que protegesse o credor, continua a ser representado por Ricciardi, na lista do CF de Godinho.
O grupo de interesses estende-se até pessoas calibradas como Fontão de Carvalho (genro de Alves Ribeiro, construtor do novo Estádio José de Alvalade), ex-Conselheiro e ex-sócio na BDO, a empresa que auditava as contas da SAD. Também desta auditora fizeram parte o ex-Conselheiro Fiscal e Primeiro Provedor de Sócios Que Jamais Existiu: Ernesto da Silva Ferreira, vindo, dizem, para o clube pela mão de Roquette que o conhecia do BES. Para além de Ernesto (entre 2001 e 2003, R.O.C. dos CTT), passou também pelo SCP, Horta e Costa, o mesmo que vai agora a Tribunal no caso dos CTT. Tratando-se de cabotinos ou gente séria, no Sporting, todos eles falharam, sem excepção. Como membros do Conselho Fiscal, são co-responsáveis pela degradação da situação económica e por nunca terem denunciado aos sócios a condução de um clube para uma situação de falência.

O clube deve servir-se do “business” e não o contrário. A razão para o Projecto conseguir ter durado tanto tempo é porque de facto as taças de Portugal e os segundos lugares escondiam muita coisa.

Segundo ponto. Um projecto desportivo amputado.
Dos 30 milhões de euros de dívida em 1995 para os 380 milhões de euros em 2009 já muito se descobriu mas pouco se responsabilizou. Engordando a despesa através das várias empresas do Grupo Sporting, esta equipa de presidentes não conseguiu atrair as receitas prometidas. Pelo contrário. Mas percebe-se hoje porquê e também por que razão Godinho é a continuidade disfarçada… em direcção ao desastre.
Estamos longe da apologia do clube só de futebol e sem sócios, de Soares Franco. No entanto, perante a falência da primeira fase do projecto (esgotar do modelo das SAD; exploração deficitária a todos os níveis) Ricciardi apontou as soluções:
- reformular os formatos das competições profissionais (aqui fantasiava); Racionalizar estrutura de custos operacionais - outsourcing (deve ter sido por aqui que entrou o Jorge Mendes); - recrutar equipas de gestão profissionalizadas e adaptação de práticas de gestão empresarial a todos os níveis de organização; e… o acordo estipulando a obrigatoriedade de vender jogadores todos os anos.
Foram chutando, desde Alvalade até à Academia, quem sobrava em conhecimentos e cultura sportinguista, mas, sem MBA não percebiam bem o que era isso da "missão, visão e valores". Soares Franco garantia, em 2006, que o projecto não era de continuidade, que saía reforçado e que teríamos um Sporting de nível europeu.
Não perceberam, porém, que o Sporting não é uma equipa da NBA. Que nos livros de Peter Drucker não existe nenhuma fórmula dedicada ao futebol português. Godinho Lopes diz que o SCP tem de saber explorar melhor a bilheteira, de merchandising, marketing, publicidade ou sponsorização. Pois bem, mas é pena a equipa dele não dizer como. Não diz porque não sabe como esgalhar ainda mais um filão tão remexido e... sem resultados! Tal como quando JEB quis fazer a campanha de angariação de sócios e logo desistiu da ideia.
E não basta um bom plantel. Tem de saber devolver o clube aos sócios de modo a que estes se sintam identificados com ele. É a diferença entre uma participação do adepto concentrada numa exclusiva concepção de consumo assente nas regras do mercado (real ou virtual) - a visão da “continuidade”, e a de uma concepção que incorpora a dimensão associativista assente em regras democráticas directas, no fomento dos valores identitários, do que é ser do Sporting, apanágio do papel do sócio até final do século passado.
Não entenderam que por mais estratégias de marketing-mix, não recuperam os 50 mil sócios que debandaram ou as game box perdidas; nem é por transformar sócios em clientes que estes vão dar mais dinheiro. Governaram o clube como se fosse um entreposto imobiliário, um club VIP de uma empresa de renome e não como um clube nacional, eclético e popular.
O discurso mudou, mas, no meio do vazio, nota-se que o modelo, as ideias de base são as mesmas.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O regresso dos reis ou O farol

A compreensão do que foi a história do Sporting nos últimos anos e algumas das mais críticas análises ao Projecto Roquette foram feitas nesse magnífico blogue intitulado King Lizards. O blogue que nos fez, pelo menos a nós aqui na Roulote, mas não saberei exactamente quantificar a quantos outros, perceber não apenas o que se passava no clube mas sobretudo que não estávamos sozinhos no mundo. O King Lizards, depois de ter desaparecido durante um tempo, sempre demasiado longo, voltou a disponibilizar os arquivos. Para começar, nada como ler esse texto mítico e fundador intitulado A Hidra. O resto é ir lendo com calma. Já temos um ponto de orientação para nos ajudar a guiar na tempestade.

domingo, 30 de maio de 2010

Queremos pavilhão!

O Sporting venceu hoje, no Pavilhão de Almada, frente à equipa polaca MMTS Kwidzyn, a Taça Challenge, em andebol. O jogo foi vivido em ambiente de autêntico delírio por todos os presentes. Mas a festa também não deixou de ser uma jornada de luta por um outro Sporting. Uma modalidade sem SAD e sem grande orçamento ganhou uma competição europeia. Bettencourt foi vaiado quando desceu ao terreno de jogo no final do encontro. As massas exigiram com a sua presença. com o seu entusiasmo e com cânticos o pavilhão.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cinco anos na vida de um clube ou a gestão empresarial

Recebi um e-mail do Sporting com o meu número novo, já que estamos em ano de renumeração. Baixei cerca de 35 mil números. Volto a repetir, para os mais incrédulos: 35 mil.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Instantes decisivos ou nunca mais é quarta ou ainda o mochilas é o meu melhor amigo

Quando se soube que o jogo do Iordanov afinal, e graças aos tribunais, afinal ia mesmo para a frente o Oceano mandou-me o link para o vídeo que têm aqui nesta posta. Ao rever o vídeo não deixo de ficar atónico com o contraste entre as esperanças que naquele momento se cristalizavam em torno de uma rara conquista, uma massa associativa absolutamente fiel e apaixonada, um conjunto de jogadores de valor e que sentiam o clube, de facto, e o futuro que se aproximava. Ao ouvir e relembrar Iordanov, Balakov, Vujacic, Marco Aurélio, Carlos Xavier ou o Filipe não consigo deixar de sentir que aquelas pessoas se sentiam, de facto, bem entre nós. E as saídas de quase todos eles foram tristes e conflituosas, ainda que tenham sido figuras absolutamente centrais na vida do clube que viveram a transição entre o buraco de Jorge Gonçalves e o advento da SAD. Registei expressões como "acabámos com esta brincadeira de 13 anos", "agora vamos ganhar mais coisas", "é uma nova página que se abre", "o início de uma nova era". Essa era, de facto, já se encontrava no relvado.

Santana Lopes, recém eleito presidente e mandatado para implementar o Projecto Roquette, não teria pudor em considerar o título como seu, face a um Sousa Cintra remetido aos bastidores e injustamente esquecido. O referendo mais cruel da história do Sporting estava em preparação. Pouco tempo depois desta rara conquista receberia em casa um envelope onde me exortavam a optar por uma modalidade a manter entre três: andebol, basquetebol e voleibol. Escolhi o andebol, que vai este ano à final da Taça Challenge. Todas as outras modalidades profissionais (e não amadoras, como por aí ainda é costume dizer-se) seriam extintas, com excepção do atletismo. Seguir-se-iam catrefadas de treinadores, não sei quantos projectos financeiros, não sei quantos golpes palacianos, presidentes, comunicados à CMVM e projectos imobiliários. Não sei quantas alienações de património, assembleias gerais escaldantes e uma dívida galopante entre muitas e muitas e muitas contratações de jogadores sem nexo quase nenhum. A este propósito vale mesmo a pena ler a posta de Kovacevic que analisa as últimas 57 contratações do Sporting. Deixei para o fim, e propositamente, o Figo e o Peixe. A formação já dava craques de primeira já nessa altura A.S. (antes de S.A.D.). Eles já eram mal aproveitados já nessa altura. Ainda assim, e olhando para a lista de Kovacevic, foi dentro de portas que criámos os nossos melhores jogadores ao longo dos últimos anos. Foi na manutenção de alguns valores seguros que construímos boas equipas. Agora, a bem da circulação do dinheiro, e num clube falido, compramos 8 e 9 jogadores de merda por ano que no ano seguinte se vão embora. Milhão a milhão se cria um buracão. Na escolha do adjunto da casa para Paulo Sérgio pesou mais a amizade de Costinha do que o serviço efectivo ao clube. Homens como Litos ou Paulo Torres foram esquecidos em detrimento de Nuno Valente, que é sobretudo um amigo de Costinha. É sobretudo um tipo que vai vigiar o treinador.

Em quase todas as áreas da vida do clube a SAD parece ter trazido muito pouco de novo. O que se fazia bem continua a fazer-se. O que se fazia mal também se continua a fazer. Agora o que não consigo deixar de notar é que aquele instante cheio de promessas de uma nova era que se abria se revelou um pesadelo interminável. Ganhámos muito pouco depois daquele momento mas perdemos muito. Perdemos sobretudo a noção de quem somos e a capacidade de nos rodearmos de pessoas entusiásticas, com uma certa dose de ingenuidade, genuinamente felizes por se encontrarem entre nós e com palavras bonitas e simpáticas no momento da despedida. Pessoas competentes a quem se dá estabilidade mas que também amam o clube. Eu tenho saudades dessa merda! Tenho mesmo muitas saudades. Quarta-feira lá estarei para as assassinar a sangue quente. Quarta-feira vamos ter um bocadinho do NOSSO SPORTING de volta. Iordanov Forever! Já ando a cantarolar: "a terra estremeceu e verde se tornou", la, la la, la, la, la, la, la e por aí fora.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Dar música ao Sporting II

O Paulinho interrogava-se lá em baixo a razão porque só nos calham em sorte malhas xaroposas e pataqueiras. Enquanto circulava pela blogosfera dei de caras com o Tesouro Verde que dedica uma das suas postas ao hino cantado pelos campeões de 1982. Já tinha ouvido a música nas imediações do estádio, ao pé da casinha da Juve, mas não sabia o que é que era, nem quem cantava, nem quem escreveu o tema (Luís Filipe Barros, do Rock em Stock, que dava na Rádio Comercial) É ir ao tesouro para saber mais. E que tal convidar a Isilda Sanches para escrever uma malha na próxima época?



E já agora, se alguém tiver o Fadinho do Sousa Cintra é favor enviar para a caixa do correio.

sábado, 19 de dezembro de 2009