Mostrar mensagens com a etiqueta Mística. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mística. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Subsídios para a mística ou Stijn Schaars bem vindo ao Sporting



O vídeo foi descoberto na caixa de comentários do cacifo. Não há mais nada a dizer a não ser repetir as palavras de um dos comentadores:
O puto até é do Sporting como eu desconfiava . Fui confirmar. O nosso clube é esta mescla de gente capaz de gozar com o improvável. Isto é a grandeza do Sporting, por isso somos diferentes e muito superiores à concorrência. Agora venha o Shaars (ou lá como se chama) e a sorte dele será a nossa felicidade. Cheira-me a craque…

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Subsídios para a mística sportinguista acrescidos da crítica da contratação desportiva

Não faço ideia se Alex Silva é bom jogador ou não, mas oponho-me veementemente à sua contratação. Deveria ser vedada, no Sporting, a aquisição do passe de qualquer jogador com irmãos que desenvolvam a mesma actividade profissional. Falo-vos, como é evidente, do princípio do irmão mau. O Sporting tem uma longa história de ficar com o pior irmão. Não sei quando começou mas a verdade é que desde que me lembro que assim é. Exemplifico: Ali Hassan era o irmão mau de Hossan Hassan, ponta-de lança egípcio cuja vinda para o Sporting foi objecto de intensa especulação na passagem dos oitentas para os noventas; Assis, o irmão mau de Ronaldinho Gaúcho; Pontus Farnerud, o irmão mau de Alexander Farnerud. Podem contrariar este argumento com Paulo Silas, irmão bom de Paulo Pereira. Gostaria de recordar, porém, que a passagem de Silas pelo nosso clube foi coroada com fugazes lampejos de futebol e não com prestações sólidas e a sua saída foi em conflito com a direcção. Alex Silva é irmão do Luisão. Diz-vos o Luizinho que, olhando para o passado e para o modus operandi das forças cósmicas, nolens volens, é gajo para ser o irmão mau.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Instantes decisivos ou nunca mais é quarta ou ainda o mochilas é o meu melhor amigo

Quando se soube que o jogo do Iordanov afinal, e graças aos tribunais, afinal ia mesmo para a frente o Oceano mandou-me o link para o vídeo que têm aqui nesta posta. Ao rever o vídeo não deixo de ficar atónico com o contraste entre as esperanças que naquele momento se cristalizavam em torno de uma rara conquista, uma massa associativa absolutamente fiel e apaixonada, um conjunto de jogadores de valor e que sentiam o clube, de facto, e o futuro que se aproximava. Ao ouvir e relembrar Iordanov, Balakov, Vujacic, Marco Aurélio, Carlos Xavier ou o Filipe não consigo deixar de sentir que aquelas pessoas se sentiam, de facto, bem entre nós. E as saídas de quase todos eles foram tristes e conflituosas, ainda que tenham sido figuras absolutamente centrais na vida do clube que viveram a transição entre o buraco de Jorge Gonçalves e o advento da SAD. Registei expressões como "acabámos com esta brincadeira de 13 anos", "agora vamos ganhar mais coisas", "é uma nova página que se abre", "o início de uma nova era". Essa era, de facto, já se encontrava no relvado.

Santana Lopes, recém eleito presidente e mandatado para implementar o Projecto Roquette, não teria pudor em considerar o título como seu, face a um Sousa Cintra remetido aos bastidores e injustamente esquecido. O referendo mais cruel da história do Sporting estava em preparação. Pouco tempo depois desta rara conquista receberia em casa um envelope onde me exortavam a optar por uma modalidade a manter entre três: andebol, basquetebol e voleibol. Escolhi o andebol, que vai este ano à final da Taça Challenge. Todas as outras modalidades profissionais (e não amadoras, como por aí ainda é costume dizer-se) seriam extintas, com excepção do atletismo. Seguir-se-iam catrefadas de treinadores, não sei quantos projectos financeiros, não sei quantos golpes palacianos, presidentes, comunicados à CMVM e projectos imobiliários. Não sei quantas alienações de património, assembleias gerais escaldantes e uma dívida galopante entre muitas e muitas e muitas contratações de jogadores sem nexo quase nenhum. A este propósito vale mesmo a pena ler a posta de Kovacevic que analisa as últimas 57 contratações do Sporting. Deixei para o fim, e propositamente, o Figo e o Peixe. A formação já dava craques de primeira já nessa altura A.S. (antes de S.A.D.). Eles já eram mal aproveitados já nessa altura. Ainda assim, e olhando para a lista de Kovacevic, foi dentro de portas que criámos os nossos melhores jogadores ao longo dos últimos anos. Foi na manutenção de alguns valores seguros que construímos boas equipas. Agora, a bem da circulação do dinheiro, e num clube falido, compramos 8 e 9 jogadores de merda por ano que no ano seguinte se vão embora. Milhão a milhão se cria um buracão. Na escolha do adjunto da casa para Paulo Sérgio pesou mais a amizade de Costinha do que o serviço efectivo ao clube. Homens como Litos ou Paulo Torres foram esquecidos em detrimento de Nuno Valente, que é sobretudo um amigo de Costinha. É sobretudo um tipo que vai vigiar o treinador.

Em quase todas as áreas da vida do clube a SAD parece ter trazido muito pouco de novo. O que se fazia bem continua a fazer-se. O que se fazia mal também se continua a fazer. Agora o que não consigo deixar de notar é que aquele instante cheio de promessas de uma nova era que se abria se revelou um pesadelo interminável. Ganhámos muito pouco depois daquele momento mas perdemos muito. Perdemos sobretudo a noção de quem somos e a capacidade de nos rodearmos de pessoas entusiásticas, com uma certa dose de ingenuidade, genuinamente felizes por se encontrarem entre nós e com palavras bonitas e simpáticas no momento da despedida. Pessoas competentes a quem se dá estabilidade mas que também amam o clube. Eu tenho saudades dessa merda! Tenho mesmo muitas saudades. Quarta-feira lá estarei para as assassinar a sangue quente. Quarta-feira vamos ter um bocadinho do NOSSO SPORTING de volta. Iordanov Forever! Já ando a cantarolar: "a terra estremeceu e verde se tornou", la, la la, la, la, la, la, la e por aí fora.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Proximidade e cumplicidade

Entregava também a correspondência aos jogadores de futebol do Clube, o que me permitiu criar alguma familiaridade com atletas que admirava desde pequeno e que me fizeram crescer a gostar do Sporting. Como ia ganhando várias provas e batendo Recordes, a convivência era de respeito entre todos, criando amizades fortes, do dia-a-dia a conviver no mesmo espaço. Se fosse um emprego normalíssimo, naturalmente que o relacionamento teria sido outro, mas como também era um atleta de alta competição, treinando no mesmo local que eles, a proximidade e a cumplicidade eram muito fortes.

Jorge Vicente, Fernando Mamede, «o recordista», Lisboa, Sete Caminhos, 2005, p.41.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Dar música ao Sporting II

O Paulinho interrogava-se lá em baixo a razão porque só nos calham em sorte malhas xaroposas e pataqueiras. Enquanto circulava pela blogosfera dei de caras com o Tesouro Verde que dedica uma das suas postas ao hino cantado pelos campeões de 1982. Já tinha ouvido a música nas imediações do estádio, ao pé da casinha da Juve, mas não sabia o que é que era, nem quem cantava, nem quem escreveu o tema (Luís Filipe Barros, do Rock em Stock, que dava na Rádio Comercial) É ir ao tesouro para saber mais. E que tal convidar a Isilda Sanches para escrever uma malha na próxima época?



E já agora, se alguém tiver o Fadinho do Sousa Cintra é favor enviar para a caixa do correio.

sábado, 19 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Momento zandinga (outra vez)

Não sei quem é que nos vai calhar amanhã em sorte mas como o futebol em geral e a vida em particular são muito frequentemente abundantes em poesia assim de repente diria que nos vai sair um de três adversários: At. Madrid, Liverpool ou Ajax. Explico rapidamente porquê e porque é que vamos ser humilhados por qualquer um deles.
O Atlético é o Sporting espanhol, o clube sempre à beira do ataque de nervos. Acabou de levar três do Porto em casa. Se nos eliminar vai ser um fartote. O Liverpool é o Sporting financeiro de Inglaterra. Passado glorioso, já não ganha o campeonato há 19 anos, está em vias de ser ultrapassado pelo Manchester no número total de campeonatos. Está em ruptura financeira e já não ganha há não sei quantos jogos. Nada como os nossos tenrinhos para lhes levantar o moral. O Ajax por causa da história da formação. Certamente que irão provar contra nós que apesar de tudo a formação serve para alguma coisa sem ser para justificar derrotas.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Amanhã

Desde de 2003 que sempre adquiri a Gamebox. Aliás a primeira Gamebox foi ainda em 1996, ou por aí. Uma gamebox que era mais uma caderneta de rifas. Os bilhetes todos iguais e a serem picotados individualmente e jogo a jogo. Fundo preto e pequenos símbolos do Sporting espalhados pelo bilhete. Este ano e depois da Assembleia de 28 de Maio resolvi não comprar a Gamebox. O espiríto foi "nem mais um euro para a SAD". O meu pequeno contributo, com muito sacrífio pessoal, para a salvação do clube. O espiríto foi que numa SAD falida ninguém pega. Mais ainda, foi uma tentativa de entrar em diálogo com os gestores da SAD e a direcção do meu clube na única linguagem que eles percebem: a do dinheiro. O número de sócios dimiuiu ao longo dos últimos três anos e o número de gameboxes vendidas esta época caiu drasticamente. Nem todos os grevistas terão a mesma motivação que eu. Uns terão abandonado a causa simplesmente por cansaço. Outros desertaram insatisfeitos com a qualidade do futebol. Outros terão sofrido as consequências da situação económica. É certo que fui ao Restelo e à Amadora. Vi também três ou quatro jogos na nossa casa, cortesia dos companheiros de roulote que ocasionalmente se compadecem com as minhas dores. Amanhã pela primeira vez esta época vou dar 10 euros à SAD e vou para a superior. Ainda não sei se vou aplaudir as camisolas se vou assobiar aquela gente toda. Não sei. Mas a mensagem é clara. A minha relação com o Sporting Clube de Portugal não depende dos resultados. Não depende agora como nunca dependeu no passado. Numa época em que as assistências no estádio foram ridículas uma casa cheia amanhã seria a bofetada de luva verde. Eles (a SAD) acham que me conhecem; não fazem a mínima ideia de quem sou(mos) e o que nos faz mexer.

quinta-feira, 12 de março de 2009

A gestão, a racionalidade e a mística

Em 1999/2000, depois de sermos campeões ao fim de 18 anos de seca haviam várias escolhas a fazer. Uma delas era se se contratava a título definitivo De Franceschi, elemento fundamental na caminhada para o título. A SAD entendeu que dois milhões de euros (400 mil contos à época) era demasiado dinheiro. Meia dúzia de meses depois estava a contratar Tello por sete milhões. Ao fim de anos de adaptação, e quando este finalmente começava a render e queria passar a receber cerca de 50 mil euros por mês a SAD entendeu que não, que era demasiado. Em compensação manteve Ronny e contratou Grimi (que não acho mau jogador) por três milhões por uma percentagem do passe.
Pelos vistos De Franceschi foi a Munique:

Todos os sportinguistas foram sujeitos a 90 minutos de puro terror em Munique, mas houve um adepto especial - mesmo sem ser português, diz-se tão leão quanto os melhores - que viajou 500 quilómetros da sua Pádua natal e, para seu desgosto, viu o símbolo pelo qual se apaixonou sofrer o maior vexame da sua longa história europeia.
"Os 'tifosi' sportinguistas são únicos, mas percebo a sua revolta. Não vale é a pena pedir-se a cabeça do treinador! Isso seria o mais fácil. É preciso ter calma e assentar ideias para ganhar o campeonato e a Taça da Liga."


"Escreva aí que eu sou sportinguista de verdade! Cresci como um adepto do Inter, a minha equipa em Itália, mas sofro pelo Sporting, estou sempre atento." Após esta manifestação, De Franceschi reforçou: "Ser campeão no clube foi inesquecível, o maior título da minha carreira, mas a homenagem dos adeptos, quando joguei em Alvalade pelo Chievo Verona, foi das melhores coisas que vivi! Emocionei-me, cantaram o meu nome, dei voltas ao relvado. Não sabia que gostavam tanto de mim."

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Descubra as diferenças: SCP x Bayern

Esta é o típico (quando acontece) agradecimento (quando não é frete) dos jogadores e playboys de Alvalade após um apoio histórico, incessante e monumental dos seus adeptos.


e este é o agradecimento dos jogadores do Bayern aos seus adeptos

Se as razões do divórcio se medissem com uma fita métrica...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Já vos disse que adoro estes gajos? #3


Mesmo depois de pendurar as botas o capitão Manuel Fernandes não deixa de prestar serviços inestimáveis ao Sporting. Há um bocado no programa "Resultado Final" da Sport TV para além do deslumbramento de ver dois dos melhores avançados de sempre da história do clube juntos na mesma mesa a falarem com paixão e amor da camisola verde-e-branca fica para a história a sessão de graxa a que Manuel Fernandes sujeitou Liedson. Depois do que ali se passou não há maneira de o Liedson não renovar por cinco épocas e se tornar o segundo melhor marcador de sempre da história do Sporting. O Manuel Fernandes não perdeu uma única oportunidade de elogiar Liedson. De o fazer entender o que é o Sporting (não que fosse preciso). Da manifestar a vontade que tem em que Liedson o ultrapasse na lista de melhores marcadores da história do clube. De rearfirmar a importância de coisas para além do dinheiro. Comparou Liedson com Káka e Messi, referindo que estes também não abandonaram os clubes onde se encontram a troco de propostas milionárias. O que poderia ter-se transformado num momento constrangedor, como uma tentativa de engate onde um gajo não recebe troco nenhum, tornou-se num tocante momento de sportinguismo. O Liedson disse mais do que uma vez que por ele ficava. Por nós também. E já agora dêem a braçadeira ao homem.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Do Amor à Camisola, da Mística e da Militância



Como os leitores poderão já ter percebido, ando numa onda melancólica e nostálgica. E como memória puxa memória, não me custou muito fotografar a minha primeira, e única, camisola do Sporting. Tem para aí de 23 anos e continua acessível no armário. A história que está por trás da camisola é uma história eterna: a da luta do bem contra o mal. No início da década de ointenta o meu pai e o meu tio trabalhavam mesmo ao pé do sítio onde o irmão do Carlos Lopes tinha uma loja de artigos desportivos. Eu era o único puto que circulava por ali sem nada para fazer. Era por isso inevitável que a minha alma fosse objecto de duras batalhas entre as forças do bem e do mal. De um lado a minha família, sportinguista. Do outro, os colegas, benfiquistas. Entre estes incluía-se o irmão do Carlos Lopes (doravante "irmão"), cujo nome não me recordo. Um destes belos dias o irmão oferece-me o equipamento do Benfica, numa tentativa de me converter. Eu, como sou fácil, aceitei. Porém, como toda a gente sabe convém lavar a roupa antes de a usar pela primeira vez. Na primeira vez que foram à máquina os calções do equipamento dos Outros ficaram amarelos e a camisola encolheu. Sobraram as meias. Não deu para grande coisa. Uns dias depois as forças do Bem ripostaram em grande estilo. O Carlos Lopes, o próprio, apareceu lá pelo sítio para me entregar pessoalmente o equipamento completo do Sporting, com chuteiras e tudo. A escolha estava feita!!! A lampionagem, perseverante, não desistiu. Um ano e picos mais tarde resolveram levar-me à bola, já que os homens da minha família nesse dia não podiam ir a Alvalade picar o ponto. Levaram-me para as roulottes, ofereceram-me doces e colas, e até um daqueles bonés que batia palmas. E muitas palmas bateu aquele boné vermelho e branco naquele dia de Dezembro. O resultado é o que se conhece: 7-1. Say no to the dark side!