Mostrar mensagens com a etiqueta Estádio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estádio. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Cábula para a AG

A extraordinária multiplicação de acontecimentos, eventos, fenómenos e epifenómenos associados ao Sporting Clube de Portugal nos últimos dias relegou para um segundo plano a decisiva AG de amanhã. Meias-finais europeias em três modalidades, contratação de jogadores, entrevistas de dirigentes, escândalos que nem sei sei como classificar, golos e vitórias saborosas colocaram o clube num turbilhão difícil de controlar. Se tudo isto influencia os resultados das decisões que os sócios amanhã terão que tomar, penso que é essencial recordarmos que apesar de relacionados entre si estes fenómenos são também independentes uns dos outros. Ceder a qualquer tipo de chantagem, "se não aprovarem o empréstimo e a passagem do estádio para a SAD vendo o Capel, e o Insúa e o Rui Patrício", é meio caminho andado para se tomarem más decisões. E não nos esqueçamos, foram prometidos 100 milhões de euros no início da época para reforços e para sustentar uma aposta de médio prazo num novo plantel. Ora, se Godinho afirma convictamente que noutras circunstâncias convocaria eleições antecipadas, poucas circunstâncias serão mais decisivas para qualquer clube do que a alienação do seu próprio estádio. É pena que essa estratégia não tenha sido afirmada durante a última campanha eleitoral. Queria ver os resultados de uma lista que dissesse o seguinte: vamos contratar trinta milhões em jogadores e se os resultados desportivos não corresponderem ao esperado alienamos o estádio para pagar as contratações que vamos fazer com dinheiro que não temos e que esperemos que corram bem.

terça-feira, 3 de abril de 2012

AG do clube dia 24 de Abril (a não faltar)

A direcção do SCP resolveu tomar a atitude decente e marcar uma AG do clube para discutir a alienação do estádio em favor da SAD.O que vai ser submetido ao escrutínio dos sócios não é a passagem do estádio propriamente dito para a SAD mas antes a aprovação de um empréstimo de cerca de cinquenta milhões de euros para levar a cabo um aumento de capital da Sporting Património e Marketing. Segundo entendo, e não estou seguro de que o meu entendimento esteja correcto, o que se passa é o seguinte. O Sporting pede o empréstimo para aumentar a sua participação na SPM. Com esse dinheiro liquida um empréstimo de igual montante da SPM. De seguida passa o Estádio para a SPM que por sua vez passa para a SAD. Estou certo?
Então o Sporting fica com um empréstimo de cinquenta milhões por pagar, uma posição maioritária na SPM que por sua vez vai ser integrada na SAD que sabemos encontrar-se à procura de investidores. Tudo isto, em função de uma operação meramente contabilística que visa assegurar a solvabilidade da SAD. Isto é, aquilo que pode ser uma mera operação contabilística vai-se transformar numa dívida de 50 milhões para o clube e um estádio para uma SAD à procura de investidores externos. Percebo bem?

sexta-feira, 25 de março de 2011

O Sporting de Godinho Lopes e Luís Duque

Encontrei o Sr. Francisco, indeciso mas inclinado para votar na urna de Godinho e Duque. Confessou ter receio de estar a colocar mão no mesmo local onde já ficou entalada. Recupere-se a memória, desfaçam-se as dúvidas agora ou arrepender-se-á para sempre. Olhe que Godinho Lopes será o Godinhismo que se seguiu ao JEBismo, que se seguiu a todos os outros, filhos do mesmo pai. Franziu a testa e contestou-me que nos dois últimos títulos estava lá o Luís Duque. Mas Oh Sr. Francisco:

1. Foi nesse período que a SAD mais registou prejuízos.

1997/98 - 7,5 milhões de prejuízo

1998/99 - 2,5 milhões e meio

1999/00 - 11,5 milhões

2000/01 - 21,5 milhões

2001/02 - 22,7 milhões euros

2002/03 - 27,3 milhões

2003/04 - 9,2 milhões

T = 83 milhões de euros de prejuízo

Num estudo universitário intitulado “Sobre o (des)equilíbrio financeiro da primeira década [1997/98 a 2006/07] do Sporting, Sociedade Desportiva de Futebol, SAD” a análise é clara sobre o desastre financeiro dos anos “dourados” anos de GL e LD: é sensivelmente entre 1999/2000 e 2002/03 que se avalia o maior desastre financeiro (em todas as rubricas: Fundo de Maneio, Rácios de Financiamento, Margem de Auto-financiamento, etc., etc., etc. É obra!). Tomando de empréstimo o fantasma preferido da lista de GL para termo de comparação financeira recordo que, em período idêntico, Vale e Azevedo deixou um prejuízo de 37 milhões (incluindo o que meteu ao bolso) e um passivo de 133 milhões, a fazer fé nos dados disponíveis na Net. É só comparar os números para ter uma dimensão do desastre.

2. A gestão e equipa pouco credíveis de Godinho Lopes

O nº2 da lista - Nobre Guedes - sublinhou a importância da existência, nas empresas do grupo Sporting, de administradores comuns. Assim o era no tempo de Godinho Lopes que foi vice-presidente da SGPS, do Conselho Directivo e presidente da ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE SA, da Sporting Comércio e Serviços e presidente da EMPRESAS IMOBILIÁRIAS (bem no plural pois eram efectivamente muitas).

Não sei se foi desta passagem pela SPORTING COMÉRCIO E SERVIÇOS que GL conheceu os indivíduos pertencentes ao BES e à PT que agora integram a sua lista. É apenas uma suposição por ser público o fantástico retorno publicitário (BES – 126 milhões de Euros; Portugal Telecom – 107 milhões) que estas duas empresas obtêm com o futebol português. Fica a dúvida se é desta que as marcas vão oferecer mais ao SCP do que o SCP tem oferecido às marcas.

Mas sei qual a factura da passagem de GL pela ESTÁDIO JOSÉ ALVALADE SA: construiu um estádio que derrapou em dezenas de milhões de euros (no folheto informativo "Roquette previu que custaria 75 milhões de euros (15 milhões de contos), mas custou para cima dos 100 milhões") sem relvado credível e - incrível! - sem pavilhão. Não me esqueço também que foi Godinho Lopes quem entregou o estádio e Alvaláxia ao arquitecto Tomás Taveira que assim nos tranquilizava: «Todo este tipo de apoio e estruturas ajudam a que o ir ao Estádio seja algo como uma saída familiar, porque enquanto uns estão no futebol, os outros poderão estar no cinema ou no ginásio. Vai ser bonito de ver e viver.» (jornal Sporting, Edição especial, Abril 2003). O que eu vi foi um fosso e cadeiras às cores. A hiper-estratificação (social e funcional) foi o reverso dos discursos sobre a “multi-funcionalidade” e “comodidade”. Uma orgânica arquitectónica que distingue e isola de forma meticulosa cada bancada ou sector, a que o espectador tem acesso. Sossego e privacidade total para as tribunas e repressão policial nas bancadas mais barulhentas. Acabaram-se os meninos à volta da 10A para os jogadores aprenderem coisas de Sporting e de verdade.

O antigo estádio implicava despesas anuais de manutenção de aproximadamente 2,5 milhões de euros ao passo que "a exploração do novo estádio e do complexo Alvalade XXI proporcionaria receitas anuais de 5 a 10 milhões de euros" (SCP, Inauguração, programa oficial, Agosto 2003). Foram tantas as receitas que até o Bingo fechou. Tiveram de vender aquilo tudo.

A vertigem pelo espaço urbanizável era tal que sendo obrigatória a lotação de 50 mil espectadores preferiram contabilizar os lugares atrás dos ecrãs gigantes, atribuindo-os aos cegos, já que estes não viam o campo.

GL já presidiu muito e mal. Para além disto e do que nos conta Ricardo Andorinho, convém relembrar que, em cinco daqueles seis órgãos, GL tinha como vice Diogo Gaspar Ferreira, sinistro membro que, mais tarde, vendeu os terrenos do antigo estádio, abaixo do valor de mercado, a uma promotora imobiliária (MDC) da qual viria ser administrador. Será PPC o seu braço direito credível desta vez?

Mas voltemos a Luís Duque e ao seu petit amie Freitas. Acertam duas em dez contratações. Assim também eu e saía bem mais barato. Prescindia dos 86 mil euros de prémio depositados, em 2006/07, na conta do Freitas por ter preterido o Fábio Coentrão (nem com a dica do rapaz..) e pelo 2º lugar alcançado na Liga. Bom, aqui o Sr. Francisco lá me deu razão. Também ele conhecia bem os danos irreparáveis de Freitas, parte deles em parelha com Duque e tão bem descrita na Magnus Opus de Zeferino Boal: 70 milhões de despesa versus 5 milhões de retorno.

Realmente, para quem repete a palavra credível 86 vezes por debate isto é muito pouco. Eu quero mais. Mais credibilidade e competência. Eu também. Com outras pessoas e, já agora, que percebam de bola.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Alvalade 3 de Junho de 2009

Ontem Alvalade encheu numa noite plena de emoção, festa, ruído, luzes e foguetes.
Para os mais distraídos não foi a festa de consagração do Sporting campeão, foi o concerto dos AC DC.
O factor mais relevante foi sem dúvida a enchente no estádio, pela primeira vez esta época.
Assim Soares Franco já se pode retirar com mais uma meta alcançada no seu mandato, voltar a encher o estádio José de Alvalade.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

É fazer as contas ou 104-55=49+60=109-234-20=155???? ou ainda esclarecidos?

"O Sporting tem vindo a amortizar capital e, por isso, tem sido obrigado a vender jogadores. Com esta reestruturação, pretendemos resolver o problema dos juros para pagar menos e de forma mais lenta, para termos dinheiro na caixa para dedicar ao projecto desportivo. Estávamos obrigados a amortizar 104 milhões de euros e agora passamos a amortizar 55 milhões de euros - 40 vêm directamente da amortização da MDC -, e da exploração só vamos ser obrigados a amortizar 15. A nossa dívida vai acabar por ficar em 140 milhões de euros", afirmou, prosseguindo: "O montante do passivo é de 234 milhões de euros e 20 milhões de euros de passivo não bancário, por dívidas a fornecedores e relacionados com a reestruturação financeira. O Sporting, em 2005, fez uma reorganização do seu passivo, e a Sporting, SAD cedeu os direitos televisivos e uma parte dos direitos da sua actividade comercial à SCS. A Sporting, SAD vai então comprar essa empresa e uma dívida de cerca de 60 milhões de euros. Financia essa dívida através da emissão de obrigações, obrigatoriamente convertíveis em capital dentro de cinco anos. Esses 60 milhões de euros que o Sporting vai emitir em obrigações correspondem a 30 milhões de acções, número que obrigatoriamente supera o valor do capital da SAD, que tem hoje 21 milhões de acções. Quer dizer que o Sporting, daqui a cinco anos, se nada fizer, perde a maioria do capital da SAD. Mas continua dentro dos limites dos 40 por cento, que é o que a lei permite. O universo das empresas do Sporting Clube de Portugal deve, à SAD, qualquer coisa como 72 milhões de euros, pois as receitas e as despesas não estavam devidamente alocadas. Os accionistas da SAD são, hoje em dia, penalizados pela existência dessa dívida. A forma de minimizar esse prejuízo é transferir e dar património à Sporting SAD, por isso vamos fazer um trespasse da Academia para dentro da SAD." (sublinhados nossos)

Esclarecidos?????????

terça-feira, 13 de maio de 2008

Chantagem ou Golpe de Estádio (literalmente)

Está definido o argumento de Soares Franco para a Assembleia-Geral extraordinária que irá ter lugar no dia 28 de Maio e que tem na agenda, até agora, a passagem do Estádio da Academia para a SAD: se não autorizarem não há reforços para ninguém. Sem reforços não há títulos. Sem títulos não há Liga dos Campeões para o ano. Sem Liga dos Campeões não há dinheiro. Sem dinheiro não há títulos.
Com todo o respeito por toda a gente, e no meu melhor francês, quero é que estes gajos se fodam todos, mais a chantagem e respectiva incompetência. Então quem é que colocou o passivo em quase 300 milhões? Então quem é que fez dos negócios mais ruinosos da história do clube, seja em passes de jogadores seja em património imobiliário? Então e com este historial ainda querem a nossa confiança num negócio cujos moldes são muito pouco claros, e que aparentemente tem como objectivo, ou consequência, leiam como quiserem, que o Sporting fique no futuro numa posição minoritária na SAD? E já agora que é feito do clube que não dependia das bolas na barra?
Deixo-vos furioso, mas com uma pequena lição de história. Se há coisa que colocou o futebol português na ruína, qualquer futebol aliás, foi o espírito do investimento na equipa de futebol que vai gerar retorno desportivo que por sua vez vai gerar retorno financeiro. Vão ver as falências do pequenos clubes e vão encontrar aqueles que oscilando entre a primeira e a segunda divisão resolveram investir em "Dezembro" para assegurar a manutenção e respectivas receitas futuras. O resultado? Alguns deles já se extinguiram.
Não quero combater chantagem com catastofrismo apocalíptico, até porque o Sporting ainda vai dar dinheiro a ganhar a muito boa gente. A questão que toda a gente, e por toda a gente entendo os sócios, deve ponderar é o que é que vai ganhar com estes negócios? Não dou a resposta, ou se calhar já dei (desculpem lá), mas deixo a pergunta.