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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Um Verão Tranquilo

À medida que o passado se vai desvanecendo, espera-se que o futuro não demore muito tempo a chegar. Consumada a saída de Jesualdo Ferreira, é fundamental que as bases para a próxima época sejam rapidamente clarificadas. O ideal seria que até ao final do mês fosse apresentado o novo treinador - parece que Leonardo Jardim vai ser anunciado amanhã - e dois ou três reforços fundamentais. Como sempre falta um defesa-esquerdo e um ou dois avançados. Jefferson e Ghilas são os nomes de quem se fala. Wilson Eduardo pode regressar. Se até dia 31, dia em que pode decorrer uma AG com vista a apresentar aos sócios o plano de reestruturação financeira, a questão do treinador e dos reforços estivesse resolvida teríamos um Verão absolutamente entediante, no melhor sentido do termo. Os outros que alimentem  o circo das especulações e das transferências da imprensa desportiva. Depois, com mais calma, era arranjar colocação para os excendentários. Seria um defeso propício a um bom arranque de época.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Jesualdo

Idealmente Jesualdo Ferreira deveria continuar a ser o treinador do Sporting. Esta minha vontade baseia-se numa ou duas ideias muito simples. Ao contrário de muitos que passaram pelo banco do Sporting nos últimos anos não é um novato e, sem ser um génio, percebe qualquer coisa de futebol. Os resultados mostram isso. Numa época normal Jesualdo estaria a lutar pelo seu posto de trabalho. Numa época como a que o Sporting teve parece o salvador da pátria. A estabilidade é importante. Quando se advinha que algumas das principais equipas do futebol português se preparam para mudar de treinador, a sua continuidade poderia ser uma arma competitiva importante, numa época que se advinha difícil.

Apesar deste meu desejo, e passando do plano dos desejos para o das possibilidades, a continuidade de Jesualdo depende, antes de tudo o resto, da sua disponibilidade em ocupar um lugar na nova estrutura do Sporting. Se Jesualdo pretender manter o pleno dos poderes e funções com que foi contrato por Godinho Lopes, a nova direcção do Sporting deve proceder à sua dispensa. Há muito que sucessivos presidentes do Sporting se têm tornado reféns dos treinadores. Não é preciso relembrar a história toda. Urge acabar com esse problema. Resolvê-lo é tanto mais fácil quanto Jesualdo é simplesmente um tipo competente. Nem especialmente bom, nem especialmente mau. Nem quente, nem frio. O problema é que o professor se tem em tanto melhor conta quanto mais se tornou num símbolo da oposição à nova ordem de coisas no Sporting. Na realidade, a Jesualdo não pode, de nenuma forma, ser oferecido o destino do futebol do Sporting: contratações, dispensas, programação, formação, etc. Ele, como qualquer outro treinador, tem que ser parte de um colectivo. Não há homens providenciais. Não há milagres. A única coisa que a nova direcção deve fazer é defender o projecto para o qual foi mandatada e não se deixar sequestrar por quaisquer pressões exteriores ou urgências inevitáveis. Se Jesualdo quiser colocar os interesses do Sporting acima dos seus próprios interesses pode ter um lugar no futuro do clube. Se optar por assegurar o seu poder, sem compreender que as condições que determinaram a sua entrada se alteraram, deve sair. Não é o Sporting que se tem de adaptar a Jesualdo. É Jesualdo que se deve adaptar ao Sporting.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Rubio, as inscrições para a Liga Europa e a história do ponta de lança

Parece evidente a todos que o Sporting vai atacar, se me perdoam o trocadilho, a época com apenas um ponta-de-lança/avançado centro de raiz. Sobre Viola penso que ninguém poderá dizer grande coisa, a não ser que no ano passado em 34 jogos marcou 5 golos. Se querem chamar a isto um ponta-de-lança sintam-se à vontade e deem-me o contacto do vosso dealer. Com os 4 milhões de Rojo mais os 4 milhões de Viola, tinhamos ficado com Onyewu no plantel e se calhar com dinheiro para comprar um ponta-de-lança. Mas o meu problema nem é tanto esse. Também há o problema Wilson Eduardo. É verdade que não fez uma boa pré-época, mas a verdade é que é jogador para valer 5 a 10 golos por época. Mas ainda não é só isso. Como via a coisa, a tarefa de Sá Pinto para esta época, e como vários treinadores de Wilson já referiram, era inventar Eduardo como avançado marcador de (mais) golos. Um pouco à semelhança, e com as devidas distâncias, do que Wenger fez com Henry. Transformar a velocidade e alguma capacidade de finalização em armas a serem utlizadas no centro do ataque. Sá Pinto declinou a missão e o avançado já foi despachado. Os 21 anos de Viola e os seus 5 golos servem. Os 23 anos de Wilson, a sua experiência de três épocas na primeira divisão e os 7 golos em 27 jogos na época passada não. Sobra Rubio, que prometeu qualquer coisa no ano passado até desapacer das escolhas. Este ano já marcou uns golo. Com certeza que entre estes dois jogadores iam aparecer mais golos do que aqueles que Bojinov e Ribas produziram no ano passado. Por incrível que pareça um foi despachado e outro não foi inscrito. Sobra Betinho.

domingo, 27 de maio de 2012

Dez perguntas perturbantes

Não deixa de suscitar perguntas perturbantes a percentagem de jogadores oriundos da formação do Sporting presentes na Selecção do Euro 2012... São dez jogadores, salvo erro. São outras tantas perguntas perturbantes que temos de fazer a quem tem dirigido e dirige a política desportiva e financeira do Sporting.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Salvaguardar o futuro

Três ou quatro casos que se verificaram nos últimos meses resumem um pouco do que é esta direcção. Desde o início da época que já tivémos Duque, depois uma uma (nem sei como lhe chamar) proto-demissão, a apoiar para a presidência da Liga de Clubes um candidato que não era o da direcção. Depois sucessivos desencontros entre o presidente da mesa da AG e a direcção, que redundou uma surreal e esquizofrénica solução, ainda tivémos o inacreditável caso do túnel, mais uma prova da saloice reinante nos corredores de Alvalade. A cereja no topo do bolo, ou pelo menos assim o esperemos, chegou ontem, com um número de circo digno de devolver a mística ao Sporting que nos habituámos a conhecer e amar. Entretanto, em mais uma prova de inacreditável egoísmo e falta de sentido de oportunidade e solidariedade, Godinho Lopes, para se defender a si próprio, vem dizer que o desempenho da equipa, dirigindo-se ao treinador, está abaixo dos mínimos exigidos.
Disto tudo, só consigo ler uma luta de poder que já se esperava do tempo das eleições. O saco de gatos continuou, como se esperava, a ser um saco de gatos. Entre Paulo Pereira Cristóvao, Luís Duque e Godinho Lopes há ali, como se sabia desde o início, demasiada ambiação pessoal e agendas distintas para aquilo poder funcionar como uma equipa, com um projecto comum e a solidariedade mínima que esse desígnio exige. O circo deve, obviamente continuar, e nem sequer vale a pena perder muito tempo a comentá-lo. Contudo, começar já a desmontar a equipa e a despachar o treinador parece-me ser mais um erro trágico. Nas bancadas, nas televisões e nos corredores de Alvalade, muitos já começaram a colocar em causa o lugar de Domingos. Parece-me, a par de alguns jogadores, uma das poucas pessoas no interior do clube com uma ideia minimamente clara do futuro e capaz de contruir um projecto sustentado e sustentável.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Inovações

A "suspensão" do contrato de Luís Aguiar deixa-me atónito, tal como me deixa estupefacto a normalidade com que tal facto é recebido. Nestes anos todos de ler jornais desportivos e de acompanhar o Sporting a "suspensão" de um contrato é coisa inaudita. Os jogadores são habitualmente transferidos, dispensados, com ou sem indemenização, ou emprestados. O que significa a "suspensão" do contrato de Luís Aguiar até 30 de Junho de 2012? Que o jogador não vai jogar até aquela data por nenhum clube e que o Sporting se exime de lhe pagar os salários até aquela data? Que o Sporting deixa de lhe pagar os salários e até aquela data o jogador exerce ou não a sua profissão de acordo com a sua vontade?

sábado, 11 de junho de 2011

Pontos de vista

Couceiro diz que a sua saída do Sporting, num momento em que a continuidade na estrutura do futebol era esperada por todos, se deveu a "pontos de vista diferentes". Resta saber em que é que consistem essas diferenças e entre quem se manifestam. Ninguém perguntou e ninguém respondeu.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Wilson Eduardo a passe de André Martins

Numa altura em que a política desportiva do clube já anda novamente pelas ruas da amargura, quer no que se refere às contratações - como é que se explica que se contrate uma aposta de futuro por um milhão e depois de se anunciarem as negociações com um outro jogador estas não se concretizem por 100 mil euros anuais? - quer no que diz respeito às dispensas - e aqui escuso-me de comentar o grau de incompetência que tem caracterizado a capacidade do Sporting em colocar os jogadores excedentários no mercado - Wilson Eduardo surge em grande forma na selecção, depois de uma época em que marcou quase tantos golos como o genial Postiga.
O Sporting devia mesmo parar de contratar jogadores e limitar-se a aproveitar os que saem da formação. O grau de incompetência e estupidez, sendo benevolente e não entrando no campo da corrupção, que os dirigentes da SAD demonstram só pode encontrar um antídoto numa solução ainda mais radical.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

De Alcantâra à Covilhã

Vale a pena ler o excelente post no Cantinho do Morais, onde se procura reflectir sobre um dos aspectos mais negligenciados da política desportiva do Sporting: a forma como nos relacionamos com outros clubes e a forma como conduzimos as nossas políticas de alianças. A subida do histórico Atlético Clube de Portugal à Liga Orangina e a manutenção do Sporting da Covilhã nessa mesma divisão lançam o mote para o debate.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ainda a formação

Um plantel a incluir Custódio, Hugo Viana e Moutinho, Adrien Silva e Miguel Veloso, teria muita qualidade na zona onde se decidem os campeões. Mas para muitos sportinguistas faltaria magia, nervo ou músculo. São conceitos de futebol que devem discutir-se mas que não podem ser levados a verdades absolutas, de nenhum lado. Pela minha parte, prefiro ver o futebol de toque e de desmarcação destes jogadores, a ver um futebol de garra e determinação de outros. São gostos…

Acrescentem-lhe Carlos Martins e Varela. Tínhamos ficado com o Miguel Garcia, o Tello, o Tonel e o Liedson. Entretanto ainda apareceram o Carriço e o André Santos.
E em vez de fazer circular milhões à bruta como fizemos nos últimos anos tínhamos acrescentado a esta base três ou quatro jogadores de nível internacional. Alguém consegue dizer que estaríamos financeiramente mais pobres ou desportivamente pior?

Cada tiro cada melro ou momento CM

Referi lá em baixo o receio que as loucuras da dupla Duque-Freitas suscitam em mim. Dito e feito. Temos Wilson Eduardo pronto para entrar na equipa principal e vamos contratar um peruano cujas características são inteiramente idênticas às do jogador saído da formação. Pá, meus, a cena é simples. Contratem quatro jogadores. Um central com 30 anos, mais coisa menos coisa, e experiência interncional, um defesa-esquerdo já feito mas com alguns anos de futebol ainda nas pernas e um ponta de lança que marque golos. De preferência, também um tipo para aí com uns trinta anos. Se sobrar algum dinheiro contratem um extremo também com uns trinta anos, para o Bruma poder fazer uns jogos na próxima época e na seguinte estar pronto para jogar mais. É simples. Não gastem o nosso dinheiro à toa e não despachem metade do plantel. Basta despachar os que chegaram ao fim da linha: Abel, Polga, Nuno André Coelho, Grimi, Maniche, Zapater, Postiga, Saleiro e Djaló. Do Tales e do Cristiano nem sequer vou falar. Metade deles são substituídos por gajos experientes - os tais três ou quatro que entram de caras na equipa - e a outra metade por jogadores da nossa formação. É simples. Guardem o dinheiro que possam ter para o ocasional grande negócio que aparece sempre, p.e., Saviola para o Benfica, ou Raul para o Schalke, ou Guti para o Besiktas, ou qualquer coisa desse género. A ideia é melhorar para o ano para daqui a dois lutar para o título.

terça-feira, 26 de abril de 2011

O novo plantel

As notícias sobre reforços que têm vindo a público não me merecem grandes comentários, ainda que suscitem alguns receios relativamente ao que a dupla Duque e Freitas vão preparando para a próxima época. A renovação do contrato com Izmailov é, contudo, uma excelente notícia. Se a seguir despacharem o Postiga prometo não dizer mal de nada durante uma semana inteira.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Não aguento mais

O Postiga é uma nulidade. Alguém tire o homem da equipa e acabe com o nosso sofrimento. Pode ser que os tipos que acham que ele é um génio, tal como o Pereirinha e o Farneurd, ao contrário do Liedson que é uma merda, o queiram para jardineiro. É exasperante ver a falta de lógica e de competência para além da absoluta inutilidade de tudo o que o Postiga faz. O futebol do homem limita-se a ser uma tentativa, frustrada e frustrante, de se atirar para o chão e sacar faltas. É pena o Sporting não ser o Porto onde esse tipo de tanga colava um pouco melhor.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Era preciso fazer qualquer coisa

Palavras do pai de reestruturação financeira. Indícios de um barco à deriva onde ninguém sabe exactamente o que correu mal nem o que é preciso fazer para colocar as coisas no eixo. Logo era preciso fazer qualquer coisa. Qualquer coisa que apaziguasse os deuses furiosos que dão pelo nome de adeptos, que só podem ser tratados à bastonada ou alimentados com vítimas sacrificiais. Claro que quem tomou a decisão de "fazer qualquer coisa" deixou Cabral ao leme. Não se deram ao trabalho de demitir toda a equipa técnica após o jogo do Benfica, nem esperaram pelo fim do encontro com o Nacional. Despediram o Paulo Sérgio no dia do embarque para a Madeira e colocaram Cabral ao comando da equipa. É preciso fazer qualquer coisa.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Exemplo a seguir

De louvar esta atitude do CS Marítimo, que não se inibiu de publicar, no seu site oficial, as propostas feitas pelo Sporting e Porto para a aquisição do jogador Kléber. Não teve medo de enfrentar o Porto! Um exemplo a seguir...

PS- Na proposta do Sporting nota para a data e hora a que foi recebido o fax, dia 30/01/2011 às 19:08, com validade até 31/01/2011 às 12h!  Claro, depois não dá tempo para encontrar alternativas quando se leva uma nega. Isto sim, é ridículo...