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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Sumário: revisão da matéria dada

Excelente artigo do "Chirola" no fórum SCP!!! É algo extenso (pois os factos assim o obrigam) mas é um dever Sportinguista lê-lo, e divulgá-lo...

ps: curiosamente, faz hoje 41 anos que contratámos o Yazalde!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Desconstruindo a Verdade - Parte II

Num post alusivo à saída de Moutinho do Sporting (ver aqui) avançava três hipóteses para o verdadeiro sucedido. Hoje o Presidente do meu Clube nas suas declarações sobre João Moutinho disse: «Foi sempre um profissional fantástico». Assim, acabou por desvendar que era a 2ª hipótese (a de que a venda do Moutinho ao Porto foi operada por um lapso derivado de incompetência na não inclusão de uma cláusula de salvaguarda), e, consequentemente lançou um engodo para disfarçar o erro cometido por ele, enquanto responsável subjectivo, e por outros, enquanto responsáveis objectivos.
Pois, ninguém no seu perfeito juízo ou com coerência, pode afirmar que um jogador é uma maçã podre por não querer treinar (mau profissional) e depois vir dizer que sempre foi um fantástico profissional. Até o pode fazer, mas sempre com uma contradição insanável na lógica do discurso.
Mas afinal, é do nosso Presidente que se trata.
Glória, Glória, Glória.

domingo, 24 de outubro de 2010

mártir prestes a espetar-se com camião de pesados e há quem ache isto tudo normal que o problema são os fiéis

Hoje estou à vontade para dizer que disse à minha família: a probabilidade de espetanço é de 90 por cento. E espetando-me no Sporting a 90 por cento estou morto para o resto da carreira. Mas quando percebi que ninguém queria o lugar - porque aquilo a que assisti foi a desculpas esfarrapadas - era preciso alguém que assegurasse a parte do bater no fundo para depois vir um verdadeiro Messias.

JEB, n'A Bola, trecho disponível na versão online (quanto baste, diga-se, não vá acontecer alguém ir comprar o pasquim..), em entrevista aos amigos Serpa e Delgado que tão bem o apoiaram na campanha e que, com tanta pérola atirada e matéria por sacar, vêm confirmar que das duas uma: ou as perguntas estavam previamente aprovadas e não havia direito a mais ou continuam grandes amigo.

Conversa de surdos

- O Sporting não beneficia do ódio enorme entre as lideranças de Benfica e FC Porto?
- Temos tentado contribuir para o sucesso da indústria do futebol. Temos divergências e já engoli sapos. Mas para mim o backstage não é importante, a imagem que deve passar para a opinião pública é a das coisas boas.

JEB, n'A Bola, trecho disponível na versão online (quanto baste, diga-se, não vá acontecer alguém ir comprar o pasquim..), em entrevista aos amigos Serpa e Delgado que tão bem o apoiaram na campanha e que, com tanta pérola atirada e matéria por sacar, vêm confirmar que das duas uma: ou as perguntas estavam previamente aprovadas e não havia direito a mais ou continuam grandes amigo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Diz-me com quem andas dir-te-ei que paz é essa

Nos finais de noventa, Roquete já dizia: Vem aí uma nova era, o futebol precisa de credibilidade, não podemos denegrir a sua imagem e entrar em guerras. Era um tipo pragmático e programático: o ideólogo do grande filão por explorar que era o futebol, cotou o Sporting na II Divisão da Bolsa e, esperançado numa promoção, queria pouco barulho para dar um ar mais respeitável à bola, pois o Sr. mercado não gostava de peixeiradas.

Em 2004, Pedro Aleixo Dias, Sénior Partner da BDO (empresa que assina as auditorias à SAD), já dizia: "As SAD têm 6-7 anos. Este modelo de gestão está esgotado. É insustentável. Quem perde nisto tudo são os accionistas."
Com o novo estádio, a estratégia passava agora pela maximização dos factores de receita: Direitos de publicidade, merchandising, licenssements, etc (perdoem-me o francês); direitos de utilização de lugares de bancada, novos públicos corporate e afins. José Espírito Santo Ricciardi, à altura membro do conselho fiscal, defendia então "só pode haver disputa dentro das quatro linhas" como medida englobada naquela estratégia [O Jogo, 26/03/04].
E nisto, higienizar o estádio, docilizar o público, erradicar o disruptivo, para não assustar o novo segmento (perdoem-me o português). Como o Sporting real é outro, mais uma vez, a coisa não correu como esperavam. Não obstante, manteve-se a postura de consentimento, mesmo depois do escândalo do Apito Dourado cujas escutas foram, já antes, todas elas transcritas e publicadas e eram, pelo menos, do conhecimento dos dirigentes. Nascia o dirigente tótó.

Em 2010, depois da escutas chegarem a toda a gente em formato original, Oliveira fantoche e Costa, que me garantem, amigos de confiança, representar o Sporting, em directo na TV dizia: "não lavo a cara com água do bidé". Quanto a isto o Zé Diogo Quintela disse tudo aqui.

Dois dias depois do Costa, o presidente do clube vem dizer: "..quem não defende sempre a guerra não é um totó". Dirá, portanto, o presidente, que defender os sportinguistas, enganados e roubados pela corrupção desportiva..., que gerir eficazmente a reputação, as tradições, as expectativas e o bom nome do clube e seus funcionários significa... estar calado? Um presidente que confunde o essencial conflito clubístico com guerra; que só conhece o 8 e o 80; que guarda as munições todas para consumo interno. Que dez anos depois, nem percebe que neste meio para se ter sucesso não basta gerir activos (nem isso..), mas sim saber gerir isto. Um presidente que impõe valores pessoais como valores sportinguistas e uma turma de amigos que só debita hipocrisia.

O Sporting que hoje temos é em boa medida o Sporting por que lutaram: às terças e quintas dando uma de aristocrata finório, pugnando pela paz oca, sabe-se lá bem em nome de quê e de quem; mas, em matéria interna, à segunda e na quarta-feira, solta-se o verniz e é ver a peixeirada vergonhosa do presidente da Mesa da Assembleia Geral, revoltado por a Sic informar os teleespectadores da existência de uma AG do clube (!!!), num programa onde ainda lhe pagam para fazer aquelas figuras. Nada surpreendente aliás vindo quem ainda há pouco tempo defendia acabar com a participação dos sócios nas AG passando a estes a serem representados pelo Conselho Leonino.

Os resultados e o resto, enquanto não vai sendo alienado, estão à vista.

Como vovó já dizia, quem não tem visão bate a cara contra o muro..

terça-feira, 27 de abril de 2010

Processo disciplinar a JEB JÁ!

Este miserável provocador que é o presidente do Sporting, veio agora tirar mais um coelho da cartola. Desta feita é o crisma dos putos da Academia e os "meninos" que vão estar supostamente na missa suponho que do Papa, envergando, com o beneplácito oficial, símbolos do Clube.
É claro que não está aqui em causa o crisma, nem a religião católica. É claro que é tão respeitável como qualquer outra.
O que está em causa é o comportamento institucional deste perfeito cretino.
Fere os sentimentos dos Sportinguistas de outras religões (conheço-os e os leitores da Roulote também, certamente), Sportinguistas com direitos, ou simplesmente dos que não têm (porque não querem e estão também no seu direito!) religão e fere, sobretudo, os Estatutos que lá dizem que o SCP é um "clube desportivo [sendo vedadas] ... manifestações de natureza político-partidária e de proselitismo religioso".
Este imbecil, com o seu (já totalmente) insuportável voluntarismo só faz asneiras. É um bronco!
Como presidente do Sporting está a abrir um grave precedente para conflitos futuros perfeitamente possíveis, que podem minar a unidade do Sporting e, sobretudo, promove o desrespeito pelos Estatutos... Os quais, se calhar, vai ter de invocar um dia destes quando alguém quiser promover uma ideia que contrarie a lei básica do Sporting em matéria importante para o Clube.
Por mim, proponho muito seriamente a criação de um movimento que leve à instauração de um processo disciplinar, com imediata suspensão do mandato do Presidente do Sporting, por violação dos Estatutos.
Este tipo não presta!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Mais um treinador adquirido no minipreço

O pior está para vir. É que Paulo Sérgio é um treinador que, antes de iniciar funções, vem já com o ferrete de ser a escolha possível e mais baratinha.
Não digo que não seja legítimo optar pelo possível e escolher o mais em conta. Não sei se é possível, não sei se há guito, de facto, para contratar um nome desses que está na posta anterior. Mas, ao cair assim desta forma totalmente desastrada no universo Sportinguista, o Paulo Sérgio vem já com uma enorme carga extra contra a qual terá de lutar. Uma carga que condiciona logo à partida a sua actuação e limita a sua autoridade perante os jogadores, o director do futebol, o "team manager", etc. Toda aquela pandilha que pode fazer a folha a quem quiser, se a deixarem...
Sérgio vem de fora, entra como joker, vai ter enorme dificuldade em se livrar dessa aura e isso vai dificultar ou impossibilitar mesmo o seu trabalho. Até pode ser um tipo formidável, competente e capaz de tomar decisões acertadas. Mas, já está tudo inquinado portanto. Ainda estamos em Abril da época anterior e já está pronto a estrear o "Carlos Carvalhal Episode 2". Um filme do mesmo realizador de "Carlos Carvalhal Episode 1" e do blockbuster "Paulo Bento Forever" .
Falemos do realizador, portanto.
Revela precipitação, falta total de maturidade, um voluntarismo pateta e uma insipiência espantosa. Cada tiro, cada espalhanço. Deve ser isto que ele tinha em mente quando se referiu a copiar o modelo do FCP...
Não vai de certeza ganhar o Oscar. Certezas só a de que, como disse no princípio, o pior está para vir. A menos que... Bom, a menos que os Sportinguistas dêem um murro na mesa e gritem BASTA!

sábado, 17 de abril de 2010

A conversa do Pai Natal

Eu, sinceramente, acredito tanto em José Eduardo Bettencourt como acredito no Pai Natal. A escolha das palavras é deliberada: é que eu acreditei no Pai Natal, quando era miúdo. Depois percebi que era uma fantasia e, por muito que me custasse, reneguei totalmente o mito de criança.
O presidente do Sporting já nos habituou a uma conversa cheia de bolinhas coloridas e outros enfeites natalícios, e tenta permanentemente convencer uns quantos a colocar o sapatinho na chaminé, na mira de que um qualquer presente lá seja depositado.
Durante a cerimónia de entrega dos emblemas dos 25 anos de associados, que teve hoje lugar, JEB disse, entre outras coisas, que "Os sócios do Sporting são a única forma de nos afirmarmos na sociedade." E pediu "militância e amor clubístico" depois de, curiosamente, ter afirmado que aquela cerimónia era "a prova da nossa militância inquestionável"... Não deixa de ser um lapso curioso.
Ora eu e muitos militantes sportinguistas estamos fartos de conversa. A gente já sabe há muito que o Sporting precisa dos Sportinguistas, mas, do que nós, de facto, precisamos é de um modelo de gestão credível, que enquadre de maneira satisfatória esta coisa da
militância com a necessidade de as contas baterem certas ao fim do mês. É que no Sporting não se pode aplicar o princípio do "amigos, amigos, contas à parte." No Sporting, amigos e contas constituem um todo indivisível.
Não se pode pedir militância, explorar de forma oportunística os Sportinguistas, servir-lhes restos e reservar a chicha suculenta para os abutres. Isso não é de amigo.
Por isso, dirigindo-me agora directamente ao JEB, eu repito: estou farto de conversa e quero actos! A estratégia de antagonizar (*) ou "flirtar" com os Sportinguistas --que não passam, na verdade, de duas versões do mesmo jogo porco de apenas querer "carne sportinguista para canhão"-- já não pega. Queremos um modelo totalmente diferente de gestão do Sporting baseado no respeito efectivo e palpável pelos Sportinguistas!
O meu amigo vai ver que se esta condição for efectivamente satisfeita (se e só se!), os problemas do Sporting irão desaparecer todos. Até lá guarde a conversa da sedução para os parolos.

(*) A propósito de estratégia de antagonização dos sócios, o seu autor, Soares Franco de tristíssima memória, era um dos que iria receber um emblema pelos 25 anos de sócio. Não se dignou comparecer. Nem uma hora extraordinária sequer o antigo presidente consegue dedicar
agora ao Clube...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Sporting mélange

Uma das coisas mais intrigantes que domina o universo Sporting é a facilidade com que se vão sabendo pormenores sobre coisas que deveriam ser do foro privado do Clube. Esta saga do treinador é uma delas.
André Villas-Boas tinha negado firmemente há dias que estivesse para acontecer uma transferência para o Sporting. Depois disso ficámos a saber que tudo estava acertado com ele. Logo após, ficámos a saber que já não vinha. O Leão da Estrela, na sua página do Facebook, colocava o recém chegado do Atalanta e Sportinguista desde pequenino, Costinha, em rota de colisão com a solução "Villas-Boas" --a "solução JEB", segundo o LdE, que já teria chegado a acordo com Villas-Boas em Fevereiro, segundo o DN-- e avança com o nome de Paul Le Guen. Hoje o Público aponta o FCP com o travão da solução Villas-Boas.
Confusos?
Bom, não vale a pena.
JEB foi votado pelos sócios do SCP. Jorge Mendes é o fornecedor oficial nomeado por JEB para os quadros da equipa. Costinha é a escolha de Jorge Mendes para a direcção desportiva do Sporting. E o próximo treinador será o nome que a dupla Costinha/Mendes decidir.
Este ano jogamos para garantir o quarto lugar. Para o ano, quando todas estas escolhas e as escolhas destas escolhas estiverem todas consolidadas e as réplicas do terramoto que atingiu o Sporting tiverem estabilizado, o Sporting estará quiçá a jogar para se manter na primeira divisão...
Com o olhar complacente dos Sportinguistas, que já se habituaram ao clima de catástrofe permanente, às réplicas, aos tsunamis e à presença insidiosa daqueles cães que farejam cadáveres.
Há quem se revolte contra tudo isto. Há quem ache que a culpa de tudo isto acontecer é daqueles, como eu, que acham que tudo isto é um enorme merda. Há quem o denuncie com veemência, aqui na Roulote e noutros foruns de opinião. Há quem se cale. Há quem ache isto tudo muito bem.
É assim o Sporting.