domingo, 23 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Notícias do cerco ou a vez de Baltazar
Duas ou três notas rápidas. Baltazar foi candidato à presidência do Sporting e não parece, com toda a legitimidade, ter abdicado das suas ambições. Diz que é um grande sportinguista. Ainda me lembro do tempo da campanha eleitoral em que mentes brilhantes defendiam a perda da maioria do capital da SAD para Balatazar porque estamos na presença de uma "posição sportinguista". Entre o bolsista e o sportinguista já sabemos para que lado é que pende o coração de Baltazar. Este grande sportinguista, dizia, resolveu accionar uma penhora sobre o SCP num momento em que se prepara uma restruturação financeira. A Direcção anterior negociou, com este tipo, uma recompra de acções da SAD a dois euros cada uma. Faz lembrar o negócio do Cavaco com o BPN. Quem é que se lembra da última vez que as acções do Sporting valeram dois euros em mercado? O Carriço, cujo passe avalizava a totalidade da dívida, foi transferido, segundo consta, por 750 mil euros. O assunto não devia estar já resolvido? Pode ser que a auditoria também esclareça qualquer coisa a este respeito.
sábado, 13 de abril de 2013
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Conclusões expressas no relatório da auditoria
sexta-feira, 8 de abril de 2011
A Alegoria da Auditoria
Esta mudança pode ser vista como um amadurecimento de posicionamento, o que não é caso único nos actuais empossados do mesmo órgão.
A efectivação da promessa de auditoria provoca em muitos sportinguistas um sentimento de satisfação, que poderá advir de finalmente acreditarem que vão ficar a saber a verdade sobre o que se passou na gestão do clube.
No fundo é como ideia transmitida pela alegoria da caverna, só que não vão chegar a sair da caverna e ver as formas na realidade. Esta auditoria, no fundo é meia auditoria. Se fosse o presidente empossado o autor da alegoria da caverna, os habitantes depois de muito protesto não sairiam da caverna, mas para além de verem as sombras das formas, poderiam ver as próprias formas na penumbra.
Sempre há quem diga que é melhor que nada e podem ter razão, é melhor um pobre comer bolos para enganar a fome do que não os ter.
Voltando a auditoria, aliás à meia auditoria, esta não me satisfaz, porque o que defendi e continuo a defender é uma auditoria externa financeira e de gestão. A auditoria financeira pouco vai dizer, limita-se a conferir se os auditores internos cumpriram as regras ou se meteram água no cumprimento desta, apenas apontando irregularidades na forma e possíveis lapsos. Não nos vai dizer se a gestão foi um não negligente, danosa, se a venda do património foi um acto que defendeu os interesses do clube, se o negócio com a opway (do ex-presidente vendedor e comprador) foi transparente, se a comissão para ao amadeu lima carvalho foi transparente, se a passagem da academia para a sad foi no interesse do Sporting, se a gestão das dezenas de empresas criadas durante o roquetismo foi danosa e por ai fora.
Não vamos ter acesso a toda a informação que deveríamos ter, mas como godinho lopes já defendeu que não estava disponível para aferir de toda a verdade, pois não queria ferir susceptibilidades, da minha parte só posso concluir que é porque quer esconder algo e não é com máscaras que se pacifica e se unifica.
Por isto se vê que esta anunciada auditoria, ou meia auditoria, não passa de um golpe de propaganda e é perfeitamente dispensável, pois sempre se poupava algum dinheiro que vai ser deitado fora.
Acrescento que, bruno de carvalho fez bem em não se juntar ao quarteto fantástico, pois de certeza que as pessoas de bem não iriam querer um vale e azevedo de terceira a participar numa auditoria financeira.
Quanto a mim, continuo na minha posição original de defender uma auditoria externa financeira e de gestão a todo o universo do grupo Sporting desde 1995, ou se fosse possível desde o 25 de Abril, pois a verdade não me incomoda.
Esta posição, da auditoria de gestão não é virgem e vem no seguimento da iniciativa lançada pelo movimento ser Sporting, que apresentou após recolha de assinaturas, enviou proposta ao então presidente da mesa da assembleia geral do Sporting, e que nunca chegou a ser concretizada.
Entre os mentores dessa auditoria estão hoje pessoas que "amadureceram" a sua posição, como o actual vogal do conselho directivo do Sporting, pedro da cunha ferreira (ver aqui) e o ex-candidato e actual vice-presidente paulo pereira cristóvão (ver aqui).
Pela minha parte, não amadureci nenhuma posição, ela continua verde, pois o amadurecimento célere, lembra-me a fruta, num instante passa a podre.
P.S.: Esta consulta de informação foi-me profícua, fiquei a saber que no actual conselho directivo apenas a responsável pela juventude tem um número de sócio superior ao do presidente (menos mau) e que até eu, que me fiz sócio aos 14 anos por iniciativa pessoal, sou sócio mais antigo do que o actual presidente do conselho directivo, que tem quase idade para ser meu avô. Deve ter sido por alturas da fé no roquetismo.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
sábado, 12 de dezembro de 2009
Ainda Horta e Costa ou é tudo gente respeitável
Lembrar a quem não se lembra: os edifícios em pauta foram vendidos sem concurso público, por decisão de Manuela Ferreira Leite, então ministra das Finanças. O de Lisboa estava avaliado em 20 milhões de euros, mas foi vendido por 12,5 milhões (o governo de Barroso queria receitas extraordinárias); o de Coimbra, que se vê na imagem, estava avaliado em 28,4 milhões de euros quando foi vendido duas vezes no mesmo dia: de manhã por 14,8 milhões, à tarde por 20 milhões. Quem denunciou a banhada foi o advogado António Marinho Pinto.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
À margem
Nada de realmente surpreendente pra quem já acompanhava o assunto aqui.
Daqui a um mês é a vez julgamento do ex.dirigente do SCP, Godinho Lopes. A Expo também o auditou.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Ernesto Ferreira da Silva
O Banco de Portugal (BdP) e o Conselho Nacional de Supervisão de Auditoria (CNSA) vão questionar a BDO - empresa responsável pela auditoria externa às contas do Banco Português de Negócios (BPN) entre 2003 o o final de 2008 -, assim como o fiscal único da instituição, sobre o facto de não terem obrigado o BPN a contabilizar algumas das imparidades agora descobertas pela auditoria extraordinária da Deloitte.
Na mesma linha Paulo Ferreira interroga-se hoje em editorial no Público (sem link): "Mas também, e cada vez mais à medida que se conhece melhor o que se passava no BPN, uma estranha e gritante falha de auditores e do supervisor. Deixar escapar um "buraco" deste tamanho no BPN é como não reparar num elefante que se passeia dentro de um apartamento T2.
A BDO deve ser deixada a continuar por aí a auditar?"
Recordemos aos mais esquecidos que a BDO é a auditora do Sporting e que Ernesto Ferreira da Silva, o líder da BDO em Portugal, Presidente do Conselho Fiscal do Clube.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Outras sínteses
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
AG, auditoria e Kafka
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Modernidade e inovação
Aqui fica o comunidade do Leão de Verdade:
Movimento de Cidadania Sportinguista Leão de Verdade comunica a suspensão no processo de realização de Assembleia-Geral Extraordinária solicitada pelos sócios do Sporting Clube de Portugal
O Movimento de Cidadania Sportinguista Leão de Verdade vem por este meio comunicar a suspensão da sua participação no processo de convocação de Assembleia-Geral Extraordinária (AG) para discussão dos pontos propostos pelo movimento e subscritos pelos associados signatários (vide anexo A).
O Movimento esclarece que na base desta decisão surgem as seguintes motivações:
1. A constatação de que o objectivo principal de apresentação de resultados de um Livro Branco sobre a evolução financeira e patrimonial desde 1996 do Sporting Clube de Portugal, está hipotecado no curto prazo. Foram várias as vicissitudes dos últimos meses que nos levaram a concluir que não existem condições para fecharmos este processo a tempo do próximo acto eleitoral, nem vontade, por parte dos órgãos sociais, com os quais mantivemos sempre uma postura institucional e de respeito, na qual nem sempre fomos acompanhados.
2. A convicção de que, mesmo que a AG aprove a realização de um Livro Branco nos moldes propostos, o movimento nunca contará com uma postura de colaboração aberta e expedita por parte actual Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal. O movimento salienta que esta convicção não decorre de impressões e convicções subjectivas mas sim de factos concretos e indubitáveis como por exemplo as mais recentes declarações do Presidente do Conselho Directivo aos jornais “O Jogo” e “Record” a 9 de Janeiro de 2009 sobre o Movimento e sua actuação (vide Anexo B), bem como o atraso de mais de 7 meses no esclarecimento de questões aparentemente simples como seja a determinação os custos finais de realização de uma AGl a suportar pelos associados, para não falar do desprezo com que ouvimos o presidente do Conselho Directivo se referir ao centro de decisões por excelência de um Clube associativo,
3. A noção de que, colocado em causa o objectivo referido no ponto 1, o contexto actual do Sporting Cube de Portugal exige a concentração e atenção máxima de todos os sócios na próximo questão fundamental que marca a vida do clube: a próxima AG requerida pelo Conselho Directivo e inscrita no contexto do projecto financeiro em curso, com a eventual emissão de VMOC’s. Acreditamos, como tantos outros milhares de Sportinguistas, que o Clube, tal como o conhecemos, deixará de existir caso essa proposta seja aprovada.
4. Recordamos que o requerimento entregue a 2 de Junho solicitando a AG, foi subscrito por 318 sócios. A cada um assiste o direito de promover o seu andamento e não apenas aos primeiros subscritores. Assim, embora o Movimento Leão de Verdade suspenda momentaneamente o seu envolvimento, qualquer dos restantes subscritores pode dar andamento ao requerimento.
5. O Movimento Leão de Verdade irá estimular as várias listas que se apresentem às eleições do Sporting para que incluam esta medida fundamental – criação de um Livro Branco sobre a evolução financeira e patrimonial do Sporting desde 1996 – nos seus programas. Acreditamos que no final de cada mandato deveria ser apresentado ao sócios uma avaliação do trabalho realizado, avaliação essa efectuada por uma entidade externa e independente.
Os primeiros subscritores,
Pedro da Cunha Ferreira, sócio nº9.576
Frederico Abreu, sócio nº50.550
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Notícias da frente
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Transparência
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Auditoria e AG Extrordinária
No passado dia 16 de Setembro, o Movimento Leão de Verdade manteve uma reunião com o Eng. José Nobre Guedes, Vogal do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal, e o Dr. Pedro Batalha Ribeiro, responsável do Departamento Jurídico, com vista à apresentação da proposta de uma auditoria a realizar voluntariamente pelo Conselho Directivo.
Foi detalhadamente explanada a nossa posição sobre o que consideramos ser o modelo de relatório que pretendemos elaborado, e que assegurará satisfatoriamente os objectivos de informação e transparência constantes da ordem de trabalhos da Assembleia Geral Extraordinária cujo requerimento de convocação foi entregue em 2 de Junho passado.
De forma sumária, esta proposta consubstancia-se numa auditoria global às contas do Sporting Clube de Portugal e de todas as sociedades que integram ou integraram o denominado “Grupo Sporting”, abrangendo o período desde 1995/1996 até à presente data, tendo em vista a apresentação do histórico das contas consolidadas do Clube durante este período da sua história.
Este trabalho, a realizar por empresa credenciada (escolhida por concurso ou consulta directa ao mercado, com exclusão de qualquer auditora que, no período em causa, haja trabalhado com o Sporting Clube de Portugal ou com qualquer sociedade do Grupo), deverá ser objecto de acompanhamento por uma comissão composta por sócios efectivos do Clube com experiência relevante na área.
Esta comissão terá a incumbência de aprovar o relatório em causa, incluindo a análise económica dos negócios de alienação de património imobiliário levados a cabo neste período, designadamente a venda dos terrenos do antigo Estádio José Alvalade e do denominado património não desportivo (Edifício Visconde de Alvalade, Secretaria, Alvaláxia, Holmes Place e Clínica CUF), conforme consta dos pontos 3 e 4 da Ordem de Trabalhos da Assembleia Geral requerida.
Apresentada a nossa pretensão em termos que o Senhor Vogal do Conselho Directivo julgou suficientemente esclarecedores para permitir discussão interna sobre a viabilidade do processo, igualmente registámos os comentários dos nossos interlocutores, cuja revelação neste momento se afigura inoportuna, por representarem opiniões pessoais e não veicularem a posição oficial do Conselho Directivo.
O assunto foi assim remetido para discussão com os demais responsáveis do Clube, tendo o Movimento Leão de Verdade solicitado uma tomada de posição até ao final do corrente mês.
Em paralelo com os esforços no sentido de viabilizar a realização de uma auditoria voluntária, segue os seus termos o processo de convocação da Assembleia Geral Extraordinária.
Nesta conformidade, conhecida a recusa do Conselho Directivo em ceder as instalações sociais para a realização da Assembleia, e sem prejuízo da determinação em conhecer os motivos subjacentes a essa recusa (conforme requerimento já entregue e ao qual continuamos a aguardar resposta), o Movimento Leão de Verdade manteve, em 18 de Setembro passado, nova reunião com o Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral.
Nessa reunião, foi apresentada a hipótese de realização da Assembleia Geral no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures, utilizado pela equipa de Futsal do Sporting Clube de Portugal no âmbito de protocolo estabelecido com aquela autarquia. À semelhança da hipótese, liminarmente recusada pelo Conselho Directivo, de realizar a Assembleia nas instalações do Clube, esta nova solução pretende conter as despesas de organização em valores que não defraudem o direito de convocação pelos sócios que os Estatutos consagram.
O Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral fez depender qualquer iniciativa junto da autarquia de Loures de uma solicitação formal nesse sentido por parte do Movimento Leão de Verdade, a qual já foi apresentada.
O Movimento Leão de Verdade aguardará agora, até ao final do corrente mês, pelos desenvolvimentos posteriores dos dossiers “auditoria” e “Assembleia Geral”, e em função deles tornará públicas a sua posição e próximas iniciativas.