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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

De volta ao recreio da escola

O ambiente de fim de festa que se vive um pouco por todo o lado faz-se sentir de forma ainda mais aguda no futebol português. De Alexandre Pais a Luis Sobral, passando por esse ex-grande jornal conhecido por A Bola, na imprensa não vemos qualquer sinal de autonomia ou capacidade crítica. Nos clubes, guiados por interesses estranhos ao desígnio desportivo e associativo, também não se observa qualquer movimento de transformação do futebol em Portugal. Dos organismos dirigentes do futebol português, então, ainda menos podemos esperar, como se pôde verificar pelo inexplicável silêncio do presidente da Liga, apenas hoje quebrado, a propósito dos acontecimentos desta semana, pelas lamentáveis declarações do presidente do Conselho de Arbitragem da FPF que considerou que "era hora dos árbitros tomarem uma posição" ou através das inenarráveis formulações de Luis Guilherme, presidente da APAF que, a 24 horas do início do Beira-Mar-Sporting, comparou a possibilidade de não haver um árbitro num jogo do campeonato da primeira divisão com o que se passa todas as semanas nos distritais, onde essa situação se verifica "centenas de vezes". O que falta em racionalidade sobra claramente em corporativismo clientelar um pouco por toda a parte. Neste contexto os adeptos e os apaixonados pelo belo jogo nada podem exigir de quem quer que seja, face à ininputabilidade que cerca o futebol português. Talvez o regresso ao espírito do recreio da escola seja mesmo a melhor hipótese para salvar o nosso jogo. Era bom que não houvesse mais árbitros para o Sporting até ao final da época.

sábado, 20 de agosto de 2011

Notável

Luis Sobral, do Mais Futebol, considera "notável" a atitude de João Ferreira. Acrescenta que perante o desenrolar dos acontecimentos "resta a Godinho Lopes pedir desculpa aos árbitros". O que me parece notável é a mistura de ingenuidade e irrealismo do jornalista, que considera que o Sporting se colocou "numa situação ingrata". Num campeonato em que toda a gente comenta arbitragens o tempo todo, como ainda hoje se observou, em que a pressão sobre os árbitros vem de todos os quadrantes e num contexto onde não vimos da parte da imprensa quaisquer comentários sobre o Apito Dourado ou a comprovada vocação frutícula de alguns dirigentes, o que é notável é que um jornalista teça comentários deste teor, considerando para mais "os árbitros que apitam no campeonato, agora, estão inseridos numa estrutura mais forte, logo encontram-se mais protegidos. São também mais competentes e bem formados. Logo, menos permeáveis. Continuam a errar, o que é pena. Mas faz parte, acontece em todos os campeonatos, em todas as provas." Mais do que notável, acho mesmo inacreditável. Mas, claro, quase toda a imprensa nacional, e muito em particular a desportiva, vive há muito no universo da fantasia.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ora aqui está uma excelente ideia para 2010...



É para por em prática já amanhã um pouco antes das 19h15!

Nome Completo: Paulo Jorge Lourenço Batista

Data de Nascimento: 19/12/1969 (40 anos)

Profissão: Gerente de armazém

Associação: A F Portalegre

Assistentes: José Braga, Luís Tavares

4º Arbitro: José Gomes

Observador: Manuel Antunes

Delegados: Alcino Campos, Jorge Franco

[Fontes: lpfp e Site Apoio SCP (facebook)]

sábado, 28 de novembro de 2009

Do verbo

O exagerado ênfase que muitos colocam na comunicação e na sua importância no funcionamento de qualquer organização é seriamente irritante. Paleio não significa necessariamente acção, mas a própria palavra pode ser entendida como uma forma de acção. Isto é, a comunicação não deixa de ser indicativa do que se vai passando na organização e do que os seus líderes, aqueles que habitualmente "comunicam" com o povo, vão pensando. A notícia de que finalmente o Sporting assinou com a CML o protocolo que nos vai permitir ter os terrenos para construir o pavilhão nas imediações do estádio não mereceu da parte da direcção (pelo menos que eu tenha tido conhecimento) qualquer manifestação pública de regozijo. Aquilo que é um momento histórico na vida do clube mereceu menos paleio da direcção do que meia dúzia de tipos que protestam volta e meia com o treinador ou com isto ou com aquilo. Isto é, para a direcção é mais importante criticar os seus próprios sócios e ameaçá-los de expulsão do que aproveitar a ocasião do protocolo para promover de forma clara não somente as outras modalidades profissionais do clube como também contribuir para a tão necessária união em torno do clube. Ninguém é contra o pavilhão! Mas a nossa direcção parece-lhe ser indiferente. Para a nova direcção o pavilhão parece ser uma promessa eleitoral que se tem de cumprir (e ainda bem) mas nada de especialmente entusiasmante.
Uma segunda boa notícia que marcou a semana do clube foi o facto de o Conselho de Justiça da FPF ter dado provimento à reclamação apresentada pelo Sporting sobre o recurso rejeitado pela Comissão de Disciplina da Liga. O caso é importante não apenas pelo seu valor individual, mas também porque deveria ser um passo na clarificação de muitas das situações que ensombram a arbitragem a de um modo mais geral a regulação do futebol em Portugal. Seria, portanto, mais uma ocasião para o nosso clube mostrar publicamente que está empenhado na reestruturação e clarificação do futebol português, para além de continuar também sedento do sangue de Duarte Gomes. Resultado: nem uma palavra.
Numa rara semana onde tivemos duas boas notícias pode ser que hoje tenhamos a terceira. BORA LÁ!!!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Curiosidades



Ao visualizar o filme prévio, o Sr. Lucíliosberg, indica à passagem do 1min, que "(...)Eu tenho a certeza que é desviada com a mão. Tenho, lá no campo (...)"

Ora então coloca-se a pergunta, porque teve necessidade de consultar o árbitro assistente? Nunca tinha visto nenhum árbitro consultar o assistente, quando diz ter a certeza da sua decisão! Normalmente isso ocorre quando é o assistente a assinalar a infracção.

Curioso é o facto de o assistente mais próximo e com o melhor ângulo de visão (estava de frente para o lance), dizer "(...) não vejo Lucílio, não vejo (...)", isto à passagem dos 48seg.

Para rematar em grande estilo, à passagem dos 54seg, diz "(...) e recebo a informação da parte do outro assistente, assistente nº2, que tem o mesmo ângulo de visão que eu tenho (...)". Aqui, a curiosidade é que este 2º assistente que lhe confirma a grande penalidade, está no meio campo contrário!

E a curiosidade de não se poder ler nos lábios porque estes colocam a mão estrategicamente à frente da boca, mesmo quando estão a falar no ouvido um do outro! Brilhante!

Acho também curioso, nenhum jornalista achar isto curioso!

Sr. Baptista, para mim esta justificação não cola!

domingo, 22 de março de 2009

O Artur Soares Dias tinha auricular?

Não se pode dizer que o jogo, até aquele momento, nos fizesse prever aquilo. Mas, conhecer os membros da quadrilha talvez ajude a explicar como o homicidio da verdade desportiva foi dolo não de um homem só mas de um gangue do gamanço.

foto: mark holthusen

És grande!

Já há uns jogos que andava a admirar o Pedro Silva, agora chegou a hora da consagração! Enquanto o Lucílio não nos é capaz de mostrar nada de novo, tu revelaste-te! É revoltante de facto!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Passou-se algo?

Não consegui ver em condições o jogo deste sábado, aliás o melhor que vi foi mesmo a síntese do jogo nos telejornais.
Já vi que mais falada do que a vitória, são as declarações de bento. Sinceramente fiquei incrédulo com tal. Aconteceu algo no jogo que não fosse normal? Não fizemos um jogo normal, com um resultado (que deveria ser) normal? Se é pelas expulsões, a equipa esteve ao nível que bento preconiza, não se notou grande diferença na 2ª parte a jogarmos com 11 ou com 9, com tranquilidade. Se houve de facto algum acontecimento extraordinário não teria já o franco ou o salema vindo a público defender o Sporting? Claro que sim.

Entretanto, falando de futebol jogado, boas notícias para quem vai a alvalade.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

They' re Back

Sobre as paixões do jogo de sábado entre o Sporting e a turma da fruta quero dedicar este vídeo aos paixões deste país que actualmente e no passado contribuíram para a verdade desportiva:




Fez-me lembrar as velhas e sibilinas arbitragens do pré-apito dourado, não as de uns árbitros recentes e meramente incompetentes, mas ao nível de um verdadeiro calheiros, valente ou isidoro.
Um bem haja para aqueles que de forma vertical lutam pela verdade e pela competência. Lamento não ter nos dirigentes do meu clube que defenda os interesses do clube, e ao invés, prefira anda de mão dada com o sistema do poder instituído. Ou se está contra ou a favor, numa guerra não há meios termos como o desapontamento.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Gente Gira no futebol

Há três anos o Olegário fodeu o Sporting ao expulsar o Caneira, levando o FCP ao empate e à vitória por 5-4 nas grandes penalidades. Lembro-me bem da injustiça daquele jogo e da brava atitude do Paulo Bento que depois do jogo insinuou umas tantas verdades a necessitarem de ser ditas e simultaneamente me tranquilizava ao sentir haver alguém que defendia o Sporting. Três anos antes foi talvez o José Pratas. E antes talvez o Calheiros ou A. Valente, não sei..

Enfim, durante uma catrefada de anos fomos convivendo com um sistema de arbitragem que premiava e distinguia os filhos obedientes às regras do jogo sujo em detrimento lógico dos que lá andassem pelo jogo limpo. Uns tiveram azar com a Carolina e com a Judite. Os outros reformaram-se a tempo ou por susto e outros, provavelmente, andam ainda empoleirados na 1ª divisão ou até a fazer jogos internacionais.
Contra isto tudo e contra as nomeações o Sporting pouco pôde fazer para alterar a situação. Porém surgiu uma oportunidade de alterar as coisas. Minto. Pensava eu que surgia... aquela coisa do não sei quê Dourado mas que afinal não devia ter grande importância já que o próprios clubes acabaram por chumbar qualquer alteração digna às leis de prevenção/punição de corrupção. Mas também não deviam ter grande importância para o empregador de Paulo Bento que resolveu adoptar a postura do "no pasa nada" para não se "intrometer na justiça". Nem um pio. Para ele, toda aquela gente com quem convivia e convive é gente da boa. Das vantagens e conveniências desta postura nunca o empregador teve coragem de falar abertamente. Paralinkiando a certeira definição encontrada no Cacifo, o Sporting foi cúmplice por omissão.

Três anos depois d'Olegário, cá estamos todos outra vez. Eu, vocês e o Paulo Bento que, naturalmente revoltado com a Paixão sofrida, volta a defender o Sporting e a insinuar mais ou menos as mesmas verdades. Mas a verdade, e é aqui que quero chegar, é que não vale a pena o Paulo andar a redizer que somos demasiado bonzinhos com os árbitros e as nomeações. Se o "somos" se dirige aos adeptos, a mim, então eu confesso que da minha parte não sei o que fazer mais. Já assobiei, insultei, escrevi.. tanto que já não tenho mais latim pra isto. Se o "somos" é dirigido à administração do Sporting eu pergunto ao nosso treinador se ainda acredita que eles terão a coragem ou a vontade para fazerem o que pede? Eu aposto que não vão ter, tal como nunca tiveram quando era a hora. Quando todos nós esperávamos que tivessem. Vai lá agora o homem pegar no megafone e lutar pela nomeação por sorteio, pela demissão do Madaíl ou apelar à intervenção do Laurentino no Conselho de Arbitragem, no CJ ou o raio que o parta. Não foi antes, não é agora que vai!

O futebol português é uma palhaçada por isto tudo. Todos anos o circo volta à cidade com os palhaços do costume. Vêm com outros nomes e penteados mas o número é sempre o mesmo. Na sua sorte, o leão, talvez por ser o mais temido, sempre acaba chicoteado, sem ter por onde fugir, sem ninguém que o defenda. E nós apanhados de surpresa com tamanha injustiça.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Filhos de um granda sistema

Arsène Wenger disse um dia que 80 por cento de uma época se decide no periodo de contratações. Em Portugal, é por causa de artistas como este que a fasquia desce para aí para metade. Passados dois anos de ter entregue uma taça ao FCP ei-lo de volta. C'um Olegário!


quarta-feira, 7 de maio de 2008

De propósito

Chegado de território tuga onde só vislumbrei bifes, sento-me e aprecio (hipérbole) o jogo paços-sporting.
Ora neste jogo realmente vi um sporting minimamente organizado, no que se exceptua no guarda-redes e no entrosamento com a defesa (falta de confiança em RP).
Não jogou o liedson, mas também não se deu por isso.
A táctica e o sistema já toda a gente percebeu qual era.
Agora o que eu também vi é que este jogo era mais uma lotaria, apostei que quem marcasse primeiro ganhava. Por acaso foi o sporting, mas até podia não ter sido. Ou seja por acaso até ficamos em 2º este ano, mas podia não ter sido.
E vi ainda uma parte final no qual o nosso treinador demonstrou toda a (falta) confiança que tem nesta equipa, ao tirar um avançado e colocar um defesa central. Podia ter reforçado o meio campo ou refrescado o ataque. Mas percebo que colocar o purovic ou o farnerud é o mesmo que colocar o gladstone, venha o diabo e escolha que estes nem nos seus lugares devidos.
Ainda para mais jogando contra um despromovido cujos objectivos neste jogo passavam por tentar colocar a bola dentro da grande área do sporting nos cruzamentos ou livres de bola parada, porém até isso era difícil...
Mas foi um jogo entretido, pois o árbitro animou a festa com o seu festival do apito e lançar a sorte para os premiados do cartão amarelo.

Felizmente que só falta um jogo do campeonato para acabar o sofrimento, pelo menos esta época.

Saudações Leoninas

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Intencional? Premeditado?

Não é preciso ler relatório nenhum para saber que foi uma coincidência...enfim, será que algum dia irei perceber qual a razão de existirem regulamentos no futebol? Hummm...talvez seja para tirar 6 pontos ao Belém, os mesmos que querem tirar ao Porto por corrupção (dejá vú, mas é bom relembrar!).