domingo, 7 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Se for eleito qual é a primeira medida a tomar?
Telefonar ao Iordanov e marcar o seu merecido jogo de homenagem.
Lista C:
Vamos fazer um diagnóstico às áreas fundamentais da vida do Clube e que assumam um carácter de especial urgência. Vamos tratar de fechar os planos para a época desportiva que se avizinha. Vamos fechar a reestruturação financeira, o modelo organizativo e por aí fora. ser um gestor de recursos humanos de uma estrutura que é diariamente pressionada a vários níveis e em diferentes sedes, tem ainda a seu cargo vários assuntos de gestão corrente de acompanhamento da equipa profissional, designadamente com a logística, com as condições de trabalho, etc.Vamos dar especial atenção aos temas dos sócios e dos Núcleos.
Uma resposta clara e directa contra uma manifestação de intenções oca. Um entende a pergunta e responde. O outro foge. Quem está há quase dez anos no clube diz que vai fazer um diagnóstico às áreas fundamentais da vida do clube. O outro quer limpar a imagem vergonhosa que o clube tem dado de si próprio no "caso" Iordanov.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Para onde vai a nave de Alvalade?
Ou,
segue por uma faixa de rodagem ao lado, via Buraco Negro adentro, com o Hidra 2009 no comando operacional total. Os pontos vitais sob as ordens da SAD que, logo após o solstício, será proVMOCvida a Quartel-General. O resto ficará na mesma. O Coronel-Maçarico à velocidade cruzeiro habitual salvo quando se cruzar com naves de grande porte que poderão capotar a geringonça mas, todos sabemos, o importante é participar. As intrigas de soldados insurgentes conhecerão novos capítulos filtrados com o profissionalismo dos Três Diários. Dizem que os nosso melhores talentos não serão mais dados ao desbarato, mas o habitus, a engrenagem, a obediência à Ordem e o curriculum de JEB, atestam a hipótese de manobra de diversão. Pelo caminho, a tripulação continuará a saltar ou a ser empurrada borda fora. Apesar do ar rarefeito, é uma odisseia possível de ser percorrida. Não com todos os sócios é evidente, mas por aqueles que por direito electivo ou por convite assim o possam. Enfim, o: JEB (sucede a J&B), Dias Ferreia, Barroso, Ernesto Ferreira da BDO... parece a quadrilha dos irmãos Metralha, mas não é. É o Sporting Clube dos Amigos Dinásticos. Numa Galáxia cuja natureza e funcionamento ainda estão por perceber.
Ou então segue um rumo oposto.
Tentará encontrar a saída do Buraco Negro por um desvio de rota. Sustituir-se-á o Coronel Bento pela tecnologia Erickson. Desactualizada ou não, o losango nunca mais será o mesmo. O laser-de-toque será a recuperação de 20 mil tripulantes através de uma política desportiva situada a 20 mi léguas mais próxima da concorrente, isto é, perto do adepto e sócio (Provedora; quotas; bilheteira; merchandinsing; fundos de fomento; pavilhão; fosso; Núcleos...), de medidas como a redução da dimensão e massa salarial do grupo empresarial, entre outras. As pessoas são outras. Uma rajada de ar fresco. Liderada por PPC, de quem muitos desconfiam que, na práctica, não consiga levar a cabo as ideias apresentadas.
No plano da obra (des)feita, a nave JB é o que se sabe. Se na solidez das ideias de projecto a nave 'Ser Sporting' sai vencedora, tem mais dificuldades no plano gasoso - o da confiança na capacidade de cumprir a empresa. Improvisando uma taxionomia temos i) os ultra-confiantes; ii) os ultra-desconfiados, que desconfiam de tudo à excepção da sua própria desconfiança; iii) os olha, bora lá dar uma oportunidade e; iv) epá, é melhor não e tal, este meu 6ª sentido, tenho receio, suspeito que ele é isto e aquilo..". a discussão tende para a inconsequência. É difícil sair disto. Se há exemplos de insucesso de projectos com e sem experiência em gestão desportiva (o proj. Roquete) também o há de sucessos. Aliás até jogadores já conseguiram gerir bem um clube. Se calhar é como dizia um anónimo e diz o Meszaros: a confiança actual na para-democrática ‘continuidade’ está pura e simplesmente no Medo da Orfandade.
Resumindo, há mais razões sólidas e líquidas para não votar na lista C e são sobretudo gasosos os motivos para não votar na lista A. Tendo de escolher uma, sob pena de ficarmos à espera de (Fi)Godot, eu confio mais no sólido e suspeito mais do gasoso.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
eles ou Vida longa aos meus inimigos para que possam assistir de pé às nossas vitórias
Rui Moreira, comentador do FCP, no programa Trio de Ataque:"como portista eu quero que continuem os que lá estão"; "para um portista é muito mais perigosa a candidatura de Paulo Pereira Cristóvão", Terça-feira, 3 de Junho de 2009
É de facto muitíssimo curioso como anda para aí muito comentador tripeiro e lampião que é só dar palmadinhas e vassalagens a Bettencourt ou outras figuras pardas da nomenclatura. Já o outro dia, oiço na rádio que o treinador é o sueco, ligo a TV e... à volta duma mesa o Mozer e mais três com caras de adoradores de ovnis. Falavam do benfica. Resisti ao zapping e valeu a pena. Só pra ver o medo estampado nos comentários daquela tripla lampiónica sobre a possível vinda do seu ex- para o Sporting.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
O amanhã nunca morre? Talvez não.
3. Mudança não rima com Monarquia
Bem pode JEB exclamar aos lideres das claques "Agora é que é! As coisas vão ser diferentes!" ou alimentarmos a esperança de um presidente mais interventivo, mais próximo do adepto comum, mas quando um candidato se recusa a um debate, seja em que terra for, diz tudo sobre a (demo)cracia que nos espera: um estilo mais casual mas, no fundo, mais do mesmo. Para quem quer ser o presidente da união da família leonina , JEB começa mal. Indo a debate, teria todas as condições para isso. Assim, se for eleito, depois não se queixe.
Com mais ou menos facada, cambalhota ou trapézio JEB é o (oitavo) "natural" sucessor do homem que resolveu dividir para reinar. Potranto, os que se afastaram por não estarem dispostos a aturar presidentes merdosos, ou por sentirem que sequestraram a alma ao clube, não vão voltar por estar lá o primo do primeiro. Todos os outros que se afastaram, essa maioria que não anda nos blogues nem nas AGs, aqueles que quando lhe perguntamos porque deixaram de ir nem eles sabem responder, não vão voltar com JEB pois sentem que pouco ou nada mudará. A começar pelo treinador que, como se viu esta época, não vamos ser campeões tão cedo.. E nem vou falar dos que já não metem lá os pés para o ano.
É isto que vamos também votar. Não é só o meu sporting. É o nosso sporting que está em jogo.
4. Ser Sporting
«És sporting ou benfica?». Hoje a garotada responde que são do Porto.
Pois bem, da candidatura de PPC, apesar da pouca vontade dos pasquins em dar a conhecer o projecto (e da muita vontade, de outro, em adulterar), ele existe - já é uma vantagem em relação à concorrência - é conhecido e tem o mérito de nos oferecer uma alternativa credível ao modelo de sustentabilidade financeira e uma série de medidas que tentarão resgatar a alma e o fervor sportinguista. Reconheço a dificuldade que alguns têm em acreditar na mudança, acreditar em quem desconhecem do espectro mediático. E da tendência em ajuizar com base na pinta que lhe tiramos e em catalogar antes de pensar. A verdade é que se todos os sportinguistas se pautassem por esse diapasão o clube, hoje em dia, andava nos distritais. Sem embargo, as propostas e as pessoas estão aí, e aqui e aqui. Eu, entre as duas propostas para o clube, já pensei e já escolhi. Numa eu acredito. Na outra faz tempo que não.
#Nota final
Se JEB for eleito, daqui a quatro anos já não vale a pena lamentar o quer que seja pois todo o futebol será, com alguma certeza, e com toda a propriedade, dos accionistas. Se PPC for eleito e não cumprir o que promete, os sócios, no âmbito (e mesmo fora dele) das suas responsabilidades, cá estarão para exigir satisfações e propor mudanças. Como sempre, a mandar desde 1906.
O amanhã nunca morre? Talvez sim.
1. O grande passo em falso: votar em JEB é votar num ponto sem retorno
A sua lista propõe-se a cumprir a machadada final do plano das VMOCs onde o clube deixará de ter património e poder de decisão no futebol. A SAD tudo engolirá e não deixará nada para nós, a não ser migalhas. Independentemente de se confiar numa reestruturação financeira desta importância a um bando de malgestores que criaram o maior buraco da história do clube - desenganem-se os que gostam de individualizar a atribuição de responsabilidade: todos partilha(ra)m da mesma visão e modelo de gestão - um sócio que votar JEB estará também, é bom que tenham noção, a dar carta branca para que nos demitam da nossas responsabilidade de decisor ao transferi-la para um qualquer tio oliveirinha$ . Isto é uma desresponsabilização tremenda. Para o bem e para o mal eu não fujo nem delego as minhas responsabilidades de sportinguista noutros (que nem o são!), por mais apelidos que tenham!
Num momento onde um pouco por todo o mundo se começa a reequacionar e reinventar formas de governação que passem pelo envolvimento e participação pública ou directa dos seus "membros" (stakeholders, adeptos, munícipes, eleitores, associados, etc.) através de processos idênticos ao dos modelos associativistas não só como forma de controlar e garantir a ética e rigor das gestões mas porque se percebe os elevados custos "ocultos" de não se envolverem as pessoas, JEB e Dias Ferreira vêm propor-nos o inverso. Mais SAD e menos Clube, dizem-nos. A escolha é, por enquanto, nossa.
2. A inabilidade e incompetência
Atentem ao discurso apocalíptico do "ou é isto ou nada mais resulta!". Quem se esgrime nestes termos, como SF o faz, para além de ser intelectualmente desonesto, mostra o lógica obtusa do pensamento económico pataqueiro desta rapaziada. Depois de anos de presidência e escaldados com a maior crise de sportinguismo como nem nos "dezoito anos" se viu!, continuar, hoje em dia, a pensar nestes termos demonstra a mais deprimentes das ilações: ainda entendem que gerir um clube desportivo se faz da mesma maneira que uma S.A. ou o Banco de onde vieram: há o negócio, há os clientes e.. o resto que se foda!! Óbvio que o SCP não deve ser gerido como o clube da bisca-lambida! O que sempre disse é que não ter uma visão sistémica da Gestão leva a que se tomem decisões do tipo "eu quero lá saber do Yordanov, do pavilhão, e de quem vai a todo o lado, o que me importa é quem paga" ou desvalorizar os jogadores a anunciar aos sete ventos que o queremos vender ou o desrespeitar milhares de sócios em mil e uma ocasiões em que o management fala mais alto, ou a comunicação, ou a defesa dos interesses do clube, ou a segmentação do estádio, os lugares de leão, o retalhar do património do clube, o...
(continua)
terça-feira, 26 de maio de 2009
Dois modelos
Manchester United versus Barcelona is a dream final for the romantic, two great clubs sharing traditions of skill and panache – yet the broader values they embody seem now to spring from opposing visions of the sport. On one side of Stadio Olimpico tomorrow will be Barça, "mes que un club" – more than a club – as the Catalan institution proclaims itself, bearing Unicef on the shirts, owned by 163,000 members. On the other will stand the famous Man United, soaked in history and tradition with AIG, the ultimate symbol of reckless financial speculation on their chests, and owned by the Glazers.
sábado, 23 de maio de 2009
Não aborrecer, nunca aborrecer
terça-feira, 19 de maio de 2009
O candidato da reforma
Ontem José Eduardo Bettencourt (JEB) apresentou a sua candidatura rodeado de amigos, apoiantes, um padre e elementos das claques. Achei bonito, se fosse de uma claque também lá estaria, afinal convém sempre apoiar o futuro hipotético candidato de forma a não perder o status quo.
JEB terá dito que não fomos campeões por falta de sorte (esta também faz parte do apito dourado? A senhora sorte?) mas que com um bocado mais de treino seremos campeões. Para já gostei destas declarações. Ou seja, Paulo Bento terá de pôr a equipa a treinar mais pois esta não treina o suficiente. Ou então terá Paulo Bento de treinar mais, para deixar de ser um treinador danoninho e conseguir chegar ao primeiro lugar.
Outro ponto positivo nesta candidatura foi o facto de JEB ter dito que enganou muita gente, ao menos começa bem, a dizer a verdade.
Outro ponto ainda positivo foi ter dito que defende a transparência, eu também, e é por isso que acredito que com JEB os ordenados dos administradores da SAD e do clube (a existir) serão públicos. Acredito ainda (nesta minha fase pueril e de acreditar no pai natal verde) que será feita uma auditoria externa às contas do grupo Sporting nestes últimos 13 anos. Acredito piamente que foi por isso que Ernesto Ferreira da Silva apoia JEB. Ele que é um dos líderes da BDO, empresa que é ROC do Sporting será um dos defensores de uma auditoria às contas do clube, tal como fizeram no BPN.
Ainda mais positivo ainda será o rumo de mudança que deverá ser proposto por JEB, à excepção de Rogério Alves para presidente da mesa da assembleia geral, de Ribeiro Telles, Paulo Bento, Pedro Barbosa para o futebol, de Nobre Guedes para a área financeira e de Salema Garção para o marketing, os rostos que restam poderão ser diferentes. Grandes mudanças em perspectiva!
Os sócios e adeptos do Sporting já prometem fazer fila para adquirirem os bilhetes de época, então com uma nova estratégia de marketing liderada por quem liderou estas últimas, o sucesso é garantido.
Assim , sinto-me esperançado, pois agora quem ganham campeonatos já não são os violinos dentro de campo, mas aqueles de jogam por fora e JEB já tem os seus cinco violinos (Rogério Alves, Ribeiro Telles, Paulo Bento, Pedro Barbosa e Nobre Guedes e ainda poderemos contar com um violoncelo que dá pelo nome de Salema Garção.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
A Ilíada Sportinguista
Se o Sporting já passou por uma odisseia de 18 anos, e convém não esquecer que a Odisseia foi escrita depois de Tróia, nós ao contrário, já tivemos a nossa 1ª odisseia, estamos presentemente na Ilíada (não confundir com situação idílica) e ao mesmo tempo numa meia odisseia que dura à 7 anos e se o cavalo de Tróia entrar mesmo então o mais certo é termos outra odisseia completa ou mesmo uma odisseia definitiva.
Que estamos numa guerra tipo ilíada ninguém tem dúvida, o que eu temo é que tal como no poema homérico o Aquiles seja morto, a cidade saqueada e o irmão do rei (o cornudo) venha a reinar.
Ora vamos relacionar este factos ocorridos há mais de 3.000 com o Sporting actual. A odisseia, e a meia odisseia já todos sabemos situá-las, Tróia é o Sporting, o cavalo de Tróia é bem capaz de ser algum dos candidatos a presidente (há quem defenda que o cavalo de Tróia já entrou em Tróia há cerca de 13 anos e ataca como um vírus informático destruindo o sistema Sportinguista). Quanto ao nosso Aquiles, temo que também há 13 anos tenha sido apanhando pelas costas indefeso, e hoje só restam os seus mirmidões a tentar combater os oligarcas do rei morto. Aqui para que não restem dúvidas, o Aquiles personificava a Ideia do Sporting onde ficar abaixo do 1º lugar era mau, onde não ter um pavilhão era herético e ser do Sporting era ser diferente dos outros. Os mirmidões hoje estão representados pela candidatura de Paulo Cristóvão e seus apoiantes. O rei agamêmnon, que fisicamente continua vivo, era Roquete e os seus seguidores os oligarcas do continuísmo.
Dentro desta corrente do continuísmo, depois de dias da cunha e soares franco (além da panóplia de acólitos que por lá passaram - os carlos janelas - continuam outros como os menezes, os salemas, os carlos cruz(es), os ricarddis, os menezes, nobre guedes. São estes em que, ainda o cadáver está quente, e já procuram suceder-lhe e procurar os encostos uns dos outros para que não caiam todos. São os proto-candidatos, os que não se entendem e na sua pequenez procuram alguém que os guie. São os seguidores do cavalo de Tróia.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Saco de gatos
domingo, 10 de maio de 2009
(In)decência e liberdade da imprensa
foto: Carlos Cruz, administrador da Cofina e vogal do CD presidido por SF e candidato a seu sucessor
Em certa medida, o nosso jornalismo desportivo é aquilo que os consumidores querem e permitam que o seja. Há muito que não compro o Record ou a Bola. Vou preferindo a Internet e a blogosfera. Aqui, regra geral, consigo encontrar a decência, diversidade e liberdade que a imprensa desportiva tem preferindo mandar pro caixote.
