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terça-feira, 17 de abril de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Glória, petróleo, gás natural e soluções das arábias

Toda a gente perora sobre a necessidade de encontrar capital que ajude o Sporting a sair do buraco financeiro e a sustentar a sua actividade. Parece que o pequeno percalço da falta de fundos e da falência técnica foi obra de há bocado. Parece que não houve sucessivas direcções desde há perto de duas décadas que afirmaram ter "descoberto" a solução para este problema para logo se provar que falharam redondamente. Inclusivamente a actual.
Mas, de repente, volta-se a falar de forma muito acalorada em tudo isto. Árabes e russos estarão a espreitar o "negócio". Angolanos e chineses são também hipótese. Um ex-dirigente preconizava que é preciso algum endinheirado que goste do clube e se chegue à frente. Isto diz bem da qualidade dos dirigentes que têm passado pelo Sporting.
Neste contexto, deixo aqui uma série de perguntas, daquelas singelas, que decerto vão merecer comentários veementes e análises complexas e acaloradas...
Será que alguém se lembrou de pedir o dinheiro necessário aos sócios e adeptos do Sporting? Será que ainda há alguém que se lembra de que há sócios e adeptos do Sporting, capazes de tudo pelo Clube? Acham que haverá alguém que goste do Clube mais do que os sócios e adeptos do Sporting? E já alguém fez as contas para apurar quanto seria, de facto, necessário e durante quanto tempo para recolocar o Sporting numa situação financeira saudável? Será que alguém alguma vez pensou a sério nisso? E será que o contributo dos sócios e adeptos não poderia ser significativo ou mesmo decisivo? Alguém sabe, de facto?
Já alguém analisou as razões pelas quais estas contas nunca foram feitas e os sócios nunca foram chamados a contribuir para uma solução financeira do Clube? E já alguém tentou perceber as razões fundas pelas quais, logo que a bola bate na trave, os sócios e adeptos do Sporting se afastam? Não será que os sócios se afastam porque sabem que não têm voz no Clube e que o que se cozinha nos gabinetes da SAD tem um único objectivo: sacar-lhes o que puder ser sacado, seja como for, sem lhes dar nada a não ser o privilégio de serem "sacados"? E será que os dirigentes (os actuais e os anteriores) imaginam que a gente não sabe que o saque é feito em nome da nossa paixão, mas que, do outro lado, sabemos que essa paixão não é de todo correspondida? Lembram-se da "Operação Lugares de Leão"?
Sem sócios e adeptos com voz activa no Sporting não há, nem nunca haverá, solução para o Clube. Com ou sem árabes, chineses ou russos, sem sócios e adeptos com voz activa, o Sporting vai descer ainda mais baixo e, a nós, restar-nos-á recordar os bons tempos, os tempos de glória e dos grandes feitos. Os tempos em que o Sporting era dos sócios...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 de Abril



Em Vasco Lourenço, uma homenagem a todos os Capitães de Abril.
25 de Abril cada vez mais necessário, cada vez mais "sempre".

quarta-feira, 2 de março de 2011

Parabéns

Facto: estamos a 2 de Março. Facto: o Sporting está afastado da luta pelo triunfo em qualquer das competições em que está ou esteve envolvido. Facto: resta lutar... pelo terceiro lugar da Liga! Estes são os factos.
Nada disto é obra do acaso. Tudo resulta de um esforço consistente, deliberado e coroado de êxito para detruir o Sporting.
Agora resta-nos reconhecer isto, dar os parabéns aos responsáveis e reconduzi-los, a eles ou aos seus herdeiros, nos seus cargos no próximo dia 26...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Quem comanda as voltas da bola?

Neste jogo contra o Marítimo há um momento chave que nos foi desvendado pela televisão. Após o terceiro golo, a câmara dá-nos uma imagem do Paulinho a festejar com o Paulo Sérgio. Não sei se repararam. Naquele festejo especialmente intenso está espelhada toda a tensão e toda a frustração que certamente os jogadores e a equipa técnica terão experimentado esta época. É um momento de raiva, mas também de indesmentível solidadriedade. É um retrato humano eloquente. Conclusão: há equipa na equipa, mas algo a destrói.
Se a este "retrato" juntarmos as declarações do Paulo Sérgio antes e depois do jogo, o tom verdadeiramente frustrado e triste das suas palavras, mas com um traço de grande dignidade, fica a sensação de que quando, por vezes, descarregamos na equipa a nossa própria frustração (certamente não sem razão...) haverá um travo de injustiça nisso tudo.
Os vilões são outros. E não jogam absolutamente nada.


PS- Patrício esteve em grande hoje.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pergunta singela

Por onde andam os sócios dos 25 votos nestes dias que correm? Estranho silêncio...
Não vemos um movimento dos sócios com mais peso no Sporting --podiam chamar-lhe o Movimento dos 25...-- para pedir contas sobre o descalabro total --financeiro e desportivo-- em que está o Clube...
São ciosos da sua prerrogativa quando se trata de alardear "estatuto", mas remetem-se ao silêncio quando é hora de lhes exigir contas.
São os principais responsáveis por tudo o que aconteceu ao Sporting.
Têm mesmo 25 vezes mais responsabilidade em tudo o que está a acontecer porque, com a sua ajuda quantitativamente preciosa, com o seu imobilismo, o seus conservadorismo e reaccionarismo, com a sua complacência, e muitas vezes com a sua arrogância, sucessivas direcções de criminosos conseguiram transformar o Sporting num clube fantastma.
Onde andam eles por estes dias...? Ainda faz sentido privilegiar gente desta qualidade? Não deviam ser penalisados também 25 vezes? Por exemplo, pagarem 25 vezes o valor da quota mensal...?

terça-feira, 2 de março de 2010

Baixar as guardas

Sem querer parecer um "bota-abaixista" militante --que não sou!--, acho que a vitória sobre o Porto, por muito saborosa e expressiva que possa ser, foi apenas isso: três pontos ganhos num campeonato perdido.
A vitória não deve fazer-nos esquecer o desastre que tem sido esta época, nem as origens deste descalabro. O pior que poderia acontecer aos Sportinguistas seria deixar caír as guardas por um motivo tão fútil e por um êxito tão pouco ambicioso.
E faz parte deste "baixar de guardas" pensar que, por termos ganho ao Porto, acabaram os problemas. Não acabaram, nem vão acabar enquanto se mantiver a orientação actual.
Se os sportinguistas se deixarem comprar por uma mísera vitória contra um Porto de segunda, então está o caldo entornado.
E, já agora, a proósito das declarações do Carvalhal, pode ele ficar estar descansado. Pelo menos pelo meu lado, não o considero vilão por ganhar apenas de dois em dois meses, nem passa a herói quando ganha um jogo depois de sete jogos sem ver o padeiro...