Mostrar mensagens com a etiqueta Comunicação Social. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Comunicação Social. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 3 de junho de 2011

COMUNICADO AUDITORIA, COMUNICAÇÃO E PASSIVO

É extenso, mas penso que vale a pena ler e divulgar na totalidade.

--- Comunicado ---
Na sequência de noticias surgidas nos últimos dias, e das solicitações que nesse sentido me têm sido feitas, não posso deixar de comentar algumas situações importantes e determinantes para o presente e para o futuro do Sporting Clube de Portugal.

1.    Auditoria às Contas do Sporting Clube de Portugal
A clarificação das Contas do Clube e a explicação pormenorizada da razão de ser do aumento substancial do seu passivo, têm sido nos últimos anos exigências constantes dos associados do Sporting Clube de Portugal para perceberem em definitivo a respectiva origem e poderem acabar com o clima de duvidas e de suspeições dos últimos 15 anos sobre a clareza e a transparência (melhor dizendo, sobre a falta delas) do funcionamento económico e financeiro do Clube.
Este foi um tema forte da recente campanha eleitoral e uma promessa de todos os candidatos.
Todos sabemos que para que a Auditoria a efectuar pudesse cumprir verdadeiramente os seus objectivos teria que ser feita uma análise fina e pormenorizada a nível financeiro e de gestão que contemplasse, muito em particular, a consolidação das contas do Clube desde 1995, as relações entre as várias empresas do Grupo Sporting, a análise financeira de cada uma delas e as transferências entre as mesmas, e o estudo da evolução dos passivos e activos em cada Direcção desse período que incluísse remunerações directas e indirectas, património e áreas de negócio.
A Auditoria parcial que a Direcção empossada decidiu fazer, com a conivência por vezes de quem não se esperaria, não foi nada disto. Por isso me recusei, e continuarei a recusar, ser cúmplice nesse problema, porque o meu objectivo, (que deveria ser o de todos), é o de pelo contrário encontrar solução para esse mesmo problema.
É lamentável que assunto de tal relevância tenha redundado numa mera análise de evolução. Espero sinceramente que proximamente não surjam noticias a propósito da Auditoria parcial em curso dando conta do extravio ou da perda de documentos ou de informações essenciais referentes ao período em questão.
Que fique em definitivo claro que no momento em que a actual Direcção empossada pretenda levar a cabo uma Auditoria financeira e de gestão em moldes que permitam responder cabalmente às legítimas exigências dos sócios, terei todo o gosto em nela me fazer representar por um especialista da minha confiança.

2.  Departamento de Comunicação do Sporting Clube de Portugal
A noticia de que a empresa Cunha Vaz e Associados, agência de comunicação, passou desde o dia 1 de Junho de 2011 a colaborar directamente com o Departamento de Comunicação do Sporting Clube de Portugal não pode deixar de nos remeter a todos para as últimas eleições no Clube em que a referida empresa foi responsável pela campanha eleitoral da Direcção empossada, e portanto pelas mentiras e manipulações então maldosamente feitas, revelando uma forma de trabalhar rasteira e vil na abordagem a este grande Clube e na relação com os seus sócios. 
Quando se pretende o Clube unificado em torno dos seus atletas e dos objectivos desportivos a alcançar apenas com os melhores a trabalharem nele, não se compreende (a não ser por via de acordos que nada têm a ver com os interesses do Clube e já estabelecidos antes da posse) que se formalize ao serviço do Clube uma empresa que contribuiu para dar uma imagem negativa do Sporting Clube de Portugal e se rege por valores contrários aos defendidos pelos nossos fundadores, e cujos honorários e contrato de prestação de serviços exigimos sejam tornados públicos aos sócios.
Uma vez mais, o Sporting Clube de Portugal vai desperdiçar recursos a pagar a entidades e pessoas de que verdadeiramente não necessita. A Direcção não se deveria preocupar com a sua imagem própria e muito menos com o condicionamento dos sócios pela “afinação” da informação que lhes faz chegar, mas concentrar a sua actividade e o dinheiro do Clube no cumprimento das suas promessas eleitorais, na obtenção do sucesso desportivo das suas equipas e dos seus atletas em todas as modalidades, no reforço das suas posições nas instituições de decisão desportiva, e na blindagem da informação alusiva ao Clube para não perder vantagem em negociações a decorrerem.

3.  Diminuição do Passivo em 42 milhões de euros
A Sporting - Sociedade Desportiva de Futebol, SAD, cumprindo os seus deveres de prestação de informação económica e financeira à CMVM respeitante aos primeiros nove meses do exercício em curso compreendidos entre 1 de Julho de 2010 e 31 de Março de 2011, na sequência da reestruturação realizada pelo anterior elenco directivo liderado por José Eduardo Bettencourt, informou de uma descida do passivo do Clube nesse período no valor de 42 milhões de euros que muitos consideraram virtuosa: tê-lo-á sido verdadeiramente ?
A evolução da situação patrimonial nesse período reflectiu o impacto da reestruturação financeira levada a cabo, em que tiveram lugar de destaque o aumento de capital, o trespasse da Academia e a emissão de VMOC.
É bom fazermos um exercício de memória e recordarmos o que verdadeiramente esteve em causa com esta reestruturação.
Antes da controversa Operação Harmónio aprovada e realizada ao tempo de José Eduardo Bettencourt, visando o aumento do Capital Social de 21 milhões de euros para 39 milhões de euros e a passagem do Capital Próprio de 42 milhões, quatrocentos e quarenta e dois mil euros negativos para cerca de 22 milhões de euros positivos, o Sporting CP detinha:
      Categoria das acções             Nº. de Acções             %
          Categoria A                              3.430.010                   16,33            
          Categoria B                             17.569.990                   83,67
Esta operação foi realizada por na época de 2009-2010 a contabilidade da Sporting SAD apresentar um Capital Social de 42 milhões de euros e um Capital Próprio negativo de 15 milhões, novecentos e oitenta mil euros, cenário financeiro muitíssimo preocupante perante o qual foram decididas e aprovadas as seguintes 3 operações de reestruturação financeira:
Redução do capital social de 42 milhões de euros para 21 milhões de euros destinada à cobertura de prejuízos, a efectuar mediante a redução do valor nominal da totalidade das acções representativas do capital social, de 2 euros para 1 euro.
A implementação desta medida visava iniciar uma recuperação financeira indispensável, pois nos termos do art. 35º do Código das Sociedades Comerciais quando o Capital Próprio é igual ou inferior a metade do Capital Social, a respectiva Sociedade é considerada em situação de falência técnica, e em que a gestão deve tomar uma de 3 opções: o aumento de Capital, a perda de metade do Capital Social ou a dissolução da Sociedade.
A primeira opção tomada na Sporting SAD foi, como vimos, a perda de metade do respectivo Capital Social.
Aumento do capital social no montante de 18 milhões de euros, passando de 21 milhões de euros para 39 milhões de euros, a realizar por novas entradas em dinheiro através de emissão de 18 milhões de novas acções ordinárias, escriturais e nominativas com o valor nominal de 1 euro cada, por meio de subscrição pública com respeito pelo direito de preferência dos accionistas e preço de subscrição de 1 euro;
Neste aumento de Capital, realizado em Janeiro de 2011, o S.C.P. aumentou a sua participação directa na Sporting SAD de 16,4% para 25,3% com recurso a acções de tipo B (as quais passou a deter em 91,21%, descendo as acções de tipo A dos 16,33% iniciais para 8,79%), 25,3% esses que acrescidos aos 64% detidos pela Sporting SGPS (empresa detida a 100% pelo Sporting CP), fizeram com que o S.C.P. ficasse com uma participação de 89,3% na Sporting SAD.
Emissão de Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis em acções da Sociedade (VMOC), escriturais e nominativos, no montante máximo de 55 milhões de euros, de valor nominal de 1 euro cada, com prazo máximo de 5 anos, com preço de subscrição de 1 euro, com taxa de juro nominal anual bruta de 3%, obrigatoriamente convertíveis em acções ordinárias da Sporting SAD a um preço de conversão de 1 euro.
Em paralelo a estas 3 operações, tiveram lugar outras que permitiram atenuar as contas da SAD, como a passagem da Sporting Comércio e Serviços e a da Academia para essa empresa.
Em conclusão, é formalmente correcto dizer-se que o passivo diminuiu. Mas o preço societário para que tal acontecesse foi demasiado pesado: o Sporting Clube de Portugal perdeu o domínio sobre a Academia e sobre a Sporting Comércio e Serviços (que detém o produto das receitas televisivas e da publicidade), e corre o risco de perder igualmente o controlo maioritário da SAD num prazo de 2 a 5 anos, decorrente por sua vez dos prazos inerentes às VMOC.
Não foi portanto este o melhor caminho para o Sporting Clube de Portugal ter percorrido até aqui, que poderá aliás traduzir-se em breve, oxalá estejamos enganados, num novo aumento do passivo. O S.C.P. não necessita de reestruturações financeiras ou de qualquer tipo de engenharias financeiras, que até hoje sempre acarretaram uma diminuição do respectivo património, mas sim de optimizar a sua gestão reduzindo custos supérfluos, de potenciar a Academia e a sua formação, de atrair parceiros de investimento, de respeitar os sócios, aumentar o seu numero e estimular a sua participação na vida do Clube (designadamente mediante Estatutos que não reduzam, antes aumentem, os respectivos direitos, e um Regulamento Eleitoral à medida de um grande Clube). E, sobretudo, de saber trabalhar de forma verdadeiramente profissional para ser campeão em todas as modalidades em que está representado.

Bruno de Carvalho
Lisboa, 3 de Junho de 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"Noite das Arábias"

Podem ler aqui e aqui um testemunho e comentário sobre a "Noite das Arábias" de ontem em Alvalade.
Estranho que a comunicação social não tenha analisado os acontecimentos e o Clube não se tenha pronunciado sobre tudo isto...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A Volta está de volta...

Mais uma etapa na Volta das notícias e o Sporting continua a envergar a camisola amarela...
Será que o valor das acções acompanha o interesse mediático?

domingo, 24 de outubro de 2010

Conversa de surdos

- O Sporting não beneficia do ódio enorme entre as lideranças de Benfica e FC Porto?
- Temos tentado contribuir para o sucesso da indústria do futebol. Temos divergências e já engoli sapos. Mas para mim o backstage não é importante, a imagem que deve passar para a opinião pública é a das coisas boas.

JEB, n'A Bola, trecho disponível na versão online (quanto baste, diga-se, não vá acontecer alguém ir comprar o pasquim..), em entrevista aos amigos Serpa e Delgado que tão bem o apoiaram na campanha e que, com tanta pérola atirada e matéria por sacar, vêm confirmar que das duas uma: ou as perguntas estavam previamente aprovadas e não havia direito a mais ou continuam grandes amigo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Diz-me com quem andas dir-te-ei que paz é essa

Nos finais de noventa, Roquete já dizia: Vem aí uma nova era, o futebol precisa de credibilidade, não podemos denegrir a sua imagem e entrar em guerras. Era um tipo pragmático e programático: o ideólogo do grande filão por explorar que era o futebol, cotou o Sporting na II Divisão da Bolsa e, esperançado numa promoção, queria pouco barulho para dar um ar mais respeitável à bola, pois o Sr. mercado não gostava de peixeiradas.

Em 2004, Pedro Aleixo Dias, Sénior Partner da BDO (empresa que assina as auditorias à SAD), já dizia: "As SAD têm 6-7 anos. Este modelo de gestão está esgotado. É insustentável. Quem perde nisto tudo são os accionistas."
Com o novo estádio, a estratégia passava agora pela maximização dos factores de receita: Direitos de publicidade, merchandising, licenssements, etc (perdoem-me o francês); direitos de utilização de lugares de bancada, novos públicos corporate e afins. José Espírito Santo Ricciardi, à altura membro do conselho fiscal, defendia então "só pode haver disputa dentro das quatro linhas" como medida englobada naquela estratégia [O Jogo, 26/03/04].
E nisto, higienizar o estádio, docilizar o público, erradicar o disruptivo, para não assustar o novo segmento (perdoem-me o português). Como o Sporting real é outro, mais uma vez, a coisa não correu como esperavam. Não obstante, manteve-se a postura de consentimento, mesmo depois do escândalo do Apito Dourado cujas escutas foram, já antes, todas elas transcritas e publicadas e eram, pelo menos, do conhecimento dos dirigentes. Nascia o dirigente tótó.

Em 2010, depois da escutas chegarem a toda a gente em formato original, Oliveira fantoche e Costa, que me garantem, amigos de confiança, representar o Sporting, em directo na TV dizia: "não lavo a cara com água do bidé". Quanto a isto o Zé Diogo Quintela disse tudo aqui.

Dois dias depois do Costa, o presidente do clube vem dizer: "..quem não defende sempre a guerra não é um totó". Dirá, portanto, o presidente, que defender os sportinguistas, enganados e roubados pela corrupção desportiva..., que gerir eficazmente a reputação, as tradições, as expectativas e o bom nome do clube e seus funcionários significa... estar calado? Um presidente que confunde o essencial conflito clubístico com guerra; que só conhece o 8 e o 80; que guarda as munições todas para consumo interno. Que dez anos depois, nem percebe que neste meio para se ter sucesso não basta gerir activos (nem isso..), mas sim saber gerir isto. Um presidente que impõe valores pessoais como valores sportinguistas e uma turma de amigos que só debita hipocrisia.

O Sporting que hoje temos é em boa medida o Sporting por que lutaram: às terças e quintas dando uma de aristocrata finório, pugnando pela paz oca, sabe-se lá bem em nome de quê e de quem; mas, em matéria interna, à segunda e na quarta-feira, solta-se o verniz e é ver a peixeirada vergonhosa do presidente da Mesa da Assembleia Geral, revoltado por a Sic informar os teleespectadores da existência de uma AG do clube (!!!), num programa onde ainda lhe pagam para fazer aquelas figuras. Nada surpreendente aliás vindo quem ainda há pouco tempo defendia acabar com a participação dos sócios nas AG passando a estes a serem representados pelo Conselho Leonino.

Os resultados e o resto, enquanto não vai sendo alienado, estão à vista.

Como vovó já dizia, quem não tem visão bate a cara contra o muro..

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A ORQUESTRA DO TITANIC

Antes da final da taça dos campeões europeus o treinador do Barcelona mostrou ao seus jogadores um vídeo com imagens do filme Gladiador.
Ontem antes do jogo com a Fiorentina o treinador do Sporting alegorizou o jogo com o filme Titanic.
Só espero que ele não coloque imagens do filme antes do jogo, senão vamos ter um barco a ir ao fundo com um capitão agarrado ao leme e quem se salva são as pessoas que saem nos botes, as mulheres, as crianças e os espertos ou cobardes. Esperemos que os jogadores do Sporting não sejam tentados por essa imagem.
O que me preocupou no Titanic foi que quem também se salvava era o director da companhia proprietária do navio, assim uma espécie de dono do barco.
A ser como o Titanic, a única coisa boa era que a orquestra também foi ao fundo, eram aqueles que enquanto o navio se afundava continuavam a dar música, aqui se percebe que muita gente dentro do Sporting deve adorar este filme, tal como os paineleiros e chulos jornalísticos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Golavrás, indigenização e as voltas de Mestre Cândido na tumba

Durante a infância interroguei-me de forma cobarde sobre o significado do termo golavrás, o aportuguesamento da expressão inglesa goal-average. Digo cobarde porque apesar de cedo ter compreendido que se tratava de uma fórmula de desempate entre equipas em situação de igualdade pontual não fui, até tempos bem recentes, capaz compreender o seu significado: nem a etimologia da palavra, inteiramente estranha aos meus ouvidos, nem o modo como se processaria o tal sistema de desempate. Nem nunca tive coragem para perguntar a quem quer fosse o seu significado. Porém, para onde quer que escutasse lá estava a palavra. Golavrás para aqui, golavrás apara ali. Vicissitudes existenciais várias levaram-me a travar contacto com o sistema do futebol português e a obra do antropólogo Arjun Appadurai, "Dimensões culturais da globalização, a modernidade sem peias". Appadurai considera o conceito de indigenização fundamental para compreender a globalização dos desportos anglo-saxónicos e em especial o entusiasmo com que são vividos em contextos pós-coloniais. Referindo-se ao caso do críquete na Índia e interrogando-se sobre como uma uma prática tão profundamente britânica acaba por se tornar um dos símbolos nacionais e um dos lazeres preferidos de uma ex-colónia o autor vê na indigenização o instrumento essencial para a apropriação do críquete por parte dos comedores de chamussas. O que é então a indigenização? No fundo, e para sermos levemente tautológicos (como o futebol português, diga-se), a indigenização é uma espécie de vernacularização. Isto é, tornar próximo algo que é à partida distante e estranho. Entre muitos outros factores, Appadurai destaca a questão linguagem. Para resumir com exemplos concretos trata-se de transformar o linesman em bandeirinha. O off-side em fora de jogo. O goal em golo, mas também em baliza. A chilena em pontapé de bicicleta.
Em Portugal, no chamado tempo das "balizas às costas", um conjunto de homens, entre os quais se destacava Mestre Cândido de Oliveira, levaram a cabo essa épica e impensável tarefa, oferecendo-nos para a posteridade o futebol português. Inventaram a imprensa e os clubes. A espelunca que hoje responde pelo nome de A Bola (que encontra entre os seus fundadores Cândido de Oliveira e Ribeiro dos Reis) foi durante os seus primeiros vinte anos de vida um projecto jornalístico, desportivo, cultural e estético absolutamente deslumbrante. Acabaram com o amadorismo farsola e diletante das equipas de Carcavelos e impuseram o futebol moderno e competitivo. Criaram uma linguagem própria para o futebol em Portugal e libertaram-na do peso arrogante e da estranheza exótica dos anglicismos. Escreveram livros sobre tácticas que ainda hoje continuam actuais. No final da II Guerra Mundial o Campeonato Nacional de Futebol, à revelia dos medos e interesses do Estado Novo (que recorde-se enviou Mestre Cândido para o Tarrafal, donde voltaria para treinar os Cinco Violinos) e à boleia do entusiasmo popular, era uma realidade. Mais tardia do que na maioria dos países mais "modernizados" da Europa, mas uma realidade de qualquer forma. Daqui para a frente seria de pensar no avanço do futebol português e no seu aperfeiçoamento gradual. No seu progresso. Na progressiva clarificação dos regulamentos e no acentuar da sua competitividade, que resultaria também de um desenvolvimento económico, político e urbano mais equilibrado. Tudo falsas esperanças. Entregues aos Hermínios, aos Lelos, aos Laurentinos, aos Madaís, Valentins, Mesquitas e a muitos outros da mesma extracção damos por nós a discutir conceitos que já nem os inventores do jogo utilizam. São cinquenta anos de trabalho que dia-a-dia são mandados para o lixo. Um final previsível para uma posta que cansa o leitor. Mestre Cândido deve estar a dar voltas na tumba. Por cá a indigenização não passa de uma corruptela.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Ao Record

A quem quer que seja que lá mande, o director, o provedor, o jornalista, um qualquer diz-que-é-uma-espécie-de-qualquer-coisa, ou ao bernardino ribeiro:

venho exigir uma igualdade de tratamento conforme estabelece a constituição da república portuguesa (fico só por esta, pois há a constituição e depois há a outras normas como as que regulam a comunicação social),
assim exijo que os meus dados de sócios venham publicados no vosso jornal.
Não sou menos do que os demais nem pretendo ser mais do que os outros.
De certeza que podem pedir ao bufo dentro do clube (este não será o Stoi mas um labrego elaborado), que generosamente vos passará tal informação.
E já agora por favor não indiquem nome do bufo, não afrontem a seriedade intelectual nem a deontologia profissional (ou algo do género), conforme boa prática jornaleira.

Saudações Leoninas