Melhor do que a melhor exibição de sempre do Yannik desde os treinos de captação...
melhor do que o soberbo passe do Saleiro para o soberbo golo do MVeloso...
melhor do que a sublime finta do Mati (eu sei mas tá calado!, o Mati, pra todos os efeitos nunca se engana!)...
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acho que é a primeira vez que a vejo no futebol de topo. Não percebo porque quase nenhum criativo a utiliza. Tecnicamente é complicado mas com prática torna-se fácil, ao contrário da maioria dos outros malabarismos no futebol.
A execução depende de dois factores: a) duma situação de jogo em que, pelas costas e não muito longe do detentor da bola, apareça um colega, solto, e do lado oposto ao do 'melhor pé'; b) da sincronização com a manha (o simulacro com a cabeça e o corpo). Como outros gestos "exclusivistas", trata-se de uma aposta de risco e é por um triz que a finta não sai furada. Por exemplo, o tropeção. No início, pode ser mesmo essa a primeira sensação do defesa que, iludido, manda às urtigas a hermenêutica da desconfiança com que se encara um nº10 e cai direitinho na ratoeira. Porém, com a distância entre os dois pés demasiado curta corre-se o risco de ficar com 'bola presa'. Com uma boa dose de energia cinética dada pelo calcanhar, acaba-se por ir ao chão. No caso de Matigolaço, foi o oposto: a perna de trás já demaiado afastada fez com que a trajectória da 'tabelinha' saisse com peso e medida errados. Ao invés de acompanhar paralelamente a direcção e velocidade do jogador, a bola afastou-se para esquerda e um tudo de nada rápida demais. Nada que Matigolaço não soubesse resolver: o contra-arraque, o suave picar desviado, o salto felino e o toma lá disto que eu preciso dir fazer uma chamadinha. Foi o bolo em cima da ginja.
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... melhor que tudo isto, o Izmailov fica entre nós. спасибо!