
O Arsenal equipa com a mesma camisola desde 1933. A clássica camisola vermelha com mangas brancas. Este ano o equipamento vai mudar. Para além de umas curvas escanifobéticas no corpo as mangas vão passar a ter riscas. A lógica que guia a alteração das camisolas é a mesma que observamos no Sporting. Sem grandes motivos para isso o equipamento principal é alvo, todos os anos, de pequenas alterações. O objectivo é evidente: tornar as camisolas da época anterior obsoletas e "obrigar" os adeptos a despender mais 60 ou 70 euros todos os anos. O desenvolvimento da moda das camisolas nas bancadas merece ele mesmo uma posta só para si, mas não é com isso com que nos vamos entreter de momento. Apenas realçar que não se trata de nenhum problema com a ideia de marca ou de marketing ou sequer qualquer tendência conservadora. As camisolas mudam-se quando há necessidade para isso. Quando se muda de patrocinador. Quando existe uma solução mais esteticamente apelativa. Exemplo disso mesmo é a camisola clássica do Arsenal, criada por Herbert Chapman, com o claro intuito de ser diferente, e portanto mais apelativa, do que as clássicas camisolas de uma só cor usadas pelos rivais.

Eu próprio exultei com a introdução da camisola Stromp como segundo equipamento. A coisa fazia lógica. Agora a mudança pura e simples de camisolas todos os anos, particularmente evidente no caso dos segundos equipamentos, para explorar o amor clubístico das pessoas é não só oportunista como vergonhoso.