Mostrar mensagens com a etiqueta táctica. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta táctica. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Já não falta tudo

Decorridas que estão 14 jornadas do campeonato, parece - repito parece - que o nosso treinador ,já sabe qual o melhor esquema táctico: 4-2-3-1.
Isto até seria motivo de regozijo se o campeonato tivesse play-offs ou umas 48 jornadas.
Portanto temos 16 jornadas para aprofundar um esquema onde o mestre das tácticas vai tentar encaixar 1 trinco (Pedro Mendes) e dois médios centro (André Santos e Maniche) e depois no ataque Valdés e dois pontas de Lança (Postiga e Liedson) onde só cabe um.
Um me engano e quando a bola rolar e os jogadores fugirem para onde se sentem melhor vamos ver uma táctica (de novo) parecida com um losango. A não ser que o Valdés seja de novo encostado à linha - mas tudo é possível.
Para mim e mais importante do que a táctica é saber e perceber qual o modelo de jogo, pois obtendo um modelo de jogo, consegue-se mais facilmente obter uma qualidade de jogo homogénea em várias variantes tácticas (mais ofensivas ou defensivas).
Resta, então saber quantas jornadas ainda vão faltar para ele (treinador) saber qual o modelo de jogo a usar; ou a filosofia de jogo; ou as estratégia de jogo; ou como diziam os antigos sem curso de educação física e de treinadores de nível 3 ou 4: fio de jogo.
Entretanto se algum curioso souber o modelo de jogo que a equipa utiliza e puder partilhar agradeço, pois até agora apenas vislumbrei um assente em pressão individualizada e intensidade nas transições (embora deficitária quer nas ofensivas quer nas defensivas) e uma espécie de jogo directo.
O paradigma deste Sporting assenta, salvo melhor, até agora em apenas tentar incutir um compromisso de intensidade e carácter (o que desconheço que seja dentro de campo) mas não num compromisso de modelo de jogo (ou filosofia de jogo) e de qualidade de jogo.
Posto isso não defendo a mudança de treinador por dois motivos: primeiro o novo treinador seria escolhido por Jeb e Costinha, o que garante que o substituto seria mais um Paulo Sérgio ou um Carlos Carvalhal; segundo este já custou € 600.000,00 em contratação mais a indemnização nesta altura. Por isso o melhor mesmo é esperar pelo fim de época e tentar aguentar o 3º lugar na liga, tentar chegar no mínimo às meias da taça da liga e aos quartos de final da liga europa.
E no final da época tentar encontrar um treinador no qual a contratação deste não sirva para ele meter no seu currículo que treinou o Sporting.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Inventa menos, Pá(l)

Mete os trincos ou os médios centros a jogar a jogar no meio-campo, mete o melhor central da equipa a jogar a central, por oposição a metê-lo no meio campo pela primeira vez assim do nada, e mete o nº10 a jogar no meio em vez de o encostares à linha. Mete o Vukcevic, que tem estado a jogar bem, a titular. Esta merda não é física quântica. É só não inventar muito e colocar em campo os que estão melhor forma. Durante a semana, tenta treinar umas triangulações e umas jogadas estudadas. Não é preciso ser um génio. Inventa menos!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

A nova táctica

Parece que as pessoas que nos representam nos relvados de todo o mundo descobriram uma nova, e por isso experimental, táctica. Uma nova forma de ganhar jogos de futebol. Não se trata do 4-4-2, nem do 4-3-3. Nem tão pouco do saudoso e caído em desuso 3-4-3. Também não é a táctica do pirilau, popularizada em Portugal por Paulo Autuori e que até deu bons resultados, embora com outros protagonistas, no Boca Juniores do final da década de 90, se não estou em erro (isto é muita informação para processar e um gajo perde-se).

Mas por falar em perder, falava-vos da nova táctica do Sporting. Pelo que deu para perceber no final do jogo do Herta o Sporting teve como reforços de inverno, antecipados e ainda antes de abrir a época de transferências, a astróloga Maya e o filósofo francês (vá não tenhamos medo das palavras) pós-moderno chamado, precisamente, Jean-François Lyotard.

Dizia-nos o filósofo, e para atalhar caminho, que vivemos num tempo em que as grandes narrativas (o iluminismo ou as narrativas religiosas, por exemplo) que davam sentido à acção humana e às próprias formas de organização social institucionalizadas (o estado-nação, por exemplo) foram para o galheiro. A partir dessa evidência, o filósofo, com muitos outros, considera que somos nós mesmos, libertos não apenas dos constrangimentos que nos são impostos pela história, com o T grande (como o homem) de tradição, mas também das forças sociais que nos moldam, que construímos a nossa própria história, mais no sentido de estória ou da petite histoire (sem h grande), para utilizar uma expressão francesa.

O filme "Os Irmãos Bloom" mostra um bocado destas merdas e da impossibilidade de vivermos uma vida "real", "unwritten" nas palavras de um dos personagens (apesar do filme não ser grande coisa, mas aqui fazemos essencialmente crítica desportiva e não crítica cinematográfica, embora a nossa crítica desportiva não tenha apenas um sentido estetizante mas tenha antes um intuito totalizante, se é que percebem o que é que quero dizer?). Mas entrei numa tangente, e não uma diagonal, reparem, tal como é impossível vermos diagonais no futebol do Sporting.

Mas, e retomando, a malta que constitui o plantel do Sporting resolveu construir a sua própria narrativa, acreditando assim que se alterar a sua forma de ver o mundo o próprio mundo se transformará de acordo com a sua vontade. No fundo é a pós-modernidade. Podia ter usado o conceito logo no início e sem mais, mas apeteceu-me não só render estilo (outra cena muito pós-moderna) como também escrever sobre o que escrevo e as motivações para o fazer (a tal auto-referencialidade pós-moderna, aqui misturada também, esperemos, com uma dose de ironia e humor auto-depreciativo, também eles muito pós-modernos; espero, porém não chegar ao kitsch, que como toda a gente sabe é meio caminho andado para o fascismo). Não sei se já repararam mas a pós-modernidade também nos oferece muitos travessões (e também travessuras), palavras compostas e neologismos e estrangeirismos (embora neste texto ainda não tenha utilizado nenhum), como a lyotardização do futebol do Sporting, mas uma lyortadização não rizomática, topam?

Bem, já chega de conversa de merda. O que eu quero mesmo sublinhar, de forma bastante moderna e iluminista (não confundir com os lampiões) é que no final do jogo de hoje com o Herta de Berlim o Carvalhal diz que ficou contente com a equipa e que esta mostrou uma qualidade de jogo agradável. O capitão João "o especialista nas bolas paradas" Moutinho (que metáfora usar, a do diapasão ou a da cartilha?) também acha que "fizemos um bom jogo, criámos bastantes oportunidades. O Hertha acabou é por ser mais feliz ao sair daqui com uma vitória". Rui Patrício, o guardião do templo (que já não existe, recordemos a lição de Lyotard), acrescenta convicto que "fizemos um excelente jogo, uma excelente exibição mas infelizmente perdemos."

Esta malta está mesmo convencida que se se convencer de que a coisa corre bem a coisa irá mesmo correr bem. Aqui estão mais próximos dos manuais de auto-ajuda que acham que uma pessoa com uma boa auto-estima é capaz de tudo ou da astróloga Maya que também acha que se pensarmos positivo coisas boas nos vão acontecer. Isto é, tangas new age que encaixam muito bem com as tangas pós-modernas. Eu estou mais com o Murphy: " Se algo pode correr mal, então correrá ainda pior".

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Insane in the brain

O delírio e a loucura continuam a ter lugar cativo em Alvalade. De entre os muitos episódios que marcam o quotidiano do clube não consigo ainda identificar um padrão que nos indique se vamos ou não no bom caminho. Izmailov está de volta. É o regresso do jogador mais consistente, profissional e talvez mesmo mais criativo do plantel. Só não digo o mais versátil porque aí encontra concorrência de Miguel Veloso (já lá vamos) e João Moutinho. Soijkovic também foi integrado na convocatória, o que parece ser mais um sinal do modus operandi de Carvalhal neste seu início de Sporting. Parece que o homem está a contar com a vingança de alguns dos ostracizados por Paulo Bento (ainda não começou a resultar a revolta). Finalmente, a integração de Rabiu Ibrahim no plantel. O que se tem passado com o jovem é uma vergonha e o próprio empresário do jogador, que tem dado ao Sporting toda a prioridade nas negociações, já veio dizer que o Paulo Bento não sabia o que fazia. No plano táctico não posso deixar de destacar a segurança nas bolas paradas defensivas, com o fim da marcação homem a homem e a implementação de uma marcação há zona. Uma outra inovação táctica parece ser, como agora se diz, o bloco defensivo mais subido. Ao longo de toda a partida de hoje a equipa tentou pressionar o adversário logo à saída da sua área e e a defesa esteve bastas vezes colada à linha de meio-campo. Respect.
A demência, porém, também tem bilhete de época. A coisa mais irritante no futebol do Sporting é a obstinação de João Moutinho em marcar as bolas paradas. Já se percebeu que para aquilo o moço não tem jeito e mesmo quando o Matias se tenta timidamente chegar ao pé da bola o Moutinho arma-se em cagão e despacha o Matias, esse sim um verdadeiro especialista. Por outro lado, e ao contrário do que se diz na vizinhança, não assistimos hoje a um regresso do losângulo, infelizmente. A questão das tácticas tem muito pouco que ver com desenhos calcificados, e nem mesmo nesse plano hoje tivemos losângulo. Na primeira parte, e no meio de alguma desordem táctica, o Sporting jogou num claro 4-4-2 clássico, embora demente e até mesmo estúpido, atendendo às características dos jogadores que iniciaram a partida. Moutinho esteve sempre ao lado de Adrien no centro do terreno. Matias e Veloso andaram perdidos pelas linhas durante o tempo em que resolveram seguir as indicações de Carvalhal. É certo que um jogador mais do que uma posição no terreno é um conjunto de caractíticas que o treinador procura colocar ao serviço do colectivo. Veja-se o debate em torno de Gerard na selecção inglesa. Porém, nem Veloso, nem Matias reúnem as características necessárias para jogar nas alas. Carvalhal, em vez de tentar adoptar rupturas forçadas, faria muito bem se procurasse potenciar o losângulo enquanto trabalha o novo esquema táctico. As dinâmicas colectivas e o aproveitamento de todo o potencial dos jogadores deveriam ser mais importantes para o novo treinador do que supostas rupturas ideológicas com as fantasias tácticas reificadas do seu antecessor. O que se assistiu durante boa parte do jogo em Alvalade foi patético, e não estou a falar do Pedro Silva. Mesmo no momento das substituições, a insistência em Adrien em detrimento de Pereirinha ( o que faria sentido num 4-4-2 clássico) abrindo as alas a mais um extremo, depois da entrada de Izmailov, já cheirou à nossa bem conhecida teimosia.
Quero dar o benefício da dúvida a Carvalhal mas depois do que hoje se assistiu em Alvalade não é fácil. O pior não foi nem o resultado nem a exibição. O mal esteve noutro lado.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Fizeste 'porcaria'

"O desperdício de oportunidades é um dos grandes mistérios da vida", disse, faz uns cinquenta anos, Alf Ramsey (uns anitos depois, Alf, de Melmac, disse que era mais o 'desperdício de gatos'). Nessa época, jogava-se com defesas, médios e avançados: os defesas jogavam na defesa, os médios no meio-campo, os avançados à frente com os pontas-de lança, os especialistas que metiam os golos. Meio século depois, Carlos Queiroz, atribui a culpa às bruxas.

Eu até concordei com a escolha. O primeiro 'mau-maria', começa quando ele diz que Ronaldo deve ser o ponta-de-lança da Selecção. Depois de umas tímidas e inconclusivas experiências, vai ao Brasil cheio de ganas de testar o seu brilantismo com um 4:6:0. Sem pontas de lanças, apenas falsos-avançados móveis ("it's all about the mouvement", Slaven Bilic é que rula!). E era ver Ronaldo a centrar para ninguém e Danny a centrar para ele próprio. Levamos seis na pá. Mesmo assim, o professor não recua na sua genialidade. Dinâmica... que la hay, la hay. No final dos primeiros 45m, ainda dá pros comentadores de TV deliciarem-se com o poderio da formação portuguesa. No entanto, se não fosse os cornos do Bruno Alves nem à Albânia ganhávamos (e na verdade só ganhámos mais um: a Malta!). Há quem diga que ele é um visionário, alguém muito à frente. Tão à frente que 2010 já era. Os portugueses teriam preferido que ele fosse muito atrás. As tácticas podem estar a morrer, mas sem gajos que as saibam meter lá dentro elas não entram. E esta, hein?!
Queiroz, a ti te lo digo yo: Fizeste porcaria e foi de la grossa, gilipollas. Não malhes na sorte, que só ela te(/nos) pode salvar.

PS - Naturalmente, mil vezes um bravo naturalizado do que um anão-zarolho mimado ou que um Gilberto Madaíl em qualquer lado.

sábado, 8 de agosto de 2009

Para ler

Duas postas com uma perspectiva interessante, uma sobre a táctica e o papel do 10 no esquema do Sporting - aqui - e outra sobre a formação no Sporting - aqui.

domingo, 24 de maio de 2009

A táctica da malta - Losango forever!!!

Para o último jogo desta penosa época vamos apostar no losango (forever).
Não na forma aborrecida do 4-4-2 com um trinco, um 10, e dois médios centros, mas numa táctica que aposta no futebol espectáculo (é o último jogo porra), que não leva as pessoas a bocejar a partir dos 20 minutos da partida e que aposta num resultado de 4-3 e não de 1-0 (o ataque é que ganha os campeonatos).

Então para logo aposta-se num 3-4-3.
O guarda redes será Tiago.
O trio de defesas será composto por dois centrais, Tonel à direita, Carriço à esquerda e Polga a libero.
O quarteto do meio campo será composto por Adrien a trinco, Pipi a médio ofensivo e depois dois laterais ofensivos, Rony na esquerda e Pereirinha na direita.
O tridente ofensivo será composto no Derlei a ponta de lança, e dois segundos avançados, Liedson a descair para a direita e Djaló pela esquerda.

Quanto à defesa, como é a última jornada vamos deixar o Polga pensar que ele é um Beckenbauer renascido, que vai ao ataque, que desequilibra, que faz passes de rotura e que remata bem e marca.
No meio campo, claramente a única posição de jeito para o Rony e uma menos má para o extremo Pereirinha.
No ataque, três avançados móveis, ficando Derlei como avançado mais fixo, posição que na qual pode ir trocando com Liedson.
Ficamos com os quatro juniores no banco mais o Patrício. Não deve ser nenhuma novidade para ninguém que os quatro juniores nenhum é extremo, a formação do Sporting já foi a melhor escola de extremos do mundo. Graças ao losango forever podemos dizer Figo, Quaresma, Ronaldo: JÁMÉ.

sábado, 14 de março de 2009

A Técnica, a Táctica e o Surrealismo

foto "roubada" ao blogue catenacc10 e de onde recomendo esta posta descoberta via Pontapé na Lógica

Porque esse teu esquema é burro nem quando ganhas tu tens mérito Paulo”, Valete

Tendo a abster-me de mandar postas sobre tácticas não só porque o Yazalde sabe mais do que eu mas porque, apesar do encanto que há em nos armarmos publicamente em professor marcelo das tácticas, prefiro correr o risco de me embaraçar só entre amigos. Pelo menos quando estou sóbrio. O que me fez então romper com essa premissa apeneilarada? Basicamente a vontade de esbofetear pessoas.
Depois de levarmos doze na bilha e de já termos enfardado dez em dois jogos com os espanhóis pelos vistos ainda há gente adulta que acha que o PBento não tem responsabilidades nisto a que me custa dar um nome. Eles dividem-se em dois. Os primeiros, nos quais quase me incluo, baseiam-se no Princípio de Peter que, curto e grosso, nos leva à condescendência do ‘quem não sabe, a mais não é obrigado.’ E a responsabilidade é pois inteirinha do superior hierárquico que o segurou no lugar que ocupa. Nada a obstar por agora. Os segundos, a quem desde já desejo as melhoras, no seu conjunto apresentam todo o tipo de cósmico-mirabolantes explicações reflexo do quão estão perdidos no espaço. Desde os argumentos da ‘falta de peso’ até à de culpar exclusivamente jogadores (em geral ou particular) ou (ainda!) os orçamentos tudo fazia pensar estarmos perante um ‘caldo’ flaubertiano propício à reflexão sobre a estupidez humana. Mas não, não era estupidez.
Não vou perder muito tempo em discutir com os Tonis da massa corporal que acham que a chave está em trocar o Liedson e o Ribéry pelo Purovic e um desengonçado mas alto e forte alemão, nem em desenhar setas a mostrar como o treinador é responsável pela motivação dos jogadores e em como o nosso tudo fez (e os dirigentes tudo têm feito) para que a “motivação” fosse baixa (e para mim até não foi!) num jogo onde ela até surge com tranquilidade. Vou antes atacar os obcecados defensores de Bento que na hora de justificar um 12-1, a táctica, essa coisa que acima de tudo define os resultados (vem nos livros, ao lado capítulo sobre o cabecear de cima pra baixo), deixa de contar! Qual raposa esperta, metem-na no bolso e, neste caso, a culpa é da falta de “mentalidade” ou das “tipologias de carácter” de alguns jogadores. O emocional explica tudo e abafa tudo! E é tudo! Despacha-se assim o assunto sem sustentar a resposta, sem qualquer referência ao prof. Karamba ou sequer, pra não pedir muito, ao António Damásio. Não havendo, como convém, psicólogos de serviço conclui-se portanto tratar-se de uma vertente até hoje injustamente desconsiderada pelos grandes filósofos e especialistas das Belas Artes: o Surrealismo Táctico-Psicologizante. E como qualquer obra surrealista, ela não se explica pois está gnosiologicamente liberada de explicações.
Fora deste âmbito, a única base mínima para discussão é a de que os jogadores desobedeceram propositadamente ao técnico ou que foram corrompidos pelo Beckenbauer. Mas até agora ainda não ouvi essas…
Ora, mesmo não sendo as tácticas a entrarem em campo, é evidente que são elas que determinam não haver cincos a zeros aí aos magotes.
***************************
O losango até é um bom losango. Para mim, que defendo que a táctica deve ser construída com base nas características dos jogadores e não o inverso, até estou de acordo com ela. Mas não é o losango em si que determina a maior humilhação de sempre. É a vida que ele (não) tem. É a técnica da táctica que está em causa. Se uma equipa sem elasticidade, com melhores jogadores que os adversários (=jogar liedson e vukcevic), com transições ofensivas da pré-primária, sem jogadas planeadas, presos a um modelo do ‘1-0’ pensado a partir da defesa, ainda consegue ir disfarçando as debilidades contra algumas equipas mais fracas, quando apanham equipas com melhores jogadores, outro calibre táctico e ao que se junta um pendor ofensivo “demasiado” planificado e oleado e ainda umas pitadas de azar… é o descalabro! A puta da hecatombe! Deixem-se de merdas! Os jogadores não são papoilas emocionais saltitantes, não andaram a passear (pelo menos na maioria), não estavam corrompidos e nem desobedeceram ao treinador. Fundamentalmente nunca estavam no lugar certo porque ninguém lhes soube ensinar. O resto vem por acréscimo. Ponto final.
A bem ou a mal o Bento há de bazar e agora que todos já têm (ou deviam ter) consciência da gravidade do que foi a política desportiva para o futebol* dos últimos anos importa pensar como fazer o ‘reset’.

* s.f.f., mais uma vez, não a reduzam aqui aos eternos “jovens” da academia.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O Rinus Michels de Lisboa *

"Optámos pelo Vukcevic no sector ofensivo, como companheiro do Postiga, por questões estratégicas, mas também devido a uma gestão do ciclo de jogos que tínhamos esta semana. O Sporting tem um conjunto de jogadores no sector ofensivo, que, se não ocorrerem lesões, não impõe a necessidade de fazer grandes adaptações. Vukcevic é um jogador que se pode adaptar a essa posição, de avançado, mas aquilo que perspectivamos, onde queremos contar mais com Vukcevic é numa posição de médio-interior no sistema mais usual ou como médio-ala, num 4x4x2 mais clássico. São essas as posições em que contamos com Vukcevic, o que não quer dizer que aqui ou ali não possa actuar no ataque"

A isto se chama implementar o futebol total no Sporting. Como se vê, um jogador que é atacante - um avançado nativo - veio como n.º 10, parece um segundo avançado, pode jogar a extremo esquerdo e na selecção a extremo direito, é enclausurado a médio interior (vulgo médio centro).
O que anda mesmo a estragar o plano é o facto de o jogador insistir a não cumprir tacticamente, aparece na zona de finalização e foge sempre para o meio e lá vai marcando uns golos - certamente ajudado pela divina providência.
Ainda tenho a secreta esperança que paulo bento (ele próprio um ex-jogador multi posicional) faça dele um johan neeskens, e aí ainda vamos poder vê-lo a jogar também a defesa lateral e a libero.

P.S.: valha-nos que podemos sempre contar com o profícuo finalizador que é helder postiga no ataque, a.k.a. o Van Basten de Vila do Conde.

*ver Rinus Michels