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terça-feira, 25 de outubro de 2011
domingo, 12 de setembro de 2010
Chega este Natal (esfregar mãos de contente)
Já perceberam porque é que um bom avançado é fundamental para decidir aqueles jogos em que nem o Liedson, nem o Saleiro nem o Falcão acertam na baliza?? Até o José Bettencourt já percebeu. Pena é que prefere esperar pelo frio, quando já tivermos com o sonho do título nos congelados.
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Junho de 2007 - Silvestre Varela eleito “Jogador do Ano” pelos adeptos do Vitória de Setúbal
Julho 2008 - Paulo Bento: «-Venda-se que temos melhor!»
Junho de 2009 - Silvestre Varela eleito “Jogador do Ano” pelos adeptos do Estrela da Amadora.
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Em Portugal, isto não basta para perder a carteira profissional, mas devia.
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Junho de 2007 - Silvestre Varela eleito “Jogador do Ano” pelos adeptos do Vitória de Setúbal
Julho 2008 - Paulo Bento: «-Venda-se que temos melhor!»
Junho de 2009 - Silvestre Varela eleito “Jogador do Ano” pelos adeptos do Estrela da Amadora.
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Em Portugal, isto não basta para perder a carteira profissional, mas devia.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Cadernos do balneário
À semelhança do que sucedeu com Paulo Bento, agora é a vez de Ricardo Sá Pinto não conseguir manter o silêncio no momento da saída. São aqueles que mais falam em união e amor à camisola os que, no Sporting, se apressam a incendiar a tenda. A razão imediata (o que não significa que não existam outras) do incidente entre Sá Pinto e Liedson foi patética e repete-se milhões de vezes todas as semanas em milhares de locais: uns preferem apoiar os seus colegas de trabalho; outros humilhar os seus subordinados. Uns acham que estão apenas a fazer o seu trabalho e acham que não têm de ser insultados por isso. Outros acham que o cliente tem sempre razão. Tanto discutimos isto entre nós a propósito do assobiar ou não um jogador, como estamos constantemente a travar este debate no nosso quotidiano e em especial no nosso local de trabalho. O que é patético em Sá Pinto é a utilização que está a fazer do incidente para queimar o melhor jogador da equipa por um desabafo deste último no banco de suplentes. Um desabafo que não teria consequência rigorosamente nenhuma, não fosse a carica do nosso exaltado director desportivo saltar com facilidade. E depois claro, anda por aí muita gente sedenta do sangue de Liedson, desde que passou a ser convocado para a selecção. Na blogosfera sportinguinta, e fora dela, há muita gente que não consegue engolir a convocatória de mais um "brasileiro" e então apressa-se a julgar Liedson que, independentemente das suas opiniões sobre os adeptos, a que tem todo o direito, se limitou, na privacidade do balneário, a defender um dos seus colegas mais jovens de um ataque extemporâneo do director desportivo. Divergências destas existem em todo o lado. Andar à pancada por isso é patético. Fazer comunicados hooliganescos no rescaldo ainda é pior.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
A ruptura (ou não)
No que era suposto ser uma linha de continuidade muita coisa mudou. Sairam Carlos Freitas, Soares Franco, Pedro Barbosa e Miguel Ribeiro Telles (as principais figuras dos últimos anos). Já aqui tínhamos referido a solidariedade entre os membros da anterior equipa de gestão do clube e da SAD. Com ferros mataram Dias da Cunha, Meireles e Peseiro, com ferros, mas devagar, morreram às mãos da equipa de Bettencourt.
Neste contexto o que parece ser estrutural no SCP e na SAD não é a troca de treinador. Esta mais parece ser uma consequências das guerrilhas internas, onde Sá Pinto, Nobre Guedes (não esqueçamos que foi o arquitecto da operação financeira que Soares Franco propôs aos sócios) e Salema Garção, para quem se inventou uma nova função no futebol mundial, apenas e só (provavelmente) para o prendar pelos serviços prestados, ocupam os lugares vagos.
Isto é, acabámos de assistir sob o manto da continuidade a mais um golpe palaciano no lugar de Alvalade. As consequências desportivo-financeiras ainda estão por apurar. O projecto de Soares Franco passou numa versão um pouco mais moderada. Acredito que rapidamente, antes do final do mandato, vamos ter a conclusão do projecto financeiro de Soares Franco, embora liderado por outros e beneficiando, com certeza, outros interesses alheios ao SportingCP. Na comunicação o suposto carisma e a entrada à bravo da quinta foi um desastre, que se resolveu com silêncio e dinheiro. Dinheiro que está a ser gasto à bruta. Sobre a política contratações haverá mais para dizer no futuro. A impressão com que fico, das contratações concretas, é que depois de reforços de qualidade duvidosa, para os preços pagos, algo que torna patente não somente o desespero desportivo mas também a falta de conhecimento do mercado e de capacidade negocial, o peso de um falhanço estará nas mãos de Carvalhal. Ou seja, embora mal e porcamente gastos, os 10 ou 15 milhões que agora se vão estoirar garantem uma almofada de segurança à direcção numa época desportiva desastrosa e possibilitam as operações financeiras que todos aguardamos com a expectativa do costume.
E para acabar, mais uma frase feita: é preciso que algo mude para que tudo possa continuar na mesma.
Neste contexto o que parece ser estrutural no SCP e na SAD não é a troca de treinador. Esta mais parece ser uma consequências das guerrilhas internas, onde Sá Pinto, Nobre Guedes (não esqueçamos que foi o arquitecto da operação financeira que Soares Franco propôs aos sócios) e Salema Garção, para quem se inventou uma nova função no futebol mundial, apenas e só (provavelmente) para o prendar pelos serviços prestados, ocupam os lugares vagos.
Isto é, acabámos de assistir sob o manto da continuidade a mais um golpe palaciano no lugar de Alvalade. As consequências desportivo-financeiras ainda estão por apurar. O projecto de Soares Franco passou numa versão um pouco mais moderada. Acredito que rapidamente, antes do final do mandato, vamos ter a conclusão do projecto financeiro de Soares Franco, embora liderado por outros e beneficiando, com certeza, outros interesses alheios ao SportingCP. Na comunicação o suposto carisma e a entrada à bravo da quinta foi um desastre, que se resolveu com silêncio e dinheiro. Dinheiro que está a ser gasto à bruta. Sobre a política contratações haverá mais para dizer no futuro. A impressão com que fico, das contratações concretas, é que depois de reforços de qualidade duvidosa, para os preços pagos, algo que torna patente não somente o desespero desportivo mas também a falta de conhecimento do mercado e de capacidade negocial, o peso de um falhanço estará nas mãos de Carvalhal. Ou seja, embora mal e porcamente gastos, os 10 ou 15 milhões que agora se vão estoirar garantem uma almofada de segurança à direcção numa época desportiva desastrosa e possibilitam as operações financeiras que todos aguardamos com a expectativa do costume.
E para acabar, mais uma frase feita: é preciso que algo mude para que tudo possa continuar na mesma.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Insane in the brain
O delírio e a loucura continuam a ter lugar cativo em Alvalade. De entre os muitos episódios que marcam o quotidiano do clube não consigo ainda identificar um padrão que nos indique se vamos ou não no bom caminho. Izmailov está de volta. É o regresso do jogador mais consistente, profissional e talvez mesmo mais criativo do plantel. Só não digo o mais versátil porque aí encontra concorrência de Miguel Veloso (já lá vamos) e João Moutinho. Soijkovic também foi integrado na convocatória, o que parece ser mais um sinal do modus operandi de Carvalhal neste seu início de Sporting. Parece que o homem está a contar com a vingança de alguns dos ostracizados por Paulo Bento (ainda não começou a resultar a revolta). Finalmente, a integração de Rabiu Ibrahim no plantel. O que se tem passado com o jovem é uma vergonha e o próprio empresário do jogador, que tem dado ao Sporting toda a prioridade nas negociações, já veio dizer que o Paulo Bento não sabia o que fazia. No plano táctico não posso deixar de destacar a segurança nas bolas paradas defensivas, com o fim da marcação homem a homem e a implementação de uma marcação há zona. Uma outra inovação táctica parece ser, como agora se diz, o bloco defensivo mais subido. Ao longo de toda a partida de hoje a equipa tentou pressionar o adversário logo à saída da sua área e e a defesa esteve bastas vezes colada à linha de meio-campo. Respect.
A demência, porém, também tem bilhete de época. A coisa mais irritante no futebol do Sporting é a obstinação de João Moutinho em marcar as bolas paradas. Já se percebeu que para aquilo o moço não tem jeito e mesmo quando o Matias se tenta timidamente chegar ao pé da bola o Moutinho arma-se em cagão e despacha o Matias, esse sim um verdadeiro especialista. Por outro lado, e ao contrário do que se diz na vizinhança, não assistimos hoje a um regresso do losângulo, infelizmente. A questão das tácticas tem muito pouco que ver com desenhos calcificados, e nem mesmo nesse plano hoje tivemos losângulo. Na primeira parte, e no meio de alguma desordem táctica, o Sporting jogou num claro 4-4-2 clássico, embora demente e até mesmo estúpido, atendendo às características dos jogadores que iniciaram a partida. Moutinho esteve sempre ao lado de Adrien no centro do terreno. Matias e Veloso andaram perdidos pelas linhas durante o tempo em que resolveram seguir as indicações de Carvalhal. É certo que um jogador mais do que uma posição no terreno é um conjunto de caractíticas que o treinador procura colocar ao serviço do colectivo. Veja-se o debate em torno de Gerard na selecção inglesa. Porém, nem Veloso, nem Matias reúnem as características necessárias para jogar nas alas. Carvalhal, em vez de tentar adoptar rupturas forçadas, faria muito bem se procurasse potenciar o losângulo enquanto trabalha o novo esquema táctico. As dinâmicas colectivas e o aproveitamento de todo o potencial dos jogadores deveriam ser mais importantes para o novo treinador do que supostas rupturas ideológicas com as fantasias tácticas reificadas do seu antecessor. O que se assistiu durante boa parte do jogo em Alvalade foi patético, e não estou a falar do Pedro Silva. Mesmo no momento das substituições, a insistência em Adrien em detrimento de Pereirinha ( o que faria sentido num 4-4-2 clássico) abrindo as alas a mais um extremo, depois da entrada de Izmailov, já cheirou à nossa bem conhecida teimosia.
Quero dar o benefício da dúvida a Carvalhal mas depois do que hoje se assistiu em Alvalade não é fácil. O pior não foi nem o resultado nem a exibição. O mal esteve noutro lado.
A demência, porém, também tem bilhete de época. A coisa mais irritante no futebol do Sporting é a obstinação de João Moutinho em marcar as bolas paradas. Já se percebeu que para aquilo o moço não tem jeito e mesmo quando o Matias se tenta timidamente chegar ao pé da bola o Moutinho arma-se em cagão e despacha o Matias, esse sim um verdadeiro especialista. Por outro lado, e ao contrário do que se diz na vizinhança, não assistimos hoje a um regresso do losângulo, infelizmente. A questão das tácticas tem muito pouco que ver com desenhos calcificados, e nem mesmo nesse plano hoje tivemos losângulo. Na primeira parte, e no meio de alguma desordem táctica, o Sporting jogou num claro 4-4-2 clássico, embora demente e até mesmo estúpido, atendendo às características dos jogadores que iniciaram a partida. Moutinho esteve sempre ao lado de Adrien no centro do terreno. Matias e Veloso andaram perdidos pelas linhas durante o tempo em que resolveram seguir as indicações de Carvalhal. É certo que um jogador mais do que uma posição no terreno é um conjunto de caractíticas que o treinador procura colocar ao serviço do colectivo. Veja-se o debate em torno de Gerard na selecção inglesa. Porém, nem Veloso, nem Matias reúnem as características necessárias para jogar nas alas. Carvalhal, em vez de tentar adoptar rupturas forçadas, faria muito bem se procurasse potenciar o losângulo enquanto trabalha o novo esquema táctico. As dinâmicas colectivas e o aproveitamento de todo o potencial dos jogadores deveriam ser mais importantes para o novo treinador do que supostas rupturas ideológicas com as fantasias tácticas reificadas do seu antecessor. O que se assistiu durante boa parte do jogo em Alvalade foi patético, e não estou a falar do Pedro Silva. Mesmo no momento das substituições, a insistência em Adrien em detrimento de Pereirinha ( o que faria sentido num 4-4-2 clássico) abrindo as alas a mais um extremo, depois da entrada de Izmailov, já cheirou à nossa bem conhecida teimosia.
Quero dar o benefício da dúvida a Carvalhal mas depois do que hoje se assistiu em Alvalade não é fácil. O pior não foi nem o resultado nem a exibição. O mal esteve noutro lado.
domingo, 22 de novembro de 2009
E tudo o Bento levou
A entrevista que ontem Paulo Bento deu ao jornal Record sendo algo de novo no futebol português não apresenta nada de especialmente novo em relação ao que suspeitávamos que se passava, e continua a passar, no Sporting Clube de Portugal e na Sporting SAD e de um modo mais restrito na cabeça do ex-treinador do Sporting.
É algo de novo na medida em que Paulo Bento não hesita em dar nomes às coisas, na maior parte do tempo. Se em relação a Rogério Alves e Sá Pinto, e meia dúzia de jogadores, é perfeitamente claro o mesmo não se verifica na capacidade de reflectir e ponderar sobre as suas próprias opções ao longo destes quatro anos. Se lhe podemos louvar a coragem de assumir e dar a cara por uma certa concepção do que deve ser um clube e do papel do treinador nesse clube notamos igualmente uma incapacidade de ultrapassar um estilo musculado e de combate. Assim a entrevista revela, ao mesmo tempo, algo de muito batido no Sporting, na medida em que verificamos ao fim da meia dúzia de páginas de tempo de antena que o Record lhe dá que havia muito pouco futebol naquela cabeça e naquele balneário. Não falo só do futebol jogado, sobre o qual muito pouco de falou, como também do futebol pensado e vivido. Na maior parte do tempo, e apesar da clareza, no ajuste de contas que Paulo Bento procura realizar a conversa gira em torno de paranóias de poder e de perseguição. Revela-se a incapacidade de perceber que nem toda a contestação era parte de movimentos organizados e conspirativos de tomada de poder. Sobre o facto de as pessoas simplesmente não gostarem do seu futebol e do seu estilo de jogo nem uma palavra. Assim, se ainda restava na imagem de Paulo Bento no Sporting uma ideia de clareza e frontalidade para mim essa ideia morreu ontem. A política da terra queimada continua e Paulo Bento assumiu o papel dos incendiários que crítica ao longo da entrevista. O problema é que esta gente não consegue conceber a ideia de que em qualquer organização, instituição ou clube existem diferenças e que essas diferenças e conflitos são essenciais no bom desempenho das intituições. Por conseguinte, resta uma guerra civil de baixa intensidade que vai sobretudo destruindo o Sporting e os sportinguistas. Uma farsa onde as personagens se vão substituindo mas as (i)lógicas de funcionamento se mantêm. Ainda não é desta que o Sporting se torna no nosso Oriente para lá do Oriente mas a continuarem assim as coisas ainda corremos o risco de daqui a uns tempos estarmos todos a torcer pelo Oriental.
É algo de novo na medida em que Paulo Bento não hesita em dar nomes às coisas, na maior parte do tempo. Se em relação a Rogério Alves e Sá Pinto, e meia dúzia de jogadores, é perfeitamente claro o mesmo não se verifica na capacidade de reflectir e ponderar sobre as suas próprias opções ao longo destes quatro anos. Se lhe podemos louvar a coragem de assumir e dar a cara por uma certa concepção do que deve ser um clube e do papel do treinador nesse clube notamos igualmente uma incapacidade de ultrapassar um estilo musculado e de combate. Assim a entrevista revela, ao mesmo tempo, algo de muito batido no Sporting, na medida em que verificamos ao fim da meia dúzia de páginas de tempo de antena que o Record lhe dá que havia muito pouco futebol naquela cabeça e naquele balneário. Não falo só do futebol jogado, sobre o qual muito pouco de falou, como também do futebol pensado e vivido. Na maior parte do tempo, e apesar da clareza, no ajuste de contas que Paulo Bento procura realizar a conversa gira em torno de paranóias de poder e de perseguição. Revela-se a incapacidade de perceber que nem toda a contestação era parte de movimentos organizados e conspirativos de tomada de poder. Sobre o facto de as pessoas simplesmente não gostarem do seu futebol e do seu estilo de jogo nem uma palavra. Assim, se ainda restava na imagem de Paulo Bento no Sporting uma ideia de clareza e frontalidade para mim essa ideia morreu ontem. A política da terra queimada continua e Paulo Bento assumiu o papel dos incendiários que crítica ao longo da entrevista. O problema é que esta gente não consegue conceber a ideia de que em qualquer organização, instituição ou clube existem diferenças e que essas diferenças e conflitos são essenciais no bom desempenho das intituições. Por conseguinte, resta uma guerra civil de baixa intensidade que vai sobretudo destruindo o Sporting e os sportinguistas. Uma farsa onde as personagens se vão substituindo mas as (i)lógicas de funcionamento se mantêm. Ainda não é desta que o Sporting se torna no nosso Oriente para lá do Oriente mas a continuarem assim as coisas ainda corremos o risco de daqui a uns tempos estarmos todos a torcer pelo Oriental.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Momentos giros
Gostei ontem de ver o benfiquista silvio cervan na televisão a defender a continuidade de paulo bento no Sporting, como se o mesmo fosse treinador do clube dele.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Ainda está para durar...
O Sporting como clube diferente que é, sempre atento às necessidades dos seus associados, aqueles a quem o presidente reconhece como os melhores do mundo, procura sempre inovar. Agora quem é sócio do Sporting já pode ter direito a adrenalina gratuita: um simulacro de acção policial em Alvalade com direito a tiros e tudo.
Mas não é tudo. Consciente das dificuldades dos tempos modernos e com a subida generalizada dos casos de esquizofrenia e depressões profundas, eis que a direcção do clube promove o auto controle dos seus adeptos contra estas patologias através de terapêuticas de choque e psicanálise profunda, tais como o recurso puro e duro ao diletantismo dirigente.
O Sporting sempre na vanguarda dos actuais problemas sociais.
Como se tais medidas ainda não fossem suficientes, conscientes dos excessos praticados pelos adeptos dos clubes em geral e do Sporting em particular, eis que as últimas direcções tem empenhado um esforço titânico em curar a doença da clubite aguda. Para tal têm contado com o inesgotável apoio dado a equipa técnica e jogadores. Sendo que estes têm igualmente retribuído a gentileza.
Mas os inesgotáveis filões de dirigentes gestores do Sporting estiveram sempre à frente do tempo dos demais cidadãos portugueses e afins.
Quando ainda ninguém conhecia o Bin Laden, já no Sporting se investia no terrorismo.
Não apenas no terrorismo da bombas e dos bombeiros, mas noutras ramificações de terrorismo.
A esse ponto o terrorismo financeiro e económico (as 7 verdiblancs e o passivo) o terrorismo patrimonial (a comissão a uma empresa na hora pela mediação da venda do património) e mais recentemente o terrorismo na gestão desportista (como a manutenção autista do treinador pela mensagem de virtude de princípios pessoais e alimentação de um ego de soberba teimosia em detrimento dos superiores interesses do Sporting e as escolhas de futebolistas - este fim de semana viu-se hugo viana e djalma, mas alguém preferiu ângulo).
Quem com ferros mata com ferros morre e quem com terrorismo mata com terrorismo morre.
p.s.: há lances que definem um jogador. O lance ontem de caicedo é em si mesmo uma definição do seu futebol, um jogador com excesso de pontaria.
Mas não é tudo. Consciente das dificuldades dos tempos modernos e com a subida generalizada dos casos de esquizofrenia e depressões profundas, eis que a direcção do clube promove o auto controle dos seus adeptos contra estas patologias através de terapêuticas de choque e psicanálise profunda, tais como o recurso puro e duro ao diletantismo dirigente.
O Sporting sempre na vanguarda dos actuais problemas sociais.
Como se tais medidas ainda não fossem suficientes, conscientes dos excessos praticados pelos adeptos dos clubes em geral e do Sporting em particular, eis que as últimas direcções tem empenhado um esforço titânico em curar a doença da clubite aguda. Para tal têm contado com o inesgotável apoio dado a equipa técnica e jogadores. Sendo que estes têm igualmente retribuído a gentileza.
Mas os inesgotáveis filões de dirigentes gestores do Sporting estiveram sempre à frente do tempo dos demais cidadãos portugueses e afins.
Quando ainda ninguém conhecia o Bin Laden, já no Sporting se investia no terrorismo.
Não apenas no terrorismo da bombas e dos bombeiros, mas noutras ramificações de terrorismo.
A esse ponto o terrorismo financeiro e económico (as 7 verdiblancs e o passivo) o terrorismo patrimonial (a comissão a uma empresa na hora pela mediação da venda do património) e mais recentemente o terrorismo na gestão desportista (como a manutenção autista do treinador pela mensagem de virtude de princípios pessoais e alimentação de um ego de soberba teimosia em detrimento dos superiores interesses do Sporting e as escolhas de futebolistas - este fim de semana viu-se hugo viana e djalma, mas alguém preferiu ângulo).
Quem com ferros mata com ferros morre e quem com terrorismo mata com terrorismo morre.
p.s.: há lances que definem um jogador. O lance ontem de caicedo é em si mesmo uma definição do seu futebol, um jogador com excesso de pontaria.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Eu não vou à bola com o bento
Podem ver a iniciativa original aqui, no Cacifo do Paulinho.
É uma decisão que cada um tem de tomar, no meu caso se não tivesse pago a game box, claramente não iria à bola, mas como isso não vai afectar no que mais dói à sad - no dinheiro - estou ainda a ponderar ir à bola, entrar 10 minutos depois do inicio da partida e levar um lenço branco.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Os sinais (ou chover no molhado)
Algumas décadas a ver futebol permitem ao adepto comum identificar alguns sinais no belo jogo. Neste caso, sinais específicos, uma mistura de "body language", à inglesa, com leitura técnico-táctica, à Gabriel Alves.
Há um momento na carreira dos treinadores, após algum tempo num clube e quando as coisas não correm sobre rodas, em que alguns sintomas se revelam. Lê-los permite-nos antecipar o futuro. O senso comum, e algumas décadas a ver futebol, dizem-nos que a componente de treino é um universo de mistérios cabalísticos e precisão de alta tecnologia que, de dois em dois anos, o Mourinho desvenda ao povo em directos televisivos de fases finais das grandes competições. A hora e meia de jogo, que o adepto comum vê várias vezes por semana, não tem grandes segredos. Exemplo: quando chega a hora das inevitáveis substituições, o saber do treinador é igual ao do adepto comum.
Nós, os adeptos comuns, podemos não saber o que berrar lá para dentro, podemos não conhecer o tom de discurso adequado à motivação do Postiga ou a reza voodoo que liberte aquele outro Pereirinha, esse que, o ano passado, centrou para o 3-1 do Liedson ao glórias. Mas, olhando para o banco e para quem anda lá dentro, todos sabemos, e todos concordamos, quanto a quem deverá entrar e quem deverá sair. Quando esta sabedoria comunal é ignorada, estamos potencialmente no ponto de não retorno. Há vários estilos.
Aquele em que o treinador já vive numa realidade paralela e totalmente alheado do mundo à sua volta (conferir Peseiro a tirar um avançado para pôr o Beto, em Alvalade, contra um Setúbal reduzido a dez, naquele seu tenebroso final de viagem). Aquele tresloucado, quando o treinador, carcomido pela ira, se consome numa espiral de loucura impressionante, qual Nero dançando enquanto Roma ardia sob o seu palácio (Souness, aquele abraço).
Não sei se, pela recorrência do método, aquilo a que assistimos hoje foi algo semelhante, num estilo mais fogo lento, em que ainda há algum sentido de realidade, em que, em vez da exuberância da loucura, temos a "tranquilidade" do pragmatismo. Certo é que tirar o Vukcevic, quando o Vukcevic está finalmente a fazer um bom jogo, é uma facada nesse magnífico elo que une treinador e adepto comum. Ganhámos (e obrigado Moutinho, que soube bem berrar aquele golo) mas, que me desculpe Paulo Bento, a marca continua lá. Resta-nos saber o que será o futuro.
Há um momento na carreira dos treinadores, após algum tempo num clube e quando as coisas não correm sobre rodas, em que alguns sintomas se revelam. Lê-los permite-nos antecipar o futuro. O senso comum, e algumas décadas a ver futebol, dizem-nos que a componente de treino é um universo de mistérios cabalísticos e precisão de alta tecnologia que, de dois em dois anos, o Mourinho desvenda ao povo em directos televisivos de fases finais das grandes competições. A hora e meia de jogo, que o adepto comum vê várias vezes por semana, não tem grandes segredos. Exemplo: quando chega a hora das inevitáveis substituições, o saber do treinador é igual ao do adepto comum.
Nós, os adeptos comuns, podemos não saber o que berrar lá para dentro, podemos não conhecer o tom de discurso adequado à motivação do Postiga ou a reza voodoo que liberte aquele outro Pereirinha, esse que, o ano passado, centrou para o 3-1 do Liedson ao glórias. Mas, olhando para o banco e para quem anda lá dentro, todos sabemos, e todos concordamos, quanto a quem deverá entrar e quem deverá sair. Quando esta sabedoria comunal é ignorada, estamos potencialmente no ponto de não retorno. Há vários estilos.
Aquele em que o treinador já vive numa realidade paralela e totalmente alheado do mundo à sua volta (conferir Peseiro a tirar um avançado para pôr o Beto, em Alvalade, contra um Setúbal reduzido a dez, naquele seu tenebroso final de viagem). Aquele tresloucado, quando o treinador, carcomido pela ira, se consome numa espiral de loucura impressionante, qual Nero dançando enquanto Roma ardia sob o seu palácio (Souness, aquele abraço).
Não sei se, pela recorrência do método, aquilo a que assistimos hoje foi algo semelhante, num estilo mais fogo lento, em que ainda há algum sentido de realidade, em que, em vez da exuberância da loucura, temos a "tranquilidade" do pragmatismo. Certo é que tirar o Vukcevic, quando o Vukcevic está finalmente a fazer um bom jogo, é uma facada nesse magnífico elo que une treinador e adepto comum. Ganhámos (e obrigado Moutinho, que soube bem berrar aquele golo) mas, que me desculpe Paulo Bento, a marca continua lá. Resta-nos saber o que será o futuro.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
A (de)Missão de Paulo Bento
Sábado, 20h30. No telejornal da RTP1 surge uma notícia de um sujeito que fora militar, polícia e mais não-sei-quê e que havia decidido tudo abandonar. Não tinha nascido para aquilo. Ao microfone conta-nos como explicou à namorada qua afinal havia Outro e que era o momento de romper, assumir o chamamento e abraçar antes o Sacerdócio. Mais depoimento menos depoimento a peça jornalísitica chegava ao fim. O 70x7 travestido de Telejornal prosseguiu com notícias sobre vítimas de um terramoto e outras tretas de menor interesse mas eu continuava "ligado" à notícia...
**********
O Paulo Bento tem de ter qualquer de coisa especial. É uma espécie de special 'one thousand and one'. Primeiro de tudo, é um fofinho. Se fosse um animal, embora da família equus asinus, seria arraçado de Koala e possível de se apadrinhar. Quem não nunca viu cafés com preços indexados ao Paulo Bento, gente com um Paulo Bento no porta-chaves? Se o Jorge Gabriel é o neto predileto das avós portuguesas, Paulo Bento é o tio preferido dos sobrinhos. Quem não acha piada ter um tio com aqueles trejeitos, aquela autonomia linguística, de quem levamos uma bolachada se nos sentarmos no cadeirão dele mas que, sempre ao despedir-se, dá 20 euros pro gelado? É um bom homem, com certeza. Se fosse uma empregada doméstica era uma beleza. Podia partir uns pratos de vez em quando mas... puxa, quem abriria mão de alguém tão dedicado, com vontade, esforçado, de tamanha confiança?
Se houvesse uma Liga da Honestidade Paulo Bento era penta-campeão ("ninguém lhe pode acusar de não ser honesto", atirava um repórter depois de PB classificar como a "pior exibição de sempre" o jogo em que a Alemanha ficou a saber que o nosso treinador ainda é o mesmo do pior resultado de sempre). Eu próprio, dou por mim a começar as frases com um "Como homem nada contra, sim senhor...".
Enfim, o único senão nesta porra toda é que PB ganhou a maior parte do seu respeito e autoridade com base numa série de pressupostos (o contexto todos sabemos) que pouco têm a ver com a suas capacidades técnicas enquanto treinador de futebol. Paulo Bento em termos tácticos e fluidez de jogo é mau demais. A gestão e recrutamento de talentos é uma nulidade. O futebol há muito estava moribundo e agora já morreu. Acabou. E isto é capaz de ser importante.
**********
Paulo Bento deveria perceber que o seu estatuto está sustentado em pressupostos errados e os seus méritos não lhe salvarão os créditos que ainda lhe restam. Paulo devia fazer como o padreco e retirar-se! Que reflicta. Que tente escutar rapida e tardiamente o chamamento interior enquanto vai retardando (se contendo?) o chamamento exterior. Se vai para o estrangeiro, para dirigente, para político, se vai pra o Paulo Bento Sport Clube ou pro raio que o parta, tanto faz. Mas que se vá de treinador do Sporting!!! É que aqui tem de estar o melhor.
**********
O Paulo Bento tem de ter qualquer de coisa especial. É uma espécie de special 'one thousand and one'. Primeiro de tudo, é um fofinho. Se fosse um animal, embora da família equus asinus, seria arraçado de Koala e possível de se apadrinhar. Quem não nunca viu cafés com preços indexados ao Paulo Bento, gente com um Paulo Bento no porta-chaves? Se o Jorge Gabriel é o neto predileto das avós portuguesas, Paulo Bento é o tio preferido dos sobrinhos. Quem não acha piada ter um tio com aqueles trejeitos, aquela autonomia linguística, de quem levamos uma bolachada se nos sentarmos no cadeirão dele mas que, sempre ao despedir-se, dá 20 euros pro gelado? É um bom homem, com certeza. Se fosse uma empregada doméstica era uma beleza. Podia partir uns pratos de vez em quando mas... puxa, quem abriria mão de alguém tão dedicado, com vontade, esforçado, de tamanha confiança?
Se houvesse uma Liga da Honestidade Paulo Bento era penta-campeão ("ninguém lhe pode acusar de não ser honesto", atirava um repórter depois de PB classificar como a "pior exibição de sempre" o jogo em que a Alemanha ficou a saber que o nosso treinador ainda é o mesmo do pior resultado de sempre). Eu próprio, dou por mim a começar as frases com um "Como homem nada contra, sim senhor...".
Enfim, o único senão nesta porra toda é que PB ganhou a maior parte do seu respeito e autoridade com base numa série de pressupostos (o contexto todos sabemos) que pouco têm a ver com a suas capacidades técnicas enquanto treinador de futebol. Paulo Bento em termos tácticos e fluidez de jogo é mau demais. A gestão e recrutamento de talentos é uma nulidade. O futebol há muito estava moribundo e agora já morreu. Acabou. E isto é capaz de ser importante.
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Paulo Bento deveria perceber que o seu estatuto está sustentado em pressupostos errados e os seus méritos não lhe salvarão os créditos que ainda lhe restam. Paulo devia fazer como o padreco e retirar-se! Que reflicta. Que tente escutar rapida e tardiamente o chamamento interior enquanto vai retardando (se contendo?) o chamamento exterior. Se vai para o estrangeiro, para dirigente, para político, se vai pra o Paulo Bento Sport Clube ou pro raio que o parta, tanto faz. Mas que se vá de treinador do Sporting!!! É que aqui tem de estar o melhor.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Sporting - Paços de Ferreira
Há uns anos atrás quando chegava o domingo sentia-me ansioso e inquieto.
Era dia de ir à missa.
Para mim, de tenra idade, era sempre uma enorme chatice.
O acordar de manha cedo, o tomar banho, o vestir uma roupa de ir ao médico, o ter de saber as rezas, o ficar de pé durante longos períodos, a soneira latente e vergonhosa durante o sermão ininteligível do padre.
Era um dever transformado em obrigação por imposição de família.
Ontem dou por mim sentado no estádio de Alvalade e a vislumbrar essas reminiscências passadas.
Qual foi o pecado que cometi? Porque que continuo com a postura de ir ao fim de semana a Alvalade a assistir jogos do campeonato?
O suplicio tem caminhos curiosos. A primeira resposta é a irracionalidade. A segunda é que já paguei um balúrdio por um lugar de época e na missa a esmola era mais barata. Já estou incluvise a imaginar o método, no fim do jogo, os acólitos do prior da freguesia e responsável pelo sermão de 90 minutos iriam pedir a esmola e cada qual daria a que a sua consciência ditasse. A minha ontem ditaria 0,80 €. 0,50 € pelo golo e 0,30 € por 2 jogadas de futebol.
Do lado positivo ressalta o golo e a vitória, eu diria que não é pouco e muito pouco para quem ser ser campeão.
De volta às bancadas de Alvalade, já assisti a funerais mais animados do que o jogo de ontem. As pessoas à minha volta - incluindo umas defensoras de JEB e da continuidade do treinador - ou já não defendem a continuidade do treinador ou dizem que os jogadores já estão resignados no início de época. Já só se batem algumas palmas, durante largos minutos do jogo só se ouvia o megafone da claque, as palmas eram arrancadas aos solavancos e no fim do jogo a imagem do futebol actual do clube. Tudo a dispersar rapidamente, a virar as costas aos jogadores que ficaram e a sair rapidamente do estádio.
O jogo tinha terminado e o cumprimento de dever também. As conversas entre as mais banais do: não estamos a jogar; assim nunca vamos ser campeões; gosto muito do Paulo Bento mas isto já não dá mais; porra, que isto de vir à bola é uma seca. Expressões comuns para quem vem à bola ver o Sporting (jogar).
Continua a ser justo falar dos 23.000 estóicos que ontem foram a Alvalade. Na próxima 2ª feira serão os mesmos, com sorte.
No fim do jogo, da vitória, costuma-se celebrar as vitórias com alegrias e contentamento. Com normalidade e tranquilidade absoluta não vislumbrei mais alegria do que no final de uma peça de teatro melodramática.
Nas roulotes o panorama do abandono, não havia os habituais copos de cervejas e os festejos da vitória. Aliás, já vi derrotas com muito mais copos do que ontem. Era domingo e estava tudo de ressaca do fim de semana. Só pode ser a explicação.
Pegando na explicação, as coisas sem as quais passávamos bem, como o desempenho físico de Matias Fernandez. Agora vamos fazer um jogo 5ª feira, será que na próxima 2ª feira ele vai ser titular, ou o desgaste da pré-época dele não o vai permitir.
Para o futuro ficou o assumir oficial do treinador do Sporting que ele treina uma equipa pequena. Após o golo o que seria de esperar que fizesse o treinador de uma equipa grande que está a ganhar em casa contra uma equipa pequena: que mandasse a equipa procurar o 2º golo. Afinal ali paga-se o bilhete inteiro. Mas não, tira um avançado e mete um defesa. O próprio treinador do paços de ferreira se tivesse marcado golo e ainda tivesse substituições faria o mesmo.
No rescaldo do jogo fica mais uma vez a desculpa da imaturidade. Eu até concordo que a imaturidade da equipa tem um responsável, o treinador é o principal responsável pelo que acontece e aqui estou de acordo com ele, pena é ele não tirar daí nenhuma conclusão.
Pois se o argumento foi a idade da equipa, já ficou demonstrado noutros posts que usar a idade da equipa é uma desculpa mentirosa.
Para os saudosistas e masoquistas, para a semana há mais.
Era dia de ir à missa.
Para mim, de tenra idade, era sempre uma enorme chatice.
O acordar de manha cedo, o tomar banho, o vestir uma roupa de ir ao médico, o ter de saber as rezas, o ficar de pé durante longos períodos, a soneira latente e vergonhosa durante o sermão ininteligível do padre.
Era um dever transformado em obrigação por imposição de família.
Ontem dou por mim sentado no estádio de Alvalade e a vislumbrar essas reminiscências passadas.
Qual foi o pecado que cometi? Porque que continuo com a postura de ir ao fim de semana a Alvalade a assistir jogos do campeonato?
O suplicio tem caminhos curiosos. A primeira resposta é a irracionalidade. A segunda é que já paguei um balúrdio por um lugar de época e na missa a esmola era mais barata. Já estou incluvise a imaginar o método, no fim do jogo, os acólitos do prior da freguesia e responsável pelo sermão de 90 minutos iriam pedir a esmola e cada qual daria a que a sua consciência ditasse. A minha ontem ditaria 0,80 €. 0,50 € pelo golo e 0,30 € por 2 jogadas de futebol.
Do lado positivo ressalta o golo e a vitória, eu diria que não é pouco e muito pouco para quem ser ser campeão.
De volta às bancadas de Alvalade, já assisti a funerais mais animados do que o jogo de ontem. As pessoas à minha volta - incluindo umas defensoras de JEB e da continuidade do treinador - ou já não defendem a continuidade do treinador ou dizem que os jogadores já estão resignados no início de época. Já só se batem algumas palmas, durante largos minutos do jogo só se ouvia o megafone da claque, as palmas eram arrancadas aos solavancos e no fim do jogo a imagem do futebol actual do clube. Tudo a dispersar rapidamente, a virar as costas aos jogadores que ficaram e a sair rapidamente do estádio.
O jogo tinha terminado e o cumprimento de dever também. As conversas entre as mais banais do: não estamos a jogar; assim nunca vamos ser campeões; gosto muito do Paulo Bento mas isto já não dá mais; porra, que isto de vir à bola é uma seca. Expressões comuns para quem vem à bola ver o Sporting (jogar).
Continua a ser justo falar dos 23.000 estóicos que ontem foram a Alvalade. Na próxima 2ª feira serão os mesmos, com sorte.
No fim do jogo, da vitória, costuma-se celebrar as vitórias com alegrias e contentamento. Com normalidade e tranquilidade absoluta não vislumbrei mais alegria do que no final de uma peça de teatro melodramática.
Nas roulotes o panorama do abandono, não havia os habituais copos de cervejas e os festejos da vitória. Aliás, já vi derrotas com muito mais copos do que ontem. Era domingo e estava tudo de ressaca do fim de semana. Só pode ser a explicação.
Pegando na explicação, as coisas sem as quais passávamos bem, como o desempenho físico de Matias Fernandez. Agora vamos fazer um jogo 5ª feira, será que na próxima 2ª feira ele vai ser titular, ou o desgaste da pré-época dele não o vai permitir.
Para o futuro ficou o assumir oficial do treinador do Sporting que ele treina uma equipa pequena. Após o golo o que seria de esperar que fizesse o treinador de uma equipa grande que está a ganhar em casa contra uma equipa pequena: que mandasse a equipa procurar o 2º golo. Afinal ali paga-se o bilhete inteiro. Mas não, tira um avançado e mete um defesa. O próprio treinador do paços de ferreira se tivesse marcado golo e ainda tivesse substituições faria o mesmo.
No rescaldo do jogo fica mais uma vez a desculpa da imaturidade. Eu até concordo que a imaturidade da equipa tem um responsável, o treinador é o principal responsável pelo que acontece e aqui estou de acordo com ele, pena é ele não tirar daí nenhuma conclusão.
Pois se o argumento foi a idade da equipa, já ficou demonstrado noutros posts que usar a idade da equipa é uma desculpa mentirosa.
Para os saudosistas e masoquistas, para a semana há mais.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
A idade da falsidade
Agora a moda é outra vez a (falta de) idade dos jogadores do Sporting.
Agora é que não se pode pressionar os bebes.
Vamos ver o mito da idade.
Já no post abaixo referi que o Porto de Co Adrianse foi campeão com uma equipa mais jovem do que a nossa. Argumento seguinte: a falta de dinheiro.
Mas então ou é um ou é outro.
Resposta são os dois.
Mas a idade como já vimos não pode ser um argumento final em si mesmo.
Como o presidente disse que não ia haver choradinho com o orçamento, eis que agora passados dois anos volta-se a usar o argumento da idade.
Estranho que esta equipa é uma eterna jovem. Este ano o único sub-21 que entrou foi o André Marque e subitamente esta equipa está mais jovem do que há dois anos.
Estranhamente ninguém fala que a média de idades deste ano da equipa do Sporting é de 25 anos, e que juntando duas casas decimais o plantel do Sporting é mais velho do que o do benfica e que o porto. Aliás no ano de Co Adrianse a média de idades do Plantel do Porto era de 23,47. Curioso.
A única verdade estatística é que a equipa da Fiorentina era mais idosa do que a nossa.
Será que esse argumento é decisivo.
Complementa-se o argumento estafado da idade com a naturalidade dos jogadores. Ou seja os nossos eram da cantera e por isso não eram tão bons. Podemos concordar que na sua totalidade a média dos jogadores italianos é melhor do que a dos Portugueses?
Eles são campeões do Mundo e no último europeu ficaram à nossa frente. Mas no mundial e no europeu anterior foi ao contrário. O ainda actual melhor jogador do mundo é português.
Permanece a dúvida (foi dar de desconto a era Queirós).
Então a argumentação vai acabar na idade conjugada com a naturalidade e a cantera da equipa.
Debatido o argumento da idade e da naturalidade, pois se não temos dinheiro temos qualidade e quantidade em qualidade - senão mais vale dizer que a nossa formação e os jogadores formados no clube são uma merda, ou que é um motivo de orgulho disser que temos formação mas quando não ganhamos a culpa já é da formação que não presta. Esta argumentação é contrária em si mesma.
Assim quem tem formação investe nela em vez de investir nas contratações, é um princípio válido, discutível, moroso. Mas é válido e no caso do Sporting tem tido qualidade.
Falta complementar essa realidade com o dinheiro para apetrechar as lacunas da formação ou aguentar os jogadores da formação. Mas uma coisa curiosa. Para quem fala de idades, de jogadores do mesmo país e da formação, proponho este exercício. O campeão europeu do ano passado jogou contra o Sporting em Camp Nou com 5 jogadores da formação, sendo 4 espanhóis; o Sporting jogou com 4 jogadores da formação e 6 portugueses. E Alvalade o Barcelona jogou com 5 jogadores da formação e 4 espanhóis; o Sporting jogou com 7 jogadores da formação. Na final da Champions o Barcelona jogou com 7 jogadores da formação, sendo que 6 eram espanhóis. A idade média do plantel do Barcelona nessa época era de 24 anos, menos 1 ano do que a equipa do Sporting tem este ano.
Assim o argumento da cantera/naturalidade/idade não é explicativo do baixo nível exibicional e de resultados desta época.
Outros argumentos válidos poderão ser a falta de qualidade da formação do Sporting (falso) ou a falta de qualidade do jogador português (falso). Verdadeiro pode ser a falta de capacidade financeira para colmatar as posições deficitárias da formação.
Agora é que não se pode pressionar os bebes.
Vamos ver o mito da idade.
Já no post abaixo referi que o Porto de Co Adrianse foi campeão com uma equipa mais jovem do que a nossa. Argumento seguinte: a falta de dinheiro.
Mas então ou é um ou é outro.
Resposta são os dois.
Mas a idade como já vimos não pode ser um argumento final em si mesmo.
Como o presidente disse que não ia haver choradinho com o orçamento, eis que agora passados dois anos volta-se a usar o argumento da idade.
Estranho que esta equipa é uma eterna jovem. Este ano o único sub-21 que entrou foi o André Marque e subitamente esta equipa está mais jovem do que há dois anos.
Estranhamente ninguém fala que a média de idades deste ano da equipa do Sporting é de 25 anos, e que juntando duas casas decimais o plantel do Sporting é mais velho do que o do benfica e que o porto. Aliás no ano de Co Adrianse a média de idades do Plantel do Porto era de 23,47. Curioso.
A única verdade estatística é que a equipa da Fiorentina era mais idosa do que a nossa.
Será que esse argumento é decisivo.
Complementa-se o argumento estafado da idade com a naturalidade dos jogadores. Ou seja os nossos eram da cantera e por isso não eram tão bons. Podemos concordar que na sua totalidade a média dos jogadores italianos é melhor do que a dos Portugueses?
Eles são campeões do Mundo e no último europeu ficaram à nossa frente. Mas no mundial e no europeu anterior foi ao contrário. O ainda actual melhor jogador do mundo é português.
Permanece a dúvida (foi dar de desconto a era Queirós).
Então a argumentação vai acabar na idade conjugada com a naturalidade e a cantera da equipa.
Debatido o argumento da idade e da naturalidade, pois se não temos dinheiro temos qualidade e quantidade em qualidade - senão mais vale dizer que a nossa formação e os jogadores formados no clube são uma merda, ou que é um motivo de orgulho disser que temos formação mas quando não ganhamos a culpa já é da formação que não presta. Esta argumentação é contrária em si mesma.
Assim quem tem formação investe nela em vez de investir nas contratações, é um princípio válido, discutível, moroso. Mas é válido e no caso do Sporting tem tido qualidade.
Falta complementar essa realidade com o dinheiro para apetrechar as lacunas da formação ou aguentar os jogadores da formação. Mas uma coisa curiosa. Para quem fala de idades, de jogadores do mesmo país e da formação, proponho este exercício. O campeão europeu do ano passado jogou contra o Sporting em Camp Nou com 5 jogadores da formação, sendo 4 espanhóis; o Sporting jogou com 4 jogadores da formação e 6 portugueses. E Alvalade o Barcelona jogou com 5 jogadores da formação e 4 espanhóis; o Sporting jogou com 7 jogadores da formação. Na final da Champions o Barcelona jogou com 7 jogadores da formação, sendo que 6 eram espanhóis. A idade média do plantel do Barcelona nessa época era de 24 anos, menos 1 ano do que a equipa do Sporting tem este ano.
Assim o argumento da cantera/naturalidade/idade não é explicativo do baixo nível exibicional e de resultados desta época.
Outros argumentos válidos poderão ser a falta de qualidade da formação do Sporting (falso) ou a falta de qualidade do jogador português (falso). Verdadeiro pode ser a falta de capacidade financeira para colmatar as posições deficitárias da formação.
Mas essa vertente não será suficiente para, só por si justificar a falta abissal de qualidade no futebol demonstrado. E esse já ficou demonstrado em épocas passadas no confronto directo com os outros grandes. Por isso a conclusão só poderá ser que a tal baixa exibicional e de resultados só pode ser imputada a outros factores relativos com motivos psicológicos, de treinamento e de estagnação do modelo de jogo e dos jogadores.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A ORQUESTRA DO TITANIC
Antes da final da taça dos campeões europeus o treinador do Barcelona mostrou ao seus jogadores um vídeo com imagens do filme Gladiador.
Ontem antes do jogo com a Fiorentina o treinador do Sporting alegorizou o jogo com o filme Titanic.
Só espero que ele não coloque imagens do filme antes do jogo, senão vamos ter um barco a ir ao fundo com um capitão agarrado ao leme e quem se salva são as pessoas que saem nos botes, as mulheres, as crianças e os espertos ou cobardes. Esperemos que os jogadores do Sporting não sejam tentados por essa imagem.
O que me preocupou no Titanic foi que quem também se salvava era o director da companhia proprietária do navio, assim uma espécie de dono do barco.
A ser como o Titanic, a única coisa boa era que a orquestra também foi ao fundo, eram aqueles que enquanto o navio se afundava continuavam a dar música, aqui se percebe que muita gente dentro do Sporting deve adorar este filme, tal como os paineleiros e chulos jornalísticos.
Ontem antes do jogo com a Fiorentina o treinador do Sporting alegorizou o jogo com o filme Titanic.
Só espero que ele não coloque imagens do filme antes do jogo, senão vamos ter um barco a ir ao fundo com um capitão agarrado ao leme e quem se salva são as pessoas que saem nos botes, as mulheres, as crianças e os espertos ou cobardes. Esperemos que os jogadores do Sporting não sejam tentados por essa imagem.
O que me preocupou no Titanic foi que quem também se salvava era o director da companhia proprietária do navio, assim uma espécie de dono do barco.
A ser como o Titanic, a única coisa boa era que a orquestra também foi ao fundo, eram aqueles que enquanto o navio se afundava continuavam a dar música, aqui se percebe que muita gente dentro do Sporting deve adorar este filme, tal como os paineleiros e chulos jornalísticos.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
SÃO ZEFERINO
Em 26 de Agosto (amanhã) celebra-se o dia em honra de São Zeferino.
Nasceu e morreu em Roma e foi papa de 199 a 207.
Aconselha-se vivamente todos os Sportinguista que possuam uma imagem deste santo a dedicar-lhe uma vela ou uma reza. Também se pode fazer uma promessa - tipo ir a Roma a pé e voltar.
Não podemos esquecer o rui patrício, que reza a todos os santos e anjos - para que inclua uma reza especial a São Zeferino. Peça por ele (nas suas saídas entre os postes) e por paulo bento, para que o santo lhe ilumine o caminho correcto.
Nasceu e morreu em Roma e foi papa de 199 a 207.
Aconselha-se vivamente todos os Sportinguista que possuam uma imagem deste santo a dedicar-lhe uma vela ou uma reza. Também se pode fazer uma promessa - tipo ir a Roma a pé e voltar.
Não podemos esquecer o rui patrício, que reza a todos os santos e anjos - para que inclua uma reza especial a São Zeferino. Peça por ele (nas suas saídas entre os postes) e por paulo bento, para que o santo lhe ilumine o caminho correcto.
domingo, 23 de agosto de 2009
sábado, 8 de agosto de 2009
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Un-props
O futebol da equipa é uma desgraça. Num plantel que se mantém quase na mesma é assustador o futebol desgarrado e desconexo, sem ritmo, velocidade ou criatividade. Para além desta dimensão mais estrutural, as opções no banco oscilaram entre o trágico e o cómico. A substituição de Vukcevic é ininteligível para o comum dos mortais. Mais sobre o Paulinho nas próximas postas. Intragável é também a Juventude Leonina que, no final do primeiro jogo da época, desata a mandar pessoas para o caralho e dizer que são uma vergonha. Como dizia o outro, a classificação classifica o classificador.
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