Mostrar mensagens com a etiqueta Liberdade de Expressão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Liberdade de Expressão. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de março de 2009

Porto B

Alvalade viveu hoje, em dia de jogo com o Rio Ave, mais um momento de vergonha. Mais um a juntar aos muitos a que temos assistido ao longo dos últimos 13 anos, e especialmente desde 2006. No intervalo e na Bancada B do topo Norte os stewarts retiraram uma faixa onde se podia ler "vergonha". No início da segunda parte um grupo de adeptos levantou uma faixa onde se podia ler "Vassourada". Imediatamente foram alvo de reprovação geral. Reprovação liderada pela Juventude Leonina. À reacção legítima (o que não significa que eu concorde com ela) de quem se sentia ofendido com aquelas palavras juntou-se uma carga policial sobre os adeptos que mostravam a faixa. Um deles, pelo menos, saiu mesmo algemado da bancada. Porquê as algemas? Por exprimir uma opinião? Já aqui o tínhamos referido. Os estádios de futebol são muitas vezes um território onde as regras do estado democrático são suspensas. O mais grave, porém, é que a carga vinha sendo preparada nos últimos dias. No jornal O Jogo de sábado podiam ler-se as declarações de Fernando Mendes, líder da Juventude Leonina: [Fernando Mendes]«Deixou o aviso que não se pode controlar os 5000 elementos que costumam ocupar a mesma bancada da Juve Leo, admitindo que as pinturas terão sido da autoria de um conjunto de adeptos auto-intitulado Curva Sul. "Um grupo que [hoje] acabará a bem ou a mal", ameaçou Fernando Mendes.». Repito: "Um grupo que hoje acabará a bem ou a mal". Não significa isto que a direcção da SAD tenha qualquer relação com esta declarações ou com o comportamento da polícia. Exige-se, no entanto, que se apure rapidamente quem ordenou a intervenção policial sobre um grupo de sócios que exprimia, legitimamente, a sua opinião. Mais, exige-se que os mesmos sejam ressarcidos não apenas pelos danos morais mas também por danos patrimoniais. Apesar de tudo, a propriedade daquela faixa, que foi roubada pelo corpo de intervenção da PSP, era privada. Mas as declarações de Fernando Mendes deixam-nos sobretudo assustados perante a sinistra hipótese de estarmos face a um processo de "portização" do Sporting. Veja-se: "O Miguel Veloso esqueceu-se da camisola que veste. O Benfica não o quis e foi aqui que ele se fez jogador. Neste momento ele já não pertence ao balneário. É um jogador que não interessa ao clube. Não podemos permitir este tipo de comportamento". Mais uma vez, as declarações de Fernando Mendes de forma nenhuma responsabilizam a direcção da SAD. No entanto, a forma como Mendes coloca a questão ," ele já não pertence ao balneário", é de tal forma peremptória e segura que nos deveria levar a interrogar sobre a forma através da qual um dirigente de uma claque obtém estas informações. Em segundo lugar, e mais uma vez, a direcção, o treinador e os jogadores deveriam ter sido céleres em desmarcar-se das declarações de Mendes. Ora, nada disto sucedeu. Estaremos perante a criação de um braço armado dentro do clube? Estas estratégias não vos fazem lembrar nenhum outro clube?

O regulamento do Estádio está disponível aqui.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Um clube diferente - Acto I

“O jornal Record e a estação de televisão SIC entendem conceder espaços de opinião semanal para que o Sr. Rui Santos emita as suas ‘opiniões’ sobre o panorama desportivo nacional e, em particular, sobre o futebol. Gostos não se discutem, lamentam-se...

Já se sabe que, quando confrontado com o contraditório, o Sr. Rui Santos é normalmente humilhado e ridicularizado, não consegue discorrer uma única ideia com um mínimo de sentido e revela um total desconhecimento sobre os assuntos relativamente aos quais tenta falar com um ar de autoridade patético. Para além de nunca se esquecer de promover os treinadores e agentes desportivos que mais ‘admira’.

Vem isto a propósito do facto de hoje [ontem], na edição do jornal que acoberta as suas crónicas, o Sr. Rui Santos escrever a dado passo do seu miserável escrito: ‘... Agora, são os negócios e a engorda do monstro SAD que há-de rebentar de tanto comer. Uns vão ficar ainda mais ricos, potenciando a riqueza dos seus parceiros ou patrões e hão-de retirar-se na hora certa convictos que cumpriram o seu dever, cansados, afinal, de tantas incompreensões e críticas’.

A isto chama-se cobardia. Não serve o argumento desculpabilizante de que a maneira do Sr. Rui Santos estar na vida é o resultado de um conjunto de complexos de natureza pessoal ou profissional.

Só um cobarde imbuído de uma vergonhosa má-fé jornalística pode escrever o que o Sr. Rui Santos escreve hoje no jornal Record. Um homem com um mínimo de carácter diria os nomes de quem vai enriquecer e como e não se acobardava atrás das habituais insinuações, para tentar evitar ser responsabilizado. Não surpreende, vindo de quem vem, de alguém que está envolvido há muitos anos nas ‘guerras’ de poder do futebol português, mas mancha também quem lhe dá guarida, neste caso, o jornal Record.

Sporting Clube de Portugal

O Conselho Directivo”