Para os menos atentos, saibam que na passada 4ª feira jogou-se a final da Copa dos Libertadores da América.
Depois de "viradas" épicas contra o São Paulo e o colosso Boca Juniores (ex-campeão e 4 vezes vencedor desde o ano 2000), a nação tricolor não esperava outra coisa senão mais uma reviravolta após a inesperada derrota por 4-2 contra o outro finalista, a LDU de Quito do Equador, equipa que, apesar do nome, já tinha chegado às meias finais na temporada anterior.
Golos fora não contavam durante a final por isso o Fluminense precisava de uma vitória por 3 bolas de diferença.
O optimismo exagerado roçava o ridículo e fazia-me confusão. Mal sabia eu como estava menosprezando o "factor casa". Aqui o factor casa é isto mesmo: um hat-trick de Thiago Neves, delírio total e o desgaste da equipa e da torcida no prolongamento levando a partida, empatada 5-5, para os penaltis. Faltava saber se eram tão bons nas grandes penalidades quanto tinham sido ao longo de uma competição jamais ganha pelo clube.
O Sporting esteve lá representado...
O "Nense" perdeu, tal como o Sporting perdera há uns anos a Taça Uefa. Com a sensação de que foi um sonho lindo que acabou de uma maneira que não podia. Proibída.
Desta vez, em vez de ficar chorar a por causa do Daniel Carvalho, fiquei a conhecer Guerrón (O Getafe já o agarrou). Tem ainda muito para ser "lapidado", mas aviso-vos que poucas vezes vi um talento bruto assim.
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
sexta-feira, 4 de julho de 2008
50 anos sobre a vitória do Brasil no Mundial da Suécia
Para a generalidade dos brazucas esta foi a melhor selecção de sempre. A que tinha os melhores jogadores. Os dois primeiros: Pelé - aquele que, como disse um dia Romário (e bem), "quando está calado é um poeta" - e Garrincha. Com eles juntos, o Brasil nunca perdeu.Vale a pena transcrever um trecho do livro 'Estrela Solitária, um brasileiro chamado Garrincha', de Ruy Castro, onde relata um lance do Mané, durante um jogo de preparação para o Mundial com a equipa da Fiorentina:
"O Brasil já ganhava por 3 a 0, mas o quarto gol, que foi o de Garrincha, aos trinta minutos do segundo tempo, sangrou a Fiorentina até a morte. Garrincha transformou os italianos em soldadinhos de cartas, um derrubando o outro à sua passagem. Robotti foi o primeiro que ele driblou. Magnini apareceu para ajudar Robotti e também foi driblado. Cervato veio ajudar Magnini e foi igualmente driblado. O goleiro Sarti abandonou a meta para enfrentar Garrincha e também foi fintado. Com o gol vazio, Garrincha poderia ter chutado, mas Robotti conseguira voltar para combatê-lo. Garrincha tirou-o da jogada com um drible de corpo e Robotti teve de segurar-se na trave para não cair. Garrincha, então, apenas caminhou com a bola até dentro do gol. Já no fundo das redes, deu-lhe um peteleco para pegá-la com as mãos, enfiou-a debaixo do braço e começou a voltar, frio, devagar e mudo, para o centro do campo".
Tudo isto também para vos mostrar um dos mais belos sites sobre história do futebol que já pus a vista em cima:
http://oglobo.globo.com/especiais/memoria/copa58/
É restrito a 1958, mas é de ler e chutar por mais. Já que não tem jeito para se salvaguadar em transferências de ex-jogadores, bem podia o Sporting dedicar-se a fazer um site parecido dedicado às grandes conquistas e memórias do passado.
PS - Quem tiver interesse e quiser conhecer mais sobre esse mundial e essa selecção é dar uma espreitadela no blog "Futebol, Política e Cachaça" (têm de ir procurando pelo blog abaixo pois foram postadas várias durante o último mês. vale a pena)
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