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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Valeu a Pena

o caminho percorrido e a luta desenvolvida em torno das modalidades amadoras do Sporting.
O título de bi-campeão de futsal só foi possível porque existe um clube que não é só futebol e que não tem só adeptos.
Infelizmente não consegui adquiri bilhete para o jogo deste sábado em Loures, mas dei por mim a festejar o 4º e 5º golos como o golo que o Acosta marcou em Alvalade ao Porto no campeonato de 1999/2000 e a sofrer no final do jogo como no jogo com o Az Alkmar.
É bonito registar que muitos, inclusive aqueles que sempre apoiaram uma direcção que defendia a premissa de um clube só de futebol e sem sócios, hoje exaltam com as vitórias do futsal e do hóquei em patins. E muitos daqueles que com nome e responsabilidades actuais no clube nunca contestaram esta linha de actuação e até a apoiaram com a sua omissão.
Em particular nas modalidade amadoras é justo realçar o trabalho efectuado pela última direcção, invertendo um caminho da direcção precedente.
Esperemos que a continuidade deste caminho dê os mesmos frutos do futsal ao resto das modalidades.
A luta por um Sporting ecléctico e com sócios parece ter sido ganha.
A luta por um clube desportivo, de modelo associativo de gestão pelos sócios e não por uma sociedade desportiva gerida por accionistas vai continuar. Nestas últimas, já é patente e notório a sua falência financeira, apenas mitigada pela continuidade de um modelo sustentado pelos adeptos em geral e não pelos accionistas.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

"Pintelhos" do Atletismo

Modalidade teme futuro com saída de Moniz Pereira e mais corte de verbas.

O atletismo do Sporting volta a sofrer um corte significativo no seu orçamento colocando em causa o seu nível competitivo para a próxima temporada.
Em 2010, o orçamento para o atletismo desceu em 25% (200 mil euros). Esta temporada, a nova direcção leonina presidida por Godinho Lopes - que até teve o "senhor atletismo", Moniz Pereira, como mandatario nas últimas eleições - pretende cortar os apoios em mais 10%, o que corresponde a uma verba de cerca de 30 mil euros.


Só uma nota relativamente às contas, que não me parecem muito coerentes. Se em 2010 desceu 25% (correspondendo a 200k), descendo agora 10% significava um corte de 60k em vez dos 30k referidos.

A pouca vergonha é ainda maior quando, parafraseando o Catroga, estamos "a discutir pintelhos" no apoio a uma modalidade que tanto significa e deu ao Clube!

Assumindo que é verdade, então o Moniz Pereira foi mandatário do GL e agora vai sair?! Parece estranho, mas faz todo o sentido, se nos lembrar-mos que ele que só apoiaria um projecto que garantisse a continuidade......do Atletismo!
Nunca percebi como é que o MP caiu na conversa do GL. Graças a ele e aos restantes amigos dos 25 votos, garantiram-lhe a vitória! Por um lado é bem feito que isto aconteça agora, pois nunca é tarde para aprender, mas o mais triste é que isto afecta e muito o Sporting, isso sim, o mais importante!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Uefa Futsal Cup

Depois da brilhante vitória no jogo de hoje (3-2 contra o Kairat Almaty) a final joga-se domingo com os Italianos do Montesilvano, com transmissão na RTP 2 às 12:30.
Ainda bem que no Sporting existem as modalidades amadoras e que elas não acabaram como chegou a ser desejo de alguns.
Nestes últimos anos são estas que têm dado alegrias ao Sportinguistas e que têm dado títulos internacionais ao Clube.
Esperamos mais um no domingo e que passemos a ser o único Clube na Europa com títulos europeus em 5 modalidades.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mais um ano para colher os bois

Passado mais um excelente ano, eis que alguém aproveita o Sporting Clube de Portugal para promover os seus desejos freudianos, com a tourada do Sporting - versão 2009.
A opinião aqui expressa continua actual (basta trocar a palavras franquista por bettencourista).
De resto, apenas torcer para que haja mesmo sangue na tourada, acabe tudo à porrada, o touro salte para a bancada e enfie os cornos nos intestinos do gajo insiste em promover o nome do Sporting desta maneira, já não bastava a tragédia de Munique.
Ainda espero que se apresente uma moção nas assembleias gerais para que não se continue a conspurcar o nome do Sporting com actividades que nada têm a ver com as suas premissas.

terça-feira, 31 de março de 2009

Uma posta não destrutiva

De vez em quando surgem boas ideias na blogosfera. As modalidades e o tipo de acordo seriam um caso a pensar. Mas era capaz de ser uma boa ideia para o Sporting e para Lisboa.

quinta-feira, 19 de março de 2009

A gestão do ecletismo e outras mentiras

Nem com sondagens encomendadas aos seus parceiros amestrados SF consegue sustentar a sua visão maniqueísta do ecletismo. Resumindo, fica claro para quem a leu que os sócios revelam um forte envolvimento e comprometimento com o 'ecletismo'. Diria até, bastante mais do que seria de supor. Imaginem se a sondagem contemplasse apenas o distrito de Lisboa...

Não sei se é pior a mania de SF nos tomar a todos por burros ou sua prepotência em querer vingar a sua obstinação em acabar com o ecletismo à custa muita areia para os olhos. Levado pela mentira nada o detém. E é vê-lo por com ar de virgem contabilista com a questão da quotização (lembram-se disto?) ou ainda pregando pela sustentabilidade…

A Franco e todos os gestores que acharam ‘muito cool’ imitar o Arena de Amesterdam e de importar os conceitos mercantilistas norte-americanos de gestão de recintos desportivos e cagar de fininho na história e idiossincrasia leoninas (em particular) e do desporto português (em geral), exigem-se as seguintes respostas:

Quanto perdemos até hoje por terem decidido estrategicamente não construir um pavilhão e uma pista de atletismo? Quanto perdemos por termos listas de espera de pessoas que querem praticar ginástica de leão ao peito? (já foram 7666, hoje somente 1100 praticantes!). Quanto é que perdemos, semanalmente, em patrocínios, apoios, mobilização, sócios e vitórias nas modalidades?

Como grandes gestores que são com certeza fizeram já fizeram a avaliação dos resultados esperados versus resultados obtidos..
A propósito da crise, alguém graffitou na parede duma faculdade de Lisboa: “Estes economistas para quê?!”. Está na altura de nós perguntarmos: “Estes gestores para quê?!"
Reflectemos nisso, caros consócios, e
stes gestoresinhos para quê?!...

quarta-feira, 18 de março de 2009

Sporting vs General Franco - Reflectindo o Ecletismo

Na semana em que o campeão europeu de pista coberta (coisa simples num país que nem dispõe duma) mereceu destaque na pág. 19 (isso mesmo) do Jornal do Sporting, o General Franco volta a atacar raivosamente o ecletismo. No jornal onde praticamente todas as semanas, um dos atletas do clube se queixa da falta de um pavilhão, comprova-se hoje o velho adágio: mais depressa se apanha um demagogo que o Rui Patrício um atraso do Polga.

General Franco tinha prevenido que os resultados da sondagem mereciam uma grande reflexão, pois:
“…90% dos inquiridos nunca foram ver uma prova. Pior que isso, cerca de 80% nunca viu mais do que um ou dois jogos na TV.”

“60% quer um pavilhão, mas tem de ser em Alvalade. Se não for em Alvalade, só 54% quer estas instalações.”

“51% não está de acordo em comprar um lugar, mas 74% quer ter modalidades. No entanto, 70% não está de acordo que seja o futebol a pagar modalidades.”

Ora reflictam clicando aqui.

E afinal o que temos? Temos, mais uma vez, de repor a verdade adulterada pelo General Franco. De uma amostra ‘geograficamente representativa da massa associativa’ podemos inferir que:

  • Cerca de 3000 sócios conseguiram dar com o pavilhão do Casal Vistoso para ver a equipa de Andebol. Cerca de 4500 já foi a Loures apoiar o futsal e cerca de 3000 já foram ‘uma, duas, três ou mais vezes’ ver uma prova de atletismo sabe-se lá aonde;
  • Pior que isso, cerca de um terço dos sócios inquiridos já viu ‘mais do que três vezes’ jogos de Andebol na SporTV (!) mesmo sendo alguns deles transmitidos à mesma hora que a da equipa de futebol! Caros, é mais gente do que aquela que nunca viu nenhum jogo! Pior ainda, 46% já televisionou o futsal ‘mais do que três vezes’, sendo que apenas 12% nunca viu nenhum!
  • 76% (e não 60%) querem um pavilhão. 54% concorda que, na impossibilidade de ser em Alvalade, deve ser construído noutro sítio. Está visto, é só irracionalidade e ingratidão!
  • 36% (= 9720 sócios) está disposto a comprar um ‘lugar anual’ ou ‘especial para 10 anos’. Lembro que os pavilhões não costumam ter mais de 2500 lugares. E ainda faltam “arrumar” os 51% de sócios mais os não-sócios que preferem comprar ‘jogo a jogo’.
  • 63% não está de acordo que seja o futebol a pagar modalidades. Porém, 45% acha que ‘entre 20 a 30%’ da quotização deve ser canalizada para as modalidades. 23% acha que deve ser ‘30% ou mais’. Só 12% acha que deve ser ‘menos de 20%’.

Calma! Numa coisa ele diz a verdade: “Portanto contas feitas, isto tudo não dá sequer zero. Dá menos de zero.”

Ora… 1 geração roquete = -1 pavilhão - 1 pista de atletismo = - público - pagantes - sócios - milhares de espectadores - milhares em proveitos e receitas , Sim, isto dá menos de zero.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A Tourada do Sporting

Não sei se as pessoas sabem, mas dia 28 vai acontecer um fenómeno, nómeno, ou epifenómeno digno das melhores versões B rosweltianas.
Não sendo despiciendo o que o Cacifo escreve, resolvi também aderir à solene iniciativa.
É que na monumental praça do campo pequeno vai decorrer a corrida das bandarilhas (acho que é isso).
O Sporting, ou quem parece que dirige o clube decidiu, em mais uma prova de génio, calar os detractores do regime franquista através de uma exibição de ecletismo no clube - Uma corrida desportiva com o binómio touro (animal mamífero, ruminante, artiodáctilo, com par de chifres não ramificados, ocos e permanentes, do género Bos) - homem (animal bípede da família dos primatas pertencente à subespécie Homo sapiens sapiens).
De facto os dois animais vão competir na arena, sendo que uns vão a pé e outros vão se movimentar através de outros animais se moventes designadamente um cavalo (do latim caballu, é um mamífero hipomorfo, da ordem dos ungulados, uma das sete espécies modernas do género Equus. Esse grande ungulado é membro da mesma família dos asnos e das zebras, a dos equídeos). Portanto tudo gente próxima.
Não podia de deixar de me associar a esta grandiosa demonstração de pujança ecléctica do clube, e nunca é demais frisar que após mais um ano desta iniciativa o COI está mesmo a pensar atribuir mais uma medalha de honra ao Sporting pelos serviços prestados na divulgação e sedimentação desta modalidade onde pontificam os bois.
Aliás ainda não experimentei, mas já me garantiram que quando o acto atinge o seu zénite, espetar a bandarilha, é possível atingir o prazer mental. No fundo é como espetar uma baioneta num invasor (céus como tenho saudades daqueles tempos de invasões napoleónicas).
Eu atrever-me-ia a sugerir umas quantas acções para engrandecer ainda mais a nível planetário e arredores a grandiosidade do Sporting, e como a tradição é para se manter e apoiar eu sugeria, assim, logo antes de o touro entrar, colocava-se um cristão preso a uma estaca e largava-se o touro a ver se o marrava, e aproveitar de seguida à tourada para promover um auto de fé com a queima dos hereges apóstatas e afins.
Aí para alturas do ano novo, uma demonstração de vivissecção de raças impuras e criminosos, de forma a apoiar o espírito da lei e da ordem natural das coisas.
Pela altura da primavera um escrutínio das mancebas maduras e não desfloradas de forma a apurar a sua castidade para servirem os bons moços da nossa terra. Aproveitando o Tejo, as que se julgarem impuras irão ser amarradas com pesos e deitadas ao rio, donde as mal julgadas, obviamente iriam emergir à superfície por desígnios metafísicos.
E para não ser muito extenso para encerrar a temporada, antes das idas a banhos, aproveitar o recinto do estádio, pois até tem um fosso, para se realizarem um tradicional evento de leões e cristãos, donde os mais fortes ganham aos mais fracos.
Durante o período de férias poderia-se mesmo fazer constar das festas oficiais do clube uma caça à raposa (agora que aqueles sub-desenvolvidos dos britânicos a proibiram é altura de os fazer ver o que é um país desenvolvido e de cultura humanística), e umas lutas de cães e ursos com cães.
Sei que a minha contribuição é modesta, mas penso que o ecletismo do clube e o seu nome poderiam ter muito a ganhar com o patrocínio, também, destas causas.
Ave, Mauricius, morituri te salutant