A empresa Nova Expressão SGPS, propriedade do antigo candidato à presidência dos leões Pedro Baltazar, avançou com uma ação de penhora sobre a Sporting SGPS no valor de cinco milhões e meio de euros, relativa à venda de ações da SAD leonina acordada em Dezembro de 2010 entre as partes. Na altura, o Sporting comprometeu-se a pagar dois euros por ação do lote que a empresa estava a vender ao clube, dando como garantia de pagamento o passe de Daniel Carriço, então avaliado pela totalidade da dívida.
Duas ou três notas rápidas. Baltazar foi candidato à presidência do Sporting e não parece, com toda a legitimidade, ter abdicado das suas ambições. Diz que é um grande sportinguista. Ainda me lembro do tempo da campanha eleitoral em que mentes brilhantes defendiam a perda da maioria do capital da SAD para Balatazar porque estamos na presença de uma "posição sportinguista". Entre o bolsista e o sportinguista já sabemos para que lado é que pende o coração de Baltazar. Este grande sportinguista, dizia, resolveu accionar uma penhora sobre o SCP num momento em que se prepara uma restruturação financeira. A Direcção anterior negociou, com este tipo, uma recompra de acções da SAD a dois euros cada uma. Faz lembrar o negócio do Cavaco com o BPN. Quem é que se lembra da última vez que as acções do Sporting valeram dois euros em mercado? O Carriço, cujo passe avalizava a totalidade da dívida, foi transferido, segundo consta, por 750 mil euros. O assunto não devia estar já resolvido? Pode ser que a auditoria também esclareça qualquer coisa a este respeito.
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sexta-feira, 7 de junho de 2013
sexta-feira, 4 de março de 2011
O candidato que odeia o clube
Pedro Baltazar apresenta-se como o candidato da ruptura inteligente. Para efectuar essa ruptura traz consigo Pedro Santana Lopes, o homem que iniciou formalmente o desmantelamento do clube e deu início ao projecto Roquette. O homem que lançou o mais miserável referendo da história do Sporting em que convidava os sócios a matar duas modalidades desportivas do clube. O homem que instaurou a 13ª quota e deixou o clube com menos 15 mil sócios. O homem que usou o clube como trampolim político. Baltazar, recorde-se, lidera a Nova Expressão, agência de meios e publicidade, que tem na Controlinveste de Joaquim Oliveira o seu maior e quase único cliente. Pedro Baltazar que, recorde-se, obrigou a direcção anterior a comprar as suas acções ao dobro do preço que elas valiam no mercado, de modo a não ter qualquer prejuízo com a sua saída da SAD. Mas mais grave do que tudo isso, como se não chegasse e não fosse vergonhoso - nem sequer vou falar de uns idiotas que devem ser insultados como cavalos e que oscilam entre os dois mais miseráveis candidatos - é Baltazar concorrer à presidência de uma instituição cujo papel na gestão da SAD não só recusa como despreza. Para o conjunto de imbecis, atrasados mentais e quejandos, deixo aqui o comentários de Baltazar no momento da saída da SAD: "Constatamos que fizemos uma má avaliação da possibilidade de, no actual contexto, poder vingar um projecto empresarial que seja uma base sólida de sustentação para vitórias desportivas. Temos a firme intenção de voltar a investir no Sporting no futuro, reafirmando a nossa profunda convicção de que as SADs devem ser dirigidas por quem de facto investe e está disponível a participar de forma relevante na sua estrutura accionista, seguindo os melhores modelos das sociedades desportivas europeias”. Mas como aos idiotas analfabetos e atrasados mentais que são sócios do meu clube é preciso explicar tudo, para não deixar qualquer margem de manobra para um pensamento autónomo que sabemos, seguramente, resultar em trampa, eu explico o que é que isto quer dizer. Quer dizer que há um gajo que acha, razoavelmente, que os investidores externos devem mandar na SAD e que o problema da SAD é o peso excessivo que o clube tem na sua administração. Portanto, para mitigar esse peso, sem vergonha e de forma inclassificável, resolve concorrer à presidência desse mesmo clube. Recorde-se que não só o Sporting é muito mais do que a SAD como o presidente do Sporting Clube de Portugal tem a obrigação de defender os superiores interesses do Sporting Clube de Portugal. Não dos investidores, não dos bancos, não dos empresários. Do Sporting Clube de Portugal, que pode e deve colaborar com toda essa gente. Colaborar e fazer negócios não significa ser obediente aos interesses dos parceiros comerciais, alguns deles aliás de natureza bastante duvidosa. Não consigo explicar isto de forma mais clara aos ignorantes que pensam em votar no Baltazar. Agora vou de férias e só volto no dia 24. Estou farto desta merda, desta vergonha, do ridículo de ter consócios meus a pensar em votar nas pessoas que destruíram o clube e naqueles que procuram utilizar o clube para alimentar outras agendas. Encontramo-nos numa urna qualquer.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Negócios da China
De acordo com o jornal A Bola, a Sporting SGPS comprou 2.645.000 acções da SAD por 4.930.000 euros O que a notícia de A Bola não diz é a quem é que a SGPS comprou as acções e a que preço. Para isso temos que ir a O Jogo. Este informa-nos que a SGPS, o Sporting portanto, comprou as acções à Nova Expressão, do "sportinguista" Pedro Baltazar, em operação fora de bolsa. O que nenhum dos jornais refere é o valor de mercado das acções e o preço que o Sporting pagou por cada uma delas. Isto é, quanto é que nós, sócios do Sporting Clube de Portugal, pagámos pelas acções.
Pois bem, as acções da SAD andavam a ser negociadas aí na casa dos oitenta e poucos cêntimos. Mas eu, génio das finanças, fui fazer as complicadas contas e dividi os 4.930.000 euros pelas 2.645.000 acções. Deu 1.99. Isto é, o Sporting comprou as acções ao Baltazar a praticamente dois euros. Isto é, mais do dobro do preço de mercado. Não sei a quanto é o grande "sportinguista" - como disse em tempos um ilustre centurião (é ver nos arquivos da Roulote, amigos) - as comprou mas, com certeza, não deve ter perdido dinheiro. Aliás, segundo o DN, o negócio foi feito para o "sportinguista" (de acordo com o ilustre centurião, recordemos uma vez mais) Pedro Baltazar não perder 2,5 milhões de euros. Negócios da china é o que é. Investir sem riscos não é para todos. É só para alguns.
Fica assim definida a participação do clube na SAD nos moldes que abaixo se indicam. Vamos ver como as coisas evoluem nos próximos tempos.
No dia 3 de Dezembro de 2010 e pelo facto descrito no primeiro parágrafo desta comunicação, ao SCP passou a ser imputável, nos termos do art.º 20º do Código dos Valores Mobiliários, uma participação qualificada no capital social e direitos de voto da SPORTING SAD de 16.900.029 acções, correspondestes a 80,476 % do capital social e dos direitos de voto, por força de:
a) 13.441.222 acções de categoria B detidas pela SPORTING – SGPS, SA, correspondentes a 64,006% do capital social e direitos de voto;
b) 3.430.010 acções de categoria A detidas pelo SCP, correspondentes a 16,333% do capital social e direitos de voto;
c) 8.967 acções de categoria B detidas pelo SCP, correspondentes a 0,043% do capital social e direitos de voto;
d) 19.830 acções de categoria B detidas por membros dos órgãos de administração e de fiscalização do SCP e da Sporting SGPS, SA, correspondentes a 0,094% do capital social e direitos de voto.
Pois bem, as acções da SAD andavam a ser negociadas aí na casa dos oitenta e poucos cêntimos. Mas eu, génio das finanças, fui fazer as complicadas contas e dividi os 4.930.000 euros pelas 2.645.000 acções. Deu 1.99. Isto é, o Sporting comprou as acções ao Baltazar a praticamente dois euros. Isto é, mais do dobro do preço de mercado. Não sei a quanto é o grande "sportinguista" - como disse em tempos um ilustre centurião (é ver nos arquivos da Roulote, amigos) - as comprou mas, com certeza, não deve ter perdido dinheiro. Aliás, segundo o DN, o negócio foi feito para o "sportinguista" (de acordo com o ilustre centurião, recordemos uma vez mais) Pedro Baltazar não perder 2,5 milhões de euros. Negócios da china é o que é. Investir sem riscos não é para todos. É só para alguns.
Fica assim definida a participação do clube na SAD nos moldes que abaixo se indicam. Vamos ver como as coisas evoluem nos próximos tempos.
No dia 3 de Dezembro de 2010 e pelo facto descrito no primeiro parágrafo desta comunicação, ao SCP passou a ser imputável, nos termos do art.º 20º do Código dos Valores Mobiliários, uma participação qualificada no capital social e direitos de voto da SPORTING SAD de 16.900.029 acções, correspondestes a 80,476 % do capital social e dos direitos de voto, por força de:
a) 13.441.222 acções de categoria B detidas pela SPORTING – SGPS, SA, correspondentes a 64,006% do capital social e direitos de voto;
b) 3.430.010 acções de categoria A detidas pelo SCP, correspondentes a 16,333% do capital social e direitos de voto;
c) 8.967 acções de categoria B detidas pelo SCP, correspondentes a 0,043% do capital social e direitos de voto;
d) 19.830 acções de categoria B detidas por membros dos órgãos de administração e de fiscalização do SCP e da Sporting SGPS, SA, correspondentes a 0,094% do capital social e direitos de voto.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Fissuras
Já se sabia que a Nova Expressão, do "sportinguista" Pedro Baltazar - como o colocou, algures no passado, na caixa de comentários desta espelunca, um ilustre sportinguista que anda por aí a fazer-se a um tacho -, detentora de 11,667% do capital da SAD ia abandonar a sua posição na sociedade que gere o futebol do clube e o trata de canibalizar. Também se sabia que Baltazar era uma correia de transmissão de Joaquim Oliveira, dado que 90% do volume de negócios da Nova Expressão vem de empresas de Oliveira. O que não compreendo é o timing e as intenções da da saída. De qualquer forma, o bloco que conquistou a hegemonia no clube e na SAD começa a demonstrar fissuras. Diz o comunicado da Nova Expressão, estoicamente ignorado pelas edições online de toda a imprensa desportiva: "Constatamos que fizemos uma má avaliação da possibilidade de, no actual contexto, poder vingar um projecto empresarial que seja uma base sólida de sustentação para vitórias desportivas. Temos a firme intenção de voltar a investir no Sporting no futuro, reafirmando a nossa profunda convicção de que as SADs devem ser dirigidas por quem de facto investe e está disponível a participar de forma relevante na sua estrutura accionista, seguindo os melhores modelos das sociedades desportivas europeias”. Diz que saiu para viabilizar a reestruturação financeira e deixa a nota de que as SAD's "devem ser dirigidas por quem de facto investe". Ao contrário de nós aqui na Roulote, portanto. Nós achamos que a SAD deve acabar e que eles devem levar o investimento deles para outro sítio qualquer onde possam criar bolhas bolsistas. O comunicado é meio críptico, mas significa que as comadres se começaram a zangar. As implicações plenas deste acontecimento só se tornarão compreensíveis no futuro. Para já fica a nota. De qualquer modo, ficamos felizes: as únicas bolhas que gostamos são as dos pés.
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