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sexta-feira, 25 de março de 2011

Eu voto Conselho Fiscal Independente e Bruno de Carvalho

Não tenho nada a acrescentar às razões que o Paulinho Cascavel convoca para justificar o seu voto em Bruno de Carvalho. Apensas posso sublinhar a importância dos controlos e dos equilíbrios entre os diferentes órgãos sociais do clube. Por isso mesmo é que voto na Candidatura Independente ao Conselho Fiscal e Disciplinar. Porque me parece que a auditoria e o equilíbrio financeiro são fundamentais para escrutinar o passado e preparar o futuro, este é o voto mais importante para garantir que a lista de Bruno de Carvalho respeita, de facto, os compromissos que estabeleceu com os sócios durante a campanha eleitoral. Pelo perfil, pelo sportinguismo e pelas boas ideias, ainda que genéricas, que passou durante a campanha, vou dar o meu voto para a Mesa da AG a Abrantes Mendes, por quem Zeferino Boal desistiu. Para o Conselho Leonino, mais do apoiar a voz de José Eduardo, que certamente estará próxima de Bruno de Carvalho, mantenho a minha intenção de voto na AAS.

Para mim estas eleições apresentam um aspeto central: a rotura com o Projeto Roquette. Bruno de Carvalho parece-me ser o mais bem posicionado para efetuar essa rotura. Mesmo que compreenda e seja simpático a muitos dos argumentos que são apresentados a Norte de Alvalade, penso que é essencial que todos aqueles que têm lutado por uma mudança no Sporting converjam no seu sentido de voto. Os controles dos restantes órgãos sociais poderão, deverão e terão que ser garantia para que o clube sobreviva e a SAD permaneça das mãos dos sócios. Tenho pena que a campanha, apesar de apenas a ter seguido ao longe e de forma intermitente, tenha resvalado para o nome dos diretores desportivos, treinadores e para o chavascal de nomes que se ouviram nos últimos dias. No meio desta orgia de estupidez, certamente necessária para ganhar as eleições, Bruno de Carvalho foi o único candidato que assegurou a importância de garantir a maioria da SAD, a auditoria e o controle financeiro. Aliás, nesta orgia de nomes foi dos que menos seguiu a via futeboleira mais foleira, ainda que dela não tenha abdicado, coisa aliás que seria impossível de fazer. Mesmo assim, foi interessante ter uma massa associativa inteira a discutir o Projecto Roquette, as engenharias financeiras e os negócios (não desportivos) que foram feitos aos longo dos últimos anos. Mesmo que alguns (espero que não sejam muitos) não compreendam a importância do facto, temos pela primeira vez, na história do desporto em Portugal, a possibilidade de eleger listas independentes para os diferentes órgãos. Ainda não ganhámos as eleições mas já ganhámos qualquer coisa. Se houve muita coisa má na campanha também houve elementos positivos que devem ser destacados. Amanhã podemos matar o Projecto Roquette. Viva o Sporting!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Fim da linha

Antes do ressurgimento, vale a pena parar dois minutos para pensar no significado da demissão e Bettencourt e sobretudo no seu timing: três dias depois de concluída a operação financeira que ao longo dos últimos quatro anos tem sido considerada fundamental para dar um novo fôlego ao clube: "Depois de garantir a subscrição de um empréstimo obrigacionista no valor de 18 milhões, agora a SAD leonina viu subscritos na totalidade os Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC), em acções, a cinco anos, no valor de 55 milhões de euros." Depois de ter adquirido o Edífico Visconde para a sua empresa, ter vendido o Alvaláxia e depois de estar feito o escandaloso negócio da venda dos terrenos do antigo estádio Soares Franco concluiu que a sua missão no Sporting estava cumprida. A tarefa de encontrar um seguidor não foi fácil e a custo alguém conseguiu convencer um reticente Bettencourt a avançar. Não vale a pena estar agora a relembrar todas as peripécias que marcaram o mandato. Porém, com excepção do Ser Sporting, ninguém estranhou o timing da demissão e ninguém relembrou o facto de o clube não ter oficialmente a partir de amanhã mais nada para vender. A Academia já foi. As transmissões televisivas também. O património é passado. Em compensação os nossos credores (os bancos) assim como os nossos clientes (controlinveste) integram o conselho de administração da empresa que gere o nosso futebol. O trabalho está feito. Não há mais nada para vender. Se alguma vez alguém desconfiou que esta gente tinha um projecto o timing da demissão de Betencourt elucida, de vez, a natureza desse mesmo projecto. É pena que ela nunca tenha tido nada que ver com os interesses do Sporting. Vamos ver para onde vai Bettencourt exercer o seu ofício daqui a uns meses. Eu aposto que não volta para o Santander. Por sua vez, Rogério Alves, ou alguém do seu grupo, contactou há dois ou três meses um conhecido dirigente partidário e deputado à Assembleia da República para saber da respectiva disponibilidade para integrar o Concelho Leonino. Levou nega, mas nos bastidores as peças já se moviam há algum tempo. Era apenas uma questão de os negócios estarem feitos. Agora podem vir os pavões e os seus amigos palhaços.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O que é que a SAD dá ao clube?

Eu não sei, nem faço ideia. Sei que tem contribuído para o clube se afundar num passivo gigantesco, tem obrigado a alienar património de forma sucessiva e tem obrigado a acabar com outras modalidades. Eu pela minha parte, seguindo a questão colocada pelo Miguel do Sector B32, acho que talvez seja chegada a hora de discutir a hipótese de cortar a mesada à criança mal comportada, mal educada e arrogante e talvez colocarmos a possibilidade de doravante as quotas que os sócios do clube pagam passarem a ficar exclusivamente no clube.

quarta-feira, 11 de março de 2009

O Povo é sereno*

Estou com Dias da Cunha no apelo à calma. Não vale a pena neste momento estar a exigir cabeças nem penteados. Faltam 3 meses para as eleições. Soares Franco já disse que não se recandidata. Paulo Bento está em fim de contrato. A época de transferências vai abrir. O que é fundamental neste momento é pensar no que foram estes últimos 13 anos no Sporting. Quais foram as continuidades e rupturas dos últimos 3 com Soares Franco na presidência? O que é que queremos para o clube? Três meses é algum tempo. Depois é ter esperança que toda esta gente tenha vergonha na cara e não se candidate a coisa nenhuma e deixe o espaço para que visões alternativas para o clube apareçam. Estou tão enojado com isto tudo como toda a gente. Mas quem nos lê sabe que eu já ando farto disto há uns anos. Não é agora que me vou por armado em excitadinho, como se nada disto não fosse mais ou menos previsível. Deixo-vos com uma citação do site da SAD. É isto que temos de avaliar e decidir se queremos continuar a apoiar ou não:

As acções integradas neste novo ciclo ficaram conhecidas como “Projecto Roquette”, entendido globalmente como uma dinâmica de modernização do Clube em três frentes: a desportiva, com racionalização e valorização de meios através de formas actualizadas de funcionamento; a patrimonial, capaz de proporcionar a transformação de bens inertes em estruturas desportivas e multifuncionais rentáveis; e a organizacional, caracterizada pelo funcionamento de todo o Clube de forma inovadora, conjugando a dedicação com a profissionalização de acordo com as condições reais, valorizando o presente sem hipotecar o futuro.


É ter calma consócios. O Projecto Roquette morreu! Viva o Sporting Clube de Portugal!



* Acrescento às 13:17 - só agora é que vi que a Ofensiva já tinha utilizado a mesma expressão para titular o seu post. As desculpas pelo plágio involuntário.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Novas Expressões

Nova Expressão aumenta participação na SAD

A Nova Expressão SGPS, detida por Pedro Baltazar, aumentou para 10,245 por cento a sua participação no capital social e dos direitos de voto da Sporting SAD, numa operação que motivou a perda de qualquer participação na sociedade leonina por parte da Nova Expressão - Agência de Meios de Publicidade.


A operação foi concretizada no passado dia 5 e anunciada hoje pela Sporting - Sociedade Desportiva de Futebol, SAD, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Eis o comunicado na íntegra

«Nos termos e para efeitos do cumprimento da obrigação de informação que decorre do disposto no Artigo 17º do Código dos Valores Mobiliários, a Sporting, SAD informa ter recebido nesta data uma comunicação da Nova Expressão SGPS, S.A., através da qual tomou conhecimento do aumento da sua participação directa no capital desta Sociedade, através de uma transferência (fora de bolsa) de um lote de 1.419.500 de acções da sociedade Nova Expressão - Agência de Meios de Publicidade, SA, correspondente a 6,76% do capital e dos direitos de voto da Sporting, SAD.

Como resultado, a sociedade Nova Expressão SGPS, SA passou a possuir, desde o dia 5 de Junho de 2008, um total de 2.151.500 (dois milhões cento e cinquenta e um mil e quinhentas) acções representativas de 10,245% do capital social e dos direitos de voto, deixando a Nova Expressão, Agência de Meios de Publicidade SA, de deter qualquer participação no capital da Sporting - Sociedade Desportiva de Futebol, SAD.

Mais lhe foi comunicado que não houve qualquer alteração do total da participação de que já era imputável à Sociedade Nova Expressão SGPS, SA, nos termos do disposto no art. 20º do Código dos Valores Mobiliários e que o capital desta sociedade, com o número de pessoa colectiva nº 505218127 e sede no Beco do Grilo, nº 8, em Lisboa, é detido em 99,99% pelo Sr. Dr. Pedro Duarte de Almeida Teles Baltazar».

terça-feira, 27 de maio de 2008

O que hoje é verdade amanhã pode não o ser...

Amadeu de Lima Carvalho e a administração do Sporting.
Esta bela personagem, conhecida do mundo da judiciária e do ministério público, envolvido no caso da universidade independente, no qual esteve em prisão preventiva e acabou por sair (não é verdade que se tenha esgotado o prazo da prisão preventiva, isto é fabulação), também foi um óptimo consultor financeiro e imobiliário, pena que breve.
Quantos de nós não correríamos direitos à sua residência (perdão, empresa) e colocaríamos nas suas mãos a gestão do nosso património imobiliário? Eu claro! Ora foi o que fez o nosso GRANDE PRESIDENTE. Foi ter com este eminente e impoluto gestor, com uma larga experiência no ramo imobiliário. Ora como sabem, ou não, para quem não sabe ainda pode ver tudo aqui e aqui sobre esta firma Dignidade e Firmeza, unipessoal Lda, cuja única sócia era a esposa deste indivíduo e o gerente nomeado o mesmo que dá pelo nome de amadeu de lima carvalho.
Também nunca foi verdade que na altura amadeu era grande amigo do vice-reitor da universidade independente, o rui verde, e nunca foi verdade que o sogro de rui verde fosse um antigo administrador do BES (o tal banco que é sócio da firma em que o soares franco é administrador - a opway)
Portanto nada a suspeitar neste grande negócio para os interesses do nosso clube.
Mas eis que agora, aparece o mesmo amadeu a reclamar que nunca lhe pagaram os milhões prometidos no negócio (que pena que tenho deste verdadeiro sportinguista a tentar ganhar a seu pão com o Sporting).
Ora digam lá quantos de vós não iriam já pedir a este senhor para mediar os vosso negócios, só é pena que a tal firma tenha sido dissolvida após a conclusão do negócio, e o mundo ficou mais pobre.
Ora também não é verdade que desde que o barco se afundou (ou a universidade independente) o vice-reitor rui verde e o accionista amadeu se tenham zangado. Não é verdade que o rui verde e o amadeu estejam em partes opostas num processo a decorrer nas varas cíveis de lisboa sobre rios de dinheiro investidos ou emprestados entre eles. Com tudo isto, ainda vem amadeu afirmar que a sua licenciatura é tão verdadeira como a do primeiro-ministro... porque será que ele disse isso?
Com tudo isto o tal amadeu era na altura conhecido na praça como um solicitador e não como advogado que se intitulava, o que era verdade é que está registado no site da Ordem dos Advogados, e o que era verdade é que o reitor da extinta universidade e o secretário da mesma já disseram na comunicação social que o certificado de habilitações do amadeu era forjado.
Ora recapitulando, na altura do negócio o presidente da assembleia geral do Sporting era Bastonário da Ordem dos Advogados, ou não? E que a ser verdade a denúncia do ex-reitor e ex-secretário da universidade então não poderia amadeu estar inscrito como advogado, ou não? Alguma instituição oficial investigou?
Portanto nada a reclamar, tudo cristalino.
Agora com tudo isto e com o que já foi afiançado pelo luizinho sobre a AG de dia 28, só posso dizer que nunca poderia aprovar mais este projecto.
Não tenho qualquer confiança e tenho motivos para desconfiar, de tudo o que já foi feito e em que cada vez o Sporting está pior, logo tenho motivos para suspeitar que com isto as coisas não irão melhorar a médio prazo.
Posso resumir as minha dúvidas e certezas pelo comunicado da Associação de Adeptos Sportinguistas.
Posso também dizer que sem conhecer todos os dados, contractos e projectos actuais nunca será possível delinear um outro plano, mas como ontem o GRANDE PRESIDENTE afirmou, não poder dar esses dados por serem confidenciais e os estatutos não o permitirem, ou seja, candidatem-se e depois logo os vêem se ganharem!
E posso afirmar que sem uma auditoria externa de todo o projecto roquete, o qual soares franco nunca fez parte e sempre foi opositor, caindo agora de pára-quedas no clube, nunca será possível determinar com exactidão o que planear para o futuro.
Porém, o magnânimo presidente da assembleia geral, o que representa os sócios e não a administração do clube não incluiu tal pedido com as assinaturas na ordem de trabalhos, ou não será verdade?
Mas isto tudo pode um destes dias ser tudo verdade.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Tiro de partida

O processo de recolha de assinaturas para a convocação de uma assembleia geral extraordinária tem dado azo a uma série de iniciativas por parte da direcção do Sporting, e dos interesses que se movem à sua volta. Iniciativas que procuram não somente controlar os dados que uma Assembleia-Geral não controlada podem causar mas que tentam também esvaziar o acontecimento da sua inquestionável importância. Desde notícias sopradas para os jornais versando a aquisição dos passes de jogadores emprestados, passando pela instrumentalização de Sá Pinto, até à decisão de finalmente organizar o Congresso a Hidra não se tem poupado a esforços. Assim, hoje foi dado o tiro de partida oficial para as batalhas que se avizinham, nomeadamente as que respeitam a propriedade do Estádio e da Academia, a venda das acções da SAD e o aumento de capital. A direcção anunciou hoje uma Assembleia Geral a ter lugar no dia 30 de Maio. Na agenda encontram-se a apresentação do relatório de contas do terceiro trimestre deste exercício e a aprovação de um empréstimo obrigacionista de 20 milhões de euros que, se confiarem aqui no Zandinga, vai ser a desculpa para justificar a passagem do Estádio e da Academia para a SAD. De qualquer forma, é altamente aconselhável ler a notícia na Bola, já que mais uma vez revela as ambiguidades da relação entre clube e SAD. A SAD do Sporting é que vai pedir o empréstimo, que tem de ser aprovado em sede de Assembleia Geral, mas o relatório de contas vai ser apresentado aos accionistas... Ou a notícia está mal redigida, hipótese não desprezável, ou...