O pior está para vir. É que Paulo Sérgio é um treinador que, antes de iniciar funções, vem já com o ferrete de ser a escolha possível e mais baratinha.
Não digo que não seja legítimo optar pelo possível e escolher o mais em conta. Não sei se é possível, não sei se há guito, de facto, para contratar um nome desses que está na posta anterior. Mas, ao cair assim desta forma totalmente desastrada no universo Sportinguista, o Paulo Sérgio vem já com uma enorme carga extra contra a qual terá de lutar. Uma carga que condiciona logo à partida a sua actuação e limita a sua autoridade perante os jogadores, o director do futebol, o "team manager", etc. Toda aquela pandilha que pode fazer a folha a quem quiser, se a deixarem...
Sérgio vem de fora, entra como joker, vai ter enorme dificuldade em se livrar dessa aura e isso vai dificultar ou impossibilitar mesmo o seu trabalho. Até pode ser um tipo formidável, competente e capaz de tomar decisões acertadas. Mas, já está tudo inquinado portanto. Ainda estamos em Abril da época anterior e já está pronto a estrear o "Carlos Carvalhal Episode 2". Um filme do mesmo realizador de "Carlos Carvalhal Episode 1" e do blockbuster "Paulo Bento Forever" .
Falemos do realizador, portanto.
Revela precipitação, falta total de maturidade, um voluntarismo pateta e uma insipiência espantosa. Cada tiro, cada espalhanço. Deve ser isto que ele tinha em mente quando se referiu a copiar o modelo do FCP...
Não vai de certeza ganhar o Oscar. Certezas só a de que, como disse no princípio, o pior está para vir. A menos que... Bom, a menos que os Sportinguistas dêem um murro na mesa e gritem BASTA!
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terça-feira, 20 de abril de 2010
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Uma coisa que corre bem
Sobre o futebol da equipa ainda não tenho muito a dizer. Da mesma forma que praticamente não escrevi sobre o futebol de Paulo Bento desde a final da Taça da Liga com o Vitória de Setúbal, acho que ainda é cedo para conclusões definitivas sobre Carvalhal, embora as melhorias sejam evidentes e o homem tenha conseguido comprar o meu crédito (depois de ter desesperadamente amaldiçoado a sua contratação) não apenas com vitórias mas também com melhorias estéticas e tácticas. Enfim, a coisa não corre mal para já.
O que felizmente correu mal foi a contratação de Ruben Micael. Um primeiro erro foi a reaproximação do Sporting ao Nacional. O segundo foi não termos cortado imediatamente as negociações quando a coisa saiu para a praça pública. Em terceiro lugar continuo a achar que o que se pedia por ele era demasiado. De qualquer forma, e mesmo que as contratações de Pongolle e João Pereira (continuo a achar que não é jogador para o Sporting) não me entusiasmem grandemente, a ideia de ter Pedro Mendes, mesmo que por 1,5 milhões, agrada-me de de sobremodo. Um jogador experiente e experimentando, com capacidade de jogar na posição mais recuada do meio-campo, mas também na transição, cheio de força e capacidade de encher o campo, bom nas aberturas e mudanças de flanco e fisicamente poderoso. É o complemento ideal para os jovens da academia e garantia desde já uma solução para uma eventual saída de Moutinho ou Veloso no final da época. Esta sim, seria uma excelente contratação.
Ah, e claro, atirei foguetes quando soube da recusa da proposta por Izmailov. Esse nem sequer é de negociar. Nem por 10 milhões, muito menos por 8. É daqueles que tem de ficar mais meia-dúzia de anos e ganhar coisas.
O que felizmente correu mal foi a contratação de Ruben Micael. Um primeiro erro foi a reaproximação do Sporting ao Nacional. O segundo foi não termos cortado imediatamente as negociações quando a coisa saiu para a praça pública. Em terceiro lugar continuo a achar que o que se pedia por ele era demasiado. De qualquer forma, e mesmo que as contratações de Pongolle e João Pereira (continuo a achar que não é jogador para o Sporting) não me entusiasmem grandemente, a ideia de ter Pedro Mendes, mesmo que por 1,5 milhões, agrada-me de de sobremodo. Um jogador experiente e experimentando, com capacidade de jogar na posição mais recuada do meio-campo, mas também na transição, cheio de força e capacidade de encher o campo, bom nas aberturas e mudanças de flanco e fisicamente poderoso. É o complemento ideal para os jovens da academia e garantia desde já uma solução para uma eventual saída de Moutinho ou Veloso no final da época. Esta sim, seria uma excelente contratação.
Ah, e claro, atirei foguetes quando soube da recusa da proposta por Izmailov. Esse nem sequer é de negociar. Nem por 10 milhões, muito menos por 8. É daqueles que tem de ficar mais meia-dúzia de anos e ganhar coisas.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
À atenção de Carvalhal
Em 13 de Agosto de 2009, JEB, via twitter (entretanto deixou de usá-lo) enviava uma mensagem dirigida a Nuno Mourão, autor do site sporting apoio: «importante puxar pelo matias jornais tao a mata lo grande jogo contra a dinamarca sl».
Será que agora JEB já mudou de pensamento? Ou por não serem os jornais, já ninguém quer matar o Matias?
Actualmente só vejo uma maneira de os sportinguistas puxar pelo Matias. Será quando ele entrar, por volta do minuto 90 para queimar tempo, fazerem uma grande festa.
Será que agora JEB já mudou de pensamento? Ou por não serem os jornais, já ninguém quer matar o Matias?
Actualmente só vejo uma maneira de os sportinguistas puxar pelo Matias. Será quando ele entrar, por volta do minuto 90 para queimar tempo, fazerem uma grande festa.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
A ruptura (ou não)
No que era suposto ser uma linha de continuidade muita coisa mudou. Sairam Carlos Freitas, Soares Franco, Pedro Barbosa e Miguel Ribeiro Telles (as principais figuras dos últimos anos). Já aqui tínhamos referido a solidariedade entre os membros da anterior equipa de gestão do clube e da SAD. Com ferros mataram Dias da Cunha, Meireles e Peseiro, com ferros, mas devagar, morreram às mãos da equipa de Bettencourt.
Neste contexto o que parece ser estrutural no SCP e na SAD não é a troca de treinador. Esta mais parece ser uma consequências das guerrilhas internas, onde Sá Pinto, Nobre Guedes (não esqueçamos que foi o arquitecto da operação financeira que Soares Franco propôs aos sócios) e Salema Garção, para quem se inventou uma nova função no futebol mundial, apenas e só (provavelmente) para o prendar pelos serviços prestados, ocupam os lugares vagos.
Isto é, acabámos de assistir sob o manto da continuidade a mais um golpe palaciano no lugar de Alvalade. As consequências desportivo-financeiras ainda estão por apurar. O projecto de Soares Franco passou numa versão um pouco mais moderada. Acredito que rapidamente, antes do final do mandato, vamos ter a conclusão do projecto financeiro de Soares Franco, embora liderado por outros e beneficiando, com certeza, outros interesses alheios ao SportingCP. Na comunicação o suposto carisma e a entrada à bravo da quinta foi um desastre, que se resolveu com silêncio e dinheiro. Dinheiro que está a ser gasto à bruta. Sobre a política contratações haverá mais para dizer no futuro. A impressão com que fico, das contratações concretas, é que depois de reforços de qualidade duvidosa, para os preços pagos, algo que torna patente não somente o desespero desportivo mas também a falta de conhecimento do mercado e de capacidade negocial, o peso de um falhanço estará nas mãos de Carvalhal. Ou seja, embora mal e porcamente gastos, os 10 ou 15 milhões que agora se vão estoirar garantem uma almofada de segurança à direcção numa época desportiva desastrosa e possibilitam as operações financeiras que todos aguardamos com a expectativa do costume.
E para acabar, mais uma frase feita: é preciso que algo mude para que tudo possa continuar na mesma.
Neste contexto o que parece ser estrutural no SCP e na SAD não é a troca de treinador. Esta mais parece ser uma consequências das guerrilhas internas, onde Sá Pinto, Nobre Guedes (não esqueçamos que foi o arquitecto da operação financeira que Soares Franco propôs aos sócios) e Salema Garção, para quem se inventou uma nova função no futebol mundial, apenas e só (provavelmente) para o prendar pelos serviços prestados, ocupam os lugares vagos.
Isto é, acabámos de assistir sob o manto da continuidade a mais um golpe palaciano no lugar de Alvalade. As consequências desportivo-financeiras ainda estão por apurar. O projecto de Soares Franco passou numa versão um pouco mais moderada. Acredito que rapidamente, antes do final do mandato, vamos ter a conclusão do projecto financeiro de Soares Franco, embora liderado por outros e beneficiando, com certeza, outros interesses alheios ao SportingCP. Na comunicação o suposto carisma e a entrada à bravo da quinta foi um desastre, que se resolveu com silêncio e dinheiro. Dinheiro que está a ser gasto à bruta. Sobre a política contratações haverá mais para dizer no futuro. A impressão com que fico, das contratações concretas, é que depois de reforços de qualidade duvidosa, para os preços pagos, algo que torna patente não somente o desespero desportivo mas também a falta de conhecimento do mercado e de capacidade negocial, o peso de um falhanço estará nas mãos de Carvalhal. Ou seja, embora mal e porcamente gastos, os 10 ou 15 milhões que agora se vão estoirar garantem uma almofada de segurança à direcção numa época desportiva desastrosa e possibilitam as operações financeiras que todos aguardamos com a expectativa do costume.
E para acabar, mais uma frase feita: é preciso que algo mude para que tudo possa continuar na mesma.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Insane in the brain
O delírio e a loucura continuam a ter lugar cativo em Alvalade. De entre os muitos episódios que marcam o quotidiano do clube não consigo ainda identificar um padrão que nos indique se vamos ou não no bom caminho. Izmailov está de volta. É o regresso do jogador mais consistente, profissional e talvez mesmo mais criativo do plantel. Só não digo o mais versátil porque aí encontra concorrência de Miguel Veloso (já lá vamos) e João Moutinho. Soijkovic também foi integrado na convocatória, o que parece ser mais um sinal do modus operandi de Carvalhal neste seu início de Sporting. Parece que o homem está a contar com a vingança de alguns dos ostracizados por Paulo Bento (ainda não começou a resultar a revolta). Finalmente, a integração de Rabiu Ibrahim no plantel. O que se tem passado com o jovem é uma vergonha e o próprio empresário do jogador, que tem dado ao Sporting toda a prioridade nas negociações, já veio dizer que o Paulo Bento não sabia o que fazia. No plano táctico não posso deixar de destacar a segurança nas bolas paradas defensivas, com o fim da marcação homem a homem e a implementação de uma marcação há zona. Uma outra inovação táctica parece ser, como agora se diz, o bloco defensivo mais subido. Ao longo de toda a partida de hoje a equipa tentou pressionar o adversário logo à saída da sua área e e a defesa esteve bastas vezes colada à linha de meio-campo. Respect.
A demência, porém, também tem bilhete de época. A coisa mais irritante no futebol do Sporting é a obstinação de João Moutinho em marcar as bolas paradas. Já se percebeu que para aquilo o moço não tem jeito e mesmo quando o Matias se tenta timidamente chegar ao pé da bola o Moutinho arma-se em cagão e despacha o Matias, esse sim um verdadeiro especialista. Por outro lado, e ao contrário do que se diz na vizinhança, não assistimos hoje a um regresso do losângulo, infelizmente. A questão das tácticas tem muito pouco que ver com desenhos calcificados, e nem mesmo nesse plano hoje tivemos losângulo. Na primeira parte, e no meio de alguma desordem táctica, o Sporting jogou num claro 4-4-2 clássico, embora demente e até mesmo estúpido, atendendo às características dos jogadores que iniciaram a partida. Moutinho esteve sempre ao lado de Adrien no centro do terreno. Matias e Veloso andaram perdidos pelas linhas durante o tempo em que resolveram seguir as indicações de Carvalhal. É certo que um jogador mais do que uma posição no terreno é um conjunto de caractíticas que o treinador procura colocar ao serviço do colectivo. Veja-se o debate em torno de Gerard na selecção inglesa. Porém, nem Veloso, nem Matias reúnem as características necessárias para jogar nas alas. Carvalhal, em vez de tentar adoptar rupturas forçadas, faria muito bem se procurasse potenciar o losângulo enquanto trabalha o novo esquema táctico. As dinâmicas colectivas e o aproveitamento de todo o potencial dos jogadores deveriam ser mais importantes para o novo treinador do que supostas rupturas ideológicas com as fantasias tácticas reificadas do seu antecessor. O que se assistiu durante boa parte do jogo em Alvalade foi patético, e não estou a falar do Pedro Silva. Mesmo no momento das substituições, a insistência em Adrien em detrimento de Pereirinha ( o que faria sentido num 4-4-2 clássico) abrindo as alas a mais um extremo, depois da entrada de Izmailov, já cheirou à nossa bem conhecida teimosia.
Quero dar o benefício da dúvida a Carvalhal mas depois do que hoje se assistiu em Alvalade não é fácil. O pior não foi nem o resultado nem a exibição. O mal esteve noutro lado.
A demência, porém, também tem bilhete de época. A coisa mais irritante no futebol do Sporting é a obstinação de João Moutinho em marcar as bolas paradas. Já se percebeu que para aquilo o moço não tem jeito e mesmo quando o Matias se tenta timidamente chegar ao pé da bola o Moutinho arma-se em cagão e despacha o Matias, esse sim um verdadeiro especialista. Por outro lado, e ao contrário do que se diz na vizinhança, não assistimos hoje a um regresso do losângulo, infelizmente. A questão das tácticas tem muito pouco que ver com desenhos calcificados, e nem mesmo nesse plano hoje tivemos losângulo. Na primeira parte, e no meio de alguma desordem táctica, o Sporting jogou num claro 4-4-2 clássico, embora demente e até mesmo estúpido, atendendo às características dos jogadores que iniciaram a partida. Moutinho esteve sempre ao lado de Adrien no centro do terreno. Matias e Veloso andaram perdidos pelas linhas durante o tempo em que resolveram seguir as indicações de Carvalhal. É certo que um jogador mais do que uma posição no terreno é um conjunto de caractíticas que o treinador procura colocar ao serviço do colectivo. Veja-se o debate em torno de Gerard na selecção inglesa. Porém, nem Veloso, nem Matias reúnem as características necessárias para jogar nas alas. Carvalhal, em vez de tentar adoptar rupturas forçadas, faria muito bem se procurasse potenciar o losângulo enquanto trabalha o novo esquema táctico. As dinâmicas colectivas e o aproveitamento de todo o potencial dos jogadores deveriam ser mais importantes para o novo treinador do que supostas rupturas ideológicas com as fantasias tácticas reificadas do seu antecessor. O que se assistiu durante boa parte do jogo em Alvalade foi patético, e não estou a falar do Pedro Silva. Mesmo no momento das substituições, a insistência em Adrien em detrimento de Pereirinha ( o que faria sentido num 4-4-2 clássico) abrindo as alas a mais um extremo, depois da entrada de Izmailov, já cheirou à nossa bem conhecida teimosia.
Quero dar o benefício da dúvida a Carvalhal mas depois do que hoje se assistiu em Alvalade não é fácil. O pior não foi nem o resultado nem a exibição. O mal esteve noutro lado.
domingo, 15 de novembro de 2009
No aproveitar é que está o ganho
O Carvalhal vai sempre aparecer como segunda escolha. O processo de contratação do novo treinador foi tão mal conduzido --como foi aliás o processo com o treinador anterior-- que a imagem que ficará sempre dele é esta. Vamos ver como Carvalhal vai conseguir lidar com tudo isto. Não é um bom começo e compromete, de certa forma, o seu trabalho logo à partida.
No que respeita ao Sporting e à sua condução tudo tem sido até agora feito com os pés e tresanda a amadorismo. E, no entanto, há uma legitimidade inequívoca neste presidente e foi-lhe dado um aval tácito para agir.
Dito isto, espero que Carlos Carvalhal tenha todo o sucesso do mundo e que este presidente recoloque o Sporting nos carris do sucesso. Espero que saiba ganhar bom senso e que cumpra o papel de um Presidente do Sporting, aglutinando os sportinguistas, pondo fim a divisões, que pacifique, reforme e proceda a uma gestão correcta do Clube. É para isso que foi eleito e é para isso que recebe o ordenado.
Como Presidente da Direcção do Sporting JEB tem sido um total desastre. A partir daqui chega de marialvices e emotividade barata e, sobretudo, de amadorismo.
JEB, tens uma chance mais. Aproveita-a!
No que respeita ao Sporting e à sua condução tudo tem sido até agora feito com os pés e tresanda a amadorismo. E, no entanto, há uma legitimidade inequívoca neste presidente e foi-lhe dado um aval tácito para agir.
Dito isto, espero que Carlos Carvalhal tenha todo o sucesso do mundo e que este presidente recoloque o Sporting nos carris do sucesso. Espero que saiba ganhar bom senso e que cumpra o papel de um Presidente do Sporting, aglutinando os sportinguistas, pondo fim a divisões, que pacifique, reforme e proceda a uma gestão correcta do Clube. É para isso que foi eleito e é para isso que recebe o ordenado.
Como Presidente da Direcção do Sporting JEB tem sido um total desastre. A partir daqui chega de marialvices e emotividade barata e, sobretudo, de amadorismo.
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