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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Manchester United na bolsa de Nova Iorque

Os caminhos que o grande exemplo dos autores do Projecto vai seguindo, no dia que em rebentou um conflito entre os accionista do Arsenal a propósito da saída de Van Persie. E para quem se esqueceu, ou não ligou, vale a pena ver o que é que está a acontecer em Glasgow com o Ranger reconstituído.

United's debt, loaded on in 2005 for nothing more constructive than the Glazers' takeover itself, remains a sorry £423m burden, even after the club has paid out more than £500m interest, bankers' fees and charges, to service it.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Da gestão mercantil ou a morte do desejo

Não vou para já falar no fartote que têm sido estes últimos dias para toda a gente, menos para nós, claro está. Nem sequer na legitimidade destes corpos sociais demissionários para desenvolver operações deste nível. O que não posso deixar de sublinhar é a irracionalidade económica das decisões dos grandes gestores que têm vindo a gerir o Sporting Clube de Portugal e a sua SAD. Penso, por exemplo, no lado esquerdo e peço desculpa àqueles que já apanharam com este exemplo, mas parece-me paradigmático. No Verão de 2000, depois de termos sido campeões era preciso tomar decisões: De Franceschi (um grande bem hajas), fica ou sai? O jogador custava 400 ou 500 mil contos. Na pior das hipóteses 2,5 milhões de euros. Os nossos brilhantes gestores acharam que não valia a pena. Depois da época começar em descalabro, resolvem, em Janeiro, dar 7 milhões por um jovem chileno de seu nome Rodrigo Tello. Depois de muito penar, ao fim de uns anos, o jovem finalmente começou a jogar à bola, tanto no meio-campo como na defesa. Chegados aos seus 27 anos (ou 26 ou 28, não interessa) e ao fim de sete anos no clube, o jovem quer duplicar o seu salário de 25 para 50 mil euros por mês - recorde-se que o tecto salarial andava pelos 75 mil. A direcção entende que não, não valia. Logo a seguir e naquele verão, para poupar uns, vá, 25 mil euros vezes 14 vezes 4, isto é, cerca de 1,4 milhões de euros ao longo de quatro anos por um jogador adaptado, experiente, regular, sem ser genial, e com sete anos de casa, vai buscar Leandro Grimi, jovem promessa argentina por 3,5 milhões de euros, sem contar com salários. O resultado é o que todos conhecemos. Para compensar esse fiasco, vai buscar um jogador, Evaldo, regular e sem rasgo que custou mais 3 milhões. Poderíamos também dar o exemplo da forma como a poupança com Derlei resultou na contratação, mais uma vez em Janeiro, de Pongolle, e poderíamos multiplicar os exemplos. A verdade é que no último ano e meio o Sporting vendeu cerca de 25 milhões de euros de jogadores e comprou cerca de 27 milhões. Alguém consegue dizer que a equipa está mais forte? Trocar o certo pelo incerto, depois de uma poupança de alguns milhares de euros na folha salarial tem sido a regra da filosofia de miséria que obstinadamente a pandilha do Roquette insiste em seguir. Um clube sem esperança, sem expectativas, sem rumo e sem ambição que é objecto de chacota mundial é o resultado desta política: o triunfo da mediocridade mercantil sobre uma instituição centenária. Continuaremos ao longo dos próximos dias a chicotear o cadáver. Pena que esse cadáver seja do nosso clube.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Do Norte para o Sul de Inglaterra

Jim Riordan escreve sobre a falência do Portsmouth.

A football club is far more than those that run and ruin it. The club represent the community, thousands upon thousands of fans throughout the world. Like virtually no other club, Pompey embodies the passion, hopes and companionship of a tight-knit, working-class community that regards the club as theirs. In desperation, these real fans sing "Portsmouth till I die!" and "Please don't take my Portsmouth away". So when the FA does FA for FA (Fans Always), remember that we will not let our club die.

Para quem não sabe, Jim Riordan é uma daquelas personagens que talvez só século XX pudesse ter inventado. Uma personagem se não tão brilhante como o nosso Cândido de Oliveira, pelo menos com uma vida igualmente atribulada e incrivelmente rica. Riordan foi o primeiro europeu do lado de cá da cortina de ferro a jogar na Rússia, no Spartak de Moscovo. Embora não tenha jogado muito, dado que estava na Rússia também por outros motivos. Tornou-se historiador do desporto, tendo publicado numerosas obras sobre a história do futebol russo e sobre futebol e relações internacionais. Escreveu também o Match of Death. Um livro sobre um jogo que decorreu em 1941 na Ucrânia invadida pelos Nazis. Um jogo onde o futebol não era, como diria Shankly, mais importante que a vida ou a morte. Era mesmo, literalmente, uma questão de vida ou morte. Esteve em Lisboa em 2006 para uma conferência e é maluquinho pelo Portsmouth.

De volta à base

É certo que andamos todos nas nuvens: bom jogo, vitória, Yannick a conseguir fazer recepções de bola, o Izmailov que fica (que grande notícia), o Costinha que pode eventualmente correr bem...enfim, estão a ser dois ou três dias sem desastres, acidentes ou catástrofes. Ainda assim, vale a pena ler a notícia sobre o protesto dos adeptos do Manchester United amanhã, no contexto da final da Taça da Liga contra o Aston Villa. Mesmo com o tricampeonato e duas finais e uma vitória na Liga dos Campeões os adeptos do United contestam a gestão do seu clube. O plano é tentar transformar a empresa num clube desportivo. Amanhã a maior parte dos adeptos do MU presentes no estádio vão levar cachecóis verdes e amarelos, uma alusão ao Newton Heath, um clube formado por trabalhadores dos caminhos de ferro que esteve na origem do Manchester United. De volta à base.



It will, surely, be the first time in football history that fans choose a showpiece final to protest en masse against their club's owners, and that signifies the remarkably educated nature of this United fans' campaign. The half-hearted argument that they have nothing to demonstrate about given three Premier League championships, a Champions League trophy and now yet another Wembley final since the Glazers bought the club in 2005, is having no impact.

sábado, 23 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Recomeça o circo

Depois de os parceiros Sul-Africanos da Academia do Sporting terem comprado um milhão de euros de acções do clube, de se ter começado novamente a falar na venda de capital do clube, é agora altura de submeter novamente a AG a passagem da Sporting Comércio e Serviços do Clube para a SAD. Parece que a nova táctica está encontrada: é partir a proposta em bocados para reduzir o seu impacto e ao mesmo tempo realizar pequenas assembleias sem o circo mediático e as discussões que uma Assembleia no Pavilhão Atlântico implica.
A Última Roulote vai lá estar e vai votar NÃO! Quanto aos argumentos, não vale a pena chover sobre o molhado. Está tudo nos arquivos e não me apetece repetir tudo de novo, da mesma forma que acho que já não há muito a dizer sobre a qualidade do futebol e sobre os resultados ou ainda sobre a gestão desportiva (veja-se o caso Ibrahim).
Fica a convocatória para a AG, para ninguém ser apanhado de surpresa:


Convocatória Assembleia Geral


Informam-se os Sócios do Sporting Clube de Portugal que a Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal convocada para o próximo dia 13 de Outubro de 2009, pelas 20.00 horas, se realizará na sede do Clube mas no Piso 3 do Estádio José Alvalade (Edifício Multidesportivo), uma vez que razões operacionais impedem que a mesma se realize no Auditório, conforme indicado no aviso convocatório.

Lisboa, 7 de Outubro de 2009

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral

José Eugénio Dias Ferreira

CONVOCATÓRIA
Assembleia Geral


Nos termos do disposto nos artigos 51 alínea b), 34 n.º 4 dos Estatutos, convoco a Assembleia Geral comum do Sporting Clube de Portugal para reunir ordinariamente no dia 13 de Outubro de 2009, pelas 20 horas, no Auditório do Estádio José Alvalade, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

Ponto Um: Discutir e votar o relatório de gestão e as contas respeitantes ao exercício findo em 30 de Junho de 2009, bem como o relatório e parecer do Conselho Fiscal e Disciplinar.

Ponto Dois: Discutir e votar a transmissão para a Sporting Sociedade Desportiva de Futebol, SAD da participação social detida pelo Clube na Sporting Comércio e Serviços, SA.

Nos termos do artigo 53.º, número 2, dos Estatutos, a Assembleia Geral reunirá, em primeira convocação, às referidas 20.00 horas do dia 13 de Outubro de 2009, se se encontrar presente a maioria absoluta dos sócios com direito de voto. Caso tal presença não se verifique e de harmonia com a mesma disposição estatutária, a Assembleia fica desde já convocada, com a indicada Ordem de Trabalhos, para as 20h30 do referido dia 13 de Outubro de 2009, reunindo nessa altura seja qual for o número de sócios presentes.
Em conformidade com o disposto no artigo 20.º, número 1, alínea d) e do número 3 do artigo 34.º dos Estatutos, os documentos respeitantes ao Ponto Um da Ordem de Trabalhos, estarão à disposição dos sócios, para consulta, no Centro de Atendimento e durante as horas de expediente a partir do oitavo dia anterior à data designada para a realização da Assembleia Geral ora convocada.
De harmonia com o estabelecido no artigo 20.º, número 1, alínea a) e número 2, bem como no artigo 43.º dos Estatutos, podem estar presentes todos os sócios no gozo dos seus direitos, com o pagamento da quota relativa ao mês de Setembro de 2009, podendo, porém, participar nos debates e votar, apenas os sócios efectivos admitidos na categoria há pelo menos doze meses.


Lisboa, 28 de Setembro de 2009

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral

José Eugénio Dias Ferreira

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O clube empresa

Ainda o caso do Liverpool. As vantagens, ou não, de termos um clube que pode ser comprado e vendido na praça pública. É isso que a SAD é: uma empresa que pode ser comprada e vendida.
Em Liverpool os adeptos estão a tentar comprar o seu clube. Nós por cá estamos à beira de vendê-lo.

The Club seems to be at a crossroads. It will either continue to be owned by a group of distant people with an eye on the bottom line, driven by the need to pay off colossal debts, or owned by the community, like Barcelona or Bayern Munich

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Lucky me


No seguimento da notícia a que se referiu o Valcx, na posta mesmo aqui em baixa, vale a pena atentarmos no caso Abramovich: parece que com a crise o senhor está indeciso entre vender o clube ou o iate. Parece que ambos valem mais ou menos a mesma coisa. Coisas do valor de troca. O engraçado nisto é que a orgia de contratações que aparentemente o senhor tem patrocinado foi feita com empréstimos, do próprio e sem juros, claro está. Assim. se o senhor vender o clube por 200 milhões os 700 de passivo ficam lá à mesma e têm de ser pagos, sem juros, como é evidente.
A roulote deseja-vos uma boa crise e uma próspera nova SAD.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Merchadising

Como um problema não vem só, junta-se mais este da TBZ.
A empresa que geria o marketing e loja do Sporting apresentou judicialmente um plano de recuperação financeira (ou seja apresentou-se no tribunal do comércio em estado de pré-falência),e assim consegui um prazo mais dilatado para pagar as suas dívidas sem que lhe avancem mais penhoras como a que foi noticiada e que levou ao arresto do bens que tinha em armazém (material do Sporting, Porto e Benfica, entre outros). Esta empresa estava na moda quando há cerca de dois anos assinou contrato com o Real Madrid, contrato esse que foi denunciado pelos madrilista com o fundamento de falta de garantias bancárias.
Agora o tipo que gere a TBZ vem dizer que andam a reduzir nos custos (ou seja não geram dinheiro suficiente para pagar os custos que têm), e além de entregarem a loja do Sporting vão também devolver a exploração do bingo do Sporting. O que acho preocupante é quando se afirma que "foram renegociados em baixa os contratos com o Sporting, Porto e Académica" - isto quer dizer que o Sporting vai passar a receber menos dinheiro?
O bingo que lhes dava prejuízo vai ser devolvido ao Sporting?
Não sou muito dado a economia e finanças mas o bingo só deu lucro quando era gerido por gestores incompetentes, desde que passou a ser gerido por gestores competentes só deu prejuízo - será que estes gestores qualificados de empresa eram capazes de gerir um clube pequeno, tipo Estoril, sem o levar à falência? (ok má escolha, escolham outro clube que seja bem gerido nas mãos de gestores de empresas competentes).
Eu quero muito enganar-me, mas já estou a ouvir numa próxima AG, que isto está pior, que a culpa é da falta de militância e que ficou agravado com as taxas de juro (estão a descer, mas já foi negociado o spread e o não sei mais o quê), o Alvaláxia não dá por causa da crise (todos os dias é notícias de Shoppings a fechar em Portugal), e as camisolas do Sporting não se vendem devido ao 11 de Setembro, e o Bingo só dá prejuízo porque as pessoas deixaram de jogar (como se sabe os Portugueses nem estão na lista dos que mais jogam a nível europeu e mais tomam prozac) como se vê pelos bingos e casinos a fechar portas.
Mas aguardo os comentários dos especialistas em economia e gestão para me garantir que isto é tudo uma ilusão, que na realidade isto fica tudo na mesma e que esta cena da TBZ vai ser bom para o Sporting, que agora é que vamos ganhar dinheiro.


terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ao Sol e à sombra

A história do futebol é uma triste viagem do prazer ao dever. À medida que o desporto se fez indústria, ele foi acabando com a beleza que nasce da alegria de jogar porque sim. Neste mundo de fim-de-século, o futebol profissional condena o que é inútil, e é inútil o que não é rentável. A ninguém dá de ganhar essa loucura que faz com que o homem seja criança por um pouco, jogando como joga a criança com o balão e como joga o gato com o novelo de lã, bailarino que dança com uma bola leve como o balão que vagueia pelo ar e como o novelo que rola, jogando sem saber que joga, sem motivo e sem relógio e sem árbitro.