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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Terrorismo financeiro

Aquilo que Ricciardi e os seus amigos não conseguiram nas urnas procuram conquistar por via da força. Depois de terem levado o clube a uma situação financeira insustentável preparam-se agora para uma longa e já esperada campanha de sabotagem económica e financeira. Desconheço os termos exactos em que decorreram as negociações e o conteúdo das exigências que estão a ser feitas à nova direcção do Sporting Clube de Portugal. Presumo que em jogo estejam três coisas. Por um lado, impedir por todos os meios a auditoria de gestão que foi desejada por quase 65% dos votos nas últimas eleições, somados os valores das votações da lista de Bruno de Carvalho e da Lista Independente para o Conselho Fiscal. Em segundo lugar, tomar pela força pelo menos a SAD. Em terceiro lugar, forçar uma situação de instabilidade a tal ponto que a nova direcção não possa concretizar o seu programa, saindo assim rapidamente descredibilizada.

No momento do voto, não tinha ilusões sobre este cenário. Esperava talvez que demorasse um pouco mais a concretizar-se. Mas Daniel Sampaio avisou rapidamente que a Hidra queria regressar ao poder em três meses. Mais do que no terreno desportivo o futuro do Sporting vai-se decidir nos próximos meses no campo económico e financeiro. Entre o NOSSO clube e os jogadores, treinadores, dirigentes e instalações, não tenho dúvidas de que o fundamental será salvar o Sporting da rede de interesses e parasitas que o colonizaram desde 1995. Se a situação chegar a um ponto em que a recém-eleita direcção do Sporting se veja obrigada a suspender o pagamento da dívida terá todo o meu apoio. Nós podemos ficar sem o Bruma, o Patrício, o Estádio e a Academia. Eles ficam com o nosso ódio eterno e 400 milhões na mão. O core-tier 1 talvez saia prejudicado. Haja coragem para enfrentar o terrorismo bancário. Eles não me desprezam mais do que eu os desprezo a eles.

A confirmar-se este cenário, a única resposta que Bruno de Carvalho pode dar, e aquilo que espero que ele faça logo à tarde, é anunciar uma auditoria de gestão. Nós vamos para os distritais, eles vão presos. Puta que os pariu! Aqui não mandam mais.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Amanhã vai ser assim?


Caros consócios,
Epá! Vão-se mas é encher de moscas!! Esta merda assim não vai lá!!  Vai fazer uns dez anos que eu me expressei assim e me questionei de como era possível vender-se a preço de saldo e em poucas semanas o Quaresma e a maior pérola que passara pelas camadas jovens que rumando a Manchester jamais poderia dar-nos as justas alegrias e quantias. Eram também os primeiros dias no novo estádio. Muitas lojas, serviços e um novo bingo meio americanizado, meio amaricado (como o novo hino que quiseram impingir). Sem tartan, sem pavilhão nem sala de sócios mas com cobertura da chuva, estacionamento  e vigilância. Pus-me então à procura da resposta àquela pergunta. Desde aí pus-me mais vigilante, crítico e exigente. Aos poucos percebia-se o Projeto Roquete. Da promessa de sustentabilidade a partir exploração do património, novas fontes de receita e muito rigor criou-se um labirinto de Creta onde germinaram holdings e imobiliárias e engenharia$ sem qualquer rentabilidade, a não ser para os bolsos de alguns. Com o passar do tempo, sem mais títulos ou finais europeias, o Projeto esfuma-se. A dança de cadeiras, a realidade dos balanços e a resistência do associativismo obrigou o Projeto a ajustar-se. Até hoje. Esse ajuste tem o nome de continuidade. Sem o filão do património, com a banca instalada no cockpit, viraram-se para a capitalização da SAD. Mas mantiveram-se as mesmas ideias que norteavam o Projeto inicial: importação de conceitos e princípios de gestão que podiam funcionar muito bem de onde vinham mas sem qualquer adaptação à realidade do clube e do seu contexto; uma sucessão de líderes com pouca noção de políticas e gestão desportivas; uma visão elitista que corroeu a identidade e um sentido oportunista que foi espartilhando e cavando o clube. A continuidade é isto: O Santana Lopes que duplica as cotas de sócio e acaba com modalidades é o mesmo Soares Franco que sonha num clube sem sócios e só de futebol. O Dias da Cunha que vende a saldo é o mesmo Bettencourt que estoira dinheiro em Pongolle e o mesmo Godinho que vai buscar outra vez Freitas e Duque. O Roquete que se alia com Pinto da Costa é o mesmo Soares Franco que se cala no Apito Dourado; O Roquette que sai a ganhar com a venda das suas ações da SAD é o mesmo administrador, gestor, companheiro, amigo que saiu de barriga cheia. Os mesmos gestores credíveis sem pingo de sportinguismo são o mesmo grupo de notáveis economistas que irão assessorar José Couceiro. A continuidade é o dinheiro continuar a rolar para dentro da SAD - e depois desperdiçado - às expensas do definhamento geral do clube. É isso que o ex-treinador Couceiro propõe: o serviço de entregar a um magnata qualquer o controlo do futebol pelo clube. Não sei em quanto tempo vamos recuperar a grandeza no futebol. Mas se Couceiro ganhar o certo é não voltarmos a recuperar o que ele propõe perder: a identidade e o respeito de um clube centenário onde, para o bem e para o mal, os sportinguistas são responsáveis pelo seu destino. Eu não quero ser um Chelsea, um Dynamo Dresden ou um Cardiff City, que até o seu próprio nome vai vender. A única saída para isto é a ruptura séria.
Bruno de Carvalho a Presidente!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Golpe no Sporting

Um documentário que tem o mérito de tentar condensar em minutos o que foram 17 anos de assalto ao Sporting Clube de Portugal. Não sei quem o fez mas está de parabéns.
Para todos os sportinguistas, sobretudo os mais jovens, que não sabem o que é ter um presidente decente, e os mais desatentos, que tanto lhes custa ainda a entender o que raio se passou e o que é a continuidade.
Para que tirem ilações e se impeça de haver mais coveiros. Pois se houver será só para atirar a terra para cima do caixão. Sabemos que eles não vêm de pá na mão mas mascarados de experientes gestores rodeados de gente influente e amigos de confiança. sobretudo da banca.

Já não há mais desculpas para isto. Basta.


http://www.youtube.com/watch?v=gU7aE5aD20g&feature=youtu.be
Este é só o 1º capítulo. Podem acompanhar os outros em http://golpenosporting.blogspot.pt/

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

As lutas do Sporting e as lutas do negócio


José Manuel Nobre, sócio do Sporting Clube de Portugal, identificou, no comentário que fez na sessão de esclarecimento sobre a AGE promovida pela Mesa da AG, o principal problema que se observa no interior do nosso clube: "Todos nós sabemos que o que aqui está em jogo, há muito tempo, há muitos anos a esta parte...as duas lutas. As lutas do Sporting e as lutas do negócio". Ainda antes de debatermos as linhas programáticas que podem permitir reerguer o Sporting é fundamental identificar as rupturas que são necessárias levar a cabo. Pouco interessará mudar os nomes se o complexo institucional e financeiro que cercou o clube se mantiver intacto.

Para que esse corte possa ser concretizado é fundamental traçar a anatomia do negócio que colonizou o Sporting Clube de Portugal. Transvestidos de especialistas, foram muitos os que ao longo dos últimos 17 ou 18 anos entraram pelo clube dentro para defenderem, essencialmente, os seus interesses particulares, em detrimento do bem comum que nos une. Em traços gerais, as três esferas onde o conflito de interesses tem sido mais pronunciado dizem respeito à aquisição de jogadores, à negociação dos direitos televisivos dos jogos da equipa de futebol e, finalmente, o acesso ao crédito bancário e a gestão do património. Em cada uma destas esferas, as decisões as sucessivas administrações do clube têm dado prioridade a interesses externos ao clube.

Qualquer candidatura de ruptura deve afirmar, na campanha eleitoral que se avizinha,  a ruptura definitiva com os modelos estabelecidos nestas três esferas. Os fundos de jogadores - dominados no Sporting pela parceria Jorge Mendes BESI -, a Controlinvest - controlada por Joaquim Oliveira - e o consórcio bancário BES e BCP - que tem subscrito a degradação da situação financeira do clube, ao mesmo tempo que tem vindo a assegurar os seus próprios rendimentos - são os rostos institucionais do modelo organizacional que tem vindo a depauperar o clube. As nossas lutas não são as lutas deles. Romper com todos eles é condição necessária para a reconstrução do Sporting Clube de Portugal.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Conflito de interesses e relações com accionistas

A partir da página 25 do relatório e contas da SAD para o exercício de 2011/12 encontramos uma longa lista referente à implementação das Recomendações do Código de Governo das Sociedades da CMVM. Na parte IV da recomendações, referente ao Conflito de Interesses e relações com accionistas verifica-se um contraste curioso.  A Recomendação IV 1.1 (p. 35) "Os negócios da sociedade com acionistas titulares de participação qualificada, ou com entidades que com eles estejam em qualquer relação, nos termos do art.º 20º do Código dos Valores Mobiliários, devem ser realizados em condições normais de mercado."foi adoptada.


 A recomendação IV 1.2., a recomendação imediatamente seguinte, não foi adoptada. Consta da mesma que "Os negócios de relevância significativa com acionistas titulares de participação qualificada, ou com entidades que com eles estejam em qualquer relação,  nos termos do art.º 20º do Código dos Valores Mobiliários, devem ser submetidos a parecer prévio do órgão de fiscalização. Este órgão deve estabelecer os procedimentos e critérios necessários para a definição do nível relevante de significância destes negócios e os demais termos da sua intervenção."

A justificação para a não adopção desta recomendação surge na página 72 do relatório.

 III.13 Descrição dos procedimentos e critérios aplicáveis à intervenção do órgão de
fiscalização para efeitos da avaliação prévia dos negócios a realizar entre a sociedade e
titulares de participação qualificada ou entidades que com eles estejam em qualquer
relação, nos termos do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários.

Os negócios de relevância significativa com acionistas titulares de participação qualificada, ou
com entidades que com eles estejam em qualquer relação, nos termos do art.º 20º do Código
dos Valores Mobiliários, foram e são submetidos ao parecer prévio do Conselho Fiscal.
 

Embora não estejam previamente definidos os procedimentos e critérios aplicáveis à
intervenção do Conselho Fiscal neste âmbito, sempre que estejam em causa transações a
realizar entre a sociedade e titulares de participação qualificada ou entidades que com eles
estejam em qualquer relação, nos termos do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários o
Conselho de Administração envia ao Conselho Fiscal informação suficiente sobre a transação
que se pretende efetuar, designadamente do ponto de vista de estratégia, legal e financeira,
bem como sobre o impacto da transação na situação financeira da Sociedade, sendo tais
transações discutidas em reunião do Conselho Fiscal.



Portanto, sempre que existam dúvidas quanto ao conflito de interesses, essas dúvidas são previamente enviadas ao Conselho Fiscal. E quem integra o Conselho Fiscal da Sociedade que gere o nosso futebol?

Presidente:   Eng.º João Manuel de Melo Franco
Vogais Efetivos:  Dr. José Maria Espírito Santo Silva Ricciardi,  Dr. Paulo Jorge Duarte Gil Galvão André
Vogal Suplente:  Dr. Jorge Salema Garção José de Mello

Em baixo e para quem tenha dúvidas, a lista de cargos que o Dr. José Maria Espiríto Santo Silva Ricciardi desempenhou noutras sociedades cotadas em bolsa ao longo dos últimos cinco anos.

Vogal Efetivo – Dr. José Maria Espírito Santo Ricciardi
Qualificações académicas: Licenciatura em “Sciences Economiques Appliquées”, no
Instituto de Administração e Gestão da Faculdade de Ciências Económicas, Políticas e
Sociais, Universidade Católica de Louvain - Bélgica. 

Actividades profissionais exercidas nos últimos 5 anos: Presidente da Comissão
Executiva e Vice-Presidente do Conselho de Administração do BANCO ESPÍRITO SANTO
DE INVESTIMENTO, S.A. (BESI), membro da Comissão Executiva do BANCO ESPÍRITO
SANTO (BES), Presidente do Conselho de Administração do BES INVESTIMENTO DO
BRASIL, S.A. (BESI Brasil) e Presidente do Conselho de Administração da Espírito Santo
Investment Holdings Limited. Integra como vogal, o Conselho de Administração da
ESPÍRITO SANTO FINANCIAL GROUP, S.A., da Espírito Santo International S.A. e do BES
Africa, SGPS, S.A., assim como o Conselho Geral e de Supervisão da EDP – ENERGIAS
DE PORTUGAL, S.A.
Nº de ações do Sporting Clube de Portugal – Futebol, SAD de que é titular: 11.400
ações. (correspondentes a 0,029% do capital da sociedade)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Nota-se que acreditam no projecto

Sabem quantas acções da SAD tem o Engenheiro Luís Filipe Fernandes Godinho Lopes? Tem 322, correspondentes a 0, 001% do capital da mesma.

Sabem quantas acções da SAD tem  o Engenheiro José Filipe e Melo Castro Guedes, mais conhecido como Nobre Guedes? Tem 22, correspondentes a 0, 000% do capital da SAD. Exactamente as mesmas que possui Ana Margarida Melo de Castro Ulrich.

Sabem qual era o salário do Engenheiro José Filipe e Melo Castro Guedes, que gosta de ser tratado por Nobre Guedes? 114 mil euros anuais.

Sabem quantas acções da SAD detém o Dr. Luís José Vieira Duque? Tem 100, correspondentes a 0,000% do capital da sociedade.

Sabem qual era o salário do Dr. Luís José Vieira Duque? 246 mil euros anuais.

Adenda: Respondendo a um pedido da caixa de comentário, junto o link para a fonte destes dados. Trata-se do relatório e contas da SAD para o exercício de 2011/2012.






terça-feira, 15 de janeiro de 2013

O Conselho Fiscal do Sporting tem tido uma prestação rídicula

José Maria Ricciardi, o vice-presidente do Conselho Fiscal do Sporting Clube de Portugal e Presidente do Banco Espiríto Santo Investimento (BESI), foi constituído arguido naquilo que se presume ser um caso de uso privilegiado de informação confidencial. Se já existiam muitas dúvidas sobre o papel desempenhava no Sporting, para além de um óbvio conflito de interesses, este é o momento óbvio para  Ricciardi se demitir do cargo que ocupa no sPorting Clube de Portugal. A bem da transparência e do bom nome do clube, para além da sua própria reputação.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Gangsta Rap

Um dos problemas da "crise" do Sporting é que, mesmo que não queiramos, ela faz equivaler Sporting Clube de Portugal com a sua secção de futebol. Noutras modalidades profissionais, como o andebol e o futsal as coisas não correm terrivelmente. No atletismo, o desinvestimento em atletas e equipamentos levou a uma degradação de resultados. Na prática desportiva, o Sporting perdeu praticantes e chegou mesmo ao disparate de permitir a uma empresa privada abrir um ginásio nas suas instalações. Enfim, há problemas mas nada de francamente irresolúvel. Mas a verdadeira e inultrapasável crise está mesmo no futebol, e apesar de tudo ela vai afundando consigo outras áreas do clube E por mais que dê voltas à cabeça só os WU-Tang Clan é que oferecem uma resposta. É o guito. Transferências, transmissões e trafulhifes patrimoniais diversas. Só devolvendo o controlo destes fluxos aos sócios é que o clube se pode salvar. Como temos todos os dias oportunidade de verificar, a prometida transparência resultante da constituição de uma sociedade anónima terá sido a maior de todas as fraudes associadas ao projecto Roquette. As contas da sociedade mantêm secretas, no que concerne ao essencial, e os sócios do clube nunca mais puderem saber nada. Tiraram-nos o clube para nos oferecer crises. Prometeram-nos transparência para nos dar desprezo.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Eduardo Barroso

Eduardo Barroso não tem sido um grande presidente da mesa da AG. No seu estilo muito particular, algures entre o adepto ferveroso e o dirigente sem vocação, o modo como tem interpretado o seu papel vinha relevando sobretudo alguma falta de sentido institucional. A forma como resolveu marcar duas reuniões para esta semana demonstra um pouco da inconsistência da sua actuação. Marcou mas não vai lá estar. Todavia, a forma como se exprimiu sobre a actual situação do clube é uma pedrada no charco de silêncios e cumplicidades de que tem sido feita a gestão dos clubes em Portugal. De todos, e não apenas do Sporting. Habituados que estamos a que toda a gente se cale, alguns escandalizaram-se com os lúcidos comentários de Eduardo Barroso. Desportivamente o projecto fracassou, diz ele. E acrescenta, também falhou redondamente na gestão financeira. Ora é precisamente para isto que servem os órgão sociais do clube, sobretudo quando eleitos por listas diferentes. Tivessem os anteriores conselhos fiscais e mesas da AG estado à altura dos seus deveres e provavelmente não nos encontraríamos na trágica situação em que nos achamos.




quinta-feira, 5 de julho de 2012

Manchester United na bolsa de Nova Iorque

Os caminhos que o grande exemplo dos autores do Projecto vai seguindo, no dia que em rebentou um conflito entre os accionista do Arsenal a propósito da saída de Van Persie. E para quem se esqueceu, ou não ligou, vale a pena ver o que é que está a acontecer em Glasgow com o Ranger reconstituído.

United's debt, loaded on in 2005 for nothing more constructive than the Glazers' takeover itself, remains a sorry £423m burden, even after the club has paid out more than £500m interest, bankers' fees and charges, to service it.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ângelo Correia

Alguém me explica o que é que o presidente da mesa da AG da Sporting SAD tem que ver com o Sporting Clube de Portugal e porque é que manda larachas sobre quem é que deve ou não permanecer na direcção do clube?

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Cábula para a AG

A extraordinária multiplicação de acontecimentos, eventos, fenómenos e epifenómenos associados ao Sporting Clube de Portugal nos últimos dias relegou para um segundo plano a decisiva AG de amanhã. Meias-finais europeias em três modalidades, contratação de jogadores, entrevistas de dirigentes, escândalos que nem sei sei como classificar, golos e vitórias saborosas colocaram o clube num turbilhão difícil de controlar. Se tudo isto influencia os resultados das decisões que os sócios amanhã terão que tomar, penso que é essencial recordarmos que apesar de relacionados entre si estes fenómenos são também independentes uns dos outros. Ceder a qualquer tipo de chantagem, "se não aprovarem o empréstimo e a passagem do estádio para a SAD vendo o Capel, e o Insúa e o Rui Patrício", é meio caminho andado para se tomarem más decisões. E não nos esqueçamos, foram prometidos 100 milhões de euros no início da época para reforços e para sustentar uma aposta de médio prazo num novo plantel. Ora, se Godinho afirma convictamente que noutras circunstâncias convocaria eleições antecipadas, poucas circunstâncias serão mais decisivas para qualquer clube do que a alienação do seu próprio estádio. É pena que essa estratégia não tenha sido afirmada durante a última campanha eleitoral. Queria ver os resultados de uma lista que dissesse o seguinte: vamos contratar trinta milhões em jogadores e se os resultados desportivos não corresponderem ao esperado alienamos o estádio para pagar as contratações que vamos fazer com dinheiro que não temos e que esperemos que corram bem.