Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições 2013. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eleições 2013. Mostrar todas as mensagens

sábado, 23 de março de 2013

Preconceito Couceiro

Tenho um preconceito contra alguém que seja presidente do Sporting e que tenha no seu currículo o cargo de treinador do Porto, ou de Manager do Benfica.
Eu confesso que sou preconceituoso, não me vejo a mudar, mas não digo que nunca mudarei. É possível no futuro vir a defender para o Sporting alguém que tenha tido destaque no apito dourado e que seja sócio do Sporting.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Amanhã vai ser assim?


Caros consócios,
Epá! Vão-se mas é encher de moscas!! Esta merda assim não vai lá!!  Vai fazer uns dez anos que eu me expressei assim e me questionei de como era possível vender-se a preço de saldo e em poucas semanas o Quaresma e a maior pérola que passara pelas camadas jovens que rumando a Manchester jamais poderia dar-nos as justas alegrias e quantias. Eram também os primeiros dias no novo estádio. Muitas lojas, serviços e um novo bingo meio americanizado, meio amaricado (como o novo hino que quiseram impingir). Sem tartan, sem pavilhão nem sala de sócios mas com cobertura da chuva, estacionamento  e vigilância. Pus-me então à procura da resposta àquela pergunta. Desde aí pus-me mais vigilante, crítico e exigente. Aos poucos percebia-se o Projeto Roquete. Da promessa de sustentabilidade a partir exploração do património, novas fontes de receita e muito rigor criou-se um labirinto de Creta onde germinaram holdings e imobiliárias e engenharia$ sem qualquer rentabilidade, a não ser para os bolsos de alguns. Com o passar do tempo, sem mais títulos ou finais europeias, o Projeto esfuma-se. A dança de cadeiras, a realidade dos balanços e a resistência do associativismo obrigou o Projeto a ajustar-se. Até hoje. Esse ajuste tem o nome de continuidade. Sem o filão do património, com a banca instalada no cockpit, viraram-se para a capitalização da SAD. Mas mantiveram-se as mesmas ideias que norteavam o Projeto inicial: importação de conceitos e princípios de gestão que podiam funcionar muito bem de onde vinham mas sem qualquer adaptação à realidade do clube e do seu contexto; uma sucessão de líderes com pouca noção de políticas e gestão desportivas; uma visão elitista que corroeu a identidade e um sentido oportunista que foi espartilhando e cavando o clube. A continuidade é isto: O Santana Lopes que duplica as cotas de sócio e acaba com modalidades é o mesmo Soares Franco que sonha num clube sem sócios e só de futebol. O Dias da Cunha que vende a saldo é o mesmo Bettencourt que estoira dinheiro em Pongolle e o mesmo Godinho que vai buscar outra vez Freitas e Duque. O Roquete que se alia com Pinto da Costa é o mesmo Soares Franco que se cala no Apito Dourado; O Roquette que sai a ganhar com a venda das suas ações da SAD é o mesmo administrador, gestor, companheiro, amigo que saiu de barriga cheia. Os mesmos gestores credíveis sem pingo de sportinguismo são o mesmo grupo de notáveis economistas que irão assessorar José Couceiro. A continuidade é o dinheiro continuar a rolar para dentro da SAD - e depois desperdiçado - às expensas do definhamento geral do clube. É isso que o ex-treinador Couceiro propõe: o serviço de entregar a um magnata qualquer o controlo do futebol pelo clube. Não sei em quanto tempo vamos recuperar a grandeza no futebol. Mas se Couceiro ganhar o certo é não voltarmos a recuperar o que ele propõe perder: a identidade e o respeito de um clube centenário onde, para o bem e para o mal, os sportinguistas são responsáveis pelo seu destino. Eu não quero ser um Chelsea, um Dynamo Dresden ou um Cardiff City, que até o seu próprio nome vai vender. A única saída para isto é a ruptura séria.
Bruno de Carvalho a Presidente!

Sem espinhas - Bruno de Carvalho

O meu voto resulta de duas preocupações fundamentais. A manutenção da maioria da SAD e a realização de uma auditoria de gestão. Para além destas duas medidas fundamentais, o critério decisivo é a ruptura com o passado. Por passado entenda-se o Projecto Roquette. Tudo aquilo que representou e todos aqueles que o apoiaram. Tendo em conta estes critérios, o voto em Bruno de Carvalho já estava decidido. E se os debates ajudaram a clarificar alguns pontos, a entrevista de hoje ao Público resolve tudo. Conselho Fiscal Independente e Bruno de Carvalho. Entre a continuidade do abismo certo e a ruptura rumo a um destino incerto, opto claramente, ainda que de forma vigilante, pela incerteza. Que Couceiro foi uma boa merda em tudo o que fez já todos o sabemos. Que se encontra rodeado e apoiado por muitos que são responsáveis pelo descalabro também. Venha de lá o futuro.

Considera que tem um mau currículo para um presidente do Sporting?

Ele foi administrador na SAD do Alverca e, quando foi convidado para ser treinador desse clube, aceitou com alívio, por considerar que era essencialmente um homem do terreno. Já se viu que, quando tem alguma situação de responsabilidade, não fica à vontade, porque é um treinador, mau, mas é um treinador. Ele não é o tipo de homem do terreno que o Sporting quer. Conta histórias, mas ainda não lhe ouvi nada sobre um projecto desportivo de qualquer natureza. Ele disse que começou em Dezembro do ano passado a conversar sobre o Sporting, para começar a preparar uma candidatura, mas nessa data estava ele a negociar com Godinho Lopes o regresso ao Sporting como manager e como treinador. Só não veio para Alvalade porque o presidente do Sporting já tinha um acordo com Vercauteren. Acho que a candidatura dele é uma grande irresponsabilidade. Terá os votos anti-Bruno de Carvalho. E nem trará nenhum valor acrescentado em termos daquilo que é uma estrutura desportiva com sucesso, porque não sabe o que isso é. Não tem passado nenhum. Vejo agora os meus dois adversários a atacarem ferozmente Godinho Lopes e pergunto-me onde é que andavam as críticas deles nos últimos dois anos. Nunca os vi numa assembleia geral, e, se foram, não intervieram. Não saíram da sua zona de conforto para denunciarem o que se estava a passar. Não gosto desta hipocrisia. E é por isso que os sportinguistas me vão dar a vitória. O Sporting merecia outros candidatos e eu merecia outros adversários. Eu, Bruno de Carvalho sócio, tenho pânico do que poderá acontecer se eu, Bruno de Carvalho, candidato a presidente, não ganhar.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Os nomes dos que quiseram calar os sócios!

Eis a lista dos nomes das testemunhas, que constam na providência cautelar apresentada pelo CD, que visava impugnar a AG extraordinária requerida pelos subscritores do movimento "Dar Rumo ao Sporting". Surpreendente?


Nota: para algum distraído, o nome sublinhado concorre a vice-presidente para o CD pela lista C (Couceiro)! É preciso ter muita falta de vergonha, mas isso é algo que infelizmente estas personagem já nos vão habituando...

Fica também o link para o resumo da providência cautelar (fonte: SportingLeaks).

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Tiro ao pombo: Carlos Barbosa

O antigo vice-presidente do Sporting, Carlos Barbosa, declarou ontem o seu apoio a José Couceiro nas eleições do dia 23 de março. Em declarações à Antena 1, Barbosa mostrou-se muito crítico em relação aos dois outros concorrentes e defendeu a aposta em Couceiro.

“Penso que pode ser a salvação do Sporting. É um homem de trabalho. um homem sério, capaz de limpar o caruncho que está no Sporting. Já o fez em certa medida ao não apresentar uma lista para o Conselho Leonino e acho que é completamente estúpido dizer-se que é o candidato da continuidade, porque poderá ter de entender-se com a banca. Qualquer que venha a ser o presidente do Sporting, terá de entender-se com a banca”, sublinhou.

Para o ex-dirigente, as alternativas Bruno de Carvalho e Carlos Severino não convencem. “Bruno de Carvalho nunca fez nada na vida, nem sei mesmo se tem emprego, e por isso não lhe reconheço capacidade para dirigir o clube”, sublinhou Barbosa, para quem o antigo jornalista “é boa pessoa mas não tem estrutura para ser presidente do Sporting”.

Cada um que tire as suas conclusões...

"JOSÉ Couceiro, administrador da SAD do Alverca, desempenha desde há uns tempos a função de presidente do Comité de Investimentos de um fundo criado pelo First Portuguese, ligado ao Banco Espírito Santo. Este fundo de investimentos é constituído, para já, por sete jogadores do Sporting."

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

8 anos de responsabilidade

No período eleitoral dei por mim a pensar nos aventureiros que andaram nos últimos anos a governar o clube. Pensei em como desde o final do período de Dias da Cunha, após a aliança com o aprendiz do corrupto, desde que começou a assumir posições de anti democracia societária, que me conheço como opositor do sistema governativo do Sporting.
Independentemente de discordar de algumas posições de gestão desportiva anteriores, desde que voto, ou seja, desde o período de Roquete, o certo é que foi desde o declínio de Dias da Cunha, e nomeadamente desde a sua imposição de sucessão dinástica - a qual veio depois arrepender-se - que me tenho como opositor do sistema.
E feitas em contas já lá vão cerca de 8 anos.
Foi um período que atingiu o auge durante o mandato de Soares Franco. Durante este período nunca votei em Soares Franco e sempre votei contra nas AG'S de venda do património. Não votei JEB nem GL. Não aprovei nenhuma medida destes dois. Nem mesmo o pavilhão em Odivelas, pois agora bem se podia esperar pelo cumprimento de mais uma promessa. A única que aprovaria seria o nome do auditório Joaquim Agostinho.
São 8 anos de oposição consistente e anti-aventureira, da qual me orgulho.
Espero que no futuro o Sporting possa inverter a situação e o rumo da segurança e estabilidade.

Tiro no pé

É deprimente ver o inenarrável Vicente de Moura como vice-presidente para as modalidades na lista de Bruno de Carvalho. Não é eliminatório, mas que custa a engolir custa.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O filme já tem guião

Como se calculava apresentaram-se quatro candidatos. Já não deve aparecer mais ninguém. Couceiro na linha da continuidade bancária a fingir que não o é. Bruno de Carvalho a representar a oposição.O homem que saiu do ventre de Baltasar (o tal que achava que o clube era um empecilho à SAD), Paiva dos Santos, uma candidatura que não o chegou a ser, desiste para passar os votos que nem sequer chegou a conquistar a Couceiro. Resta Severino. Estilo popularucho, um tanto ou quanto desarticulado para um especialista em comunicação, peito feito, promessas para aqui e para a acolá, para chegar a diferentes nichos do mercado eleitoral sportinguista. O homem que achava que Joaquim Oliveira seria o presidente ideal para o Sporting, vai tentar roubar quatro ou cinco por cento dos votos a Bruno de Carvalho a ver se o Ricciardi não tem que comprar uma máquina daquelas que corta o papel às tiras. Os dados estão lançados. Vamos ver qual é o poder do feitiço bancário sobre alguns idiotas a quem chamamos consócios.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Não se passa nada

O sistema comunicacional contemporâneo vive do comentário. E a lógica do comentário colonizou toda a paisagem comunicacional. A notícia já pouco interessa. Nem se percebe muito bem o que é notícia ou não é. Mas, ansiosos por protagonismo, partindo da hipótese "tudo é vaidade", ou ligados a determinadas agendas, são muitos os que se desdobram em comentários sobre tudo e sobre nada. E talvez ainda mais do que na política o mundo do futebol é propenso a alimentar o comentário. Toda a gente tem alguma coisa a dizer. Ora na campanha eleitoral do Sporting, ou melhor nesta fase de pré-campanha, a única coisa que há para dizer é que não se passa nada. Bruno de Carvalho lançou a candidatura. Apresenta amanhã a lista. Os outros dois são uns estarolas. Uns idiotas ao serviço de terceiros. O Dias Ferreira tentou ontem criar um acontecimento, mas não disse nada que muitos não tenham já repetido vezes sem conta. Elogiar ou criticar Dias Ferreira, ou seja comentá-lo, pelo que disse ontem equilaveria a considerá-lo como algo mais do que um vaidoso vira-casacas, pródigo neste tipo de números. Do lado da continuidade, pelos vistos estão à rasca para arranjar um candidato. E é isto. Não se passa nada. As novidades que há estão na gestão desportiva do clube e nas opções de Jesualdo tem vindo a tomar. Mas também não interessa muito. Não se passa nada.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Candidatura Independente (CI) ao Conselho Fiscal e Disciplinar do SCP

Divulgamos...  


Vimos pedir a vossa ajuda na recolha de assinaturas da Candidatura Independente (CI) ao Conselho Fiscal e Disciplinar do SCP. Se pretenderem subscrever a candidatura (acto cujo único compromisso que acarreta é o de ajudar na admissão desta lista ao acto eleitoral), deverão: 
1) Imprimir, preencher e assinar este documento: http://cfdindependente.files.wordpress.com/2011/03/recolha-de-assinaturas-cfedi1.pdf 
2) Fazer "scan" do documento, bem como do BI/CC e do cartão de sócio 
3) Enviar tudo para cfdindependente@gmail.com. 
Como não há ainda a garantia de que a assinatura digitalizada será aceite, pedimos que enviem o documento assinado para a morada Rua Marcos Portugal, nº6- 2º Direito, 1495-091 Algés, ou em alternativa que me contactem para este e-mail, que alguém irá ter convosco para recolher o documento. 
Se for possível angariar mais assinaturas entre os vossos familiares, amigos e conhecidos, agradecemos. 
Notas importantes: 1) Para a assinatura ser válida, é necessário ter a quota de Janeiro paga aquando da verificação das assinaturas (~ 21 de Fevereiro). 2) Para poder votar na AG eleitoral, é necessário ter a quota de Fevereiro paga até ao dia 3 de Março (20 dias antes). 
Poderão consultar toda a informação (lista, programa, historial, etc.) sobre a CI no site http://cfdindependente.wordpress.com/. 
Obrigado e SL 
Francisco Ferro

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

As lutas do Sporting e as lutas do negócio


José Manuel Nobre, sócio do Sporting Clube de Portugal, identificou, no comentário que fez na sessão de esclarecimento sobre a AGE promovida pela Mesa da AG, o principal problema que se observa no interior do nosso clube: "Todos nós sabemos que o que aqui está em jogo, há muito tempo, há muitos anos a esta parte...as duas lutas. As lutas do Sporting e as lutas do negócio". Ainda antes de debatermos as linhas programáticas que podem permitir reerguer o Sporting é fundamental identificar as rupturas que são necessárias levar a cabo. Pouco interessará mudar os nomes se o complexo institucional e financeiro que cercou o clube se mantiver intacto.

Para que esse corte possa ser concretizado é fundamental traçar a anatomia do negócio que colonizou o Sporting Clube de Portugal. Transvestidos de especialistas, foram muitos os que ao longo dos últimos 17 ou 18 anos entraram pelo clube dentro para defenderem, essencialmente, os seus interesses particulares, em detrimento do bem comum que nos une. Em traços gerais, as três esferas onde o conflito de interesses tem sido mais pronunciado dizem respeito à aquisição de jogadores, à negociação dos direitos televisivos dos jogos da equipa de futebol e, finalmente, o acesso ao crédito bancário e a gestão do património. Em cada uma destas esferas, as decisões as sucessivas administrações do clube têm dado prioridade a interesses externos ao clube.

Qualquer candidatura de ruptura deve afirmar, na campanha eleitoral que se avizinha,  a ruptura definitiva com os modelos estabelecidos nestas três esferas. Os fundos de jogadores - dominados no Sporting pela parceria Jorge Mendes BESI -, a Controlinvest - controlada por Joaquim Oliveira - e o consórcio bancário BES e BCP - que tem subscrito a degradação da situação financeira do clube, ao mesmo tempo que tem vindo a assegurar os seus próprios rendimentos - são os rostos institucionais do modelo organizacional que tem vindo a depauperar o clube. As nossas lutas não são as lutas deles. Romper com todos eles é condição necessária para a reconstrução do Sporting Clube de Portugal.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Do populismo e do tachismo ou os "responsáveis"

Discute-se muito por estes dias a oposição entre candidatos e projectos. Ou seja, para muita gente esclarecida é importante antes de discutir os candidatos discutir os projectos que irão ser submetidos ao escrutínio dos sócios no dia 23 de Março. Não podia estar mais de acordo. Todavia, tratam-se de dois elementos da mesma equação. Em tempo de campanha eleitoral é relativamente simples a qualquer um dizer aquilo que julga que os sócios querem ouvir. Parece-me, resumindo, que neste momento, em termos de projecto, os sócios do Sporting dividem-se em duas correntes, quer em, termos desportivos, quer em termos financeiros. Em termos desportivos, e no futebol - que é o que motiva estas eleições -, verifica-se uma oposição entre aqueles que querem uma aposta séria e consolidada na formação e aqueles para quem só será possível ganhar títulos com a contratação de jogadores experientes e de créditos formados. Em termos financeiros, o terreno será disputado entre aqueles que querem manter a maioria da SAD e aqueles para quem um volume significativo de capital externo ao clube é fundamental para garantir o sucesso desportivo mas, sobretudo, a sua sustentabilidade financeira.

Até aqui tudo bem. Podemos estar de acordo com uma ou outra visão do clube, ou até pugnar por uma mistura equilibrada entre as duas posições. Ninguém é mais ou menos sportinguista ou mais ou menos credível por defender uma ou outra coisa. Existem sempre alternativas e cada uma terá as suas vantagens e desvantagens. É aqui que o problema se torna pessoal. É impossível atender aos argumentos de seja quem for se nos abstrairmos do que fez e defendeu no passado. É, por isso, fundamental ter atenção não apenas aos projectos mas a quem os propõe.

Vem isto a propósito do habitual discurso contra o populismo que se ouve um pouco por todo o lado. Quase sempre, e em todas as áreas da vida, o epíteto "populista" ou "aventureiro", que no futebol português se tornou sinónimo de "Vale e Azevedo", é lançado por aqueles que detêm o poder e a influência contra aqueles que se afirmam como alternativa. Seja no contexto de uma mera substituição de dirigentes - o problema não é o projecto mas a credibilidade de quem o implementa, e "eles" são populistas, não têm credibilidade, não são respeitados pelos parceiros - seja no quadro da afirmação de uma alternativa - "eles" vão-nos conduzir ao descalabro com as suas ideias populistas.

Nos últimos dias temos assistido a múltiplas declarações de antigos dirigentes (Ricciardi, Menezes Rodrigues, Santana Lopes) notáveis avulsos e jornalistas diversos (oiça-se o comentário de Mário Fernando, editor de desporto da TSF no Fórum desta semana dedicado ao Sporting) contra a ameça populista e os aventureiros. A questão que me coloco diz respeito à legitimidade de qualquer uma destas pessoas - personalidades, na língua de pau mediática - para fazer comentários sobre seja quem for que se candidate às eleições do Sporting. Ricciardi, por exemplo, nunca disse uma palavra sobre os gastos do clube. Todos os relatórios do Conselho Fiscal elogiaram sucessivamente todos os exercícios que lhe foram submetidos. Na TSF, por exemplo, discutia-se quem deveria ser o próximo presidente do Sporting. Nomes, portanto. Não me lembro, jamais, de ter visto naquela estação, justamente considerada um órgão de referência na comunicação social portuguesa, qualquer reflexão séria sobre os múltiplos aspectos que influenciam a configuração do futebol português. Eles, os supostos responsáveis, são, sem dúvida, os maiores responsáveis pelo estado a que chegou o clube. Mas, pior ainda, são responsáveis pelo estado a que chegou o futebol português.

Em suma. O primeiro passo para uma campanha eleitoral interessante é ignorarmos, olímpicamente, as dicotomias candidato/projecto e sério/populista. Sempre que um dos "responsáveis" saca do "populista" é bastante provável que seja um "tachista".

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Queremos leões, não camaleões!



 

Há princípios dos quais não se pode abdicar. Na vida e no Sporting. Mas, não chega gritar o nosso sportinguismo e dizer que o Sporting é o grande amor. É preciso levar esses desígnios atá ao fim.
O que está em jogo nesta próxima eleição é a opção entre um modelo de gestão do Clube que se arrasta há perto de 20 anos, sem qualquer desvio de rumo, e o levou ao ponto mais baixo da sua história (sublinho e repito: ao ponto mais baixo da sua história) e uma verdadeira alternativa.
Não interessa ir remexer nos baús das recordações do Clube, nem lembrar este ou aquele nome em particular. Interessa apontar O responsável por este escândalo que é a situação actual do SCP. Interessa saber quem sentou o cu na cadeira do poder, deixou essa situação chegar a este ponto e averiguar as causas de tudo isto.
Não foi a "oposição" que assinou os cheques, que mexeu na estrutura organizativa do Clube, que optou por este ou aquele colaborador. Não é à oposição que cabe  unir o Sporting e não foi ela que se revelou incapaz de o fazer. Foi Godinho Lopes. E Godinho Lopes falhou.
Não interessa, tão pouco, falar nas "alternativas", na sua existência ou na sua inexistência. Interessa reter que o Sporting está à beira da extinção defintiva (acontece aos melhores, pode e vai aconteceer ao Sportig se não mudar de rumo...), que a direcção Godinho Lopes falhou, que é preciso encontrar uma solução e que essa solução não pode nunca passar por mais do mesmo, ou seja, Godinho Lopes II, notáveis remix, direcção do croquette recauchutada. A quadrilha que tomou conta do Sporting (é de uma quadrilha que se trata,, no sentido virtual e real do termo!) levou-nos o Clube ao estado comatoso em que se encontra. Aldrabões, vigaristas, sem vergonha, incompetentes, alguns cadastrados, todos agentes de interesses escondidos que puseram uma gravata verde ou envergaram um cachecol apenas para nos enganar. Não basta pintarmo-nos de verde. Há muitos camaleões por aí...
É tudo isto que tem de acabar. Não se deixem enganar e, sobretudo, não se iludam! Não tentem atirar para cima dos críticos e da oposição a culpa dos fracassos. Quem escolhe, decide e implementa a política do Clube são os seus dirigentes executivos.
Falharam.
Foram lá colocados democraticamente, é certo, mas falharam. São eles os culpados directos. Foram eles que tomaram as decisões que nos levaram ao desastre.
É verdade que, como disse, foram lá colocados democraticamente e que a sua actuação tem a cobertura da legalidade democrática que os Estatutos livremente votados determina. É verdade que foram uns quantos sócios que deitaram dentro da urna as chaves que abriram caminho à sua actuação (já não é tempo sequer de levantar suspeitas sobre a legitimidade da votação...)
Mas, o programa sufragado falhou e a incompetência para o cumprir não é culpa de mais ninguém a não ser do CD e do seu presidente. Era ao CD que competia a execução do programa. Nem sequer a qualquer outro órgão social, muito menos aos sócios. O resultado é o que se vê.
Portanto, o que está em causa na próxima eleição é confirmar a sanção sobre a linha de gestão que foi seguida até agora e escolher outra. Diferente.
Se uma nova linha de gestão implica acordar, participar, ouvir, dialogar com elevação, intervir e não delegar poderes em que não merece, então, caros consócios, levantem-se do sofá, participem, e usem o poder que têm, o poder supremo em qualquer estrutura democrática, para mudar. Se não o fizerem, estes mesmos oportunistas ou outros quaisquer vão fazê-lo, por mais ou menos gravatas verdes e cachecóis às riscas que usem para se camuflar, o programa de liquidação do Sorting será o mesmo, a história repetir-se-á e estaremos todos, daqui a mais ou menos tempo a lamentarmo-nos de novo do mesmo. Esta é a última oportunidade para mudar.
Não tenham a mínima dúvida: a mudança, é certo, começa em cada um de nós. Mas, não foram os críticos (por muita crítica e por muita oposição que tenham feito) que levaram o Sporting ao estado em que está. Nem poderia ser porque as decisões da direcção foram sempre tomadas com a força de ser poder, muitas vezes contra as críticas dos críticos ou em oposição à oposição. Foram as forças que comandam e comandaram Godinho Lopes que usaram o seu poder executivo. Não foi a oposição que falhou. Foi Godinho Lopes.