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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Notícias do cerco ou a vez de Baltazar

A empresa Nova Expressão SGPS, propriedade do antigo candidato à presidência dos leões Pedro Baltazar, avançou com uma ação de penhora sobre a Sporting SGPS no valor de cinco milhões e meio de euros, relativa à venda de ações da SAD leonina acordada em Dezembro de 2010 entre as partes. Na altura, o Sporting comprometeu-se a pagar dois euros por ação do lote que a empresa estava a vender ao clube, dando como garantia de pagamento o passe de Daniel Carriço, então avaliado pela totalidade da dívida.

Duas ou três notas rápidas. Baltazar foi candidato à presidência do Sporting e não parece, com toda a legitimidade, ter abdicado das suas ambições. Diz que é um grande sportinguista. Ainda me lembro do tempo da campanha eleitoral em que mentes brilhantes defendiam a perda da maioria do capital da SAD para Balatazar porque estamos na presença de uma "posição sportinguista". Entre o bolsista e o sportinguista já sabemos para que lado é que pende o coração de Baltazar.  Este grande sportinguista,  dizia, resolveu accionar uma penhora sobre o SCP num momento em que se prepara uma restruturação financeira. A Direcção anterior negociou, com este tipo,  uma recompra de acções da SAD a dois euros cada uma. Faz lembrar o negócio do Cavaco com o BPN. Quem é que se lembra da última vez que as acções do Sporting valeram dois euros em mercado? O Carriço, cujo passe avalizava a totalidade da dívida, foi transferido, segundo consta, por 750 mil euros. O assunto não devia estar já resolvido?  Pode ser que a auditoria também esclareça qualquer coisa a este respeito.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

O cerco

O cerco à nova direcção do SCP tem vindo a apertar-se nos últimos dias. Não falo dos dois ou três blogues que se opõem à direcção liderada por BdC com a mesma intensidade com que defendiam aquela coisa que estava lá antes. Para além das negociatas dos empresários, meio motivadas por razões políticas - contribuir para o descrédito de BdC - e meio económicas - aproveitar o estado em que se encontra o clube para fazerem os negócios que querem ou esperam fazer sem grande oposição - temos assistido nos últimos dias a um rol imenso de personalidades a opinarem sobre o SCP. Começou com o FCP. Continuou com esse grande lateral esquerdo que é Joãozinho que se acha no direito de mandar bitaites sobre o Patrício. Vai prosseguindo com notícias manhosas com periodicidade diária na imprensa da especialidade. Agora chegou a vez os tipos do Cercle de Brugge virem mandar umas bocas sobre o William Carvalho. Em circuntâncias normais nada disto mereceria grandes comentários. Todavia, aquilo que se vai observando é que todas as estruturas, organizações, agentes e palhaços vários ligados ao antigo regime fazem uma perninha no circo que se tenta montar em torno do Sporting. Isto não significa que BdC esteja a fazer tudo bem e que seja simplesmente a vítima de uma cabala. Mas é necessário relativizar algumas questões deste dia-a-dia estupidificante face à forma como muita gente vai trabalhando para destabilizar o clube. A resposta ao cerco não tem necessariamente de ser a mentalidade de cerco. O Porto paga, todos os dias, com a alma os títulos que essa mentalidade lhe deu. Nunca serão mais do que aquilo. O nosso caminho tem de ser o da transparência e da verdade. Manter os sócios informados sobre o que se vai passando é mais de meio caminho para assegurar a transformação que todos desejamos.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Figuras de quem não quero ser consócio (7)

Na perspectiva de colaborar na campanha de unificação do Sporting que a nova direcção se propôs levar a cabo, pensava que esta secção iria ter de encerrar. Ilusão! Há bastantes potenciais candidatos a figurar neste espaço que não conseguem manter o bico calado. 
Espero, para bem do Sporting, que não me dêem mais pretextos...

foto de A Bola

quinta-feira, 11 de abril de 2013

União Sportinguista!

Estamos finalmente a assistir ao cair da máscara que as tenebrosas figuras que andaram a dirigir o Sporting usaram nestes últimos 17 anos. A máscara que lhes permitiu entrar no Clube e levá-lo ao estado desgraçado em que se encontra hoje.
Todos somos potenciais vítimas deste golpe desesperado: os que, julgando-se impotentes, foram saindo do Sporting ao longo desses anos, não renegando nunca a sua paixão clubística; os que, certamente de boa fé, arranjaram mil argumentos para defender a linha dominante, certamente arrependidos face aos resultados que geraram; os que lutaram e lutam incansavelmente para o denunciar.
Enfrentamos todos o mesmo desafio: resistir para que o o nosso CLUBE subsista.
A porta está aberta para entrarmos de novo no nosso Sporting. Falta entrar. Na nossa própria casa de onde fomos, paulatina e vergonhosamente, todos sendo expulsos.
O Presidente Bruno de Carvalho tem, por um conjunto invulgar de circunstâncias, o perfil para nos franquear a porta e retomar o controlo do que é nosso (e dele!). Terá, imagino, de limar arestas, terá de engolir o coração, driblar o adversário, talvez até fingir ou forjar mesmo um penálti. Mas, é certamente um aluno rápido e é ele que tem agora a chave. E já demonstrou, sem margem para dúvidas, que é nosso e quer estar connosco.
É em Bruno de Carvalho que temos de confiar para incentivar e preservar a União Sportinguista.
É urgente que esta união não seja de modo algum quebrada. É a questão mais vital neste momento, como, de resto, sempre foi, mesmo para o bando que andou a destruir o Clube ao longo destes anos. Está demonstrado de forma clara que a maioria dos sócios do Sporting queria, afinal, esta união, que Bruno de Carvalho é neste momento o seu rosto inequívoco e que é esta união que amedronta os abutres. A roquettada sobreviveu porque conseguiu ir forjando uma unidade na desunião.
É preciso que eles percebam que o Sporting é —como foi sempre— os Sportinguistas que o compõem. Nem mais nem menos. Sem eles, os abutres vão ficar com uma mão-cheia de coisa nenhuma, a deambular, sós, pelo deserto.
É preciso que eles entendam isto. Não é difícil...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Três notas sobre os acontecimentos do dia ou "tudo está dado como garantia"

1 - Bruno de Carvalho anunciou a auditoria de gestão. Aquela que será porventura a mais emblemática medida do novo período que se espera que se tenha iniciado no clube foi finalmente anunciada. Não se pode considerar o cumprimento de uma promessa mas antes a reafirmação da intenção de a levar a cabo, ainda sem prazos definidos para o lançamento do concurso para a sua realização e para a entrega do relatório. Espera-se que estas questões sejam clarificadas em breve. A auditoria parece, contudo, ser a grande arma negocial junto da banca. Talvez o silêncio conivente com o passado seja a moeda de troca mais valiosa para a renegociação em curso.

2 -  Observou-se durante todo o dia uma guerra de informação e contrainformação, possivelmente indicativa de se ter chegado a um ponto de ruptura nas negociações. "Que fique claro que nem tudo o que é noticiado é verdade. Mais cedo ou mais tarde, os sportinguistas vão saber o que se passou nas negociações." disse, segundo o Correio da Manhã, Bruno de Carvalho. No Público, uma fonte do clube garantia que os 40 milhões anterioremente acordados para fazer face a necessidades de tesouraria no próximo ano e meio não seriam suficientes. Na mesma notícia, este empréstimo acordado ainda com Godinho Lopes, teria agora de ter como contrapartidas o abandono da intenção de realizar a auditoria,  e ainda, segundo outras fontes estaria em causa a entrada de dois admistradores nomeados pela banca na SAD. Face a estas propostas, e segundo o Jornal de Negócios, Bruno de Carvalho teria ameaçado com a demissão, tendo-se também colocado a possibilidade de um Plano Especial de Revitalização, para o qual basta o acordo com um credor e que a ser implementado supenderia o pagamento de todas as dívidas. Numa outra versão da história,  Bruno de Caravalho teria "ameaçado" a Banca com um AG onde a proposta seria apresentada aos sócios para serem eles a aferir da sua razoabilidade. Na Edição da Noite da SIC N, uma outra "fonte", presumo que bancária, ripostou com outra versão da história. 28 milhões de empréstimos para o próximo ano e meio. Seguidos de uma redução para metade da dívida bancária, de 240 para 120 milhões de euros, que teria como contrapartida a tranformação de títulos de dívida em instrumentos de capital. Ou seja, e se bem percebo, uma espécie de VMOCS, ou seja, se o Sporting não pagar as acções passam para os credores. O que falta nesta última versão dos acontecimentos são as contrapartidas exigidas ao Sporting. Uns dizem que as negociações continuam. Outros que acabaram em insultos. Outros ainda que chegaram a um impasse. Bruno de Carvalho acabou o dia a dizer que apenas as maturidades estão a ser negociadas. Acrescentado:"Quem ler as contas auditadas do clube percebe que está tudo dado como garantia. Por muito dinheiro que entre no Sporting, se as pessoas não quiserem, não há nenhum. É a situação que vivemos”. Ou seja, já não há nada. Nem dinheiro para pagar salários nem património para oferecer como garantia. O terreno foi completamente minado. 

3 - "Não sou um mero sócio. Sou presidente do Sporting e da SAD, tenho com isso um conjunto de deveres de sigilo. Não vou poder, de facto, dizer tudo o que queria, mas esse dever de sigilo não será para sempre" Face ao impasse das negociações, parece que esta conferência de imprensa, o anúncio da auditoria e a ameaça de submeter as propostas dos bancos aos sócios são as grandes armas negociais de Bruno de Carvalho.  No ponto em que nos encontramos o Sporting tem muito pouco a perder. Na pior das hipóteses vamos para os distritais. A banca que aposta na táctica do terror que tão bons resultados tem dado um pouco em toda a parte confia no poder do medo. Na pior das hipóteses ficam com um prejuízo de 400 milhões, um estádio inútil nas mãos e a raiva de 3 milhões de pessoas. É fazer as contas como dizia o outro.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Golpe no Sporting

Um documentário que tem o mérito de tentar condensar em minutos o que foram 17 anos de assalto ao Sporting Clube de Portugal. Não sei quem o fez mas está de parabéns.
Para todos os sportinguistas, sobretudo os mais jovens, que não sabem o que é ter um presidente decente, e os mais desatentos, que tanto lhes custa ainda a entender o que raio se passou e o que é a continuidade.
Para que tirem ilações e se impeça de haver mais coveiros. Pois se houver será só para atirar a terra para cima do caixão. Sabemos que eles não vêm de pá na mão mas mascarados de experientes gestores rodeados de gente influente e amigos de confiança. sobretudo da banca.

Já não há mais desculpas para isto. Basta.


http://www.youtube.com/watch?v=gU7aE5aD20g&feature=youtu.be
Este é só o 1º capítulo. Podem acompanhar os outros em http://golpenosporting.blogspot.pt/

domingo, 22 de maio de 2011

Cardinal sai mas o circo continua

Cardinal foi embora mas o circo assentou arraiais em Alvalade. Parece que Duque já não sai, mas a verdade é que alguém andou a usar os jornais para marcar posições. Assim, de primeira, diria que foi o próprio Duque. A altercação, como alguém refere num comentário ao post anterior, estava relacionada com a saída de Mil Homens, que estará a ser protegido por outras pessoas da direcção, em detrimento de Couceiro. Por outro lado, Paulo Sérgio que devia ser vergastado em pelourinhos por esse mundo fora onde quer que existissem núcleos sportinguistas, também já veio lançar mais achas para a fogueira. O habitualmente reservado e ponderado Abel também resolveu publicamente dar as suas opiniões sobre a saída de Liedson. Não sei se as declarações de Abel correspondem ou não aos sentimentos ao ex-avançado do Sporting, mas revelam sobretudo que as guerras intestinas no clube continuam. Mas outra coisa também não seria de esperar de uma direcção que se construiu com base na sobreposição de interesses particulares, muitos deles conflituantes entre si e quase todos eles conflituantes com os interesses do Sporting Clube de Portugal. O que não se esperava, à semelhança aliás do que sucedeu com a anterior direcção, era que tudo isto saltasse tão depressa dos gabinetes para a esfera pública. Mas lá está: a burro velho não aprende. Era difícil que entre corruptos, arguidos, habilidosos, incompetentes, negociantes, lampiões, vendidos e simples otários as coisas corressem bem . A hidra, hoje em dia, talvez não passe de um saco de gatos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Promessa de auditoria para enganar papalvos

No âmbito de um certo furor pacifista que trespassa parte da blogosfera leonina anda muita gente em lágrimas a interrogar-se porque é que não podemos simplesmente ser todos amigos e darmo-nos bem para benefício do Sporting Clube de Portugal. Esta forma de pensar e sentir o clube revela uma falta de cultura democrática que é difícil de adjetivar. Em nome da democracia - cuja forma já nem sequer se respeita, considerando todas as dúvidas que pairam sobre o processo eleitoral do Sporting - em nome da democracia, dizia, entendida simplesmente como a união em torno do vencedor encontramos muita gente a apelar à pacificação do clube. EnGodinho Lopes veio aparentemente contribuir para para essa pacificação ao reunir com os restantes candidatos no sentido de iniciar o processo de realização de uma auditoria externa. Claro que quem integrou um projeto onde a coerência e a verdade foram detalhes marginais ao longo dos últimos 16 anos não teria problema em faltar à verdade e usar de meias verdades para atingir os seus objetivos. No caso concreto, a imediata legitimação do seu mandato.

Dizia o Godinho na segunda-feira à noite no Dia Seguinte:

"Durante a campanha, ficou claro que iríamos avançar com uma auditoria. Não vou esperar tempo rigorosamente nenhum. Pretendo reunir-me com os outros candidatos e escolher um auditor. Não devemos ter medo de nada"

Dizia ele ao Público na sexta-feira, último dia de campanha:

"Vai promover uma auditoria?
Estou aberto, mas não será por proposta minha, porque eu acredito na honestidade das pessoas que estiveram no Sporting. Uma coisa é a competência, outra é a honestidade. A SAD é auditada todos os anos por estar na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e no resto do clube as coisas estão certas, com certeza. Mas estou aberto para qualquer auditoria proposta por um conjunto de sócios e que seja aprovada em assembleia-geral. Agora, há dois tipos de auditoria: a de gestão e a financeira. A primeira mexe com as pessoas, com a sua capacidade, competência e incompetência, mas é preciso lembrar que elas foram eleitas pelos sócios do clube. Seria um lavar de roupa suja que não leva a nada."

O problema, portanto, não é ele hoje ter reunido com outros candidatos para tentar definir os moldes de realização da auditoria. Isso seria um gesto saudavelmente democrático. O problema é a mentira de dizer que a sua lista quis a auditoria desde o início da campanha. Mente, portanto, com todos os dentes que tem. Em segundo lugar, aposto o que quiserem que a única auditoria que se vai fazer é aquilo que Godinho chama de auditoria financeira - e mesmo assim tenho dúvidas de que se ultrapasse a fase do anúncio da intenção de a realizar. A auditoria de gestão segundo o senhor "seria um lavar de roupa suja que não leva a nada". Um tiro no pé ainda antes de ter puxado o gatilho. Daqui para a frente vai ser sempre a piorar.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Impérios do Mal














Darth Sidious.......................................enGodinho Lopes

Afinações

Os continuadores do processo de "modernização" do clube não cessam de dar provas da sua competência e credibilidade. Como mostra Fernando Amaral, no Sporting Apoio, e como já foi referido pelo Golpe no Sporting, existe uma discrepância entre os valores oficialmente anunciados no site do Sporting ontem no final do escrutínio e os valores e os totais que se podem somar dos dados também eles oficiais no site do clube. Para além dos 2952 votos fantasma referidos por Fernando Amaral, o Golpe no Sporting faz também as contas, com base nos dados oficiais do clube, relativas ao número de eleitores. O somatório total dos eleitores dá 14619. O Sporting diz que votaram 14205 associados. Portanto, para o Conselho Directivo foram afinados 414 "sócios."Para o Conselho Fiscal a situação é um pouco menos grave. Nesta votação tivemos mais 365 sócios do que na realidade e 2920 votos a mais. Para confirmar os dados resolvi fazer eu próprio as contas para a AG.

Votos

LISTA A – 33396
LISTA B – 8881
LISTA C – 34417
LISTA D – 11341
LISTA E – 2524

Votos brancos/nulos - 740
Total - 91299
Total de votos oficialmente declarados pelo Sporting - 88530
Afinação - 2769

Votantes
LISTA A –
4533
LISTA B –
1384
LISTA C –
6247
LISTA D –
1912
LISTA E –
382
Votos brancos/nulos
- 125
Total - 14583
Total de eleitores oficalmente declarados pelo Sporting Clube de Portugal - 14205
Afinação - 378

O mais impressionante em tudo isto é que não há uma conta que bata certo. Uma só. Estamos, portanto, perante uma de duas maravilhosas conclusões: 1 - As eleições foram aldrabadas. 2 - Os membros da Mesa da AG do Sporting Clube de Portugal não sabem fazer contas de somar. Resta saber se algum jornal vai pegar nisto. Quer-me parecer que não.

domingo, 27 de março de 2011

Golpe no Sporting seguido de Lições do Dia

Golpe no SPorting é um blogue que procura tirar a limpo o que aconteceu neste processo eleitoral. A seguir com atenção.

Entretanto vale a pena começar a pensar em duas lições que o dia de ontem nos ofereceu.

1 - A Internet vale exactamente 7% dos votos. É o arredondamento dos votos da lista independente para o Conselho Fiscal e Disciplinar e da Associação de Adeptos Sportinguistas para o Conselho Leonino. A Lista Ser Sporting depois da hecatombe que foi a campanha de 2009 acabou com cerca de 10%. É o que valem a blogosfera e os fóruns anti-Projecto Roquette.

2 - Teriam sido necessários observadores da ONU e capacetes azuis para que ontem as coisas tivessem corrido bem. Mas a lição a retirar é outra. É simplesmente populista e idiota - num clube onde não se conseguem contar os votos em assembleia-gerais com 300 pessoas (como sucedeu na assembleia que aprovou o último aumento de quotas) ou sequer apresentar resultados eleitorais sem quaisquer margem para dúvidas - a ideia de alargar as votações aos núcleos. Se em Alvalade já se verificam javardices várias, imagem o que seria numa votação dispersa por cento e tal núcleos. Nunca mais qualquer direcção perdia qualquer eleição. Não deixa, porém, de ser curioso que alguns dos defensores do alargamento das mesas de voto aos núcleos ou à implementação do voto por correspondência, sejam os primeiros a recusar o elementar princípio de um homem/um voto ou se quiserem, na sua versão menos radical, uma progressiva diminuição do fosso entre aqueles que têm menos votos e os que têm mais.

Mesmo que a democracia no Sporting fique um pouco aquém dos padrões mínimos aceitáveis ela tem muitas amiguinhas giras no clube: a oligarquia, a cleptocracia e a gerontocracia. Dão-se todas bem umas com as outras.

Tanta pressa

"Bruno de Carvalho já anunciou entretanto ir impugnar as eleições que para ele acabaram em golpe de teatro. Mas uma coisa é certa, à luz dos estatutos do Sporting, não há lugar a tomadas de posse nem a cerimoniais. A partir do momento que Lino de Castro proclamou o vencedor o mesmo entra imediatamente em funções, pelo que a impugnação já anunciada poderá não ter efeitos práticos imediatos fazendo com que esta confusão se prolongue no tempo com recurso para as vias judiciais."