O ambiente de fim de festa que se vive um pouco por todo o lado faz-se sentir de forma ainda mais aguda no futebol português. De Alexandre Pais a Luis Sobral, passando por esse ex-grande jornal conhecido por A Bola, na imprensa não vemos qualquer sinal de autonomia ou capacidade crítica. Nos clubes, guiados por interesses estranhos ao desígnio desportivo e associativo, também não se observa qualquer movimento de transformação do futebol em Portugal. Dos organismos dirigentes do futebol português, então, ainda menos podemos esperar, como se pôde verificar pelo inexplicável silêncio do presidente da Liga, apenas hoje quebrado, a propósito dos acontecimentos desta semana, pelas lamentáveis declarações do presidente do Conselho de Arbitragem da FPF que considerou que "era hora dos árbitros tomarem uma posição" ou através das inenarráveis formulações de Luis Guilherme, presidente da APAF que, a 24 horas do início do Beira-Mar-Sporting, comparou a possibilidade de não haver um árbitro num jogo do campeonato da primeira divisão com o que se passa todas as semanas nos distritais, onde essa situação se verifica "centenas de vezes". O que falta em racionalidade sobra claramente em corporativismo clientelar um pouco por toda a parte. Neste contexto os adeptos e os apaixonados pelo belo jogo nada podem exigir de quem quer que seja, face à ininputabilidade que cerca o futebol português. Talvez o regresso ao espírito do recreio da escola seja mesmo a melhor hipótese para salvar o nosso jogo. Era bom que não houvesse mais árbitros para o Sporting até ao final da época.
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segunda-feira, 22 de agosto de 2011
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Inacreditável IV
Confesso que tinha uma certa esperança de vir aqui escrever que o Braga tinha ganho à equipa dos corruptos! Teria sido um melhor 'inacreditável' para finalizar. Mas não. Portanto, acho inacreditável que numa final Europeia entre duas equipas portuguesas, no fim não tenha aparecido a puta dum jogador com uma bandeira de PORTUGAL! Foi ver bandeiras do Brasil, da Colômbia, Uruguai, Argentina...até lá havia uma da Roménia e outra da Polónia! A maçã podre, Varela, Beto e Micael, 4 jogadores da Selecção, e nada de bandeira de Portugal! Mas, e que dizer do Rolando, outro das Quinas, que nem sem lembrou de atar uma bandeira de Portugal juntamente à bandeira de Cabo Verde, que insistentemente carregou em ombros!!! É inacreditável!
terça-feira, 13 de julho de 2010
Amador mais amador não há!
Queirós tem razão.
A federação é mesmo uma estrutura amadora.
Só alguém muito amador é que celebraria um contrato por 4 anos com um treinador com o currículo deste.
Mas desconfio que isto está longe do amadorismo típico de uma associação cultural, recreativa e desportiva.
Tem mesmo contornos de gestão danosa, a fazer fé nas notícias de hoje.
O amor à pátria afinal paga-se caro.
Alguém de carácter sério pode considerar que não é gestão danosa pagar mais a um treinador por ficar nos oitavos de final do que a outro que foi finalista no euro 2004?
A federação é mesmo uma estrutura amadora.
Só alguém muito amador é que celebraria um contrato por 4 anos com um treinador com o currículo deste.
Mas desconfio que isto está longe do amadorismo típico de uma associação cultural, recreativa e desportiva.
Tem mesmo contornos de gestão danosa, a fazer fé nas notícias de hoje.
O amor à pátria afinal paga-se caro.
Alguém de carácter sério pode considerar que não é gestão danosa pagar mais a um treinador por ficar nos oitavos de final do que a outro que foi finalista no euro 2004?
O típico provincialismo do porreirismo lusitano em fulgor.
P.S.: entretanto o tal seleccionador que disse ser urgente acabar com a mentira e a calúnia no futebol português, veio dizer que afinal disse o que disse que não tinha dito.
Ele não mente, não é o Scolari, apenas diz coisas que não eram bem o que queria dizer, ou quando as diz é num sentido não pejorativo, ou seja, se dissermos que a participação da selecção no mundial foi amadora, isto até pode ser um valente elogio.
Brutal!
P.S.: entretanto o tal seleccionador que disse ser urgente acabar com a mentira e a calúnia no futebol português, veio dizer que afinal disse o que disse que não tinha dito.
Ele não mente, não é o Scolari, apenas diz coisas que não eram bem o que queria dizer, ou quando as diz é num sentido não pejorativo, ou seja, se dissermos que a participação da selecção no mundial foi amadora, isto até pode ser um valente elogio.
Brutal!
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