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quinta-feira, 7 de março de 2013

Golpe no Sporting

Um documentário que tem o mérito de tentar condensar em minutos o que foram 17 anos de assalto ao Sporting Clube de Portugal. Não sei quem o fez mas está de parabéns.
Para todos os sportinguistas, sobretudo os mais jovens, que não sabem o que é ter um presidente decente, e os mais desatentos, que tanto lhes custa ainda a entender o que raio se passou e o que é a continuidade.
Para que tirem ilações e se impeça de haver mais coveiros. Pois se houver será só para atirar a terra para cima do caixão. Sabemos que eles não vêm de pá na mão mas mascarados de experientes gestores rodeados de gente influente e amigos de confiança. sobretudo da banca.

Já não há mais desculpas para isto. Basta.


http://www.youtube.com/watch?v=gU7aE5aD20g&feature=youtu.be
Este é só o 1º capítulo. Podem acompanhar os outros em http://golpenosporting.blogspot.pt/

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Futebol e corrupção

"O futebol é hoje um dos grandes centros de corrupção em todo o mundo. Mas será que os seus líderes levam esta questão a sério...?"
Leiam tudo aqui.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Inacreditável IV

Confesso que tinha uma certa esperança de vir aqui escrever que o Braga tinha ganho à equipa dos corruptos! Teria sido um melhor 'inacreditável' para finalizar. Mas não. Portanto, acho inacreditável que numa final Europeia entre duas equipas portuguesas, no fim não tenha aparecido a puta dum jogador com uma bandeira de PORTUGAL! Foi ver bandeiras do Brasil, da Colômbia, Uruguai, Argentina...até lá havia uma da Roménia e outra da Polónia! A maçã podre, Varela,  Beto e Micael, 4 jogadores da Selecção, e nada de bandeira de Portugal! Mas, e que dizer do Rolando, outro das Quinas, que nem sem lembrou de atar uma bandeira de Portugal juntamente à bandeira de Cabo Verde, que insistentemente carregou em ombros!!! É inacreditável!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Notícias da frente

As ligações entre a alta finança, o Sporting, as consultoras, lembram-se do Ernesto e das auditorias às contas do BPN?, e tudo o que mais há de podre neste país, continuam. Chegou a vez de Luís Duque, antigo presidente da SAD e companheiro de Seara na Câmara de Sintra, ser constituído arguido, sob suspeita de fraude na obtenção de créditos bancários, no valor de 80 milhões de euros. Outros virão. Entretanto, claro, há sempre uns tansos que continuam a acreditar no projecto.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Diz-me com quem andas dir-te-ei que paz é essa

Nos finais de noventa, Roquete já dizia: Vem aí uma nova era, o futebol precisa de credibilidade, não podemos denegrir a sua imagem e entrar em guerras. Era um tipo pragmático e programático: o ideólogo do grande filão por explorar que era o futebol, cotou o Sporting na II Divisão da Bolsa e, esperançado numa promoção, queria pouco barulho para dar um ar mais respeitável à bola, pois o Sr. mercado não gostava de peixeiradas.

Em 2004, Pedro Aleixo Dias, Sénior Partner da BDO (empresa que assina as auditorias à SAD), já dizia: "As SAD têm 6-7 anos. Este modelo de gestão está esgotado. É insustentável. Quem perde nisto tudo são os accionistas."
Com o novo estádio, a estratégia passava agora pela maximização dos factores de receita: Direitos de publicidade, merchandising, licenssements, etc (perdoem-me o francês); direitos de utilização de lugares de bancada, novos públicos corporate e afins. José Espírito Santo Ricciardi, à altura membro do conselho fiscal, defendia então "só pode haver disputa dentro das quatro linhas" como medida englobada naquela estratégia [O Jogo, 26/03/04].
E nisto, higienizar o estádio, docilizar o público, erradicar o disruptivo, para não assustar o novo segmento (perdoem-me o português). Como o Sporting real é outro, mais uma vez, a coisa não correu como esperavam. Não obstante, manteve-se a postura de consentimento, mesmo depois do escândalo do Apito Dourado cujas escutas foram, já antes, todas elas transcritas e publicadas e eram, pelo menos, do conhecimento dos dirigentes. Nascia o dirigente tótó.

Em 2010, depois da escutas chegarem a toda a gente em formato original, Oliveira fantoche e Costa, que me garantem, amigos de confiança, representar o Sporting, em directo na TV dizia: "não lavo a cara com água do bidé". Quanto a isto o Zé Diogo Quintela disse tudo aqui.

Dois dias depois do Costa, o presidente do clube vem dizer: "..quem não defende sempre a guerra não é um totó". Dirá, portanto, o presidente, que defender os sportinguistas, enganados e roubados pela corrupção desportiva..., que gerir eficazmente a reputação, as tradições, as expectativas e o bom nome do clube e seus funcionários significa... estar calado? Um presidente que confunde o essencial conflito clubístico com guerra; que só conhece o 8 e o 80; que guarda as munições todas para consumo interno. Que dez anos depois, nem percebe que neste meio para se ter sucesso não basta gerir activos (nem isso..), mas sim saber gerir isto. Um presidente que impõe valores pessoais como valores sportinguistas e uma turma de amigos que só debita hipocrisia.

O Sporting que hoje temos é em boa medida o Sporting por que lutaram: às terças e quintas dando uma de aristocrata finório, pugnando pela paz oca, sabe-se lá bem em nome de quê e de quem; mas, em matéria interna, à segunda e na quarta-feira, solta-se o verniz e é ver a peixeirada vergonhosa do presidente da Mesa da Assembleia Geral, revoltado por a Sic informar os teleespectadores da existência de uma AG do clube (!!!), num programa onde ainda lhe pagam para fazer aquelas figuras. Nada surpreendente aliás vindo quem ainda há pouco tempo defendia acabar com a participação dos sócios nas AG passando a estes a serem representados pelo Conselho Leonino.

Os resultados e o resto, enquanto não vai sendo alienado, estão à vista.

Como vovó já dizia, quem não tem visão bate a cara contra o muro..

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A lampionização de portugal - Parte II

A não perder a leitura do post do 1906 Luta e Resiste, clicar: AQUI.

Assim se percebe melhor a teia kaufkiana entre governo, benfica, empresas públicas, sucateiros, banqueiros afectos aos regimes governamentais e lampiónicos.

p.s.: desculpa a colagem e plagiagem Anjo Exterminador, mas era um golo que não podia falhar e me apareceu caído da blogosfera.

p.s. 2: depois do apito dourado, também começo a dominar os meandros da linguagem dita encriptada.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

À margem

Nos CTT auditaram-no. A Horta e Costa e C&ª. Um dos ex-administradores da 1ª geração Roquette, acusado oficialmente de administração danosa. Ainda há um mês e picos tinha vindo à estampa por outras contas e agora só lhe faltava mais esta.
Nada de realmente surpreendente pra quem já acompanhava o assunto aqui.
Daqui a um mês é a vez julgamento do ex.dirigente do SCP, Godinho Lopes. A Expo também o auditou.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Oxímoro

"O presidente do FC Porto teve a hombridade de me telefonar a transmitir a eventual decisão do seu clube para o jogo de quarta-feira, tendo mostrado a preocupação de que se a decisão fosse não comparecer tal não deveria ser considerado como uma agressão ao Sporting"

Dizem os manuais que um oxímoro é uma figura de estilo que harmoniza dois conceitos opostos numa só expressão. No fundo, é isso que é quando aplicado para fins poéticos e literários. Ou seja, quando não é utilizado inadvertidamente. Apesar de no futebol português ser uma figura de estilo recorrente ela não se encontra reflexivamente popularizada. Já em inglês a expressão é utilizada sem grande parcimónia no dia-a-dia: para adjectivar pessoas que são ignorantes ou que não sabem do que falam. Já todos vimos e ouvimos a expressão moron, como em "you're a moron". Pois bem, moron, como imaginam, deriva de oximoron. O presidente do concelho directivo do Sporting Clube de Portugal e da Sporting SAD conseguiu pois a proeza de juntar "hombriedade" e "presidente do FC Porto" na mesma frase. Um oxímoro, portanto. Mais um a juntar à longa lista que o futebol português foi produzindo.
Para além, da riqueza formal, a expressão de Filipe Soares Franco também merece uma análise mais substantiva. Antes de mais, por entrar em contradição com as declarações de Paulo Bento, que afirmou, no mesmo dia, estar a preparar o jogo de quarta-feira. Mas para além desta contradição, que não revelará mais do que os problemas de comunicação na estrutura da Sporting SGPS, o oxímoro mostra acima de tudo a falta de comprometimento da actual direcção com aquilo que de forma algo antiquada poderemos apelidar de verdade desportiva. Falta de comprometimento que se manifesta de diversas formas.
Antes de mais, pela incapacidade de tomar uma posição no golavrás gate. O Sporting manteve uma posição de neutralidade, como se à margem dos acontecimentos, que em nada ajuda a dignificar o papel que pretendemos, e exigimos, desempenhe na reforma do futebol português. Em segundo lugar, e como explicou José Manuel Meirim no domingo no jornal Público, o golavrás não era a única porta do cavalo no regulamento da Taça da Liga (A Última Roulote não faz publicidade). Segundo Meirim, no dia 23 vieram a lume factos que poderiam colocar em causa a regularidade da participação do FC Porto na Taça da Liga. O problema tinha que ver com a composição da equipa do Porto no jogo com o Vitória de Setúbal. Meirim cita os regulamentos: "Durante a competição [...] os clubes são obrigados a fazer participar nas suas equipas em cada jogo pelo menos 5 jogadores que tenham sido incluídos na ficha técnica como efectivos em um dos dois últimos jogos oficiais da época em curso, salvo caso de força maior, comunicado à Liga com a antecedência mínima de 5 dias antes da realização do respectivo jogo e, desde que, os motivos invocados sejam considerados pela Liga como justificativos". Mais uma vez voltamos a uma questão linguística, pelos vistos o maior problema do futebol português. Do onze inicial do FC Porto no jogo com Vitória de Setúbal apenas Pedro Emanuel havia sido sido efectivo num dos dois últimos jogos. Meirim continua a citar os regulamentos: "De acordo com o RC [regulamento de competições], o que é um jogador efectivo? Se lermos o RC (se não bastasse a norma transcrita), este contrapõe, com rara clareza, efectivo a suplente (artigos 18.º, n.º 7 e 26.º, n.º 8). Efectivos são os 11 jogadores que iniciam o jogo como titulares". Tendo em conta esta regulamentação finalmente chegamos a um comunicado da Liga Portuguesa de futebol Profissional, datado de 24 de Setembro de 2007 que faz uma outra leitura:« a) existe uma obrigação de "participação efectiva de pelo menos 5 jogadores que tenham sido efectivamente utilizados"; (b) por "efectivamente utilizados" entendem-se os jogadores que fizeram parte da formação inicial ou foram suplentes utilizados.» O ponto de chegada deste imbróglio tem simplesmente que ver com o facto de o comunicado da Liga se referir a uma expressão (efectivamente) que efectivamente não existe nos regulamentos. Para Meirim trata-se de uma alteração da regra por via imprópria, tornando-a inválida.
Mas como se não bastasse o facto de irmos defrontar um adversário em situação irregular na competição que exercia simultaneamente pressão sobre terceiros com a conivência da direcção do Sporting Clube de Portugal, é necessário reflectir sobre os comentários da posta mesmo aqui em baixo, onde são apontadas duas causas ao insucesso desportivo do clube nos últimos anos: os baixos orçamentos e as arbitragens. Sabendo-se que o presidente do FC Porto é um dos principais responsáveis pela degradação do futebol português nos últimos 30 anos e um dos principais suspeitos em vários processos judiciais relativos a corrupção na arbitragem não seria do mais elementar bom senso que a direcção do Sporting Clube de Portugal, na defesa dos mais básicos interesses do clube, se abstivesse de traficar com um representante suspenso de uma organização desportiva? Mais ainda, não se exigiria à direcção do Sporting Clube de Portugal que de alguma forma procurasse uma alteração nos regulamentos disciplinares da FPF e da LPFP para que a suspensão dos dirigentes condenados por crimes corrupção correspondesse uma incapacidade para o exercicío de cargos desportivos durante o período da suspensão?
Não podemos, igualmente, separar estas questões de duas outras. Por um lado, dos benefícios económicos derivados das vantagens competitivas adquiridas por meios ilícitos. Ainda relacionado com a questão das vantagens competitivas convém relembrar que a sua institucionalização coloca os outros competidores em condições de desigualdade em momentos posteriores. Certamente que se poderá argumentar, e com razão, que o próprio FC Porto foi durante décadas prejudicado, em detrimento de Sporting e Benfica, pelo tipo de vantagens competitivas que veio nos últimos 25 anos a adquirir. Isso não legitima, na minha opinião, procedimentos irregulares. Por outro lado, e para além das questões financeiras associadas aos resultados desportivos, é de salientar o facto de o próprio modelo de gestão empresarial que vem sendo defendido pelas diversas direcções do Sporting Clube de Portugal nos últimos 13 anos coloca em causa o regime de concorrência a que estão sujeitas as competições desportivas em Portugal, e no resto da Europa. Se em Inglaterra, para além dos adeptos do Manchester United foi o próprio governo de Tony Blair a inviabilizar a OPA de Rupert Murdoch sobre o clube, com base no conflito de interesses, no caso português com SAD's e clubes sistematicamente no vermelho o futebol não apresenta um intesse económico directo evidente. A não ser que cadeias televisivas, mediadores mediáticos (passe o pleonasmo) patrocinadores, bancos, empresários de jogadores e empresários da construção civil criem um consórcio que tem por base a exploração do futebol português em regime fechado e em detrimento da verdade desportiva, subjugada aos interesses económicos, que poderão fazer rodar campeões ao ritmo das receitas de quotização, serviços de dívida e audiências. Mas nada disto parece interessar à actual direcção do Sporting Clube de Portugal. Recito de memória: Pinto da Costa teve a hombriedade de ligar a dizer que o Porto se calhar não ia comparecer ao jogo amanhã. O que vale é que mesmo escasseando o pão, no rectângulo circo é que nunca falta.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Apito some e segue, outros comem e não seguem

Como se pode ver aqui, o TC decidiu não julgar inconstitucionais as escutas telefónicas do apito dourado.
É apenas uma decisão, referente a valentim e compinchas (das boas), pois outros recursos estão pendentes, de outros arguidos e da sentença condenatória que poderá lá chegar, se não houver outra secção do TC que decida de maneira inversa é caso para dizer que a fruta não chega a todo o lado.
Menos mal, que do Madaíl e súcias não nos livramos.
Parece que se passou algo (ver postas de ontem) para os lados da Suíça, onde o Guimarães andou metido ao barulho, ou seja quem se mete com o papa leva. A ver se o vieira dos pneus é o próximo a almoçar, o que me leva a pensar (mas não quero acreditar) que o franco também come e cala em nome do Sporting, de forma a não apanhar com nenhuma arbitragem portuguesa num jogo da Uefa.
Audaces Fortuna Juvat

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Finalmente alguma justiça

O que já se antevia, com base nas fugas dos jogadores, confirma-se, o Porto está fora da Champions!! Finalmente foi feita alguma justiça! Sinceramente penso que este factor Champions não foi ponderado por todos aqueles que apressaram a condenação do Porto para este ano! Certamente achavam que ficavam sem os 6 pontinhos e mais nada se passava. Mas haja alguém que não anda a dormir e toma decisões não olhando a nomes!
A todos aqueles que dizem que isto é mau para o Futebol Português, eu concordo, não porque agora não temos uma das melhores equipas na Champions, mas sim porque sermos conhecidos como corruptos é uma péssima imagem que damos.

Claro que toda a boa notícia tem um reverso da medalha e neste caso, em principio implica a participação dos "outros" na Champions....mas coitados, será sempre por misericórdia!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Intencional? Premeditado?

Não é preciso ler relatório nenhum para saber que foi uma coincidência...enfim, será que algum dia irei perceber qual a razão de existirem regulamentos no futebol? Hummm...talvez seja para tirar 6 pontos ao Belém, os mesmos que querem tirar ao Porto por corrupção (dejá vú, mas é bom relembrar!).

sábado, 5 de abril de 2008

Crime e castigo II

... Posso perceber pouco ou nada da natureza jurídica de coisas como ‘notas de culpa’ e ‘elementos de prova’, mas uma coisa, eu e todos os mamíferos de duas patas, possuímos: é o sentido de justiça. Neste patamar (não o da lei stricto sensu, mas o seu espírito), já todos nós conseguimos perceber quando este sentido está a ser invertido. O Castigo pode também ser interpretado como forma de compreender o conjunto social de cada momento histórico e geográfico específico. No castigo em questão, e após uma inevitável comparação com o castigo italiano, o castigo françês e o castigo polaco, é com profunda mágoa que concluo assim a rubrica “é uma justiça (desporiva) portuguesa com certeza – 2ª lição”:
Assassinato da verdade desportiva >> Credibilidade do futebol português pela pia >> Castigo: 6 pontos de penalização (como frisou o Pantera, os mesmos pontos a serem retirados ao Belenenses por utilização indevida de Meyong, por ter jogado 11min noutro clube!) numa época onde tudo está decidido >> Ilação: sobrevive a impunidade.

Apesar de manter a esperança (ser do Sporting prepara-nos para a vida) que venha a ser feita um mínimo de justiça, estas coisas fazem-me realmente espécie. Dão-me fúria. Por isso, sempre que penso...
naqueles que andam a gozar com os adeptos portugueses e a fecharem-se em desculpas esfarrapadas,
nos que contribuíram e contribuem para o logro que é adeptos andarem a sofrer com lances e jogadas com a certeza destas estarem dependentes apenas da sorte, do azar, da capacidade dos jogadores e da qualidade do árbitro,
naqueles que alimentaram e alimentam um sistema podre que continuamente protege os poderosos ao mesmo tempo que a arraia-miuda, essa, fode-se sempre,
... as náuseas são tantas que só me restabeleço depois de ouvir música e relaxar.

http://portugalunderground.blogspot.com/2007/07/aqui-del-rock-h-que-violentar-o-sistema.html
http://www.youtube.com/watch?v=0u8tBFudWog

P-S: Em virtude da roulote (apesar de ser a Última) ser também um espaço aberto às crianças foi entretanto substituida a anterior canção por estas duas que já só têm uma ou outra asneira.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Crime e castigo I

Colocada a pergunta de anteontem, e após árdua pesquisa pela web, encontrei finalmente uma explicação para facto da Comissão disciplinar da Liga ter considerado que apenas o crime de corrupção na forma tentada - sanção com perda de três pontos em cada caso, em vez de descida de divisão (forma consumada, como no caso do Boavista) - se tenha verificado. Para o CD da Liga, é pois no pressuposto de que a “actuação do árbitro tivesse condicionado o resultado desportivo” onde reside a diferença nas notas de culpa dos dois clubes portuenses e que alterou a qualificação do crime e impediu a aplicação da pena mais grave. Ora, partindo do princípio que os gajos que decidiram isto não estavam bêbados, então, digam-me lá com que bases/indícios/provas é que decidiram isso? No resultado em si? Na análise dos peritos? Como eles não me dizem, mais uma vez fui tentar averiguar esta arte de punir:
Porto 0 – 0 Beira-mar - Mourinho fez descansar meia-equipa nesse jogo por causa do jogo da ½ final da Liga dos Campeões e os seus jogadores não conseguiram marcar um golo numa partida onde, segundo os peritos que a PJ convocou para analisar o jogo, Augusto Duarte perdoa uma expulsão clara a um jogador do FCP. Portanto, deve ter sido com base no resultado.
FCP 2 – 0 Estrela – Como o FCP venceu presume-se que a actuação do árbitro não condicionou o resultado apenas porque houve três foras-de-jogo que os peritos avaliaram, ao que parece, como bem assinalados. Foras de jogo que, se não me engano, são assinalados pelos árbitros auxiliares. Muito bem. Sem mais comentários.

Para lá deste insolúvel mistério, outras questões há que para as quais rapidamente forneço explicações plausíveis.
Porque tardou a tanto a agir a justiça desportiva?
Calculismo. Para ver no que to dava. Isto é, se o ‘Apito Dourado’ não tivesse chegado à fase de julgamento andava-se agora alegremente a assobiar para o lado.
Porque actuou agora a justiça desportiva e não espera pela decisão dos julgamentos dos tribunais?
Uma vez acusados os arguidos de corrupção activa, a justiça desportiva, ao antecipar-se à decisão final dos tribunais civis, pode evitar que uma hipotética decisão de sanção desportiva emanada por estes últimos seja invalidada porque… entretanto já foi aplicada uma sanção pela instância desportiva. Fazendo assim com que possíveis futuras sentenças dos tribunais comuns tenham apenas como consequência multas e penas suspensas.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Crimes, Fruta e Justiça

Para quem (sim, eles existem) ainda lhe sobra dúvidas sobre se Pinto da Costa (ou Papa ou Engenheiro Máximo ou Padre da Freguesia das Antas ou Administrador do prédio das Antas ou Bimbo da Costa ou Giorgio, conforme o grau de amizade) era (vamos fazer fé neste tempo verbal) uma das cabeças de um Polvo funesto que se entretinha, em prol do benefício e malefício de uns e doutros, a traficar influências, a subornar e (sobretudo) compensar classificatoriamente os "bons" árbitros através de falsificações (foram certificados 555 crimes destas alterações de nota),
para aqueles que exclamam: “então o pinto da costa ia comprar árbitros numa época em que Mourinho foi o treinador e o Porto campeão da taça Uefa?!”,
a todos eles, dedico estas passagens em forma de prelúdio:

FC Porto 2 - 0 Estrela da Amadora, 19ª jornada
«(...) Jacinto Paixão [JP] telefona a [António] Araújo [empresário e lacaio de PC]. Segundo o Ministério Público [MP], com a intenção de pedir ao FC Porto prostitutas para o final do jogo. Araújo telefona a Pinto da Costa [PC] pelas 13h00 e diz-lhe que lhe ligaram a pedir “fruta para dormir”.» (...)
«Sabe-se apenas que Araújo, a quem também chamam Coronel, pagou €150 a cada uma das prostitutas e que ligou três vezes a Jacinto Paixão, farto, presume-se, de estar a fazer sala com as meninas.» (...)
«Fechada a porta, Celina confessou à PJ que o árbitro lhe pediu para tratá-lo simplesmente por Paixão.» (...)
«” [JP:] Desafio esses senhores (PJ e MP) a dizer-me, cara a cara, se estive com elas (prostitutas), quanto aos meus colegas não sei…”,(…). PC, por seu lado, considerou impensável a oferta de prostitutas a JP “pois corria no mundo futebolístico que ele seria homossexual”. Jacinto é casado e tem dois filhos.»

Beira-Mar 0 - 0 FC Porto, 31ª jornada
«(…), só termina [telefonema] quando Araújo [acompanhado, no carro, pelo árbitro Augusto Duarte] entra na rua onde reside o presidente portista. Sem o saber está lá uma equipa de vigilância da PJ.» (...)
«Quando regressava da cozinha, a ex-companheira de PC garante que viu o presidente do FC Porto entregar a Duarte um envelope branco com dinheiro. Concretamente 2.500 euros.» (...)
«PC nega ter entregue a Duarte qualquer quantia em dinheiro e afirma que Carolina não ouviu qualquer conversa porque estava doente e acamada. Duarte, por sua vez, garante que foi apenas a casa de PC pela primeira vez para uma conversa de circunstância. Mas Duarte disse também que teve oportunidade de visitar o jardim na companhia de Carolina, nomeadamente o local destinado aos animais domésticos.» (...)
«Os três peritos que a PJ convocou para analisar as imagens do jogo detectaram prejuízos para os aveirenses na primeira parte, com Duarte a perdoar um cartão vermelho a um jogador do FC Porto, situação que poderia ter desequilibrado a partida. No final, a equipa de arbitragem encontrou-se com Pinto de Sousa [também conhecido pelos “amigos” por Cabeça de Giz], presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, numa marisqueira de Matosinhos. Nesse hiato temporal, PC fala com Pinto de Sousa e fica no ar a ideia de que podem jantar juntos no Porto. PC está já num restaurante da cidade. Pinto de Sousa torce o nariz. “Isso é francesihas”, diz rumando para Matosinhos. Onde paga o jantar à equipa de arbitragem. (…) No posto de escuta, em Paranhos, Porto, os investigadores ouviram PC queixar-se a Pinto de Sousa: “O Augusto não esteve nada bem, é verdade que não esteve mal mas não deu cheirinho nenhum, só deixou passar uns livres e há um penálti que o gajo não vê sobre o McCarthy.”»
(fonte: «Apito Dourado: Toda a história», Eugénio Queirós, distribuído pelo Record)

Posto isto, e antes de partir para outra dedicação, alguém me poderia explicar seriamente qual é a parte do crime de corrupção que aqui não está consumada??


PS - Ainda vos podia transcrever partes que explicam como foi orquestrado o resultado (relatório do árbitro e as decisões saídas dos inquéritos disciplinares) da novela da camisola do Rui Jorge rasgada por Mourinho ou até partes de escutas relativas ao jogo Nacional 3 – 2 Benfica com o habitual trio de intérpretes Pinto da Costa, Araújo e Augusto Duarte, e muito mais coisas giras com os artistas do costume, mas por cansaço não o vou fazer. Para abrir a pestana, hoje em dia basta um ‘clik’ e escrever “Apito Dourado”.