O Sporting precisa de total ruptura com o clima e o estilo que se viveu nestes últimos 15 ou 20 anos, mas precisa que essa ruptura seja operada a um nível elevado. O bando que governou o Clube até agora e que prepara várias fórmulas de continuidade, fê-lo com uma grande eficácia, é preciso reconhecê-lo. O problema que se coloca é este: a Mafia também é eficaz, mas os seus princípios não são aceitáveis. A eficácia não é uma virtude em si.
É pois necessário mudar de paradigma. E para o mudar há que atacar os problemas na raíz.
Sportinguistas: querem uma revolução séria no Sporting? Querem ruptura? Exijam (exijam!) então dos candidatos que preparem e coloquem a sufrágio, simplesmente:
1- O fim da SAD.
2- A reformulação dos Estatutos, por forma...
3- A acabar com a regra dos anos/votos e...
4- A reorganizar as estruturas do Clube com vista a alargar a representatividade e participação efectivas dos Sportinguistas na sua vida, designadamente nos orgãos directivos e...
5- Em particular, a reformular o Conselho Leonino, dando-lhe poderes "legislativos" e de fiscalização permanente das actividades da direcção. O modelo "conselho directivo-conselho fiscal-assembleia geral" não funciona! É um modelo amador que não responde às exigências de um clube com a dimensão do Sporting, alimenta a falta de democraticidade.
5- Em particular, a reformular o Conselho Leonino, dando-lhe poderes "legislativos" e de fiscalização permanente das actividades da direcção. O modelo "conselho directivo-conselho fiscal-assembleia geral" não funciona! É um modelo amador que não responde às exigências de um clube com a dimensão do Sporting, alimenta a falta de democraticidade.
6- A reorganização dos importantíssimos Núcleos, criando-lhes um estatuto que lhes dê representatividade e presença institucional forte. Uma espécie de mini-Sportings locais, não organismos sem qualquer intervenção orgânica na vida do Clube, como são agora.
7- A instituição do cargo de Provedor do Sporting, eleito e independente dos orgãos directivos.
Tudo o resto é folclore. É o modelo actual —que não é SAD nem é peixe— que não funciona. É o modelo actual que permite o assalto dos aventureiros. É o modelo actual que perpetua os problemas. É o modelo actual que tem consequências em toda a vida do Clube, designadamente no plano financeiro e desportivo. Sem reformas não há ruptura e o futuro do Sporting como instituição social e desportiva está comprometido. Sem reformas haverá um arrastar mais ou menos penoso até à agonia final.