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quarta-feira, 2 de março de 2011

Querem ruptura? Então discutamos ruptura a sério...

A presidência do Sporting é para gente séria, mas é também para gente a sério! E a gravidade dos problemas que afligem o Sporting leva a que, se se quiser discutir seriamente o futuro tenhamos de exigir que se coloquem em cima da mesa temas e soluções sérias. Espero que a partir de agora a coisa mude porque o que vemos neste momento, os candidatos e os temas que se propõem tratar, indicia que estamos no reino da blague...
O Sporting precisa de total ruptura com o clima e o estilo que se viveu nestes últimos 15 ou 20 anos, mas precisa que essa ruptura seja operada a um nível elevado. O bando que governou o Clube até agora e que prepara várias fórmulas de continuidade, fê-lo com uma grande eficácia, é preciso reconhecê-lo. O problema que se coloca é este: a Mafia também é eficaz, mas os seus princípios não são aceitáveis. A eficácia não é uma virtude em si.
É pois necessário mudar de paradigma. E para o mudar há que atacar os problemas na raíz.
Sportinguistas: querem uma revolução séria no Sporting? Querem ruptura? Exijam (exijam!) então dos candidatos que preparem e coloquem a sufrágio, simplesmente:
1- O fim da SAD.
2- A reformulação dos Estatutos, por forma...
3- A acabar com a regra dos anos/votos e...
4- A reorganizar as estruturas do Clube com vista a alargar a representatividade e participação efectivas dos Sportinguistas na sua vida, designadamente nos orgãos directivos e...
5- Em particular, a reformular o Conselho Leonino, dando-lhe poderes "legislativos" e de fiscalização permanente das actividades da direcção. O modelo "conselho directivo-conselho fiscal-assembleia geral" não funciona! É um modelo amador que não responde às exigências de um clube com a dimensão do Sporting, alimenta a falta de democraticidade.
6- A reorganização dos importantíssimos Núcleos, criando-lhes um estatuto que lhes dê representatividade e presença institucional forte. Uma espécie de mini-Sportings locais, não organismos sem qualquer intervenção orgânica na vida do Clube, como são agora.
7- A instituição do cargo de Provedor do Sporting, eleito e independente dos orgãos directivos.
Tudo o resto é folclore. É o modelo actual —que não é SAD nem é peixe— que não funciona. É o modelo actual que permite o assalto dos aventureiros. É o modelo actual que perpetua os problemas. É o modelo actual que tem consequências em toda a vida do Clube, designadamente no plano financeiro e desportivo. Sem reformas não há ruptura e o futuro do Sporting como instituição social e desportiva está comprometido. Sem reformas haverá um arrastar mais ou menos penoso até à agonia final.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O negócio dos dissabores

Nestes dias de alinhamentos pré-eleitorais, a falta de um modelo consistente, capaz de resolver a grave, longa e profunda crise do Sporting é mais que patente.
Até agora, as sucessivas "soluções" experimentadas para a gestão do Sporting giraram à volta de dois princípios que provaram não funcionar. Ou se ignora completamente os sócios (e, por extensão, os adeptos Sportinguistas), únicos motores de uma qualquer resolução dos problemas do Clube, ou se tenta fazer-lhes o rapapé com o único intuito de melhor manter o Clube ao serviço dos seus interesses pessoais, continuando a explorar o seu sportinguismo.
Nunca os Sportinguistas foram chamados a envolver-se na gestão do seu Clube. Foram, isso sim (caso da aldrabice do Lugares de Leão, por exemplo, um grande negócio certamente para o BCP, mas um logro total para os sócios do Sporting), chamados para tapar buracos e os erros de planificação ou de gestão das sucessivas direcções.
Naturalmente que esta postura só pode dar buraco.
Ouvindo as diferentes propostas até agora esboçadas pelos putativos candidatos, não se vê ninguém que proponha uma solução institucional que permita impedir a repetição de fórmulas requentadas. Pelo contrário, se nestes últimos anos se tem assistido a tentativas sucessivas de separar ainda mais os Sportinguistas do seu Clube e de os enganar com mirabolantes receitas financeiras, que têm falhado redondamente, o que se ouve da boca dos actuais candidatos a candidatos e o que se adivinha dos que habilmente ainda não manifestaram disponibilidade para entrar na corrida, não tranquiliza.
O que o Sporting precisa é de uma solução estável, que não contrarie a sua realidade.
Vejam este exemplo. Na pátria do capitalismo, no paraíso por excelência do desporto transformado em mercadoria, há, imaginem, um clube —vencedor ainda por cima!— que é dos adeptos. Não é nenhuma utopia e é, quanto a mim, a solução radical de que este Sporting, em vias de extinção, necessita.
Em vez de proporem programas que são mais do mesmo, dos quais não resultará mais nada que não seja o adiamento ou a repetição da crise, o Sporting precisa de uma equipa dirigente cujo programa seja o de preparar o Clube para uma mudança de fundo que resolva de vez a causa de todos os seus problemas.
Na prática, o Sporting, uma associação de utilidade pública, uma "unidade indivisível constituída pela totalidade dos seus associados" (Estatuos Art. 3º-1), digladia-se contra uma SAD, incompetente e inútil, cujo objectivo é lutar contra esta "unidade indivisível" para garantir os seus dividendos privados. Lucros que só poderá, porém, obter se a unidade se quebrar, sendo que, se de facto se quebrar, cessa a fonte dos lucros. Uma embrulhada de todo o tamanho.
A ambiguidade deste modelo organizativo actual (de autoria de Roquette, o pai de todas as crises que têm assolado o Clube, convém lembrá-lo) é a causa dos problemas que ditam a sorte do Sporting hoje. O Sporting e os Sportinguista têm de decidir se querem ser donos do seu Clube ou se querem ser fregueses forçados do negócio dos dissabores.
As oportunidades de mudar a situação e as soluções possíveis para mudar o estado miserável em que se caiu começam a rarear. Os Sportinguistas e os candidatos a candidatos têm de perceber isto.
Eu, por mim e para já, vou ver o Superbowl...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Processo disciplinar a JEB JÁ!

Este miserável provocador que é o presidente do Sporting, veio agora tirar mais um coelho da cartola. Desta feita é o crisma dos putos da Academia e os "meninos" que vão estar supostamente na missa suponho que do Papa, envergando, com o beneplácito oficial, símbolos do Clube.
É claro que não está aqui em causa o crisma, nem a religião católica. É claro que é tão respeitável como qualquer outra.
O que está em causa é o comportamento institucional deste perfeito cretino.
Fere os sentimentos dos Sportinguistas de outras religões (conheço-os e os leitores da Roulote também, certamente), Sportinguistas com direitos, ou simplesmente dos que não têm (porque não querem e estão também no seu direito!) religão e fere, sobretudo, os Estatutos que lá dizem que o SCP é um "clube desportivo [sendo vedadas] ... manifestações de natureza político-partidária e de proselitismo religioso".
Este imbecil, com o seu (já totalmente) insuportável voluntarismo só faz asneiras. É um bronco!
Como presidente do Sporting está a abrir um grave precedente para conflitos futuros perfeitamente possíveis, que podem minar a unidade do Sporting e, sobretudo, promove o desrespeito pelos Estatutos... Os quais, se calhar, vai ter de invocar um dia destes quando alguém quiser promover uma ideia que contrarie a lei básica do Sporting em matéria importante para o Clube.
Por mim, proponho muito seriamente a criação de um movimento que leve à instauração de um processo disciplinar, com imediata suspensão do mandato do Presidente do Sporting, por violação dos Estatutos.
Este tipo não presta!