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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Moniz Pereira

As pouco edificantes e degradantes cenas dos últimos dias e os personagens que as representaram já poucos comentários me merecem. Espero que se vão embora o mais rapidamente possível e a qualquer preço, indemnizações e bancarrota incluídos. A coisa torna-se mais séria quando Moniz Pereira ameaça abandonar a condição de sócio do clube. Apesar de ter sido incompreensível o apoio que deu às sucessivas direcções e a forma semi-silenciosa como protestou contra a situação das outras modalidades, a ausência de pavilhão e o modelo do novo estádio, ainda é daqueles sportinguistas a quem se dá o benefício da atenção sem quaisquer dúvidas. O aviso foi feito. A imprensa desportiva, claro, prefere espalhar os truques e os traques do Brás, o candidato que não chegou a ser e que excitou a maralha mediática, do que ouvir e dialogar, com tempo e calma, com aquela que é possivelmente a figura maior do desporto português da segunda metade do século XX.

domingo, 30 de maio de 2010

Queremos pavilhão!

O Sporting venceu hoje, no Pavilhão de Almada, frente à equipa polaca MMTS Kwidzyn, a Taça Challenge, em andebol. O jogo foi vivido em ambiente de autêntico delírio por todos os presentes. Mas a festa também não deixou de ser uma jornada de luta por um outro Sporting. Uma modalidade sem SAD e sem grande orçamento ganhou uma competição europeia. Bettencourt foi vaiado quando desceu ao terreno de jogo no final do encontro. As massas exigiram com a sua presença. com o seu entusiasmo e com cânticos o pavilhão.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Proximidade e cumplicidade

Entregava também a correspondência aos jogadores de futebol do Clube, o que me permitiu criar alguma familiaridade com atletas que admirava desde pequeno e que me fizeram crescer a gostar do Sporting. Como ia ganhando várias provas e batendo Recordes, a convivência era de respeito entre todos, criando amizades fortes, do dia-a-dia a conviver no mesmo espaço. Se fosse um emprego normalíssimo, naturalmente que o relacionamento teria sido outro, mas como também era um atleta de alta competição, treinando no mesmo local que eles, a proximidade e a cumplicidade eram muito fortes.

Jorge Vicente, Fernando Mamede, «o recordista», Lisboa, Sete Caminhos, 2005, p.41.

sábado, 28 de novembro de 2009

Do verbo

O exagerado ênfase que muitos colocam na comunicação e na sua importância no funcionamento de qualquer organização é seriamente irritante. Paleio não significa necessariamente acção, mas a própria palavra pode ser entendida como uma forma de acção. Isto é, a comunicação não deixa de ser indicativa do que se vai passando na organização e do que os seus líderes, aqueles que habitualmente "comunicam" com o povo, vão pensando. A notícia de que finalmente o Sporting assinou com a CML o protocolo que nos vai permitir ter os terrenos para construir o pavilhão nas imediações do estádio não mereceu da parte da direcção (pelo menos que eu tenha tido conhecimento) qualquer manifestação pública de regozijo. Aquilo que é um momento histórico na vida do clube mereceu menos paleio da direcção do que meia dúzia de tipos que protestam volta e meia com o treinador ou com isto ou com aquilo. Isto é, para a direcção é mais importante criticar os seus próprios sócios e ameaçá-los de expulsão do que aproveitar a ocasião do protocolo para promover de forma clara não somente as outras modalidades profissionais do clube como também contribuir para a tão necessária união em torno do clube. Ninguém é contra o pavilhão! Mas a nossa direcção parece-lhe ser indiferente. Para a nova direcção o pavilhão parece ser uma promessa eleitoral que se tem de cumprir (e ainda bem) mas nada de especialmente entusiasmante.
Uma segunda boa notícia que marcou a semana do clube foi o facto de o Conselho de Justiça da FPF ter dado provimento à reclamação apresentada pelo Sporting sobre o recurso rejeitado pela Comissão de Disciplina da Liga. O caso é importante não apenas pelo seu valor individual, mas também porque deveria ser um passo na clarificação de muitas das situações que ensombram a arbitragem a de um modo mais geral a regulação do futebol em Portugal. Seria, portanto, mais uma ocasião para o nosso clube mostrar publicamente que está empenhado na reestruturação e clarificação do futebol português, para além de continuar também sedento do sangue de Duarte Gomes. Resultado: nem uma palavra.
Numa rara semana onde tivemos duas boas notícias pode ser que hoje tenhamos a terceira. BORA LÁ!!!

terça-feira, 31 de março de 2009

Uma posta não destrutiva

De vez em quando surgem boas ideias na blogosfera. As modalidades e o tipo de acordo seriam um caso a pensar. Mas era capaz de ser uma boa ideia para o Sporting e para Lisboa.