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domingo, 19 de abril de 2009

Propaganda Eleitoral

No final da AG em que a proposta da direcção foi chumbada por não obter o número de votos e de votantes necessários exigidos, soares franco disse que nunca tinha prometido um pavilhão neste mandato, mas sim um terreno para a construção do mesmo.
Disse ainda que no dia seguinte (sábado ou domingo, dependendo da hora) iria mandar publicar no site do clube o seu programa eleitoral.
Vamos dar até amanhã para ver se o homem cumpre a palavra (apanágio dele).
Já agora seria bom que alguém tivesse o tal programa eleitoral para comparar com o que vai ser publicado no site (se for publicado).
Começo a perceber a questão de ter palavra para alguns apoiantes de soares franco, se um disse que a palavra não era importante,que o importante era mudar de opinião, outro, roquete dá uma entrevista à bola em 2009 a defender o referendo, e em 1999 tinha dado uma entrevista ao record a defender as AGs. Liminar.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Referendo

Nada me move contra o referendo, antes pelo contrário. Gostava era que houvessem muitos, mesmo se com um carácter apenas consultivo. Pena é que apenas se lembrem de consultar os sócios para destruir o clube. O último referendo em que participei era para saber que modalidades é que queria que o Sporting mantivesse. O basquetebol e o hóquei em patins foram ao ar. Racionalidade económica oblige. Lá para 1996, se não me engano. Gostava, por exemplo, que em 2002 tivessem feito um referendo: "Caro consócio, em tempos de recursos limitados o Sporting Clube de Portugal debate-se com uma escolha. Gostaríamos de conhecer a sua opinião. Prefere que, por cerca de 7 milhões de euros, o Sporting contrate uma jovem promessa chilena, para reforçar o plantel de futebol, ou que, com o mesmo montante, se construa um pavilhão polidesportivo para que as modalidades de alta-competição tenham direito a um espaço próprio, e também para melhorar as condições para a prática desportiva por parte dos sócios do clube?".

Indicadores

A AG de amanhã vai-nos oferecer um indicador fundamental relativamente ao futuro do clube. Pela primeira vez, desde que me lembro, vamos ter contagem não apenas de votos mas também de eleitores. Essa contagem vai permitir perceber onde é que se situam as posições conservadoras e as posições progressistas dentro do clube. É este o verdadeiro debate. Entre os conservadores que assinam de cruz as propostas da direcção, e que paradoxalmente correm o risco, com o seu sentido de voto, de apagar de vez a natureza associativa e democrática do clube, e os progressistas que, também paradoxalmente, ao procurarem aprofundar essa mesma tradição do clube se arriscam a lançá-lo para os trilhos da modernidade. Caminho por onde se pode lançar para o futuro sem desprezar os valores que fazem do Sporting Clube de Portugal uma verdadeira associação. Uma associação de e entre pessoas que se juntam para praticar desporto e também para consumir espectáculos desportivos. No plural, para que o Sporting seja um dia tão grande como os maiores da Europa. Obviamente que este futuro está dependente não apenas desta AG como da próxima, que decorrerá em princípio no dia 8 de Maio. Mas se a proposta da direcção chumbar, desta vez, com uma diferença considerável entre votos e sócios (por exemplo, 60% dos votos para 40% dos sócios) então poderemos estar confiantes no futuro.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

A convocatória

A carta que hoje recebi do Concelho Directivo não me exorta somente a comparecer na Assembleia Geral, relembrando-me da importância da minha presença, e de todos os outros, para o clube. Não. No melhor espiríto de democrático a convocatória também me explica como poderei votar devidamente esclarecido no referendo. E como? diz o CD em primeiro lugar: "O Conselho Directivo promoverá novamente a ampla divulgação do plano de reestruturação aos sócios". E pergunta-se o sócio: " E vão divulgar tão intensamente como fizeram o ano passado?" ou " E vai ser tão específica e para além de qualquer margem para dúvidas, como acontece com as contas do clube?". Mais. O CD continua e compromete-se a organizar " as sessões de esclarecimento e de debate necessárias". E pergunta-se o sócio: " essas sessões serão levadas a cabo pelo presidente demissionário que depois não se vai responsabilizar pelas medidas que forem eventualmente aprovadas? Ou vão ser levadas a cabo por aquele senhor que está à frente daquela consultora muito conhecida que auditava as contas do BPN e cuja competência e honestidade estão acima de qualquer suspeita?". Mas depois, passado um bocado, o sócio continua a interrogar-se " Mas uma sessão de esclarecimento não é bem a mesmo coisa que um debate, pois não? é que num debate temos partes que esgrimem opiniões numa sessão de esclarecimento temos alguém que explica a outra pessoa ou a outras pessoas como as coisas são". O sócio, preocupado com o futuro do seu clube, não consegue parar de pensar: "Mas numa sessão de esclarecimento pressupõe-se que as pessoas a serem esclarecidas estão na posse de todos os dados. Não teria sido cortês, já que o referendo se destina a fazer votar uma proposta em concreto, que pela clareza e pela transperência e pelos valores democráticos o Conselho Directivo tivesse incluído desde logo a proposta na carta que me enviou?". O sócio, qual vaca ruminante cujas tetas alimentam o clube continua apreensivo: "e então mas se é para esclarecimento porque é que no ano passado a direcção não enviou a convocatória para a AG? E porque é que também não enviou um dossier a explicar as medidas que queria fazer aprovar o ano passado? E já este ano porque é que também não explica na carta porque é que as medidas chumbadas há menos de 12 meses em AG vão ser novamente submetidas a voto?" Depois desta torrente de perguntas o sócio começa-se a sentir confuso e não sabe bem o que é que há-se pensar. E começa, então, a pensar noutros sócios que pediram esclarecimentos ao Coselho Directivo e à SAD. Pensa até na Mafalda Mouton. E pensa, e pensa, e pensa, que pensa...pensa sem parar, sem saber ao certo o que há-de pensar.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A Frase

"Não tenho sensibilidade para lidar com os núcleos, sou defensor da linha investidora para o futebol (...) choca com sócios." (FSF)

Mania que somos espertos

O Cacifo fez o mesmo que nós. Só que melhor.

O Leão da Estrela, com uem ultimamente tenho estado mais ou menos sistematicamente em desacordo lança umas pérolas:

Como ficou patente ao longo do debate, o Sporting – que há muitos anos está em declínio no plano desportivo e a lutar contra um défice que não ara de aumentar – é hoje uma coutada de umas elites que não passam de agentes de negócios, hoje em representação dos interesses bancários.

Mas só o facto de Franco se colocar ao lado da SAD contra o clube, acusando o seu antecessor de ter sacado (o nível da linguagem é delicioso…) dinheiro da SAD para o clube, ou perguntando-lhe quanto é que o clube deve à SAD, foram momentos susceptíveis de terem colocado em pé os cabelos de qualquer sportinguista.

Depois deste debate entre Soares Franco e Dias da Cunha, torna-se claro para os sportinguistas que é uma sorte que ainda haja uma equipa de futebol do Sporting Clube de Portugal, com jogadores como Lideson, João Moutinho, Danbiel Carriço, Adrien Silva, Izmailov, Derlei, entre outros.

domingo, 12 de abril de 2009

Round 4 - O Futuro (III)

A próxima direcção não fica de mãos atadas?
Não. O Sporting é um clube desportivo.

E não há alternativas?
Há. Vender jogadores.

DC - torna-se claro. O Dr. Soares Franco não quer o clube. Quer uma empresa.

A transmissão fica por aqui. Até sexta.

Round 4 - O Futuro (II)

Soares Franco diz que há garantia que o Sporting nunca perca a maioria da SAD. Explica o processo de forma mais rápida que eu consigo escrever. As contas de SF indicam que o Sporting depois da proposta passa a ter 51,2%.

Dias da Cunha diz que duplica a participação na Sad, que será cerca de 30%, passando para a sad todos os activos do clube. Diz que o que SF diz não está na proposta. Encosta o outro à parece. Proposta sem sujeito.

Diz que SF usou pessimamente o dinheiro da venda do património. Cita Leão de Verdade. Passivo era de 240 quando SF assumiu a presidência. É 28o agora. Depois de todas as vendas nos últimos 3 anos.

DC - "A proposta é clara para si que sabe muito bem o que quer fazer".

Round 4 - O Futuro

Dias da Cunha diz que Soares Franco se propõe a espoliar o Sporting. Propões-se a fazer com que o Sporting perca a maioria da SAD. O Sporting sem a Academia, o Estádio e sem o futebol, o Sporting cavérico vai ficar nas mãos dos sócios que restarem.

SF - O que é espoliar?

DC - É retirar de dentro do Sporting os valores que restam ao clube

Round 3 - ajuste de contas

Soares Franco troca-se com os números. Dias da Cunha goza com a cena.

Chegámos aos 281. Quando Dias da Cunha pegou a coisa andava à volta dos 211 (se não me enganei). Em cinco anos o passivo cresceu 70 milhões. Investiu mais de 100. financiou 39.8 milhões de défice de tesousaria da SAD.

Soares Franco diz que houve apoios públicos mais do que suficientes para cobrir o investimento e o défice. Diz que entraram 40 milhões da MDC, por exemplo.

Resultados consolidados.
Dias da Cunha diz que a negociação com os bancos foi feita com base em passivo consolidade. SF diz que não.

2001 - 32 milhões de défice
2002 - 39
2003 - 33

Dias da Cunha que a origem dos resultados negativos é a SAD. Soares Franco diz que não.

Round 2 - O buraco (III)

Dias da Cunha - O buraco de 13 milhões era cumprido com a venda de jogadores.

Soares Franco - Mas não cumpriu.
O homem não pára de interromper o outro.

Dias da Cunha - Os bancos não falam em lado nenhum de incumprimeto. O buraco é uma invenção do SF para assustar a possível oposição.

A coisa anda à volta da questão da recompra. Pelos vistos Soares Franco só sabe jogar com as palavras. Não tem argumentos. Só jogatanas semânticas.

Em tempo real - Franco Vs. Cunha

Quase 100 anos depois do fim da monarquia, os tiques aristocráticos mantêm-se. De sucessão em sucessão e de cooptação em cooptação de jogo de bastidores em jogo de bastidores aqui chegamos.

Esclarecimento

Em posta anterior escrevi sobre a AG que se aproxima. O que está lá escrito é o seguinte: "Antes de voltarmos ao debate sobre as vmocs, a Academia, o Estádio e a SCS temos outra decisão pela frente: a alteração dos estatutos do clube. O principal ponto das alterações propostas pela direcção é a criação de uma Assembleia-Geral referendária. Associada a este ponto estará certamente a ideia da criação de uma Assembleia Delegada ou uma extensão e alteração do papel do Conselho Leonino." O argumento desenvolve a partir daí. A mesma posta, ou pelos menos as ideias aí expostas, mereceram alguns comentários noutros blogs, mesmo que esses comentários não nomeassem directamente a minha posta. Quase todos eles apresentam o calendário e falam em equívocos. Admito que a pressa e o tom possam ter causado alguns equívocos nos leitores. A "alteração de estatutos" a que me referia é "apenas" transitória. Mas penso que o essencial do argumento de mantém. O resto do argumento segue para a Assembleia Delegada. É certo que não é isso que vai a votação na próxima sexta-feira. Porém, penso que é impossível votar em consciência na próxima AG sem ter em consideração as ideias que já foram postas a circular num passado recente por membros do Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal e por algumas personagens que lhes são próximas. A aprovação da Assembleia Geral referendária, para além dos traços de golpe que apresenta, e que já foram sublinhados noutros blogs, servirá para aprovar sem uma maioria de 2/3 uma medida que pode partir o clube em dois. Uma medida fracturante, portanto. A provação desta medida tratá consigo, certamente, novas revisões estatutárias. Era a isso que a minha posta tentava aludir. Espero que o esclarecimento esteja feito.

terça-feira, 7 de abril de 2009

A mulher de César

Antes de voltarmos ao debate sobre as vmocs, a Academia, o Estádio e a SCS temos outra decisão pela frente: a alteração dos estatutos do clube. O principal ponto das alterações propostas pela direcção é a criação de uma Assembleia-Geral referendária. Associada a este ponto estará certamente a ideia da criação de uma Assembleia Delegada ou uma extensão e alteração do papel do Conselho Leonino. A cerca de 10 dias do assunto vale a pena iniciar o debate, ou à falta dele fazer desde já uma declaração de voto: não. E porquê? Por uma série de motivos.
Antes de mais pelo momento em que a proposta é feita. Cerca de 10 ou 15 dias antes da repetição da AG que teve lugar a 28 de Maio do ano passado e que deliberou sobre os temas acima expostos. O que transparece das propostas da direcção é a ideia de fazer passar a todo o custo as medidas que já foram chumbadas o ano passado. Assim sendo, parece-me no minímo perigoso levar a cabo uma revisão estatutária onde uma suposta ideia de modernidade e inovação está ligada a um conjunto particular de medidas, concorde-se ou não com elas. Em segundo lugar parece-me injustificável uma revisão estatutária cerca de um mês antes das eleições. A melhor solução, neste quadro, seria aguardar pelo desfecho das eleições. Este período de espera teria a vantagem evidente de possibilitar que as diferentes listas apresentem um projecto na verdadeira acepção do termo. Um projecto onde revisões estatutárias, gestão económica e política desportiva estivessem estreitamente articuladas, oferecendo aos sócios uma verdadeira escolha entre propostas sólidas e simultaneamente permitisse legitimar sem margem para dúvidas a proposta vencedora, qualquer que ela seja. Coisa que no presente cenário certamente não sucederá.
Por outro lado, a proposta para a criação da Assembleia Referendária e da Assembleia Delegada vai contra as lógicas que governam os privilégios dos sócios no presente quadro e são apresentadas por uma direcção que já manifestou vontade de se livrar dos sócios e dos processos de tomada de decisão democráticos. Neste momento os estatutos do Sporting privilegiam os sócios com maior participação na vida do clube. Por maior participação entenda-se anos de sócio. Este anos de sócio são privilegiados proporcionalmente com maior número de votos. Ora mantendo o mesmo espiríto também deveremos premiar os sócios mais empenhados na vida do clube. A participação em AG's é um indicador fundamental dessa participação. Revela, antes de mais, uma vontade e uma disponibilidade para se envolver na vida do clube para além do simples consumo do espectáculo desportivo ou do depósito do voto em urna. Manifesta um desejo de debater e discutir a vida do clube e tomar decisões informadas. Um dos argumentos a favor da proposta de alteração de estatutos é a possibilidade de permitir a participação de uma maior número de sócios. Perante este argumento, é necessário relembrar que nunca uma direcção perdeu tantos sócios como esta. Em segundo lugar, e para além da reduzida dimensão da massa associativa do clube neste momento, a participação em AG's é reduzida. A média andará pelos 300/400 sócios. Em momentos excepcionais, como nas Assembleias do Pavilhão Atlântico, essa participação tem rondado os 3000 sócios. Nada que impossibilite a tomada de decisões e números que poderiam ser mantidos, sem custos e sem perda de democraticidade e eficácia deliberativa, com a construção de um pavilhão nas imediações do estádio e com um maior respeito pelos sócios. Este argumento sustenta-se no exemplo do Barcelona. Para responder, basta perceber como funciona a Assembleia do Barcelona: um sócio/um voto; assembleia delegada sorteada anualmente entre os cerca de 100 mil sócios do clube. Serei completamente a favor da criação de uma assembleia delegada no dia em que o Sporting voltar a ter 100 mil sócios e aparecem 15 mil em todas as AG's. Nesse contexto faz sentido sortear sócios para que possam caber todos num pavilhão para que a discussão e o debate possam ter lugar. Até lá, a única coisa que transparece da vontade da direcção é acabar com o debate no clube. Como? A tomada de decisões pressupõe informação. Onde é que em Portugal neste momento um adepto do Sporting pode ter acesso a informação e a debate sobre a vida do clube? A imprensa desportiva anda entretida a especular sobre transferências e arbitragens. A vida dos clubes e a opinião independente não passam por ali. No jornal do clube apenas encontram espaço as propostas da direcção. Não é só desta. Sempre foi assim. O site do clube é mais para vender mercadorias. Os blogs, convenhamos, são um universo limitadíssimo. O único e o verdadeiro espaço de debate e confronto de opiniões sobre o clube é a AG. Um órgão que deveria merecer o máximo respeito de todos os sportinguistas mas sobretudo de todos os democratas. A AG, mais do que o referendo ou as eleições, é o o órgão democrático por excelência. Matá-la é matar a democracia. Trocá-la por outra coisa qualquer que será sempre um retrocesso relativamente ao que temos.

Crise de militância?

"Esta assembleia geral parte de um princípio que foi objecto de recomendação do VIII Congresso Leonino e que tem a ver com o estabelecimento de um mecanismo de consulta de decisão. Não é uma solução inédita, longe disso, pois há outros emblemas que têm assembleias referendárias. É preciso ver que uma instituição da grandeza do Sporting não consegue reunir em AG todos os seus associados espalhados por Portugal e pelo Mundo, daí que se torne inevitável incluir o referendo nos Estatutos para discutir questões tão essenciais como, por exemplo, o quadro de reforma financeira"

Isso quer dizer que o clube já não era nosso?

Na próxima AG vai-se decidir aquilo que todos os sportinguistas querem e que muitos têm exigido: dizer que o Sporting tem de ser devolvido aos sócios. Vamos fazer com que uma decisão tão importante para o Sporting, como é a reestruturação financeira, possa ser votada por um maior número de sportinguistas.

sábado, 21 de março de 2009

Comparações

Imaginem um país, governado por um primeiro-ministro.

Este tenta aprovar uma medida que exige o voto favorável de 2/3 da assembleia. A medida é rejeitada.

Mas o primeiro-ministro não se conforma com o veredicto da assembleia soberana. E meses depois, ao mesmo tempo que revela que não irá recandidatar-se, informa que, ainda que sem a aprovação necessária e contra a anterior decisão da assembleia, tomou a medida à mesma. Mais: tomou-a em termos tais que se a assembleia não vier a aprová-la a posteriori, o país ficará num grande sarilho, obrigado a pagar de imediato a totalidade da sua dívida externa.

O primeiro-ministro vai mais longe. Umas semanas depois deste anúncio e a apenas dois meses do fim do seu mandato, apresenta uma proposta de revisão da constituição. A alteração é só uma: que a medida em causa deixe de estar sujeita a aprovação da assembleia e possa ser referendada sem qualquer discussão prévia. E anuncia de imediato que, em caso de aprovação, o referendo terá lugar logo duas semanas depois.

O que se diria deste primeiro-ministro? Deste responsável que ignora deliberações da assembleia que rege o seu país, que desconsidera minorias, que toma medidas desrespeitando a constituição, que ensaia alterações constitucionais ad hoc para levar a sua avante e que, num momento em que a legitimidade se lhe esgota, tenta comprometer irremediavelmente os seus sucessores e o próprio país?

Este país, meus amigos, é o Sporting Clube de Portugal. Este primeiro-ministro é Filipe Soares Franco. E os cidadãos, aqueles que podem pôr cobro a este estado de coisas, somos nós, todos nós, sócios do Sporting Clube de Portugal.

Chegou o momento. O momento em que se tenta colocar a primeira pedra do «Clube sem sócios mas com adeptos que não se intrometam na gestão nem tenham voto nas eleições dos órgãos sociais» - que é ao mesmo tempo a última pedra da sepultura do Clube que ao longo de mais de um século se ergueu como «unidade indivisível constituída pela totalidade dos seus associados».

Chegou o momento. O momento de dizer “Não!”, “Basta!”, de virar a página, de analisar o passado, avaliar o presente e de uma vez por todas olhar o futuro nos olhos, sem receio nem temor.

O filósofo irlandês Edmund Burke disse um dia que «Tudo o que é necessário para que o Mal triunfe é que os homens bons não façam nada». É pois a hora de cada Sportinguista ser mais Esforçado, Dedicado e Devotado do que nunca na defesa do seu, do nosso Clube. E a Glória é que, no fim da luta, ele continue a ser nosso.

Sempre e cada vez mais ao serviço e na defesa da Cidadania Sportinguista, o Movimento Leão de Verdade não vai faltar à chamada. No respeito pelas regras e pelas instituições que é seu timbre, tudo fará para pôr a nu este assalto final ao associativismo e para impedir que ele triunfe.

Todos juntos, conseguiremos. Pelo Sporting, «Não Passarão!».