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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
O que vale uma camisola ou o Sermão de Santo António aos crocodilos
É difícil perceber ou explicar tudo isto. Mas, creio que seria um exercício útil para quem pretenda fazer qualquer coisa, a sério, pelo futuro do Sporting...
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Rubio, as inscrições para a Liga Europa e a história do ponta de lança
Parece evidente a todos que o Sporting vai atacar, se me perdoam o trocadilho, a época com apenas um ponta-de-lança/avançado centro de raiz. Sobre Viola penso que ninguém poderá dizer grande coisa, a não ser que no ano passado em 34 jogos marcou 5 golos. Se querem chamar a isto um ponta-de-lança sintam-se à vontade e deem-me o contacto do vosso dealer. Com os 4 milhões de Rojo mais os 4 milhões de Viola, tinhamos ficado com Onyewu no plantel e se calhar com dinheiro para comprar um ponta-de-lança. Mas o meu problema nem é tanto esse. Também há o problema Wilson Eduardo. É verdade que não fez uma boa pré-época, mas a verdade é que é jogador para valer 5 a 10 golos por época. Mas ainda não é só isso. Como via a coisa, a tarefa de Sá Pinto para esta época, e como vários treinadores de Wilson já referiram, era inventar Eduardo como avançado marcador de (mais) golos. Um pouco à semelhança, e com as devidas distâncias, do que Wenger fez com Henry. Transformar a velocidade e alguma capacidade de finalização em armas a serem utlizadas no centro do ataque. Sá Pinto declinou a missão e o avançado já foi despachado. Os 21 anos de Viola e os seus 5 golos servem. Os 23 anos de Wilson, a sua experiência de três épocas na primeira divisão e os 7 golos em 27 jogos na época passada não. Sobra Rubio, que prometeu qualquer coisa no ano passado até desapacer das escolhas. Este ano já marcou uns golo. Com certeza que entre estes dois jogadores iam aparecer mais golos do que aqueles que Bojinov e Ribas produziram no ano passado. Por incrível que pareça um foi despachado e outro não foi inscrito. Sobra Betinho.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
16 anos de Projecto
As vergonhas europeias pagam-se caro. As goleadas, a ausência de um projecto desportivo, as desculpas orçamentais e os gestores de topo deram num central, Douglas, a dizer aquilo que toda a gente sabe mas ainda não tem coragem de admitir: "Prefiro ficar no Twente. Só sairia para um clube melhor e não há muitos. O Sporting é um bom clube, ficaria lisonjeado pelo seu interesse mas já não é o grande clube de outros tempos".
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Subsídios para a mística ou Stijn Schaars bem vindo ao Sporting
O vídeo foi descoberto na caixa de comentários do cacifo. Não há mais nada a dizer a não ser repetir as palavras de um dos comentadores:
O puto até é do Sporting como eu desconfiava . Fui confirmar. O nosso clube é esta mescla de gente capaz de gozar com o improvável. Isto é a grandeza do Sporting, por isso somos diferentes e muito superiores à concorrência. Agora venha o Shaars (ou lá como se chama) e a sorte dele será a nossa felicidade. Cheira-me a craque…
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Wilson Eduardo a passe de André Martins
Numa altura em que a política desportiva do clube já anda novamente pelas ruas da amargura, quer no que se refere às contratações - como é que se explica que se contrate uma aposta de futuro por um milhão e depois de se anunciarem as negociações com um outro jogador estas não se concretizem por 100 mil euros anuais? - quer no que diz respeito às dispensas - e aqui escuso-me de comentar o grau de incompetência que tem caracterizado a capacidade do Sporting em colocar os jogadores excedentários no mercado - Wilson Eduardo surge em grande forma na selecção, depois de uma época em que marcou quase tantos golos como o genial Postiga.
O Sporting devia mesmo parar de contratar jogadores e limitar-se a aproveitar os que saem da formação. O grau de incompetência e estupidez, sendo benevolente e não entrando no campo da corrupção, que os dirigentes da SAD demonstram só pode encontrar um antídoto numa solução ainda mais radical.
O Sporting devia mesmo parar de contratar jogadores e limitar-se a aproveitar os que saem da formação. O grau de incompetência e estupidez, sendo benevolente e não entrando no campo da corrupção, que os dirigentes da SAD demonstram só pode encontrar um antídoto numa solução ainda mais radical.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Subsídios para a mística sportinguista acrescidos da crítica da contratação desportiva
Não faço ideia se Alex Silva é bom jogador ou não, mas oponho-me veementemente à sua contratação. Deveria ser vedada, no Sporting, a aquisição do passe de qualquer jogador com irmãos que desenvolvam a mesma actividade profissional. Falo-vos, como é evidente, do princípio do irmão mau. O Sporting tem uma longa história de ficar com o pior irmão. Não sei quando começou mas a verdade é que desde que me lembro que assim é. Exemplifico: Ali Hassan era o irmão mau de Hossan Hassan, ponta-de lança egípcio cuja vinda para o Sporting foi objecto de intensa especulação na passagem dos oitentas para os noventas; Assis, o irmão mau de Ronaldinho Gaúcho; Pontus Farnerud, o irmão mau de Alexander Farnerud. Podem contrariar este argumento com Paulo Silas, irmão bom de Paulo Pereira. Gostaria de recordar, porém, que a passagem de Silas pelo nosso clube foi coroada com fugazes lampejos de futebol e não com prestações sólidas e a sua saída foi em conflito com a direcção. Alex Silva é irmão do Luisão. Diz-vos o Luizinho que, olhando para o passado e para o modus operandi das forças cósmicas, nolens volens, é gajo para ser o irmão mau.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Juro que é verdade
Hoje sonhei que o Adrien e o Pereirinha estavam a ser contratados pelo Real Madrid. Isto não é uma piada, nem ironia, nem tão pouco sei o que significa. Mas a verdade é que aconteceu: hoje sonhei que o Adrien e o Pereirinha eram contratados pelo Real Madrid.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Ainda a formação
Um plantel a incluir Custódio, Hugo Viana e Moutinho, Adrien Silva e Miguel Veloso, teria muita qualidade na zona onde se decidem os campeões. Mas para muitos sportinguistas faltaria magia, nervo ou músculo. São conceitos de futebol que devem discutir-se mas que não podem ser levados a verdades absolutas, de nenhum lado. Pela minha parte, prefiro ver o futebol de toque e de desmarcação destes jogadores, a ver um futebol de garra e determinação de outros. São gostos…
Acrescentem-lhe Carlos Martins e Varela. Tínhamos ficado com o Miguel Garcia, o Tello, o Tonel e o Liedson. Entretanto ainda apareceram o Carriço e o André Santos.
E em vez de fazer circular milhões à bruta como fizemos nos últimos anos tínhamos acrescentado a esta base três ou quatro jogadores de nível internacional. Alguém consegue dizer que estaríamos financeiramente mais pobres ou desportivamente pior?
Acrescentem-lhe Carlos Martins e Varela. Tínhamos ficado com o Miguel Garcia, o Tello, o Tonel e o Liedson. Entretanto ainda apareceram o Carriço e o André Santos.
E em vez de fazer circular milhões à bruta como fizemos nos últimos anos tínhamos acrescentado a esta base três ou quatro jogadores de nível internacional. Alguém consegue dizer que estaríamos financeiramente mais pobres ou desportivamente pior?
Cada tiro cada melro ou momento CM
Referi lá em baixo o receio que as loucuras da dupla Duque-Freitas suscitam em mim. Dito e feito. Temos Wilson Eduardo pronto para entrar na equipa principal e vamos contratar um peruano cujas características são inteiramente idênticas às do jogador saído da formação. Pá, meus, a cena é simples. Contratem quatro jogadores. Um central com 30 anos, mais coisa menos coisa, e experiência interncional, um defesa-esquerdo já feito mas com alguns anos de futebol ainda nas pernas e um ponta de lança que marque golos. De preferência, também um tipo para aí com uns trinta anos. Se sobrar algum dinheiro contratem um extremo também com uns trinta anos, para o Bruma poder fazer uns jogos na próxima época e na seguinte estar pronto para jogar mais. É simples. Não gastem o nosso dinheiro à toa e não despachem metade do plantel. Basta despachar os que chegaram ao fim da linha: Abel, Polga, Nuno André Coelho, Grimi, Maniche, Zapater, Postiga, Saleiro e Djaló. Do Tales e do Cristiano nem sequer vou falar. Metade deles são substituídos por gajos experientes - os tais três ou quatro que entram de caras na equipa - e a outra metade por jogadores da nossa formação. É simples. Guardem o dinheiro que possam ter para o ocasional grande negócio que aparece sempre, p.e., Saviola para o Benfica, ou Raul para o Schalke, ou Guti para o Besiktas, ou qualquer coisa desse género. A ideia é melhorar para o ano para daqui a dois lutar para o título.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Da gestão mercantil ou a morte do desejo
Não vou para já falar no fartote que têm sido estes últimos dias para toda a gente, menos para nós, claro está. Nem sequer na legitimidade destes corpos sociais demissionários para desenvolver operações deste nível. O que não posso deixar de sublinhar é a irracionalidade económica das decisões dos grandes gestores que têm vindo a gerir o Sporting Clube de Portugal e a sua SAD. Penso, por exemplo, no lado esquerdo e peço desculpa àqueles que já apanharam com este exemplo, mas parece-me paradigmático. No Verão de 2000, depois de termos sido campeões era preciso tomar decisões: De Franceschi (um grande bem hajas), fica ou sai? O jogador custava 400 ou 500 mil contos. Na pior das hipóteses 2,5 milhões de euros. Os nossos brilhantes gestores acharam que não valia a pena. Depois da época começar em descalabro, resolvem, em Janeiro, dar 7 milhões por um jovem chileno de seu nome Rodrigo Tello. Depois de muito penar, ao fim de uns anos, o jovem finalmente começou a jogar à bola, tanto no meio-campo como na defesa. Chegados aos seus 27 anos (ou 26 ou 28, não interessa) e ao fim de sete anos no clube, o jovem quer duplicar o seu salário de 25 para 50 mil euros por mês - recorde-se que o tecto salarial andava pelos 75 mil. A direcção entende que não, não valia. Logo a seguir e naquele verão, para poupar uns, vá, 25 mil euros vezes 14 vezes 4, isto é, cerca de 1,4 milhões de euros ao longo de quatro anos por um jogador adaptado, experiente, regular, sem ser genial, e com sete anos de casa, vai buscar Leandro Grimi, jovem promessa argentina por 3,5 milhões de euros, sem contar com salários. O resultado é o que todos conhecemos. Para compensar esse fiasco, vai buscar um jogador, Evaldo, regular e sem rasgo que custou mais 3 milhões. Poderíamos também dar o exemplo da forma como a poupança com Derlei resultou na contratação, mais uma vez em Janeiro, de Pongolle, e poderíamos multiplicar os exemplos. A verdade é que no último ano e meio o Sporting vendeu cerca de 25 milhões de euros de jogadores e comprou cerca de 27 milhões. Alguém consegue dizer que a equipa está mais forte? Trocar o certo pelo incerto, depois de uma poupança de alguns milhares de euros na folha salarial tem sido a regra da filosofia de miséria que obstinadamente a pandilha do Roquette insiste em seguir. Um clube sem esperança, sem expectativas, sem rumo e sem ambição que é objecto de chacota mundial é o resultado desta política: o triunfo da mediocridade mercantil sobre uma instituição centenária. Continuaremos ao longo dos próximos dias a chicotear o cadáver. Pena que esse cadáver seja do nosso clube.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Este Jorge Mendes pra quê, pá?! Cadê os olheiros do tempo do Cintra? Mandaram-nos embora por que não sabiam fazer relatórios em Excel, foi?
É claro que há tempos fomos buscar o Angulo e o Pongolle. E antes disso, o Alecsandro e mais uma caravana deles e não foi por isso que a testosterona deixou de subir em muitos sportinguistas. Mas isso não apoquenta. Com o tempo passa-lhes e, é como diz a sabedoria popular, o futebol é como uma caixinha de palitos do Dias Ferreira, tem para todos os gostos.
O que verdadeiramente, caros consócios que ainda acham que o Timo Tales é que é!, anda a minar este nosso querido clube não é, lamento informar, os jogadores serem novos ou velhos, altos ou velhos, da academia ou do pinhal de Leiria. Não é mesmo. O que não está a bater certo também não é o facto dos ex-contratados para nº9 valerem, todos juntos, um quilograma e meio de esterco com polpa de fruta. Não, não. Se virem bem, para os mais leigos nestas matérias, o que anda a a enterrar e a armadilhar isto tudo são - vá se lá saber como é que adivinhamos estas coisas não é? - são, desculpem se estou a pisar o risco, os excelentíssimos senhores que dirigem o nosso futebol.
Vamos lá rever, telegraficamente.
Dirigentes endividam-nos até mais não; só em gestão de jogadores, o passado escreve-se com tomam lá o Ronaldo, Carlos Freitas deixa de acertar uma para caixa, Paulo Bento goodbye Varela, rejeitara-se o Raul Meireles, depois o F. Coentrão, e muito etc, etc, etc.. Até que chegamos, muito logicamente, ao desastre da época passada. E ao, como ficou conhecido em Madrid, 'el Dia da Inocentada': em Dezembro, para serenar a chusma, fomos largar 6 ou 7 milhões de euros por Sinama Pongolle.
Quando chegou o Costinha, achava que finalmente podia-se fazer qualquer coisinha. Perdoada a maluqueira como lidou com o caso Izmailov, era gajo para conseguir achar aquele treinador de experiência internacional que aguentasse a pressão e soubesse revolucionar mental e tacticamente o colectivo. Qual quê. O JeB deu-lhe uns tostõezitos e deu para ir buscar o Paulo Sérgio de quem tenho a dizer que o vejo do melhorio em relação ao que tínhamos antes e ao que havia no mercado português. Pese embora a tara pelas alturas, por aquilo que tem mostrado até agora, dentro e fora de campo, acredito que possa vir a ser, com sorte e um décimo da paciência que muitos adeptos devotaram ao Paulo Bento, o herói que fez renascer a equipa do estertor e pô-la a praticar um futebol alegre e condigno. Por isso, as vitórias contra o Brondby e Naval poderão ter sido o nosso cabo da Boa Esperança. Deitámos fora grande parte da pressão e stress acumulados e, apesar de ainda longe de estarmos a salvo do pior, achava eu que, pelo menos, com a vinda do tal grande avançado para empinheirar com o Liedson era possível voltar a lutar até ao fim.
Enfim, tanto tempo para pensar e tanto por onde escolher, gajos que só para ir ao WC planeiam no MS Project, e depois chega dia 1 de Setembro e acabamos, mais uma vez, atrás do refugo. Acho que é hora de tirarmos a mesma conclusão: o Pongolle foi o nosso último cartucho de ouro, completamente disparado para o ar para afugentar o pânico, o moutinho e veloso foi para amortizar e a chantagem da competitividade da reestruturação financeira era a gozar.
Portanto, Saleiro e Postiga vocês são mesmo o nosso grande amor.
O que verdadeiramente, caros consócios que ainda acham que o Timo Tales é que é!, anda a minar este nosso querido clube não é, lamento informar, os jogadores serem novos ou velhos, altos ou velhos, da academia ou do pinhal de Leiria. Não é mesmo. O que não está a bater certo também não é o facto dos ex-contratados para nº9 valerem, todos juntos, um quilograma e meio de esterco com polpa de fruta. Não, não. Se virem bem, para os mais leigos nestas matérias, o que anda a a enterrar e a armadilhar isto tudo são - vá se lá saber como é que adivinhamos estas coisas não é? - são, desculpem se estou a pisar o risco, os excelentíssimos senhores que dirigem o nosso futebol.
Vamos lá rever, telegraficamente.
Dirigentes endividam-nos até mais não; só em gestão de jogadores, o passado escreve-se com tomam lá o Ronaldo, Carlos Freitas deixa de acertar uma para caixa, Paulo Bento goodbye Varela, rejeitara-se o Raul Meireles, depois o F. Coentrão, e muito etc, etc, etc.. Até que chegamos, muito logicamente, ao desastre da época passada. E ao, como ficou conhecido em Madrid, 'el Dia da Inocentada': em Dezembro, para serenar a chusma, fomos largar 6 ou 7 milhões de euros por Sinama Pongolle.
Quando chegou o Costinha, achava que finalmente podia-se fazer qualquer coisinha. Perdoada a maluqueira como lidou com o caso Izmailov, era gajo para conseguir achar aquele treinador de experiência internacional que aguentasse a pressão e soubesse revolucionar mental e tacticamente o colectivo. Qual quê. O JeB deu-lhe uns tostõezitos e deu para ir buscar o Paulo Sérgio de quem tenho a dizer que o vejo do melhorio em relação ao que tínhamos antes e ao que havia no mercado português. Pese embora a tara pelas alturas, por aquilo que tem mostrado até agora, dentro e fora de campo, acredito que possa vir a ser, com sorte e um décimo da paciência que muitos adeptos devotaram ao Paulo Bento, o herói que fez renascer a equipa do estertor e pô-la a praticar um futebol alegre e condigno. Por isso, as vitórias contra o Brondby e Naval poderão ter sido o nosso cabo da Boa Esperança. Deitámos fora grande parte da pressão e stress acumulados e, apesar de ainda longe de estarmos a salvo do pior, achava eu que, pelo menos, com a vinda do tal grande avançado para empinheirar com o Liedson era possível voltar a lutar até ao fim.
Enfim, tanto tempo para pensar e tanto por onde escolher, gajos que só para ir ao WC planeiam no MS Project, e depois chega dia 1 de Setembro e acabamos, mais uma vez, atrás do refugo. Acho que é hora de tirarmos a mesma conclusão: o Pongolle foi o nosso último cartucho de ouro, completamente disparado para o ar para afugentar o pânico, o moutinho e veloso foi para amortizar e a chantagem da competitividade da reestruturação financeira era a gozar.
Portanto, Saleiro e Postiga vocês são mesmo o nosso grande amor.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
O bode expiatório
Como de costume, e agora que a transferência de Moutinho para o Porto está consumada, mais um jogador da formação do clube vai ser transformado em bode expiatório para os insucessos e boneco de vudu para os tempos livres. Para a malta que gosta do mambojambo é mais do que suficiente. O problema no clube, como no mundo, são os traidores. O que estas pessoas não percebem é que o problema não é o Futre, o Figo, o Simão, o Quaresma, o Hugo Viana, o Carlos Martins ou o Moutinho. É o padrão que permite que isto suceda. Perceber as suas causas e definir um plano estratégico para o futebol do clube é uma prioridade neste momento. A explicação que eu encontro para estes sucessivos fracassos está, em parte, no desprezo a que o clube vota a formação. Desprezo este que é disfarçado com médias de idades e dois jogos por época onde jogam oito putos da formação. Bettencourt e Costinha já vieram dizer que a aposta na formação é para acabar. Agora vai ser um fartote: depois de João Pereira, Pedro Silva, Grimi, Purovic, Pongolle, entre muitos outros que custaram uma pipa de massa, já aí vêm Alan e Valdés, jogadores do caralho como toda a gente sabe. Easy come, easy go: os dez milhões vão brevemente ser transformados em merda. Claro que a malta que vai à bola para esvaziar os tomates está toda contente: pode fazer o número do amor à camisola no início da época e depois pode insultar o Moutinho cada vez que ele vier a Alvalade. Muitos parabéns e façam bom proveito do Maniche, esse sim, um jogador do caralho. Entretanto os cofres vão continuar vazios, a academia mais pobre e a equipa principal cada vez mais medíocre. beijinhos a todos.
sábado, 19 de junho de 2010
O Sporting no mercado
Finalmente, foram apresentados os primeiros "reforços" para a nova época. Ainda sem se saber se existe dinheiro ou não, a primeira nota é que, por diferentes motivos, os novos jogadores não entusiasmam. Por outro lado, o despesismo de Janeiro está a custar caro neste momento, até porque parece que não há dinheiro. Tal como sucedeu em Janeiro, acredito que o melhor reforço vai ser o mais barato: então, Pedro Mendes, agora André Santos. Também acho que o erro que foi João Pereira se voltou a repetir com Evaldo, ainda que este tenha nível para jogar no Sporting. Três milhões por um lateral de 28 anos com um ano de contrato não deixa de ser demasiado e ficar com metade da defesa do Braga da época passada por seis milhões de euros também não é reconfortante. A solução seria conseguir enganar alguém e fazer os tais 3 milhões com o Grimi. Apesar de tudo ficávamos melhor servidos. Finalmente, Maniche cheira a fiasco por todo o lado. O homem está cada vez mais parecido com o Shaun Ryder - o da fase decadente (será que houve outra?), é claro. Resumindo, o director desportivo que parecia estar cheio de contactos, ter conhecimentos profundos de diversos campeonatos e um acesso privilegiado ao maior empresário do mundo, até agora foi apenas capaz de contratar jogadores que qualquer um de nós também poderia identificar. Com vantagem para nós, que provavelmente negociaríamos melhor, e não contratávamos nem o Pongolle nem o Maniche de certeza,para referir aqueles em relação aos quais não existe debate. Enfim, preparamo-nos para mais uma época de horror e eu vou lá estar para ver. A contratação de Hugo Viana a situação melhora um pouco a situação, mas o homem dilui-se nas asneiras que estão a ser feitas. A contratação de tantos médios para a zona central indicia, por outro lado, que Veloso e Moutinho estão de saída.
Só para concluir, e com um pedido de desculpas ao leitor pela desorganização do texto e das ideias, vale a pena pensar em Tello. Na altura escolheram não pagar ao homem cinquenta mil euros por mês. Saiu a custo zero. Em contrapartida já pagámos ordenados a Ronny, Marian Had, Edson e Caneira. E pagámos também 3 milhões pelo Grimi. Isto tudo para poupar 25 mil euros por mês na folha salarial, cerca de um milhão de euros em quatro anos de contrato. Que bela gestão. Com o De Franceschi foi a mesma coisa. Com o João Pinto também. Com o Derlei voltou a acontecer. Esta malta não aprende, com a desvantagem que o Sporting parece mesmo estar a seguir o modelo de gestão do Porto. Já temos o Costinha, o Nuno Valente, o Maniche e o PEdro Mendes. Foi pena não ter vindo o Vilas Boas mas pode ser que ainda venha o Deco e o Paulo Ferreira e aí tornamo-nos sérios candidatos a vencer a Liga dos Campeões.
Só para concluir, e com um pedido de desculpas ao leitor pela desorganização do texto e das ideias, vale a pena pensar em Tello. Na altura escolheram não pagar ao homem cinquenta mil euros por mês. Saiu a custo zero. Em contrapartida já pagámos ordenados a Ronny, Marian Had, Edson e Caneira. E pagámos também 3 milhões pelo Grimi. Isto tudo para poupar 25 mil euros por mês na folha salarial, cerca de um milhão de euros em quatro anos de contrato. Que bela gestão. Com o De Franceschi foi a mesma coisa. Com o João Pinto também. Com o Derlei voltou a acontecer. Esta malta não aprende, com a desvantagem que o Sporting parece mesmo estar a seguir o modelo de gestão do Porto. Já temos o Costinha, o Nuno Valente, o Maniche e o PEdro Mendes. Foi pena não ter vindo o Vilas Boas mas pode ser que ainda venha o Deco e o Paulo Ferreira e aí tornamo-nos sérios candidatos a vencer a Liga dos Campeões.
terça-feira, 6 de abril de 2010
A estratégia de conquista do próximo título
Pelo que se vai lendo, o grande plano para o Sporting voltar às vitórias na próxima época passa por vender o meio-campo todo. Parece que Veloso, Moutinho e Izmailov estão de saída. Como toda a gente sabe, é a mudar sectores inteiros de equipas de futebol e a vender os seus melhores jogadores que se conquistam títulos. Ah e tal, diz o labrego do costume, mas temos que vender. Pois, teríamos que vender talvez um destes jogadores. Miguel Veloso, por exemplo, que seria substituído, por exemplo, por André Santos. Gastavam-se quatro ou cinco milhões e comprava-se um bom lateral esquerdo e eventualmente um central. Ficávamos com um plantel um bocado melhor do que esta época. E iam dez milhões para abater no passivo. Mas em vez disso gastaram-se mais de dez milhões em Janeiro e é preciso abater no passivo à mesma e ainda por cima resolveram chatear o Izmailov, que até era gajo para ficar. Agora adivinhem lá quem é que comprando e vendendo, com ou sem vitórias, vai sempre ter direito às suas comissões? E três comissões é sempre melhor do que uma. E depois claro é preciso gastar mais 20 milhões para reforçar o plantel. Como dizia o outro, é fazer as contas.
domingo, 7 de março de 2010
Justiça Poética
Em tempo de contratações sonantes não deixa de engraçado o facto de terem sido Djaló e Saleiro (e não Pongolle) a ajudar a resolver as coisas nestes últimos jogos e que seja Pedro Mendes, contratado depois de os mais sonantes Ruben Micael e Manuel Fernandes terem fugido, um dos esteios da equipa neste momento. Por isso, cada vez que oiço falar nos milhões que vão ser gastos na próxima época estremeço de medo.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Jornal do incrível
Leio mas não acredito. A sucessão de disparates tem um novo ponto alto. Compram-se jogadores medíocres pagos a preços de véspera de Natal e depois afinal vai-se a ver e não há cheta. Então, e para construir uma equipa competitiva no próximo ano, trata de vender a preço de fim de saldos e segunda baixa de preços um dos três ou quatros jogadores de real e indiscutível qualidade do plantel. Não só um jogador consistente e regular mas um tipo porreiro. Em relação a jogadores como Izmailov, Liedson, Moutinho ou Carriço deixei de ter ao longo destes meses qualquer problema em deixá-los sair caso assim o entendam. Estilo carta de foral. É complicado para gente decente viver no meio daquela bandalheira. Portanto, se Izmailov quer sair não vou impedir. Como dizia um amigo no dia da goleada com o Porto: "O Izmailov não merece o que lhe está a acontecer". E você, caro leitor, troca um Izmailov por um pacote com Pongolle e João Pereira e uma dívida de 3,5 milhões?
O Izmailov é isto:
"Estou muito impressionado com a atitude dos adeptos e, em verdade, não fiz nada de especial para merecer isto."
"No Lokomotiv também tive sempre boas relações com os fãs e recebi muitas cartas. Mas lá era alguém da casa, enquanto aqui sou um estrangeiro. Por isso, é que este apoio é tão tocante".
Por uma vez, um jogador faz um elogio genuíno aos adeptos, para lá das tiradas de ocasião extraordinariamente irritantes do Salema, e a primeira coisa que a direcção (?) do clube faz é por o homem no mercado. Por mim, despachem logo também os outros três e acabem de vez com a nossa agonia.
O Sporting hoje é isto, e nada mais do que isto:
A urgência do Sporting em concretizar um encaixe financeiro significativo legitima a inflexão na recusa da proposta de seis milhões de euros do Lokomotiv de Moscovo por Izmailov, declinada em Janeiro, mas entretanto entendida como viável pelos responsáveis da SAD leonina para que a transferência do influente médio russo se consuma.
O Izmailov é isto:
"Estou muito impressionado com a atitude dos adeptos e, em verdade, não fiz nada de especial para merecer isto."
"No Lokomotiv também tive sempre boas relações com os fãs e recebi muitas cartas. Mas lá era alguém da casa, enquanto aqui sou um estrangeiro. Por isso, é que este apoio é tão tocante".
Por uma vez, um jogador faz um elogio genuíno aos adeptos, para lá das tiradas de ocasião extraordinariamente irritantes do Salema, e a primeira coisa que a direcção (?) do clube faz é por o homem no mercado. Por mim, despachem logo também os outros três e acabem de vez com a nossa agonia.
O Sporting hoje é isto, e nada mais do que isto:
A urgência do Sporting em concretizar um encaixe financeiro significativo legitima a inflexão na recusa da proposta de seis milhões de euros do Lokomotiv de Moscovo por Izmailov, declinada em Janeiro, mas entretanto entendida como viável pelos responsáveis da SAD leonina para que a transferência do influente médio russo se consuma.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Uma coisa que corre bem
Sobre o futebol da equipa ainda não tenho muito a dizer. Da mesma forma que praticamente não escrevi sobre o futebol de Paulo Bento desde a final da Taça da Liga com o Vitória de Setúbal, acho que ainda é cedo para conclusões definitivas sobre Carvalhal, embora as melhorias sejam evidentes e o homem tenha conseguido comprar o meu crédito (depois de ter desesperadamente amaldiçoado a sua contratação) não apenas com vitórias mas também com melhorias estéticas e tácticas. Enfim, a coisa não corre mal para já.
O que felizmente correu mal foi a contratação de Ruben Micael. Um primeiro erro foi a reaproximação do Sporting ao Nacional. O segundo foi não termos cortado imediatamente as negociações quando a coisa saiu para a praça pública. Em terceiro lugar continuo a achar que o que se pedia por ele era demasiado. De qualquer forma, e mesmo que as contratações de Pongolle e João Pereira (continuo a achar que não é jogador para o Sporting) não me entusiasmem grandemente, a ideia de ter Pedro Mendes, mesmo que por 1,5 milhões, agrada-me de de sobremodo. Um jogador experiente e experimentando, com capacidade de jogar na posição mais recuada do meio-campo, mas também na transição, cheio de força e capacidade de encher o campo, bom nas aberturas e mudanças de flanco e fisicamente poderoso. É o complemento ideal para os jovens da academia e garantia desde já uma solução para uma eventual saída de Moutinho ou Veloso no final da época. Esta sim, seria uma excelente contratação.
Ah, e claro, atirei foguetes quando soube da recusa da proposta por Izmailov. Esse nem sequer é de negociar. Nem por 10 milhões, muito menos por 8. É daqueles que tem de ficar mais meia-dúzia de anos e ganhar coisas.
O que felizmente correu mal foi a contratação de Ruben Micael. Um primeiro erro foi a reaproximação do Sporting ao Nacional. O segundo foi não termos cortado imediatamente as negociações quando a coisa saiu para a praça pública. Em terceiro lugar continuo a achar que o que se pedia por ele era demasiado. De qualquer forma, e mesmo que as contratações de Pongolle e João Pereira (continuo a achar que não é jogador para o Sporting) não me entusiasmem grandemente, a ideia de ter Pedro Mendes, mesmo que por 1,5 milhões, agrada-me de de sobremodo. Um jogador experiente e experimentando, com capacidade de jogar na posição mais recuada do meio-campo, mas também na transição, cheio de força e capacidade de encher o campo, bom nas aberturas e mudanças de flanco e fisicamente poderoso. É o complemento ideal para os jovens da academia e garantia desde já uma solução para uma eventual saída de Moutinho ou Veloso no final da época. Esta sim, seria uma excelente contratação.
Ah, e claro, atirei foguetes quando soube da recusa da proposta por Izmailov. Esse nem sequer é de negociar. Nem por 10 milhões, muito menos por 8. É daqueles que tem de ficar mais meia-dúzia de anos e ganhar coisas.
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