Desmascarada a falácia do orçamento que, de tanto batida e rebatida, se tornou num mito que turva a nossa visão sobre os problemas da equipa, chegamos à segunda missão.
O mito 2 parte dum consenso gerado por sermos conhecidos como um plantel composto por muitos jogadores vindos da ‘Escola de Formação’.
Mito 2 – O Sporting é uma equipa inexperiente e pouco “madura”.
O argumento é: 'A experiência e maturidade são muito importantes. O SCP tem um conjunto de jogadores muito jovens e “tenrinhos”, fruto da aposta na ‘Formação’. Logo o Sporting tende a falhar mais devido à falta de experiência e maturidade*.'
1. Sob ponto de vista estatístico o SCP não é o mais inexperiente ou imaturo dentre os três grandes. MUITO pelo contrário.
A média de idades dos plantéis é:
FCP – 23,7; SCP – 24,3; SLB – 25,1;
Mas como a classificação na tabela é, antes de tudo, “obra” dos seus intervenientes…
A média de idades dos 18 mais utilizados é:
FCP – 25,5; SCP – 25,61; SLB – 25,56;
A média de idades dos 11-base mais utilizados é:
FCP – 24,7; SCP – 26,6; SLB – 26;
A média de anos no clube dos 18 mais utilizados é:
FCP – 2,5; SCP – 3,1; SLB – 2,9;
A média de anos no clube dos 11 mais utilizados é:
FCP – 2,7; SCP – 3,6; SLB – 2,2;
A média de anos de 1ª ou 2ª Liga dos 18 mais utilizados é:
FCP – 3,9; SCP – 4,9; SLB – 4,7
A média de anos de 1ª ou 2ª Liga dos 11 mais utilizados é:
FCP – 3,9; SCP – 5,4; SLB – 4,1
O FCP tem no plantel 1 jogador oriundo da ‘Formação’ do clube e faz parte dos 18 mais utilizados.
O SCP tem no plantel 7 jogadores oriundos da ‘Formação’ do clube e 3 deles estão nos 18 mais utilizados.
O SLB tem no plantel 3 jogadores oriundos da ‘Formação’ do clube e nenhum deles estão nos 18 mais utilizados.
Jesualdo tem 62 anos, 3 anos de FCP e 25 anos de treinador profissional;
Paulo Bento tem 39 anos, 5 (+4 como jogador) anos de SCP e 5 anos de treinador profissional;
Quique Flores tem 44 anos, 1 de SLB e 6 de treinador profissional.
Equipa jovem, o tanas!
Seja qual for o peso atribído a cada um dos critérios utilizados, só há uma conclusão geral a tirar: O Sporting é, nítidamente, o clube mais “velho” e “experiente” dentre os três grandes! Tenho dito: os mitos são perigosos.
Mais um mito caçado.
*Consideremos a experiência e maturidade como dois conceitos que coexistem e se mesclam quando revelados sob o relvado.
#Fonte:
http://www.zerozero.pt/
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Caça de Mitos Sportinguistas # Missão 1: o orçamento (2ª parte)
Ainda está por inventar uma fórmula que consiga equacionar o “real” valor de um plantel. Onde factores externos como o contexto, a especulação, a influência dos empresários, a margem de progressão dos jogadores sejam “extraídos” e onde factores internos como a experiência, "influência no grupo”, maturidade, vínculo emocional, entre muitos outros, sejam introduzidos. Não obstante nada nos impede de tentar fazer avaliações o mais objectivas possível.
À luz de dois critérios ‘de mercado’: os salários e a estimativa do crrecto “preço de venda” retomemos o mito 1.
O Mito 1 apoia-se no seguinte argumento: Para ganhar o campeonato é muito importante ter o melhor orçamento. O nosso orçamento é muito mais baixo, logo será pouco provável ganharmos o campeonato.
O argumento vai abaixo também por não ser suficientemente sólido do ponto de vista do valor “real”, ou (vai dar ao mesmo) da qualidade do plantel.
1. Em contra-corrente com o senso-comum o nosso gasto com salários não parece ser bastante menor que o dos rivais. Comparando as despesas salariais dos quatro jogadores mais bem pagos de cada plantel (só tive acesso a estes) temos:
Média de Gastos anuais: FCP – €1,365 milhões; SCP - €1,2 milhões; SLB - €1,38 milhões;
Total de Gastos anuais: FCP - €5,46 milhões; SCP – €4,8 milhões; SLB - €5,52 milhões.
A diferença do SCP p'rós rivais ronda os 600 a 700 mil euros. É quanto vale o empréstimo do Pele ao Portsmouth. Inferior mas insignificante.
Passemos ao valor “real” dos plantéis. Para não entrarmos em discussões intermináveis resolvi tomar como índice a classificação feita por este sítio. Pese embora ser uma avaliação de mercado onde factores como a idade e internacionalizações enviesam um pouco a avaliação “real do plantel”, não outra e é ela que nos servirá de análise.
2. O valor “real” dos três plantéis não anda muito longe uns dos outros.
O plantel do FCP (25 jogadores) é avaliado em €114,4 milhões; o do SCP (24 jogadores) em €99,1 milhões; o do SLB (24 jogadores) em €112 milhões.
O que dá uma média por jogador de: FCP - €4,576 milhões; SCP - €4,129 milhões; SLB - €4,667 milhões.
Mas, se procedermos aos ajustes relativos ao enviesamento da idade que os seguintes casos retratam:
Moreira, €3,5 milhões / Quim, €2,8 milhões;
Liedson, €10,5 milhões / Lisandro, €13 milhões
… aos ajustes relativos ao enviesamento do estatuto de internacional:
Luisão, €10,5 milhões / Polga, 6€ milhões / Bruno Alves, €9 milhões
… aos ajustes do enviesamento de jogadores que nunca jogaram na 1ª Liga:
Stepanov, €3 milhões
… aos ajustes reativos ao enviesamento por burrice:
Miguel Veloso, €10,5 milhões / Vukevick, €6,5 milhões;
Derlei, €2,5 milhões / Nuno Gomes, €6 milhões
… e fizermos aquela que é talvez a mais fiel das análises:
3. Avaliando os jogadores, posição a posição, de forma o mais imparcial possível, é legítimo considerar os três "onzes" (18 ou 24) os mais equilibrados, desde há um par de temporadas para cá.
Posto tudo isto, era bom que se admitisse de uma vez por todas que a diferença existente na qualidade dos plantéis dos três grandes é praticamente insigificante.
Acho que está na hora de dar como “caçado” o primeiro mito.
Fontes:
http://www.futebolfinance.com/
http://dn.sapo.pt/
http://www.transfermarkt.co.uk
http://www.zerozero.pt
http://sporting.planetaportugal.com/
À luz de dois critérios ‘de mercado’: os salários e a estimativa do crrecto “preço de venda” retomemos o mito 1.
O Mito 1 apoia-se no seguinte argumento: Para ganhar o campeonato é muito importante ter o melhor orçamento. O nosso orçamento é muito mais baixo, logo será pouco provável ganharmos o campeonato.
O argumento vai abaixo também por não ser suficientemente sólido do ponto de vista do valor “real”, ou (vai dar ao mesmo) da qualidade do plantel.
1. Em contra-corrente com o senso-comum o nosso gasto com salários não parece ser bastante menor que o dos rivais. Comparando as despesas salariais dos quatro jogadores mais bem pagos de cada plantel (só tive acesso a estes) temos:
Média de Gastos anuais: FCP – €1,365 milhões; SCP - €1,2 milhões; SLB - €1,38 milhões;
Total de Gastos anuais: FCP - €5,46 milhões; SCP – €4,8 milhões; SLB - €5,52 milhões.
A diferença do SCP p'rós rivais ronda os 600 a 700 mil euros. É quanto vale o empréstimo do Pele ao Portsmouth. Inferior mas insignificante.
Passemos ao valor “real” dos plantéis. Para não entrarmos em discussões intermináveis resolvi tomar como índice a classificação feita por este sítio. Pese embora ser uma avaliação de mercado onde factores como a idade e internacionalizações enviesam um pouco a avaliação “real do plantel”, não outra e é ela que nos servirá de análise.
2. O valor “real” dos três plantéis não anda muito longe uns dos outros.
O plantel do FCP (25 jogadores) é avaliado em €114,4 milhões; o do SCP (24 jogadores) em €99,1 milhões; o do SLB (24 jogadores) em €112 milhões.
O que dá uma média por jogador de: FCP - €4,576 milhões; SCP - €4,129 milhões; SLB - €4,667 milhões.
Mas, se procedermos aos ajustes relativos ao enviesamento da idade que os seguintes casos retratam:
Moreira, €3,5 milhões / Quim, €2,8 milhões;
Liedson, €10,5 milhões / Lisandro, €13 milhões
… aos ajustes relativos ao enviesamento do estatuto de internacional:
Luisão, €10,5 milhões / Polga, 6€ milhões / Bruno Alves, €9 milhões
… aos ajustes do enviesamento de jogadores que nunca jogaram na 1ª Liga:
Stepanov, €3 milhões
… aos ajustes reativos ao enviesamento por burrice:
Miguel Veloso, €10,5 milhões / Vukevick, €6,5 milhões;
Derlei, €2,5 milhões / Nuno Gomes, €6 milhões
… e fizermos aquela que é talvez a mais fiel das análises:
3. Avaliando os jogadores, posição a posição, de forma o mais imparcial possível, é legítimo considerar os três "onzes" (18 ou 24) os mais equilibrados, desde há um par de temporadas para cá.
Posto tudo isto, era bom que se admitisse de uma vez por todas que a diferença existente na qualidade dos plantéis dos três grandes é praticamente insigificante.
Acho que está na hora de dar como “caçado” o primeiro mito.
Fontes:
http://www.futebolfinance.com/
http://dn.sapo.pt/
http://www.transfermarkt.co.uk
http://www.zerozero.pt
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Caça de Mitos Sportinguistas # Missão 1: os orçamentos (1ª parte)
Há mitos com fundo de verdade – ‘os sportinguistas são mais belos e inteligentes’. Há mitos hilariantes – ‘seis milhões de lampiões’. Mas, na sua maioria, os mitos são perigosos. Nos dias de hoje, a facilidade de acesso a informação estatística ajuda-nos de sobremaneira a liquidar com os mitos que nos atrapalham a vida verde-e-branca. Por isso resolvi perder algum tempo a pesquisar esses lugares-comuns que enganadoramente muitos julgam como verdadeiros. Vamos ao primeiro mito.
Mito 1 – ‘O SCP tem um orçamento muito mais baixo e por isso já não é nada mau estarmos em 3º lugar’.
O mito apoia-se no seguinte argumento: Para ganhar o campeonato é muito importante ter o melhor orçamento. O nosso orçamento é muito mais baixo, logo será pouco provável ganharmos o campeonato.
Na verdade, é menos um mito do que uma parvoíce. O argumento cai logo por terra por partir de pressupostos inválidos.
1. Está por provar que haja uma relação causal determinista entre os orçamentos dos três grandes e a classificação final, seja agora ou em competições passadas.
a) O valor do orçamento não traduz o valor financeiro do plantel.
i) Para 2008/09 a relação orçamento/gastos com aquisições de passes foi:
FCP: €40 milhões / €24,2 milhões; SCP: €25 milhões / €9,65 milhões; SLB: €30 milhões / €27,41 milhões.
Isto não traduz os gastos com o plantel porque, como é óbvio, ambos dependem de múltiplos factores tais como os proveitos (receitas de vendas, da liga dos campeões, etc.) previstos realizar. Os orçamentos dizem respeito a um conjunto muito grande de investimentos e gastos dos quais os ordenados e pagamentos de transferências são apenas uma parte;
ii) Este ano, o saldo entre transferências (entradas/saídas) foi:
FCP: + €29,45 milhões; SCP: - €6,22 milhões (negativo); SLB: - €20,31 milhões (negativo);
b) O orçamento não reflecte o valor “real” do plantel
i) O valor real do plantel não corresponde ao saldo das transferências da última(s) época(s)
ii) Se reflectisse, não estaríamos agora com os mesmo pontos do Leixões.
iii) Nos últimos 4 campeonatos, apenas um - 2005/2006 - terminou com uma classificação em consonância com a classificação dos respectivos orçamentos. E a diferença pontual foi apenas de um ponto entre os três.
2. Os gastos anuais em aquisições não reflectem senão uma ínfima parte do valor “real” do plantel.
a) O valor do plantel não se resume aos jogadores comprados neste ano. Mas mesmo se assim quisermos analisar…
b) … teria de se contrabalançar subtraindo os gastos/receitas em percentagens de passes de jogadores que já faziam/já não fazem parte do plantel. A título de exemplo, dos €9,6 milhões gastos pelo SCP apenas €2,65 milhões são mais-valias reais (50% do passe de Postiga + passe de Ricardo Baptista, que nem joga!). A grande parte dos gastos corresponde aos passes de Izmailov e Grimi que já cá estavam. O mesmo para Di Maria no SLB; Inversamente, só 29% do total das nossas receitas em venda de passes corresponde a perca efectiva de jogadores (Purovic).
c) … teria de se contrabalacar com as desvalorizações (reais) por via das saídas de jogadores cujo valor não foi contabilizado. Exemplo: no SLB saíram Rui Costa, Leo, Petit e Freddy Adu. Quanto valiam eles?? Raramente se faz este cálculo;
d) … teria de se contrabalançar com o cálculo das aquisições a “custo zero”. No SCP, Caneira, Roca, Carriço, Pereirinha, etc. No SLB Suazo…
e) Hoje em dia, é comum comprarem-se apenas parcelas dos passes. Essa despesa não corresponde ao valor "real" a adicionar ao plantel, isto é, 50% do passe do Postiga - €2,5 milhões - ou do Hulk - €5,5 milhões - corresponderá, em termos de valor "real" a adicionar ao valor do plantel, a €5 e €11 milhões, respectivamente.
Ainda assim, se somente as contabilidades das alíneas b) e e) fossem tidas em conta e, ainda que erroneamente, se associar o valor financeiro ao valor “real” das aquisições desta época, o saldo seria o seguinte:
FCP: + €25,75 milhões; SCP: - €4 milhões; SLB: - €27,25 milhões.
Ou seja, da época transacta para a actual, o SLB teria valorizado o seu plantel em quase 7 vezes mais que o SCP, ao passo que o FCP teria desvalorizado o seu na mesma proporção que o SLB se valorizou. É nestes números absurdos que caímos se seguirmos os argumentos das pessoas que alimentam este mito e, acima de tudo, desvalorizam o peso de outros factores na avaliação de um plantel. Mas, como diria Walter Franco, "o ab(surdo) não h(ouve)".
Mito 1 – ‘O SCP tem um orçamento muito mais baixo e por isso já não é nada mau estarmos em 3º lugar’.
O mito apoia-se no seguinte argumento: Para ganhar o campeonato é muito importante ter o melhor orçamento. O nosso orçamento é muito mais baixo, logo será pouco provável ganharmos o campeonato.
Na verdade, é menos um mito do que uma parvoíce. O argumento cai logo por terra por partir de pressupostos inválidos.
1. Está por provar que haja uma relação causal determinista entre os orçamentos dos três grandes e a classificação final, seja agora ou em competições passadas.
a) O valor do orçamento não traduz o valor financeiro do plantel.
i) Para 2008/09 a relação orçamento/gastos com aquisições de passes foi:
FCP: €40 milhões / €24,2 milhões; SCP: €25 milhões / €9,65 milhões; SLB: €30 milhões / €27,41 milhões.
Isto não traduz os gastos com o plantel porque, como é óbvio, ambos dependem de múltiplos factores tais como os proveitos (receitas de vendas, da liga dos campeões, etc.) previstos realizar. Os orçamentos dizem respeito a um conjunto muito grande de investimentos e gastos dos quais os ordenados e pagamentos de transferências são apenas uma parte;
ii) Este ano, o saldo entre transferências (entradas/saídas) foi:
FCP: + €29,45 milhões; SCP: - €6,22 milhões (negativo); SLB: - €20,31 milhões (negativo);
b) O orçamento não reflecte o valor “real” do plantel
i) O valor real do plantel não corresponde ao saldo das transferências da última(s) época(s)
ii) Se reflectisse, não estaríamos agora com os mesmo pontos do Leixões.
iii) Nos últimos 4 campeonatos, apenas um - 2005/2006 - terminou com uma classificação em consonância com a classificação dos respectivos orçamentos. E a diferença pontual foi apenas de um ponto entre os três.
2. Os gastos anuais em aquisições não reflectem senão uma ínfima parte do valor “real” do plantel.
a) O valor do plantel não se resume aos jogadores comprados neste ano. Mas mesmo se assim quisermos analisar…
b) … teria de se contrabalançar subtraindo os gastos/receitas em percentagens de passes de jogadores que já faziam/já não fazem parte do plantel. A título de exemplo, dos €9,6 milhões gastos pelo SCP apenas €2,65 milhões são mais-valias reais (50% do passe de Postiga + passe de Ricardo Baptista, que nem joga!). A grande parte dos gastos corresponde aos passes de Izmailov e Grimi que já cá estavam. O mesmo para Di Maria no SLB; Inversamente, só 29% do total das nossas receitas em venda de passes corresponde a perca efectiva de jogadores (Purovic).
c) … teria de se contrabalacar com as desvalorizações (reais) por via das saídas de jogadores cujo valor não foi contabilizado. Exemplo: no SLB saíram Rui Costa, Leo, Petit e Freddy Adu. Quanto valiam eles?? Raramente se faz este cálculo;
d) … teria de se contrabalançar com o cálculo das aquisições a “custo zero”. No SCP, Caneira, Roca, Carriço, Pereirinha, etc. No SLB Suazo…
e) Hoje em dia, é comum comprarem-se apenas parcelas dos passes. Essa despesa não corresponde ao valor "real" a adicionar ao plantel, isto é, 50% do passe do Postiga - €2,5 milhões - ou do Hulk - €5,5 milhões - corresponderá, em termos de valor "real" a adicionar ao valor do plantel, a €5 e €11 milhões, respectivamente.
Ainda assim, se somente as contabilidades das alíneas b) e e) fossem tidas em conta e, ainda que erroneamente, se associar o valor financeiro ao valor “real” das aquisições desta época, o saldo seria o seguinte:
FCP: + €25,75 milhões; SCP: - €4 milhões; SLB: - €27,25 milhões.
Ou seja, da época transacta para a actual, o SLB teria valorizado o seu plantel em quase 7 vezes mais que o SCP, ao passo que o FCP teria desvalorizado o seu na mesma proporção que o SLB se valorizou. É nestes números absurdos que caímos se seguirmos os argumentos das pessoas que alimentam este mito e, acima de tudo, desvalorizam o peso de outros factores na avaliação de um plantel. Mas, como diria Walter Franco, "o ab(surdo) não h(ouve)".
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Hugo Viana
Várias notícias apontam para a contratação do jogador, neste momento através de empréstimo do Valência. Explicam-nos que esta adição ao plantel em nada depende da saída do Moutinho. Agora:
O plantel não estava já fechado?
Não temos já dois jogadores para cada posição?
O que poderia o Viana acrescentar ao nosso futebol?
Admito que simpatizo com o rapaz (apesar de simbolizar o jogador típico da nossa formação - muito hype, um início promissor, mas depois... Figos e Cristianos são uma excepção...). E também não é mentira que esteve quase sempre bem quando jogou "em casa".
Mas agora...? Porquê?
quarta-feira, 16 de julho de 2008
As Vedetas
Muito se fala do custo das aquisições e das suas contrapartidas.
Existe um exemplo paradigmático que tinha a ver com os galácticos do Real Madrid. Não ganharam muito, mas ainda deu para uns campeonatos e uma liga dos campeões. Mas muito se criticava o custo das suas aquisições, pois bem, ao que consta parece que não só o Real Madrid não faliu como obteve bons resultados económicos resultantes de todos os proveitos relacionados com a aquisição de estrelas (direitos de tv, camisolas, torneios, bilhetes, direitos de imagem e digressões), e apesar de não realizar mais valias com os jogadores (caso de figo, zidane, beckham).
Por isso sempre se ouviu dizer que o barato saí caro, mas para os lado da Opway, isto só agora chegou (tirando o guarda-redes). Menos mal. De todo o caso é de realçar a subida no investimento feito na equipa deste ano (outra coisa será ver a produtividade dos jogadores contratados e dos que foram adquiridos os passes), mas o primeiro passo foi dado.
É preciso ter cuidado com o que se consideram jogadores contratados a custo zero, isso não existe. Ou se paga ao jogador ou ao clube.
No caso do Sporting, este ano foi feita uma escolha de modo a contratar jogadores de qualidade reconhecida e outros por a demonstrar (postiga e ricardo fernandes), e ainda outros que por lá vão ficando (farnerud e purovic).
Porém isto não significa um investimento a pensar no retorno de marketing, em alguns casos apenas num retorno financeiro pela venda do passe, mas não as pensar em direitos de imagem ou venda de camisolas. Como exemplo, eu neste plantel do Sporting só usaria uma camisola com o nome do Vukcevic ou do João Moutinho. Dos jogadores que vieram este ano obviamente que não iria adquirir nenhuma camisola neste defeso (mas se o postiga por exemplo até ao natal marcar 16 golos no campeonato eu ficaria feliz se me oferecessem uma camisola com o nome dele). Agora se viesse uma vedeta como o Aimar aí seria tentado a adquirir logo uma camisola no início de época.
Como se vê nem sempre o dinheiro que se gasta com um jogador é apenas uma verba de passivo, pois tal como uma relação económica, quanto maior o investimento, maior o potencial retorno.
Plantel
É melhor esperar para ver, pois pela boca morre o peixe.
Até ver saúdo a continuidade de grimmi, apesar de não ser um jogador extraordinário, mas como estamos a nivelar por baixo com aquilo que tínhamos, serve bem.
O caneira agrada-me, mas não vou ao ponto de bajulação de muitos adeptos, como se se tratasse de o regresso de um filho pródigo. É um bom profissional e um bom gestor de negócios, por isso não venham com tretas pois ele não se importou de ir para o benfica nem se rescindir com o Sporting. E essa da idade não pega, em Portugal e em muitos outros países já se é imputavél a partir dos 16 anos.
No meio campo fico á espera de ver o que traz roca, se não voltar aos churrascos e caipirinhas, pode ser que perca a alcunha de texugo. Ainda lá para o farnerud, deve ser por isso que aumentaram o preço das game boxes, relação preço - qualidade.
No ataque lá veio postiga, reservo-me o direito de esperar que ele marque golos. No actual panorama e não sabendo como está o joelho do derlei, a única certeza que tenho é que o Vuk apesar de não ser ponta de lança é a única certeza de qualidade e de golos.
Parece que o tiuí henry fica, logo só falta despachar o purovic, (o farnerud queria eu), e o ronny.
Na baliza continuo à espera que mandem embora o stoi e que venha um guarda redes que nos ajude a ser campeões.
Mas resta esperar para ver o que vai suceder, se realmente alguem ainda vai sair, o que não me parece, pois os valores são irreais. Se o modric vale 22 milhões, então o moutinho e o veloso alguma vez valem mais? Espero que não saía o moutinho, mas o veloso devia sair e depressa, já estou a ouvir umas assobiadelas na apresentação. Quanto a mim, sempre fui da opinião de que Roma não paga a traidores.
Na teoria com esta equipa o panorama é melhor do que o ano passado, e é curioso de observar a total inversão de contratações de este ano para os passados, ou seja parece que alguem da parte da gestão achou que estavam enganados no passados, mas não se pode dizer, para não parecer mal.
O que lamento é que parece não haver um olheiro internacional, e este ano não vai aparecer nenhum craque do estrangeiro, pois esta área também não parece ser muito do entendimento do paulo bento.
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