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quinta-feira, 7 de março de 2013

Golpe no Sporting

Um documentário que tem o mérito de tentar condensar em minutos o que foram 17 anos de assalto ao Sporting Clube de Portugal. Não sei quem o fez mas está de parabéns.
Para todos os sportinguistas, sobretudo os mais jovens, que não sabem o que é ter um presidente decente, e os mais desatentos, que tanto lhes custa ainda a entender o que raio se passou e o que é a continuidade.
Para que tirem ilações e se impeça de haver mais coveiros. Pois se houver será só para atirar a terra para cima do caixão. Sabemos que eles não vêm de pá na mão mas mascarados de experientes gestores rodeados de gente influente e amigos de confiança. sobretudo da banca.

Já não há mais desculpas para isto. Basta.


http://www.youtube.com/watch?v=gU7aE5aD20g&feature=youtu.be
Este é só o 1º capítulo. Podem acompanhar os outros em http://golpenosporting.blogspot.pt/

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Sol na eira e chuva no nabal

Godinho Lopes projecta uma campanha para chegar aos 200 mil sócios ao mesmo tempo que ambiciona alienar a posição maioritária do clube na SAD.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Conclusões expressas no relatório da auditoria

Aparentemente, o relatório da auditoria - e não a auditoria, entenda-se - é apresentada hoje ao Conselho Leonino. Amanhã será publicada uma síntese do documento no site do clube e na quinta temos direito a conferência de imprensa sobre o tema. Vamos ver o que dá, ainda que me cheire que não vai dar nada.

domingo, 3 de abril de 2011

O circo e a vergonha ou a falta dela

Estas eleições do Sporting demonstram mais uma vez o muito que há de errado com o futebol português. A imprensa que desempenhou até ao final dos anos cinquenta um papel fundamental na construção e divulgação do futebol português tornou-se desde o final dos anos oitenta no megafone dos poderes do futebol português. Cândido de Oliveira, Ribeiro dos Reis, Ricardo Ornellas, Tavares da Silva, entre muitos outros, devem estar a revolver-se nos respetivos túmulos.
O Record através do seu diretor, já veio pediu desculpa à oligarquia por se ter atrevido a sugerir na sondagem que o periódico divulgou que não ia continuar tudo na mesma. Diz que o " O erro residiu na ponderação final, da exclusiva responsabilidade do diretor deste jornal." Mas desde quando é que o diretor de um jornal aplica taxas de ponderação a sondagens? Onde é que está a ficha técnica da sondagem? O que é que a Entidade Reguladora da Comunicação, que tem o dever de "regular e acompanhar a realização e publicação deste género de estudos" tem a dizer sobre o facto de o diretor do Record ter uma palavra a dizer na "ponderação final da sondagem", seja lá o que for que isso quer dizer. Mas nada disto surpreende quando vem de alguém que se recusou a noticiar as escutas e a corrupção na arbitragem em Portugal sob o argumento de que não morde a mão que lhe dá de comer. É evidente que não. Ao mesmo já sabemos - como se não soubéssemos... - qual é a mão que lhe dá de comer. Dizia o diretor do Record, numa resposta a José Diogo Quintela: "Nós pertencemos a um circo que vive de emoções - de golos e de erros, títulos e de frustrações. E não temos vergonha disso.” O Jogo, alinhou também pela medida do Record. Mas, claro, o Jogo é propriedade de Joaquim Oliveira, que é o maior cliente de Pedro Baltazar. Mas vamos deixar isso de lado por instantes. A Bola, sempre alinhada com os poderes, sendo o único jornal que não "falhou" na noite eleitoral - seja lá o que for que isso quer dizer no cenário em que nos encontramos - chamou imediatamente Godinho para a limpeza de imagem, da mesma forma que há ano e meio tinha oferecido a Roquette um púlpito de onde pregar aos fiéis para os alertar dos aventureiros e aldrabões, que vieram um ano e meio mais tarde integrar a lista que apoiava. Mas o pior nem foi isso. Foi a notícia publicada às 00.07 de segunda-feira a anunciar os números finais das eleições. Os tais 14.619 eleitores e 91.842 votos que algumas horas antes eram 14.205 eleitores e 88-530 votos. Mas o pior não foi a publicação acrítica dos votos, como se não fosse suficientemente mau. Imaginem o que seria a Comissão Nacional de Eleições dizer que afinal a taxa de abstenção indicada no início da votação se alterou no dia seguinte à contagem dos votos. Nem em ditaduras saloias se observa este à vontade na manipulação eleitoral e mediática quanto mais no mundo civilizado. Mas, dizia, o pior nem foi isso. Foi a pura e simples mentira sobre a fonte. Às 00.37 de segunda-feira dia 28 de Março, e ao contrário do que afirma a notícia de A Bola, não havia qualquer indicação no site do Sporting sobre novos totais de eleitores e votos. A notícia que dava os resultados eleitorais tinha sido publicada horas antes, a meio da tarde, e sem totais. Porquê então escrever na notícia "Estes números, que estão no site oficial do clube, são superiores ao último balanço feito por responsáveis do clube, sábado após o último votante."?

quinta-feira, 31 de março de 2011

Onde é que eles andam?

O Record não pára. Agora garante aos seus leitores que o Sporting já contratou oito jogadores para a próxima época. Não diz que vai contratar, que está a pensar contratar, que está a negociar. Não. Já contratou. Para quando mais um editorial de Alexandre Pais a dizer que se enganou e que afinal não eram 8, eram 0. Já estou o ver o "jornalista" a dizer que "O erro residiu na ponderação final, da exclusiva responsabilidade do diretor deste jornal". Se bem que ninguém saiba exatamente o que é isso da "ponderação final" conseguimos perceber que é uma espécie de afinação. Uma afinação alinhada.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Promessa de auditoria para enganar papalvos

No âmbito de um certo furor pacifista que trespassa parte da blogosfera leonina anda muita gente em lágrimas a interrogar-se porque é que não podemos simplesmente ser todos amigos e darmo-nos bem para benefício do Sporting Clube de Portugal. Esta forma de pensar e sentir o clube revela uma falta de cultura democrática que é difícil de adjetivar. Em nome da democracia - cuja forma já nem sequer se respeita, considerando todas as dúvidas que pairam sobre o processo eleitoral do Sporting - em nome da democracia, dizia, entendida simplesmente como a união em torno do vencedor encontramos muita gente a apelar à pacificação do clube. EnGodinho Lopes veio aparentemente contribuir para para essa pacificação ao reunir com os restantes candidatos no sentido de iniciar o processo de realização de uma auditoria externa. Claro que quem integrou um projeto onde a coerência e a verdade foram detalhes marginais ao longo dos últimos 16 anos não teria problema em faltar à verdade e usar de meias verdades para atingir os seus objetivos. No caso concreto, a imediata legitimação do seu mandato.

Dizia o Godinho na segunda-feira à noite no Dia Seguinte:

"Durante a campanha, ficou claro que iríamos avançar com uma auditoria. Não vou esperar tempo rigorosamente nenhum. Pretendo reunir-me com os outros candidatos e escolher um auditor. Não devemos ter medo de nada"

Dizia ele ao Público na sexta-feira, último dia de campanha:

"Vai promover uma auditoria?
Estou aberto, mas não será por proposta minha, porque eu acredito na honestidade das pessoas que estiveram no Sporting. Uma coisa é a competência, outra é a honestidade. A SAD é auditada todos os anos por estar na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e no resto do clube as coisas estão certas, com certeza. Mas estou aberto para qualquer auditoria proposta por um conjunto de sócios e que seja aprovada em assembleia-geral. Agora, há dois tipos de auditoria: a de gestão e a financeira. A primeira mexe com as pessoas, com a sua capacidade, competência e incompetência, mas é preciso lembrar que elas foram eleitas pelos sócios do clube. Seria um lavar de roupa suja que não leva a nada."

O problema, portanto, não é ele hoje ter reunido com outros candidatos para tentar definir os moldes de realização da auditoria. Isso seria um gesto saudavelmente democrático. O problema é a mentira de dizer que a sua lista quis a auditoria desde o início da campanha. Mente, portanto, com todos os dentes que tem. Em segundo lugar, aposto o que quiserem que a única auditoria que se vai fazer é aquilo que Godinho chama de auditoria financeira - e mesmo assim tenho dúvidas de que se ultrapasse a fase do anúncio da intenção de a realizar. A auditoria de gestão segundo o senhor "seria um lavar de roupa suja que não leva a nada". Um tiro no pé ainda antes de ter puxado o gatilho. Daqui para a frente vai ser sempre a piorar.

Divulgações


Um site a seguir: Golpe no Sporting

segunda-feira, 28 de março de 2011

Impérios do Mal














Darth Sidious.......................................enGodinho Lopes

Dias Ferreira no seu melhor

Lê-se mas não se acredita. Foi através do Sporting Até Morrer Allez que tive acesso a declarações de uma "fonte" da candidatura de Dias Ferreira ao site Sapo Desporto. Diz a "fonte": «Achamos que há, de facto, indícios que justificam a impugnação. Contudo e em face do resultado, que respeitamos, não nos compete a nós impugnar». Lê-se mas mas se acredita. "Achamos que há indícios, mas não vamos fazer nada sobre o assunto"? "A resultado que respeitamos" apesar dos "indícios que justificam a impugnação"? «O facto de haver motivos para Bruno de Carvalho pedir impugnação das eleições, não significa qualquer apoio a Bruno de Carvalho»? Alguém disse "espinha vertebral de um caracol"?

Adenda às 15:23: A"fonte" já tem nome e voz. A cobardia e o taticismo, contudo, mantêm-se: "«Nós admitimos o conhecimento de algumas irregularidades ocorridas durante as eleições. Isto não quer dizer que esteja a qualificá-las ou a tomar posição sobre as eventuais consequências que elas possam ter tido no resultado», frisou Paulo Rêgo."

domingo, 27 de março de 2011

27 de Março de 2011 - Uma data que viverá na infâmia

Há quem diga que Godinho Lopes é o George W. Bush do Sporting.
Acho que é mesmo o Marcelo Caetano do Sporting.

Tanta pressa

"Bruno de Carvalho já anunciou entretanto ir impugnar as eleições que para ele acabaram em golpe de teatro. Mas uma coisa é certa, à luz dos estatutos do Sporting, não há lugar a tomadas de posse nem a cerimoniais. A partir do momento que Lino de Castro proclamou o vencedor o mesmo entra imediatamente em funções, pelo que a impugnação já anunciada poderá não ter efeitos práticos imediatos fazendo com que esta confusão se prolongue no tempo com recurso para as vias judiciais."

Deu os parabéns a quem Dr. Rogério Alves?

Ou Rogério Alves está a caminho da insanidade e da inimputabilidade ou exigem-se explicações que já deveriam ter sido dadas. São quatro da tarde e do ex-bastonário da ordem dos advogados e ex-presidente da mesa da AG do Sporting Clube de Portugal ainda não se ouviu uma palavra. Deu os parabéns a Bruno de Carvalho porquê, Dr. Rogério Alves?

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Golavrás, indigenização e as voltas de Mestre Cândido na tumba

Durante a infância interroguei-me de forma cobarde sobre o significado do termo golavrás, o aportuguesamento da expressão inglesa goal-average. Digo cobarde porque apesar de cedo ter compreendido que se tratava de uma fórmula de desempate entre equipas em situação de igualdade pontual não fui, até tempos bem recentes, capaz compreender o seu significado: nem a etimologia da palavra, inteiramente estranha aos meus ouvidos, nem o modo como se processaria o tal sistema de desempate. Nem nunca tive coragem para perguntar a quem quer fosse o seu significado. Porém, para onde quer que escutasse lá estava a palavra. Golavrás para aqui, golavrás apara ali. Vicissitudes existenciais várias levaram-me a travar contacto com o sistema do futebol português e a obra do antropólogo Arjun Appadurai, "Dimensões culturais da globalização, a modernidade sem peias". Appadurai considera o conceito de indigenização fundamental para compreender a globalização dos desportos anglo-saxónicos e em especial o entusiasmo com que são vividos em contextos pós-coloniais. Referindo-se ao caso do críquete na Índia e interrogando-se sobre como uma uma prática tão profundamente britânica acaba por se tornar um dos símbolos nacionais e um dos lazeres preferidos de uma ex-colónia o autor vê na indigenização o instrumento essencial para a apropriação do críquete por parte dos comedores de chamussas. O que é então a indigenização? No fundo, e para sermos levemente tautológicos (como o futebol português, diga-se), a indigenização é uma espécie de vernacularização. Isto é, tornar próximo algo que é à partida distante e estranho. Entre muitos outros factores, Appadurai destaca a questão linguagem. Para resumir com exemplos concretos trata-se de transformar o linesman em bandeirinha. O off-side em fora de jogo. O goal em golo, mas também em baliza. A chilena em pontapé de bicicleta.
Em Portugal, no chamado tempo das "balizas às costas", um conjunto de homens, entre os quais se destacava Mestre Cândido de Oliveira, levaram a cabo essa épica e impensável tarefa, oferecendo-nos para a posteridade o futebol português. Inventaram a imprensa e os clubes. A espelunca que hoje responde pelo nome de A Bola (que encontra entre os seus fundadores Cândido de Oliveira e Ribeiro dos Reis) foi durante os seus primeiros vinte anos de vida um projecto jornalístico, desportivo, cultural e estético absolutamente deslumbrante. Acabaram com o amadorismo farsola e diletante das equipas de Carcavelos e impuseram o futebol moderno e competitivo. Criaram uma linguagem própria para o futebol em Portugal e libertaram-na do peso arrogante e da estranheza exótica dos anglicismos. Escreveram livros sobre tácticas que ainda hoje continuam actuais. No final da II Guerra Mundial o Campeonato Nacional de Futebol, à revelia dos medos e interesses do Estado Novo (que recorde-se enviou Mestre Cândido para o Tarrafal, donde voltaria para treinar os Cinco Violinos) e à boleia do entusiasmo popular, era uma realidade. Mais tardia do que na maioria dos países mais "modernizados" da Europa, mas uma realidade de qualquer forma. Daqui para a frente seria de pensar no avanço do futebol português e no seu aperfeiçoamento gradual. No seu progresso. Na progressiva clarificação dos regulamentos e no acentuar da sua competitividade, que resultaria também de um desenvolvimento económico, político e urbano mais equilibrado. Tudo falsas esperanças. Entregues aos Hermínios, aos Lelos, aos Laurentinos, aos Madaís, Valentins, Mesquitas e a muitos outros da mesma extracção damos por nós a discutir conceitos que já nem os inventores do jogo utilizam. São cinquenta anos de trabalho que dia-a-dia são mandados para o lixo. Um final previsível para uma posta que cansa o leitor. Mestre Cândido deve estar a dar voltas na tumba. Por cá a indigenização não passa de uma corruptela.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Mais uma encomenda

Esta encomenda, perdão estudo, realizado por um reputado especialista na área (são como os cogumelos), cujo título elucidativo (mais uma descoberta científica) é este:"Resultados financeiros dos três grandes são fracos", vem incluindo na secção do Sporting, do também reputado jornal. Só pode ser mais uma campanha de destabilização montado no dia de um jogo na champions. Tal como aquela foto-montagem grosseira de por o nosso trinco com aquelas chuteiras cor de rosa na capa, só pode ser para dar mais coragem aos nossos adversários!
Como se vê o PLDS (plano de liquidação e dissolução do Sporting) está de vento em popa, com a areia das taças para os olhos, o grande militante, aquele que tem muitos anos de sócio e disse não querer sócios no clube (não se quer a ele mesmo como sócio, tipologia indiciária de patologia bipolar) vai concretizando os seus intentos com o apoio de uma maioria de votos regimentária, e a troco dos famosos croquetes e regalias das cadeiras nas primeiras filas das AG, da absolutamente inútil e corporativa câmara do conselho leonino, cuja utilidade essencial é aprovar o que quer que seja que venha do ignomínio conselho directivo.
Em linhas muito simples é o que já vem de longe, aquilo que vale e azevedo tentou fazer no benfica, entregar a maioria do capital da sad para os privados. É bom recordar que enquanto a sad fica com os activos todos, o clube fica com os passivos, para depois à má fila vir a ladainha do costume, que o futuro é a sad, o que interessa são os investidores privados, isto do clubes a sério já só dão prejuízo e afins. Como se o endividamento do clube não atingisse a sua grande fatia com a criação da sad e empreendimentos não desportivos.
Tem razão o franco quando afirma que o clube está em guerra interna, pela minha parte irei continuar a lutar pelo Sporting enquanto clube desportivo e associativo, como foi criado na sua essência, e cá estaremos para procurar e expor os assassinos do Sporting.
Para terminar, aproveito para informar o excelso especialista em finanças de clubes que o Real Madrid e o Barcelona estão à beira da extinção, não pode ser possível viver sem sad, e para mais o absurdo de existir um clube que não tem patrocínio pago nas suas camisolas. É o horror.
Cá para mim já vou aceitando a verdade, e será com felicidade que podem contar comigo para começar de novo uma ideia chamada Sporting. Porque o Sporting não é apenas um estádio e um conjunto de pessoas e um nome, é uma ideia e eles não conseguem matar uma ideia. Cá estaremos para, se necessário começar de novo e dar vida a essa ideia, pedra sobre pedra, reconstruir o verdadeiro Sporting enquanto clube associativo e ecléctico. Temos o mais importante, que é o capital humano, o resto virá com naturalidade.
O Sporting prevalecerá!