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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Programa, precisa-se

Muito mais do que encontrar um rosto para o futuro presidente do conselho directivo, afigura-se-me importante ter um Programa. O futuro presidente deve ser o intérprete de um programa, não é o programa. A dança dos presidenciáveis e o coro de figurões a sugerir nomes é uma coisa totalmente patética e não revela ideias, apenas mostra gente pequenina que quer pôr-se em bicos de pés. Mas, o problema é que de tanto massacrar, alguns destes nomes acabam por "gerar" consensos.
Repito: o que devemos exigir é um Programa claro. Façam como quiserem, sentem-se a uma secretária e escrevam um programa de raiz, guiados pela vossa competência ou intuição, e submetam-no à discussão e ao escrutínio dos Sportinguistas, ou criem movimentos de reflexão cujas ideias sejam depois vertidas num programa de consenso, façam, repito, como quiserem. Façam-no assim ou de outra forma qualquer. Façam-no rapidamente. Mas, façam-no começando a casa pelas fundações, não pelo telhado!
Sabem o que tem ditado a permanência da "linhagem" roquetista no poder? É que eles têm um programa. Mudam as caras (e muitas têm sido elas!), mudam as figuras de proa e os subalternos (muitas vezes mudam de proas para subalternos e vice-versa), mas o programa permanece. O essencial tem estado sempre, sempre defendido. O que devemos encontrar depois destes 15 anos de trevas no Sporting é um programa no qual a generalidade dos Sportinguistas se reveja e que, independentemente das caras, seja aplicado. Um programa que reflicta os valores, os anseios e as críticas dos Sportinguistas, um programa que reflicta os estatutos do Clube, um programa que mobilize os Leões e que ponha cobro a este período sinistro.
Se um novo programa, sólido e competente, não surgir, teremos mais do mesmo.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Ressurgir

O Sporting tem uma oportunidade única para ressurgir das cinzas em que se enterrou ou se deixou enterrar. O que precisa é de um programa consistente e de gente capaz e descomprometida com a gestão da linha Roquete, que nos tire desta situação absolutamente miserável que 15 anos de desgoverno Roquetista conduziu o Clube. Os sócios do Sporting têm de ter atenção: o problema dos bancos não é "programa". Programa é uma nova orientação política para a direcção do Sporting. A negociação da dívida não é um objectivo programático em si. Um programa é um conjunto de princípios onde se enquadrará este como outros problemas que afligem o Sporting e que é preciso resolver.
Também não é um objectivo programático chamar à responsabilidade as direcções anteriores. Precisamos de entrar numa nova era, precisamos de nos ver livres das figurinhas e dos figurões que conduziram o Sporting à sua situação presente e entalá-los não é uma questão programática. Hão-de ter de pagar pelo mal que fizeram ao Sporting, mas não é esse desígnio que deve orientar agora um programa. Programa é um conjunto de princípios (não há princípios, há muito tempo, na gestão do Sporting!) e é disso que precisamos.
Primeiro objectivo: um programa.
E temos de ter atenção para ver se os lobos que nos empurraram para o buraco onde o Sporting neste momento se encontra não aparecem vestidos de carneiros a querer fazer aquilo que tiveram oportunidade de fazer durante 15 anos e não fizeram.
Segundo objectivo: fim da tróica Roquetista.