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terça-feira, 1 de julho de 2008

Diga Espanha

Do mal o menos.
Após duas meias na qual não aconteceram surpresas, só mesmo o rebentar da Rússia - aquele carrossel colectivo é um desgaste enorme, e com arshavin vigiado - a Espanha mostrou que com a sorte nos penaltis tinha ganho um tónico psicológico e não o desperdiçou. Nem a lesão de villa afectou a Espanha. Da Turquia também já se conhecia a força anímica, mas a Alemanha não foi em sensionalismos e fez de Turquia no fim.
Para o fim ficaram duas equipas a jogar em 4-5-1 no qual o meio campo Espanhol, sendo mais evoluído tecnicamente levou a melhor e não deixando jogar a Alemanha, quer pela acertada marcação defensiva e pela velocidade de desmarcação aquando da posse de bola, foi anulando a hipótese da bola chegar à sua área, desse modo afastando o melhor sector Alemão - o atacante - de se enfrentar com o mais fraco sector da Espanha - a defesa. O resto foi torres a decidir.
Uma palavra para o melhor jogador do torneio, o Xavi. E para o melhor jogador da final, para mim o iniesta. (Isto é bom, pois com dois médios centros deste, o Barcelona não necessita de moutinho).
Uma palavra também para o casillas, que foi o melhor guarda-redes do torneio, apesar do golo mal sofrido contra a Suécia, este é um guarda redes a sério, onde a excepção é quando erra e não o inverso, quando se está à espera que se erre. A confiança com uma defesa faz-se sempre com aquele guarda-redes que é destemido a sair dos postes, não falha as bolas e mantém os olhos abertos.
Uma vista para chielini, que deverá ser o grande central da próxima época, e para modric, que deverá ser um médio ofensivo que poderá trazer alguma arte para o futebol europeu futuro.
No fim ganhou a melhor equipa e não a equipa com os melhores jogadores ou o melhor jogador. Percebe-se, o Maradona não veio à bola.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Euro 2008 - Segundas Impressões

Passada a fase de grupos confirmam-se a maioria dos prognósticos após a 1ª jornada. Os não alinhados foram a República Checa e a Suécia.
No grupo de Portugal, a tuga apurou-se sem sobressaltos de maior e seguiu-lhe as pegadas a fúria turca. Esperava que a República Checa aguentasse o barco, mas o g.r. deles não quis ficar longe da equipa e lá borrou a pintura (acontece aos melhores, logo também pode acontecer ao Ricardo. Só quero ver se também acontece ao Buffon). Quanto à Suíça que acabou por ganhar o jogo a Portugal viu-se que só esteve neste Euro por ser país organizador, nada mais.
No grupo B a Croácia surpreendeu pela consistência demonstrada (e até ver tem a revelação da competição - Modric - que joga na esquerda, na direita e no centro do meio campo ofensivo. Parece que ainda há esperança nos médios ofensivos na Europa), e até mostrou que a Alemanha afinal não era o que parecia e não é a Alemanha da década de 90'. É confrangedor ver Ballack recuado a no terreno e depois faltar qualidade de passe e organização no meio campo ofensivo.
Nos outros dois, Aústria e Polónia demonstraram que eram os candidatos a não passar.
No grupo da morte a Holanda voltou a demonstrar laivos de uma laranja mecânica, com um futebol bonito e directo, o 4-3-3 que aliado a uns extremos rápidos e a um ponta de lança finalizador fazem estragos consideráveis. A Itália confirmou que se salva sempre no fim, nada de novo, é como uma fénix renascida que quando chega a altura certa confirma a sua história. O futebol não é brilhante e a táctica é sempre a mesma, com três médios defensivos e uma cultura de transição defensiva muito forte, sendo o ataque sempre apoiado e mais lento. Quanto à França e à Roménia pareciam duas selecções iguais, sem ligação no ataque e poucas ideias. A França ainda não se livrou de Zidane.
No último grupo a Espanha confirmou o favoritismo e a Rússia não surpreendeu, o seu futebol é como o do Zénit e para quem viu os jogos destes na Uefa não se pode surpreender, com um contra ataque rápido e variações de flanco apoiadas pelos médios esta equipa é um caso sério, pois o posicionamento do meio campo é quase robótico e os jogadores defendem e atacam em bloco, donde o principal óbice a este sistema será o desgaste físico. Quanto à Suécia esperava que a mesma passasse, pois não fosse a falta de ousadia dos seus dois treinadores e o resultado frente à Espanha seria outro, mas quando se joga para o empate são coisas que sucedem. A outra, a Grécia veio demonstrar que a possibilidade cósmica de a sua vitória se repetir era menor do que eu ganhar o euro milhões.
Uma nota para a segunda linha do futebol português, que apesar da pontaria em excesso e de um erro do árbitro teria de ser muito melhor do que a fraca equipa Suíça. Donde se trata de uma falta de mentalidade ou falta de qualidade. Salvou-se Nani.
Uma aposta seria a Itália, apesar do primeiro resultado frente á Holanda, a Itália não me surpreende, mas a juntar às lesões de Nesta e Cannavaro aparece agora o substituto Barzagli, donde os centrais italianos deverão ser os mais fracos da história Italiana, daí é esperar para ver se esta Itália agora ainda vai surpreender.
Duas curiosidades, a primeira é a de que o grupo de Portugal foi o único que não teve uma equipa com 3 vitórias. A segunda é que a Grécia foi a única selecção a não pontuar.
Saudações

sábado, 14 de junho de 2008

Pausa na Pausa


Faço uma pausa na pausa blogosférica, imposta por obrigações profissionais e outras que têm colocado o escriba à beira da demência, apenas para lançar duas notas. Mandar o meu profundo respeito aos despudorados holandeses que só aviaram a Itália com três secos e a França com quatro. Espero ainda pela Espanha hoje, mas já tenho equipa favorita. Politicamente sou pelos turcos, esteticamente pelos holandeses. De qualquer forma é preciso ter tomates para tirar um trinco, Engellar, ao intervalo de um jogo com a França a ganhar por um a zero e meter o Robben, um extremo. Uma clara declaração de amor não apenas ao futebol mas a todos os telespectadores. E amor com amor se paga. E depois aquele meio-campo e ataque, não é? Sneijder, Van der Vaart, Robben, Van Persie e Van Niestelroy, com o De Jong a fazer de guarda-costas único desta gente toda, é de uma brutalidade inadjectivável. E pior ontem acabaram todos a jogar ao mesmo tempo. Uma delícia. Ainda relativamente ao europeu, realçar a vitória do futebol positivo e ofensivo sobre o calculismo e as tácticas defensivas. Portugal, Espanha, Holanda e até mesmo a Croácia surgem nesta altura do campeonato já apurados, ou em vias de, à custa de jogarem para a frente. Os Italianos, os franceses, liderados pelo cobardolas do Domenech (que se recusa a apostar no Benzema e insiste em Toulalan no lugar que é de Nasri por direito, justiça, lógica e herança) ou os gregos estão na merda. (Esta era para ti Paulo Bento, apóstolo do resultadismo). Em segundo lugar, e no que respeita à vida da SAD, chamar a vosso atenção para algumas das considerações do Master Lizard nos últimos dias.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Euro 2008 - Primeiras Impressões

Agora sim, estou mais feliz, dois jogos de bola por dia já me consolam, melhor só no mundial com três por dia.
Após esta primeira fase é bom verificar que a geralidade dos jogos são de qualidade com as equipas a tentarem ganhar os jogos.
Assim no nosso grupo Portugal teve uma entrada de leão, confirmando sendo a melhor equipa do grupo. É bom de verificar a diferença que duas semanas de concentração fazem e como se pode ver um futebol completamente diferente da qualificação.
Já se sabe que na táctica de Portugal não há nenhum segredo, num 4-3-3 com alas que desce para um 4-5-1 em situações defensivas.
Nada a dizer quanto à defesa pois são os quatros que dão melhores garantias, e até o pepe já parece português desde que nasceu, ao contrário de outro que é o único que não canta o hino, tipo wally.
No meio campo também nada de novo, como se esperava com a selecção a actuar com três jogadores no meio campo sendo que dois são médios centros (Moutinho e Deco - embora este último defenda menos e assuma aquando da posse de bola um posicionamento de n.º 10) é imperativo actuar com um trinco a sério - Petit. Também não poria Veloso nesta selecção pois as características exigem um jogador defensivo e mais impetuoso que não tenha medo de fazer carrinhos e entrar duro.
Na frente também nada de novo, só penso que demasiadas vezes fica o ponta de lança abandonado (o tal Nuno Gomes que nas fases finais parece um ponta de lança a sério), pois os extremos recuam demasiado para o meio campo e não exploram muito o contra-ataque, excepto quase no fim do jogo é que tal foi feito para a defesa adversária não avançar toda e que resultou nos golos finais.
Quanto às restantes equipas parece-me que a república checa irá fazer-nos companhia. Porém os turcos são uns lutadores e pode haver surpresa como hoje com o jogo com os suíços.
No grupo B nada de surpreendente com a Alemanha a assumir-se como candidata a vencer o grupo e o despique a ficar entre a Croácia e a Polónia.
No grupo da morte, o grupo C, a Roménia será o candidato a não passar, mas nos outros três, a França também voltou a exibir o seu futebol amorfo e sem consistência após o abandono da maior referência do meio campo, Zidane. Parece que a França ainda não aprendeu a jogar sem numero 10, pois apesar de ter lá o Nasri, este parece não ter a tarimba para a titularidade. Mas a equipa francesa é muito madura e muito forte fisicamente como se viu no último mundial e isso pode fazer a diferença.
Agora os outros dois tubarões a Holanda e a Itália apresentaram algo de surpreendente.
A Itália pela negativa, mas os três golos não reflectem o jogo, pois a Itália não foi subjugada e teve várias hipóteses de golo, sofrendo dois golos caricatos, um em fora de jogo (apesar da lavagem da UEFA ao artigo de interpretação, o Panucci não se colocou fora do campo voluntariamente mas foi abalroado pelo Buffon) e outro foi auto-golo. Daí ainda esperar para ver o que vai dar esta selecção que também é normal começar mal e acabar melhor. Mas o factor que desequilibrou acabou por ser a lesão de Cannavaro mesmo antes do início o euro. É que a rotina foi alterada e o Barzagli não é e está longe do capitão. Vamos ver o que faz o Donadoni, mas aqui também já se viu que ele também não é o Lippi.
Agora a Holanda surpreende pelo bom jogo e rapidez de execução, e com o seu 4-3-3 é juntamente com Portugal a selecção que melhor futebol apresentou. Com dois médios defensivos e um ofensivo (que também defendeu logo à saída em marcar individualmente o Pirlo) e com a velocidade de dois extremos é uma selecção a temer pelo posicionamento e modelo de jogo, como um renascer da Holanda da década de 70, e da década de 80, onde o actual seleccionador era expoente máximo e onde evoluiu de um 3-4-3 para um 4-3-3 sem libero.
Para finalizar no grupo D fiquei feliz com o resultado da Grécia, e desta vez já se conhecia o estilo de jogo e não creio que a façanha de repita. Já vejo com agradável surpresa a exibição da Espanha e da Suécia que terá o melhor ponta de lança do europeu. Da Rússia parece uma equipa parecida com o Zenit que venceu a taça UEFA, mas aqui o calibre dos adversários é outro.
p.s. já houve hoje o segundo jogo de Portugal, onde mostramos mais do mesmo, mas a equipa da república checa é foi um adversário bem superior à Turquia. Só tenho inveja dos checos num aspecto. É no guarda-redes que eles têm, pois cada vez que havia um lança aéreo na sua área não me criava qualquer expectativa, ao invés na área de Portugal era ver o meu coração a bombear mais depressa. Já agora, para mim não tenho qualquer dúvida em afirmar que o melhor guarda-redes do mundo, já há várias épocas dá pelo nome de Buffon. Mas enfim, é preciso algum sofrimento...
Só lamento que a suíça já tenha sido afastada é que assim vamos ter uma treta de um último jogo a feijões e onde os suplentes vão jogar para depois voltar ao banco. Curiosamente da última vez que tal aconteceu, em 96, perdemos logo a seguir ao descanso nos quartos de final e da última vez em 2004 não descansamos e chegamos á final. E a Itália no último mundial não descasou e jogou prolongamentos, daí que o descanso serve o que se serve. E pode servir para baixar os índices competitivos dos titulares.
Só uma nota que respeita á generalidade das tácticas utilizadas onde impera o 4-4-2 em linha com dois médios centro e dois médios laterais, e a excepções dos 4-3-3 de Portugal e da Holanda e do 4-5-1 da Grécia e da República Checa (e o esquema hibrído da Itália onde actuam um trinco e dois médios centros, um médio ala - Camoranesi na direita, e dois avançados, Toni a ponta de lança e Di Natale a segundo avançado e a fazer de falso extremo esquerdo), neste Europeu e na evolução do futebol mundial estão em vias de extinção os médios ofensivos, o vulgo número 10. Donde se nota que os treinadores que os querem usar procuram adaptar os segundos avançados a fazer tal função (como Totti ausente por lesão). Daqui sobram Deco e Van der Vaart. Isto pode potenciar o meio campo de Portugal pois não exige uma preocupação numa marcação individual de um jogador do meio campo. É a vantagem do adandono de Zidade e de não ser um mudial onde ainda existem jogadores sul americanos para essa posição, como o podem ser Ronaldinho, Káká e o Messi.
Saudações Leoninas

segunda-feira, 12 de maio de 2008

A selecção de todos nós

Por
José Diogo Quintela
humorista (hoje no Público)

Guarda-redes:
Rui Patrício (Sporting), Tiago (Sporting), André Martins (Sporting, juniores)
Defesas:
Abel (Sporting), Pereirinha (Sporting), Tonel (Sporting), Beto (Huelva), Daniel Carriço (AEL Limassol), Paulo Renato (Sporting), Caneira (Valência), Tiago Pinto (O. Moscavide)
Médios:
Adrien (Sporting), Veloso (Sporting), Moutinho (Sporting), Carlos Martins (Huelva), Hugo Viana (Osasuna), Figo (Inter), Rui Costa (Benfica), Sérgio Conceição (PAOK)
Avançados:
Liedson (Sporting), Derlei (Sporting), Djaló (Sporting), Saleiro (Fátima)

Escolho só jogadores do Sporting (o meu clube) ou que estão emprestados. As excepções são o Figo e o Rui Costa, porque são os "velhinhos" de que gosto, e o Sérgio Conceição, para a porrada. Colocava a equipa a jogar em 4x2x3x1, com Figo, Rui Costa atrás do Liedson, e de certeza que não perdia contra a selecção do Scolari.