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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Exemplo de cima

O presidente profissional do clube deu o exemplo, sem coragem para deixar o mafioso de mão estendida, desapareceu de cena e mandou o seu representante sentar-se ao lado daquele que o insultou e insultou o clube.
Do anterior fraco já sabíamos bem as intenções profissionais, nunca beliscar o padrinho, deste já ficamos a saber, será que quando o porto vier a Alvalade também vai por motivos profissionais ao estrangeiro?
São estas fracas figuras que fizeram fraco o forte Sporting.


p.s.: a ler, pela minha parte estou tranquilo, nunca apoiei o roquetismo e não foi por mim que o clube chegou ao que chegou. Outros, muitos, não poderão dizer o mesmo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Com Certeza

que o TC declarou as escutas nos apito dourado inconstitucionais.
Só é pena nesta merda de país não haver um tribunal desportivo e uma justiça competente, que não faça escutas inconstitucionais!
Agora vão ter de meter o rabo entre as pernas ou então dizer que as condenações tinham por base outras provas sólidas e arrasadoras como a leitura de pensamentos por telepatia ou as declarações do professor karamba sobre o que realmente era verídico.
Andamos nós a pagar para esta cambada de falhados.
O que vai ser mais ridículo nesta situação, e espero que todo o mundo civilizado (incluindo a sicília) goze com portugal e com os portugueses, é que ainda ninguém disse que a corrupção que se ouvi nas escutas não aconteceu, mas como somos mesmo um país onde é tudo bons rapazes...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

They' re Back

Sobre as paixões do jogo de sábado entre o Sporting e a turma da fruta quero dedicar este vídeo aos paixões deste país que actualmente e no passado contribuíram para a verdade desportiva:




Fez-me lembrar as velhas e sibilinas arbitragens do pré-apito dourado, não as de uns árbitros recentes e meramente incompetentes, mas ao nível de um verdadeiro calheiros, valente ou isidoro.
Um bem haja para aqueles que de forma vertical lutam pela verdade e pela competência. Lamento não ter nos dirigentes do meu clube que defenda os interesses do clube, e ao invés, prefira anda de mão dada com o sistema do poder instituído. Ou se está contra ou a favor, numa guerra não há meios termos como o desapontamento.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Gente Gira no futebol

Há três anos o Olegário fodeu o Sporting ao expulsar o Caneira, levando o FCP ao empate e à vitória por 5-4 nas grandes penalidades. Lembro-me bem da injustiça daquele jogo e da brava atitude do Paulo Bento que depois do jogo insinuou umas tantas verdades a necessitarem de ser ditas e simultaneamente me tranquilizava ao sentir haver alguém que defendia o Sporting. Três anos antes foi talvez o José Pratas. E antes talvez o Calheiros ou A. Valente, não sei..

Enfim, durante uma catrefada de anos fomos convivendo com um sistema de arbitragem que premiava e distinguia os filhos obedientes às regras do jogo sujo em detrimento lógico dos que lá andassem pelo jogo limpo. Uns tiveram azar com a Carolina e com a Judite. Os outros reformaram-se a tempo ou por susto e outros, provavelmente, andam ainda empoleirados na 1ª divisão ou até a fazer jogos internacionais.
Contra isto tudo e contra as nomeações o Sporting pouco pôde fazer para alterar a situação. Porém surgiu uma oportunidade de alterar as coisas. Minto. Pensava eu que surgia... aquela coisa do não sei quê Dourado mas que afinal não devia ter grande importância já que o próprios clubes acabaram por chumbar qualquer alteração digna às leis de prevenção/punição de corrupção. Mas também não deviam ter grande importância para o empregador de Paulo Bento que resolveu adoptar a postura do "no pasa nada" para não se "intrometer na justiça". Nem um pio. Para ele, toda aquela gente com quem convivia e convive é gente da boa. Das vantagens e conveniências desta postura nunca o empregador teve coragem de falar abertamente. Paralinkiando a certeira definição encontrada no Cacifo, o Sporting foi cúmplice por omissão.

Três anos depois d'Olegário, cá estamos todos outra vez. Eu, vocês e o Paulo Bento que, naturalmente revoltado com a Paixão sofrida, volta a defender o Sporting e a insinuar mais ou menos as mesmas verdades. Mas a verdade, e é aqui que quero chegar, é que não vale a pena o Paulo andar a redizer que somos demasiado bonzinhos com os árbitros e as nomeações. Se o "somos" se dirige aos adeptos, a mim, então eu confesso que da minha parte não sei o que fazer mais. Já assobiei, insultei, escrevi.. tanto que já não tenho mais latim pra isto. Se o "somos" é dirigido à administração do Sporting eu pergunto ao nosso treinador se ainda acredita que eles terão a coragem ou a vontade para fazerem o que pede? Eu aposto que não vão ter, tal como nunca tiveram quando era a hora. Quando todos nós esperávamos que tivessem. Vai lá agora o homem pegar no megafone e lutar pela nomeação por sorteio, pela demissão do Madaíl ou apelar à intervenção do Laurentino no Conselho de Arbitragem, no CJ ou o raio que o parta. Não foi antes, não é agora que vai!

O futebol português é uma palhaçada por isto tudo. Todos anos o circo volta à cidade com os palhaços do costume. Vêm com outros nomes e penteados mas o número é sempre o mesmo. Na sua sorte, o leão, talvez por ser o mais temido, sempre acaba chicoteado, sem ter por onde fugir, sem ninguém que o defenda. E nós apanhados de surpresa com tamanha injustiça.

domingo, 12 de outubro de 2008

Sublinhados ou eu bem vos avisei ou ainda ou ainda esta merda para mim não é um negócio

Da entrevista de Soares Franco ao DN retenho algumas notas fundamentais devidamente justificadas pelos negritos abaixo assinalados: a campanha de novos sócios é um fiasco, as assistências estão a baixar, e a culpa é da crise económica. Isto apesar de no caso do Porto e do Benfica elas estarem a aumentar. De qualquer forma, salientar que a SAd não tem explicação para o fenómeno. Os resultados da SAD estão dependentes dos resultados desportivos. A ideia de militantismo de Soares Franco é Carnaval. Ele não quer sócios ele quer e passo a citar "segmentar e direcionar" os consumidores. Esta é aliás a nota central que retenho do seu discurso: o desprezo total pelo Clube e pelos Sócios. Finalmente, eu bem vos avisei. O Sporting vai perder a maioria da SAD, mas só depois de o Estádio ser passado para a dita. Resumidamente: custos para o clube, património e rendimentos para a SAD.

Sim e porquê? Porque o Sporting não consegue passar uma mensagem de militantismo para os adeptos, e isso é que me preocupa e leva-me a fazer uma avaliação não positiva do meu desempenho. Considero um fracasso.

Estratégia igual, resultados diferentes?

Neste caso, melhores. O Benfica tem, a meu ver, mais militantismo que o Sporting.

E o FC Porto?

O Porto tem militantismo, mas nesse aspecto, tire-se o chapéu ao presidente Pinto da Costa, que conseguiu fazer do Porto uma bandeira do norte do país e da cidade do Porto. É um bocadinho parecido com o Barcelona com a Catalunha. Porque em todos os negócios, se não se souber segmentar e direccionar está-se provavelmente a errar a pontaria.

crise financeira tocou a campainha na cabeça da família sportinguista, que se calhar hoje perceberá melhor que há um conjunto de operações que vão voltar a uma assembleia-geral (AG) e que têm a ver com a reorganização societária, que são imprescindíveis para garantir a estabilidade do Sporting. O SCP deve ter as modalidades e um conjunto de receitas. E todo o resto do património afecto ao futebol profissional deve ser gerido pela SAD. Mesmo que isso implique que o SCP perca a maioria da SAD. Porque o SCP tem força dentro da SAD com as acções da classe A. O que é mais importante: ter uma equipa de futebol altamente competitiva ou ter mais 1% de acções da SAD?

Qual é o resto do património que passaria para a SAD, a academia, o estádio?

Exactamente, tudo isso é o que faz sentido.

E independentemente do Sporting ter que lutar para ter o melhor contrato que possa, não se pode esquecer que a entidade com quem tem os contratos televisivos teve sempre, desde a primeira hora, a apoiar o Sporting. E eu, enquanto for presidente do clube, nunca me esquecerei.

Não sei avaliar. Não conheço o dossier do Apito Dourado, não me sinto em condições de me pronunciar efectivamente sobre ele.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Apito some e segue, outros comem e não seguem

Como se pode ver aqui, o TC decidiu não julgar inconstitucionais as escutas telefónicas do apito dourado.
É apenas uma decisão, referente a valentim e compinchas (das boas), pois outros recursos estão pendentes, de outros arguidos e da sentença condenatória que poderá lá chegar, se não houver outra secção do TC que decida de maneira inversa é caso para dizer que a fruta não chega a todo o lado.
Menos mal, que do Madaíl e súcias não nos livramos.
Parece que se passou algo (ver postas de ontem) para os lados da Suíça, onde o Guimarães andou metido ao barulho, ou seja quem se mete com o papa leva. A ver se o vieira dos pneus é o próximo a almoçar, o que me leva a pensar (mas não quero acreditar) que o franco também come e cala em nome do Sporting, de forma a não apanhar com nenhuma arbitragem portuguesa num jogo da Uefa.
Audaces Fortuna Juvat

sexta-feira, 25 de julho de 2008

A Opinião

Já fui tornada pública a opinião do Professor Freitas do Amaral relativa à reunião do Conselho de Justiça da FPF que analisava os recursos das sanções respeitantes ao processo do apito dourado.
O Parecer pode ser consultado aqui.
No essencial pode-se ver aqui as conclusões mais relevantes.
Ou seja, o parecer do Insigne Doutor em Direito é que as deliberações da dita 2ª reunião do CJ são válidas e que são de manter as sanções aplicadas em 1ª instância pelo CJ da Liga (atenção que o parecer não se pronuncia sobre esta primeira decisão).
Vamos esperar para ver o que decide a FPF pois o Parecer é meramente consultivo e não vinculativo (vale o que vale, mas é certificado por um dos maiores especialistas, se não mesmo o melhor especialista, Português em Direito Administrativo).
E vamos ainda aguardar se a FPF declara o interesse publico na providência cautelar procedente interposta pelo presidente do CJ da FPF, para sabermos quem começa a primeira liga e quando começam!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Regresso ao futuro

Os caricatos e vergonhosos acontecimentos que emanam do CJ da FPF, o silêncio da Liga de Clubes, cuja Assembleia-Geral é presidida pelo inadjectivável Major, o "senador" Madaíl que serve apenas para fazer de emplastro à selecção, o Pinto da Costa e o Vieira e o futebol português em geral, depois um um ligeiro período em que as coisas pareciam estar a melhorar, levam-nos de volta para as clássicas assembleias-gerais da FPF em finais dos anos 80, quando a figura de proa do futebol português dava pelo nome de Adriano Pinto. Acho que isto diz tudo, não?

domingo, 11 de maio de 2008

Surrealizar por aí ou Paixão

Só é pena que o apito final não seja o apito inicial. Muito mais haveria para averiguar. De qualquer forma, é melhor que nada. E por isso mesmo, nada melhor do que umas musiquinhas para comemorar. Um forte abraço para o Dias da Cunha!



sábado, 5 de abril de 2008

Crime e castigo II

... Posso perceber pouco ou nada da natureza jurídica de coisas como ‘notas de culpa’ e ‘elementos de prova’, mas uma coisa, eu e todos os mamíferos de duas patas, possuímos: é o sentido de justiça. Neste patamar (não o da lei stricto sensu, mas o seu espírito), já todos nós conseguimos perceber quando este sentido está a ser invertido. O Castigo pode também ser interpretado como forma de compreender o conjunto social de cada momento histórico e geográfico específico. No castigo em questão, e após uma inevitável comparação com o castigo italiano, o castigo françês e o castigo polaco, é com profunda mágoa que concluo assim a rubrica “é uma justiça (desporiva) portuguesa com certeza – 2ª lição”:
Assassinato da verdade desportiva >> Credibilidade do futebol português pela pia >> Castigo: 6 pontos de penalização (como frisou o Pantera, os mesmos pontos a serem retirados ao Belenenses por utilização indevida de Meyong, por ter jogado 11min noutro clube!) numa época onde tudo está decidido >> Ilação: sobrevive a impunidade.

Apesar de manter a esperança (ser do Sporting prepara-nos para a vida) que venha a ser feita um mínimo de justiça, estas coisas fazem-me realmente espécie. Dão-me fúria. Por isso, sempre que penso...
naqueles que andam a gozar com os adeptos portugueses e a fecharem-se em desculpas esfarrapadas,
nos que contribuíram e contribuem para o logro que é adeptos andarem a sofrer com lances e jogadas com a certeza destas estarem dependentes apenas da sorte, do azar, da capacidade dos jogadores e da qualidade do árbitro,
naqueles que alimentaram e alimentam um sistema podre que continuamente protege os poderosos ao mesmo tempo que a arraia-miuda, essa, fode-se sempre,
... as náuseas são tantas que só me restabeleço depois de ouvir música e relaxar.

http://portugalunderground.blogspot.com/2007/07/aqui-del-rock-h-que-violentar-o-sistema.html
http://www.youtube.com/watch?v=0u8tBFudWog

P-S: Em virtude da roulote (apesar de ser a Última) ser também um espaço aberto às crianças foi entretanto substituida a anterior canção por estas duas que já só têm uma ou outra asneira.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Crime e castigo I

Colocada a pergunta de anteontem, e após árdua pesquisa pela web, encontrei finalmente uma explicação para facto da Comissão disciplinar da Liga ter considerado que apenas o crime de corrupção na forma tentada - sanção com perda de três pontos em cada caso, em vez de descida de divisão (forma consumada, como no caso do Boavista) - se tenha verificado. Para o CD da Liga, é pois no pressuposto de que a “actuação do árbitro tivesse condicionado o resultado desportivo” onde reside a diferença nas notas de culpa dos dois clubes portuenses e que alterou a qualificação do crime e impediu a aplicação da pena mais grave. Ora, partindo do princípio que os gajos que decidiram isto não estavam bêbados, então, digam-me lá com que bases/indícios/provas é que decidiram isso? No resultado em si? Na análise dos peritos? Como eles não me dizem, mais uma vez fui tentar averiguar esta arte de punir:
Porto 0 – 0 Beira-mar - Mourinho fez descansar meia-equipa nesse jogo por causa do jogo da ½ final da Liga dos Campeões e os seus jogadores não conseguiram marcar um golo numa partida onde, segundo os peritos que a PJ convocou para analisar o jogo, Augusto Duarte perdoa uma expulsão clara a um jogador do FCP. Portanto, deve ter sido com base no resultado.
FCP 2 – 0 Estrela – Como o FCP venceu presume-se que a actuação do árbitro não condicionou o resultado apenas porque houve três foras-de-jogo que os peritos avaliaram, ao que parece, como bem assinalados. Foras de jogo que, se não me engano, são assinalados pelos árbitros auxiliares. Muito bem. Sem mais comentários.

Para lá deste insolúvel mistério, outras questões há que para as quais rapidamente forneço explicações plausíveis.
Porque tardou a tanto a agir a justiça desportiva?
Calculismo. Para ver no que to dava. Isto é, se o ‘Apito Dourado’ não tivesse chegado à fase de julgamento andava-se agora alegremente a assobiar para o lado.
Porque actuou agora a justiça desportiva e não espera pela decisão dos julgamentos dos tribunais?
Uma vez acusados os arguidos de corrupção activa, a justiça desportiva, ao antecipar-se à decisão final dos tribunais civis, pode evitar que uma hipotética decisão de sanção desportiva emanada por estes últimos seja invalidada porque… entretanto já foi aplicada uma sanção pela instância desportiva. Fazendo assim com que possíveis futuras sentenças dos tribunais comuns tenham apenas como consequência multas e penas suspensas.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Crimes, Fruta e Justiça

Para quem (sim, eles existem) ainda lhe sobra dúvidas sobre se Pinto da Costa (ou Papa ou Engenheiro Máximo ou Padre da Freguesia das Antas ou Administrador do prédio das Antas ou Bimbo da Costa ou Giorgio, conforme o grau de amizade) era (vamos fazer fé neste tempo verbal) uma das cabeças de um Polvo funesto que se entretinha, em prol do benefício e malefício de uns e doutros, a traficar influências, a subornar e (sobretudo) compensar classificatoriamente os "bons" árbitros através de falsificações (foram certificados 555 crimes destas alterações de nota),
para aqueles que exclamam: “então o pinto da costa ia comprar árbitros numa época em que Mourinho foi o treinador e o Porto campeão da taça Uefa?!”,
a todos eles, dedico estas passagens em forma de prelúdio:

FC Porto 2 - 0 Estrela da Amadora, 19ª jornada
«(...) Jacinto Paixão [JP] telefona a [António] Araújo [empresário e lacaio de PC]. Segundo o Ministério Público [MP], com a intenção de pedir ao FC Porto prostitutas para o final do jogo. Araújo telefona a Pinto da Costa [PC] pelas 13h00 e diz-lhe que lhe ligaram a pedir “fruta para dormir”.» (...)
«Sabe-se apenas que Araújo, a quem também chamam Coronel, pagou €150 a cada uma das prostitutas e que ligou três vezes a Jacinto Paixão, farto, presume-se, de estar a fazer sala com as meninas.» (...)
«Fechada a porta, Celina confessou à PJ que o árbitro lhe pediu para tratá-lo simplesmente por Paixão.» (...)
«” [JP:] Desafio esses senhores (PJ e MP) a dizer-me, cara a cara, se estive com elas (prostitutas), quanto aos meus colegas não sei…”,(…). PC, por seu lado, considerou impensável a oferta de prostitutas a JP “pois corria no mundo futebolístico que ele seria homossexual”. Jacinto é casado e tem dois filhos.»

Beira-Mar 0 - 0 FC Porto, 31ª jornada
«(…), só termina [telefonema] quando Araújo [acompanhado, no carro, pelo árbitro Augusto Duarte] entra na rua onde reside o presidente portista. Sem o saber está lá uma equipa de vigilância da PJ.» (...)
«Quando regressava da cozinha, a ex-companheira de PC garante que viu o presidente do FC Porto entregar a Duarte um envelope branco com dinheiro. Concretamente 2.500 euros.» (...)
«PC nega ter entregue a Duarte qualquer quantia em dinheiro e afirma que Carolina não ouviu qualquer conversa porque estava doente e acamada. Duarte, por sua vez, garante que foi apenas a casa de PC pela primeira vez para uma conversa de circunstância. Mas Duarte disse também que teve oportunidade de visitar o jardim na companhia de Carolina, nomeadamente o local destinado aos animais domésticos.» (...)
«Os três peritos que a PJ convocou para analisar as imagens do jogo detectaram prejuízos para os aveirenses na primeira parte, com Duarte a perdoar um cartão vermelho a um jogador do FC Porto, situação que poderia ter desequilibrado a partida. No final, a equipa de arbitragem encontrou-se com Pinto de Sousa [também conhecido pelos “amigos” por Cabeça de Giz], presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, numa marisqueira de Matosinhos. Nesse hiato temporal, PC fala com Pinto de Sousa e fica no ar a ideia de que podem jantar juntos no Porto. PC está já num restaurante da cidade. Pinto de Sousa torce o nariz. “Isso é francesihas”, diz rumando para Matosinhos. Onde paga o jantar à equipa de arbitragem. (…) No posto de escuta, em Paranhos, Porto, os investigadores ouviram PC queixar-se a Pinto de Sousa: “O Augusto não esteve nada bem, é verdade que não esteve mal mas não deu cheirinho nenhum, só deixou passar uns livres e há um penálti que o gajo não vê sobre o McCarthy.”»
(fonte: «Apito Dourado: Toda a história», Eugénio Queirós, distribuído pelo Record)

Posto isto, e antes de partir para outra dedicação, alguém me poderia explicar seriamente qual é a parte do crime de corrupção que aqui não está consumada??


PS - Ainda vos podia transcrever partes que explicam como foi orquestrado o resultado (relatório do árbitro e as decisões saídas dos inquéritos disciplinares) da novela da camisola do Rui Jorge rasgada por Mourinho ou até partes de escutas relativas ao jogo Nacional 3 – 2 Benfica com o habitual trio de intérpretes Pinto da Costa, Araújo e Augusto Duarte, e muito mais coisas giras com os artistas do costume, mas por cansaço não o vou fazer. Para abrir a pestana, hoje em dia basta um ‘clik’ e escrever “Apito Dourado”.