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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Nós também pensamos em ti


Leva quase dois meses de Benfica. Consegue fazer uma comparação, a nível de grandeza, com o Sporting, clube que representou durante doze anos?

Não quero entrar por aí para não ser mal interpretado e as pessoas dizerem que eu ainda estou a pensar no Sporting.

Desde que assinou pelo Benfica, por certo que já encontrou adeptos do Sporting na rua. O que lhe dizem?

Dizem que têm muita pena que eu tenha saído do Sporting, mas a vida é assim.

Quando estava no Sporting dizia-se que era instável emocionalmente…

De mim disse-se tanta coisa. Diziam que era hipocondríaco... mas instável emocionalmente a jogar? Na minha vida privada? Falava-se tanta coisa do Carlos Martins e nunca ninguém me defendeu, já viu? Tenho um grande orgulho porque tudo o que conquistei foi graças a mim. Nunca ninguém me deu nada.

A pergunta é inevitável. Apesar de ser jogador do Benfica continua a ser sportinguista?

Respeito muito o meu passado, foi no Sporting que me formei como homem e como jogador. Não vou dizer que sou do Sporting, do Benfica, do FC Porto ou do Oliveira do Hospital. Um profissional de futebol não tem clube, tem, isso sim, é uma profissão a exercer.

No Torneio do Guadiana defrontou o Sporting. Uma sensação estranha?

Houve uma sensação antes. Não durante o jogo, não no aquecimento. Antes de chegar ao estádio. Porque ia rever pessoas com quem tive o prazer de trabalhar. Ver colegas meus do outro lado, ir defrontá-los... perguntei-me 'o que é isto?'.