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sábado, 20 de março de 2010

À rasca

Quando parecia que, apesar dos erros que foram sendo cometidos, o futebol do Sporting caminhava para alguma estabilidade e normalidade, eis que o famoso botão de autodestruição volta a ser usado. O que está a acontecer em torno de Izmailov é completamente inaceitável. Tendo em conta que se trata de um jogador que em três anos não deu origem a um único problema, que em mais do que um momento jogou com problemas físicos, que abdicou de férias para acelerar o processo de recuperação de uma lesão e que finalmente recusou uma transferência para um clube onde iria ganhar quatro vezes mais eu só encontro uma explicação para o que está a acontecer. O Sporting está à rasca de dinheiro, cortesia da mente que resolveu contratar Pongolle, por exemplo, e apenas para nos referirmos à conjuntura. Tendo em conta a escassez a direcção do Sporting negociou o jogador. O jogador não aceitou a transferência. Costinha foi contratado e está a implementar o modelo do Porto do Sporting. Mais do que preparar a próxima época parece ser essencial realizar dinheiro já. Para isso é preciso fazer com que o jogador tenha um ambiente insustentável junto dos adeptos e que queira sair pelo seu próprio pé. Pelos vistos está a ser conseguido. O ambiente insustentável junto dos adeptos não vou alimentar. O Izmailov é um dos melhores de sempre que já passaram pelo Sporting. Tudo isto é inaceitável e um problema sério é tentaram fazer de nós idiotas.

domingo, 11 de outubro de 2009

Para quando a defesa dos interesses do Sporting?

Vale a pena ler a crónica de Aguiar de Matos, publicada no Sporting Site de Apoio. Aguiar de Matos é uma das personagens nesta farsa a que vamos assistindo que desde sempre tem mantido a coerência, ao contrário de, por exemplo, Dias da Cunha, que depois de uma interpretação apocalíptica do projecto de reestrutura financeiro apresentado o ano passado, vem agora subscrever exactamente o mesmo projecto.

Fica um excerto do texto de Aguiar de Matos:

"Sendo o Sporting Clube de Portugal, uma personalidade jurídica diferente da Sporting SAD, não consigo perceber como é que o Sporting, vai abrir mão de uma fonte de receitas, a troco de nada.Aquando da transferência dos jogadores de futebol do Sporting para a SAD, foram os seus passes valorizados por valores abaixo dos valores de mercado, e contabilizados a crédito numa conta do Sporting na SAD. Isto é, o Sporting não viu a cor do dinheiro e neste momento ainda deve dinheiro à SAD. Esta prática recorrente, poderá configurar uma promiscuidade financeira, em que o Sporting dos Sócios, sai sempre a perder, a favor da SAD dos Accionistas. Para quando a defesa dos interesses do Sporting?! Cujo Universo é o maior accionista da SAD. Não será uma tentativa de reduzir o Universo Leonino, com a consequente redução do capital do Sporting na SAD?!"

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Chipmix ou curto circuito

Mourinho introduziu a mudança do chip enquanto conceito técnico-táctico para colocar as suas equipas nos estados de espírito correctos para abordar os diferentes jogos das diversas competições em que se encontram envolvidas. Torna-se claro, agora, que Soares Franco também utiliza o conceito. Umas vezes fala como presidente, ou lá o que é, da Opway (ex-OPCA) outras como presidente do Sporting e outras ainda enquanto presidente da SAD. Muitas vezes coloca dois dos seus chips a falarem ao mesmo tempo e depois, olhem, é uma confusão danada. Esta, por exemplo vai custar 60 mil euros. Deve ser preciso uma engenharia financeira, ou quem sabe um empréstimo obrigacionista, para na actual conjuntura financeira o Sporting, ou a SAD (quem?) poder pagar a multa. E se for a SAD, como é que o presidente do Sporting vai reagir ao facto de perder uma parte dos lucros, ou avolumar os prejuízos, em função das infelizes declarações do presidente da SAD?
É só complicações.

A CMVM considera que alguns temas abordados pelo presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, nas entrevistas que deu aos órgãos de comunicação social deviam ter sido comunicadas e informadas previamente. O Sporting entende que não. Filipe Soares Franco falou como presidente do clube, dai termos requerido.»

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Um clube diferente - Acto III

Realizou-se dia 28 de Maio de 2008, uma AG Extraordinária proposta pelo Conselho directivo do SCP.

Da ordem de trabalhos constava um ponto único. Ver aqui.

O resultado da votação foi de 63,71% Sim, e 36,29% Não.

Não havendo maioria de 2/3 na referida votação a proposta foi chumbada.

CONDUÇÃO DA ORDEM DE TRABALHOS

A condução da ordem de trabalhos correu de forma profundamente lamentável.

Um dos primeiros oradores, sócio Dias Ferreira, apresentou-se com um discurso que o próprio anunciou demorar cerca de 24 minutos. Após esgrimir argumentos com o presidente da mesa, alegou o facto de em seu favor cinco sócios inscritos terem abdicado dos seus tempos de intervenção. A negociação de «minutos» prosseguiu durante alguns instantes, que acabou numa decisão do presidente da mesa em conceder ao sócio em causa metade do tempo concedido. Ia a intervenção já ultrapassando largamente o tempo estipulado, quando o presidente da mesa interrompeu afirmando que estenderia o tempo em mais quatro minutos na sequência de mais uma desistência em favor do orador.

Cerca das 23,30 horas, foi entregue à mesa um requerimento que prescindia da palavra dos sócios ainda inscritos que não a tinham usado, passando de imediato à votação.

A confusão nos longos minutos que se seguíram, resultou na tentativa de votação de braço no ar do requerimento, frustrada pela impossibilidade dos serviços a conseguírem concretizar.

Neste longo período ninguém usou da palavra.

Entretanto deram entrada na mesa outros dois requerimentos, que não foram sujeitos a votação. Facto para o qual não houve nenhuma explicação.

Posteriormente o presidente da mesa tomou a decisão de conceder um minuto a cada um dos ainda inscritos, mas abrindo a votação de imediato.

Acto contínuo, uma grande maioria dos sócios desloca-se para a zona das urnas a fim de exercer o direito de voto, por um lado, sendo que por outro, ainda alguns sócios tentavam usar da palavra.

Acredito que o presidente da mesa, pessoa pela qual tenho consideração, fará uma reflexão destes acontecimentos para que os evite no futuro, a bem da dignidade e grandeza que o órgão máximo do nosso Clube merece

Sobre os vergonhosos acontecimentos de ontem na AG ver ainda: Visão Leonina e King Lizards.

Recordo finalmente a intervenção conclusiva da AG. Foi de Vasco Lourenço, que revoltado dizia que o modo como a AG foi conduzida não só foi uma vergonha, como não foi inocente. Penso não estar a mentir se disser que o capitão nem sequer estava inscrito para falar e subiu espontaneamente ao palanque. Por oposição, Soares Franco quando instado pelo Presidente da Mesa da AG sobre a sua disponibilidade para deixar algumas palavras à AG, depois de contados os votos, com o sportinguismo, o entusiasmo, o desejo de transparência e acountability, o carisma e a vontade de união que o caracteriza declinou com um singelo" não".

Um clube diferente - Acto II

O que acontece é que a proposta que Filipe Soares Franco, presidente leonino, leva à assembleia geral, tem uma curiosa coincidência de premissas com a intenção manifestada por Vale e Azevedo, em 2001, na altura Presidente do Sport Lisboa e Benfica, de constituir uma SAD “aberta”, ou seja, em que a maioria do capital (51%) estivesse cotada em bolsa, à mercê de um qualquer investidor – contra o que se passa actualmente, em que 51% do capital pertence ao clube e os restantes 49% está disperso pelos mais variados accionistas...
A história e os tribunais já julgaram Vale e Azevedo – apesar da sua coragem inicial de ter revelado, pela primeira vez, os rostos do “sistema”, arrastou o nome do Benfica pela lama como nunca tinha acontecido e como nunca mais acontecerá -, expulso de sócio em assembleia geral.
Se a proposta de Soares Franco for aprovada, a história e os sócios do Sporting o julgarão. Uma coisa é certa: depois de hoje, nada ficará como dantes no clube leonino.

Via Leão da Estrela.