O Benfica teve Vale e Azevedo, é certo. Mas o Sporting, mantendo acesa a chama da rivalidade, não lhes fica a atrás. Depois de termos tido um ex-presidiário na presidência do clube, que continuou a braços com a justiça, e depois de Luís Duque ter sido constituído arguido na sequência das investigações relacionadas com o BPN, chega a vez de Filipe Soares Franco ser apanhado pela Operação Furacão. mas claro, há sempre uns pategos que acham que uma gravata e uma morada na Quinta da Marinha tornam qualquer um numa pessoa respeitável. Mas estes não são Jesse James, Dillinger, Bonnie and Clyde, ou mesmo Zé do Telhado, todos eles bandidos sociais, heróis populares. Estes são bandidos do social. Sem direito a baladas e sem charme.
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Universos cruzados
O Roquette, esse génio da teoria e da moral capitalista, volta não volta, dá à costa, qual ave de arribação. Hoje escreve no Público.
Diz sua excelência, no meio do discurso ornamentado e embalador que é seu timbre, em relação à crise que afecta a UE e em particular Portugal, que "a responsabilidade dos empresários portugueses é proporcional à sua dimensão, até porque de forma geral têm acesso a algo que é o grande obstáculo para as empresas pequenas e médias, isto é a capacidade financeira para de forma sustentada tornar viáveis e competitivos os investimentos projectados."
Acrescenta a ilustre criatura que tem "cada vez mais a sensação de que estamos a contas com uma camisa de 27 varas e que, se, para mal dos nossos pecados, a União Europeia chegar a alguma situação do tipo 'salve-se quem puder', Portugal não vai estar certamente entre os que 'podem'."
Esta conversa pastosa não pode deixar de me fazer lembrar o rasto de miséria que este cavalheiro deixou após a sua passagem pelo Sporting. Se Portugal contar com o grau de responsabilidade dos empresários portugueses que este cavalheiro demonstrou enquanto presidente do SCP e este grau de responsabilidade for proporcional à sua dimensão está Portugal feito ao bife. Viu-se, no caso do Sporting, "a forma sustentada (de) tornar viáveis e competitivos os investimentos projectados"...
O Sporting, esse, está, por agora, apenas e ainda numa camisa de 26 varas, resultado da substiuição da estratégia do "não-à-bola-na-barra" por uma outra, mais conveniente, do "salve-se quem puder", lançada pelo hábil empresário... Assim, hoje, graças ao génio do Roquette, o Sporting é dos que já não "pode".
Diz sua excelência, no meio do discurso ornamentado e embalador que é seu timbre, em relação à crise que afecta a UE e em particular Portugal, que "a responsabilidade dos empresários portugueses é proporcional à sua dimensão, até porque de forma geral têm acesso a algo que é o grande obstáculo para as empresas pequenas e médias, isto é a capacidade financeira para de forma sustentada tornar viáveis e competitivos os investimentos projectados."
Acrescenta a ilustre criatura que tem "cada vez mais a sensação de que estamos a contas com uma camisa de 27 varas e que, se, para mal dos nossos pecados, a União Europeia chegar a alguma situação do tipo 'salve-se quem puder', Portugal não vai estar certamente entre os que 'podem'."
Esta conversa pastosa não pode deixar de me fazer lembrar o rasto de miséria que este cavalheiro deixou após a sua passagem pelo Sporting. Se Portugal contar com o grau de responsabilidade dos empresários portugueses que este cavalheiro demonstrou enquanto presidente do SCP e este grau de responsabilidade for proporcional à sua dimensão está Portugal feito ao bife. Viu-se, no caso do Sporting, "a forma sustentada (de) tornar viáveis e competitivos os investimentos projectados"...
O Sporting, esse, está, por agora, apenas e ainda numa camisa de 26 varas, resultado da substiuição da estratégia do "não-à-bola-na-barra" por uma outra, mais conveniente, do "salve-se quem puder", lançada pelo hábil empresário... Assim, hoje, graças ao génio do Roquette, o Sporting é dos que já não "pode".
terça-feira, 28 de julho de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Consensos
Um dos consensos sobre o debate de domingo é que não aprendemos nada que já não soubéssemos. Até certo ponto é verdade. Mas a conversa ajudou a perceber que nem entre os dois últimos presidentes do clube se consegue chegar a um número para o passivo ou, como carinhosamente foi apelidado durante o debate, o buraco. Os dois senhores nem sequer se conseguiram por de acordo quanto à existência ou não de contas consolidadas de todo o grupo Sporting. Tudo elementos que tornam ainda mais premente uma auditoria externa às contas de todo o grupo Sporting desde a inauguração da era Roquette.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
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