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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

8 anos de responsabilidade

No período eleitoral dei por mim a pensar nos aventureiros que andaram nos últimos anos a governar o clube. Pensei em como desde o final do período de Dias da Cunha, após a aliança com o aprendiz do corrupto, desde que começou a assumir posições de anti democracia societária, que me conheço como opositor do sistema governativo do Sporting.
Independentemente de discordar de algumas posições de gestão desportiva anteriores, desde que voto, ou seja, desde o período de Roquete, o certo é que foi desde o declínio de Dias da Cunha, e nomeadamente desde a sua imposição de sucessão dinástica - a qual veio depois arrepender-se - que me tenho como opositor do sistema.
E feitas em contas já lá vão cerca de 8 anos.
Foi um período que atingiu o auge durante o mandato de Soares Franco. Durante este período nunca votei em Soares Franco e sempre votei contra nas AG'S de venda do património. Não votei JEB nem GL. Não aprovei nenhuma medida destes dois. Nem mesmo o pavilhão em Odivelas, pois agora bem se podia esperar pelo cumprimento de mais uma promessa. A única que aprovaria seria o nome do auditório Joaquim Agostinho.
São 8 anos de oposição consistente e anti-aventureira, da qual me orgulho.
Espero que no futuro o Sporting possa inverter a situação e o rumo da segurança e estabilidade.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Dias da Cunha

Depois de toda a gente ter desertado Godinho a única voz que se levanta em sua protecção é a de Dias da Cunha, que atacou de forma absolutamente inaceitável a figura máxima do clube, quando tentava, com o seu peso institucional, chamar o circo à razão. Tal como sucedeu com a sua oposição a Soares Franco, também a sua  defesa de Godinho Lopes parece ser movida por motivos pessoais. Se em tempos confiámos em Dias da Cunha para combater o Projecto - triste ilusão - chegou a hora de exigir a renovação total dos corpos dirigentes do Sporting. Condição indispensável à sobrevivência e renovação do clube é, como refere o Anjo aqui em baixo, que ninguém que tenha integrado qualquer posição institucional desde 1995, independentemente das suas responsabilidades seja considerado na construção de uma alternativa credível. Intrigas palacianas e jogos de sombras e interesses ocultos não podem ter lugar na reconstrução do clube.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Consensos

Um dos consensos sobre o debate de domingo é que não aprendemos nada que já não soubéssemos. Até certo ponto é verdade. Mas a conversa ajudou a perceber que nem entre os dois últimos presidentes do clube se consegue chegar a um número para o passivo ou, como carinhosamente foi apelidado durante o debate, o buraco. Os dois senhores nem sequer se conseguiram por de acordo quanto à existência ou não de contas consolidadas de todo o grupo Sporting. Tudo elementos que tornam ainda mais premente uma auditoria externa às contas de todo o grupo Sporting desde a inauguração da era Roquette.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A Frase

"Não tenho sensibilidade para lidar com os núcleos, sou defensor da linha investidora para o futebol (...) choca com sócios." (FSF)

Mania que somos espertos

O Cacifo fez o mesmo que nós. Só que melhor.

O Leão da Estrela, com uem ultimamente tenho estado mais ou menos sistematicamente em desacordo lança umas pérolas:

Como ficou patente ao longo do debate, o Sporting – que há muitos anos está em declínio no plano desportivo e a lutar contra um défice que não ara de aumentar – é hoje uma coutada de umas elites que não passam de agentes de negócios, hoje em representação dos interesses bancários.

Mas só o facto de Franco se colocar ao lado da SAD contra o clube, acusando o seu antecessor de ter sacado (o nível da linguagem é delicioso…) dinheiro da SAD para o clube, ou perguntando-lhe quanto é que o clube deve à SAD, foram momentos susceptíveis de terem colocado em pé os cabelos de qualquer sportinguista.

Depois deste debate entre Soares Franco e Dias da Cunha, torna-se claro para os sportinguistas que é uma sorte que ainda haja uma equipa de futebol do Sporting Clube de Portugal, com jogadores como Lideson, João Moutinho, Danbiel Carriço, Adrien Silva, Izmailov, Derlei, entre outros.

domingo, 12 de abril de 2009

Balanço

Nada de novo. Tudo como dantes.

Round 4 - O Futuro (III)

A próxima direcção não fica de mãos atadas?
Não. O Sporting é um clube desportivo.

E não há alternativas?
Há. Vender jogadores.

DC - torna-se claro. O Dr. Soares Franco não quer o clube. Quer uma empresa.

A transmissão fica por aqui. Até sexta.

Round 4 - O Futuro (II)

Soares Franco diz que há garantia que o Sporting nunca perca a maioria da SAD. Explica o processo de forma mais rápida que eu consigo escrever. As contas de SF indicam que o Sporting depois da proposta passa a ter 51,2%.

Dias da Cunha diz que duplica a participação na Sad, que será cerca de 30%, passando para a sad todos os activos do clube. Diz que o que SF diz não está na proposta. Encosta o outro à parece. Proposta sem sujeito.

Diz que SF usou pessimamente o dinheiro da venda do património. Cita Leão de Verdade. Passivo era de 240 quando SF assumiu a presidência. É 28o agora. Depois de todas as vendas nos últimos 3 anos.

DC - "A proposta é clara para si que sabe muito bem o que quer fazer".

Round 4 - O Futuro

Dias da Cunha diz que Soares Franco se propõe a espoliar o Sporting. Propões-se a fazer com que o Sporting perca a maioria da SAD. O Sporting sem a Academia, o Estádio e sem o futebol, o Sporting cavérico vai ficar nas mãos dos sócios que restarem.

SF - O que é espoliar?

DC - É retirar de dentro do Sporting os valores que restam ao clube

Round 3 - ajuste de contas

Soares Franco troca-se com os números. Dias da Cunha goza com a cena.

Chegámos aos 281. Quando Dias da Cunha pegou a coisa andava à volta dos 211 (se não me enganei). Em cinco anos o passivo cresceu 70 milhões. Investiu mais de 100. financiou 39.8 milhões de défice de tesousaria da SAD.

Soares Franco diz que houve apoios públicos mais do que suficientes para cobrir o investimento e o défice. Diz que entraram 40 milhões da MDC, por exemplo.

Resultados consolidados.
Dias da Cunha diz que a negociação com os bancos foi feita com base em passivo consolidade. SF diz que não.

2001 - 32 milhões de défice
2002 - 39
2003 - 33

Dias da Cunha que a origem dos resultados negativos é a SAD. Soares Franco diz que não.

Round 2 - O buraco (III)

Dias da Cunha - O buraco de 13 milhões era cumprido com a venda de jogadores.

Soares Franco - Mas não cumpriu.
O homem não pára de interromper o outro.

Dias da Cunha - Os bancos não falam em lado nenhum de incumprimeto. O buraco é uma invenção do SF para assustar a possível oposição.

A coisa anda à volta da questão da recompra. Pelos vistos Soares Franco só sabe jogar com as palavras. Não tem argumentos. Só jogatanas semânticas.

Round 2 - O buraco (II)

Soares Franco diz que até Julho o Sporting não fez um encaixe de tesousaria de 13 milhões. O que colocou o clube em ruptura financeira.

Dias da Cunha (baseado em palavras de Meireles) acusa SF de fazer fazer uma vergonhosa campanha eleitoral à conta de um suposto buraco de 16 milhões. SF ainda não conseguiu explicar is 281 milhões de défice.

Soares Franco parece um puto nervoso. sim, sim, sim...

Dias da Cunha fala do projecto dos bancos de 2005. "Injectaram mais uns quantos milhões no Sporting"..." mês a mês acompanharam a vida do Sporting"... "os bancos estavam completamente de acordo quanto ao adiamento do pagamento".

Soares Franco cita a escritório Morais Leitão que coloca o Sporting em incumprimento.

Pelos vistos quanto à alienção do Edifício Visconde para fazer face ao buraco estava tudo de acordo. Para Soares Franco a coisa por 16 milhões com possibilidade de recompra não eram válias. O negócio teve que ser feito por 13.

Para Dias da Cunha na 4ª reunião havia possibilidade de fazer a coisa por 16 com o Banif ou 20 com outro grupo.

Soares Franco diz que os bancos exigiam a venda definitiva do património.

22.35 - Entrámos no reino da patetice.

Round 2 - O buraco

O buraco de 281 milhões afinal são trocos 600 mil daqui, 700 mil dali e mais uns trocos. Tudo junto o incumprimento não passa os 3 milhões.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Análise de conteúdo

A oligarquia que gere o Sporting não descansa. Hoje é a vez de Ernesto Ferreira da Silva dar mais uma entrevista. Em linguagem técnica chama-se a isto apalpar o terreno. O homem que lidera a BDO, a auditora da SAD e do BPN, a única que o BPN não despediu (vá-se lá saber porquê), acha que os sportinguistas têm de de avaliar esta direcção pelos resultados apresentados neste mandato. Trata-se portanto de esquecer o passado. Acha também que os sportinguistas têm de estar "orgulhosos do trabalho feito por toda a SAD". Eu como sportinguista não estou nem deixo de estar orgulhoso do trabalho da SAD. É a direcção do Sporting que me tem de prestar contas. A SAD não me é rigorosamente nada. Com um requinte sociológico só comparável a homens como Durkheim, Weber ou Bourdieu diz que o problema da militância, que é reduzido no discurso de Silva à aquisição de bilhetes de época (isto é, à questão do consumo), está relacionado com o facto de as pessoas sairem menos de casa do que no passado, e que, por conseguinte, é um problema que afecta inúmeras outras actividades de consumo cultural. Mais ainda, relaciona essa quebra com o processo de gentrificação e comodificação das cidades "Não é por acaso que os autarcas se queixam de que os centros das cidades estão desertos." Mande de lá esses estudos e essas referências bibliográficas homem, que está a caminho de um lugar central na teoria social contemporânea. Passada a análise macro, continua a sua análise aos comportamentos associados aos consumos culturais populares no nível micro. Diz que os adeptos são todos uns bêbados de merda: "em Outubro estive em Londres e vi o Chelsea-Liverpool, jogo disputado às 13h30 de domingo. As pessoas ficam com o resto do dia livre após uma boa partida; àquela hora não terão ingerido tanto álcool como noutras alturas do dia, o que, convenhamos, não é despiciendo". Resta saber para o que é que não é despiciendo, já que o senhor Silva, num passo de génio, liga o consumo de álcool e o grau de preenchimento das bancadas às transmissões televisivas para o médio oriente. Como se diz aqui na rua "sempre a bombar". Para o caso da sua candidatura não dar certo, é o próprio jornal que lança a hipótese Rogério Alves. Para não se correr o risco de não ficar tudo em família.
Sobre o congresso e apesar da propalada crise de militância, a que aludiu umas perguntas acima, tinha medo que aparecessem dez mil pessoas: "achámos impossível fazer um Congresso para dez mil delegados e puxámos pela imaginação!". Mais, portanto, do que numa série de jogos esta época.

domingo, 11 de maio de 2008

Surrealizar por aí ou Paixão

Só é pena que o apito final não seja o apito inicial. Muito mais haveria para averiguar. De qualquer forma, é melhor que nada. E por isso mesmo, nada melhor do que umas musiquinhas para comemorar. Um forte abraço para o Dias da Cunha!