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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Académica - Sporting

Devido a um imprevisto de última hora, ontem não me foi possível ver o jogo em causa.
Vi um resumo e os comentários dos actores e director da equipa do Sporting.
De salientar o golo de Liedson e o contentamento do tipo que é treinador da Selecção Nacional.
De admirar também a substituição do Pedro Silva, esta já é uma substituição à Inácio (saía Barbosa e entrava Tonito), agora saí Pedro Silva e entra alguém. E se ele não entrasse de início? E se o Vuk entrasse de início?
Confesso que fiquei estupefacto com as de declarações do nosso director de equipa, diz ele que o Sporting não jogou bem. Isso deve-se ao facto de a equipa ter ganho? É que quando não ganha joga sempre bem.
Mais para trás ficaram 45 minutos de compasso de espera. Será que aqui não há olheiros da Europa?
Será que alguém quer formar uma comissão de olheiros do fulham, everton e clubes similares para assistir aos jogos do Sporting?

No final fica a vitória do Sporting contra uma equipa com 1/4 do seu orçamento. O director da equipa do Sporting voltou a falar do orçamento, por isso e justo que aqui também falemos do assunto.
Outro assunto que voltou à baila é a imaturidade. Certo que a imaturidade é só dos actores, todo o resto é maduro como um tomate apto para a açorda de tomate.
Então ontem em campo a média de idades da equipa do Sporting era de 24 anos. A da académica era de 26 anos. O Sporting jogou com 7 jogadores portugueses e um naturalizado. A equipa da académica jogou com 8 portugueses.
Ora aqui a questão do propagado orgulho nacional não serve contra a académica, mas serve a da formação e da idade. Podíamos argumentar que o plantel da académica é em média mais jovem do que o do Sporting. O treinador da académica preferiu usar jogadores que colocavam em campo mais 2 anos de idade do que o do Sporting. O do Sporting preferiu colocar em campo os mais jovens. Mas isso não é opção dele? É, mas os mais jovens são melhores do que os mais velhos? Então de que serve o argumento da imaturidade se um jogador mais jovem joga melhor do que outro com mais idade?
Será que uma equipa com 24 anos de média de idade é uma equipa imatura? A formação acaba aos 21. Um jogador atinge o seu pico de forma entre os 23 e os 28.
No final não vi o treinador da académica queixar-se da imaturidade do seu plantel, mas teve o desplante de se queixar do árbitro, o calimero, dizendo que não tinha expulsado o Pedro Silva.
Para o fim uma palavra para os elementos que foram a Coimbra, um bem hajam. Decerto encontraram muitos tipos do conselho leonino e tertúlia do croquete lá pelas bancadas do povo.

p.s.: ainda a respeito das idades e maturidades do jogadores, ao almoço fiz uma secção de consulta estatística e consultando o zero a zero e o futebol 365, para este início de época apurei o seguinte:
No Sporting a equipa tipo tem sido Patrício; Carriço; Polga; Marques: P. Silva; Veloso; Moutinho; Matias; Vuk; Liedson e Postiga.
A média de idades é de 24,55, o total de jogos apenas em ligas nacionais (excluindo competições europeias e selecções) é de 1384 jogos - média de 126 jogos por jogador.

No porto a equipa tipo: Helton; B. Alves; Rolando; A. Pereira; Fucile; Meireles; Fernando; C. Rodriguez; Belluschi; Falcão e Hulk.
A média de idades é de 24,55, o total de jogos (idêntico) é de 1445 - média de 131 por jogador.

No benfica - exercício mais complicado definir um 11 - mas sem vendo os jogos deles a minha análise vai para o seguinte 11 tipo neste início de época: Quim; Luisão; D. Luiz; R. Amorim; Sidnei; J. Garcia; Ramires; P. Aimar; Di Maria; Óscar Cardoso e Saviola.
A média de idades é de 24,91, o total de jogos (idêntico) é de 1575 - média de 143 por jogador.
A principal conclusão, em termos de idades, como já referi no post anterior o Sporting é quem tem uma média de idades superior a benfica e porto.

Em termos de idade comparativa entre os 11 jogadores mais utilizados, Sporting e porto estão idênticos e ligeiramente inferior a benfica.
Em termos de experiência - jogos (apenas nas ligas principais) - a equipa base do Sporting tem menos cerca de 60 jogos que o porto e 190 do que a do benfica. Em termos medianos significa que cada jogador do Sporting tem menos 5 jogos que os jogadores do porto e menos 17 do que os jogadores do benfica.
Concluindo, se em relação ao benfica o 11 base do Sporting ( e não o plantel) é mais jovem e tem menos jogos em relação ao porto a situação é semelhante. Identica idade do 11 base e quase igual número de jogos. Mas como sempre que convém, vai-se elogiar a formação, dizer que é um orgulho mas que ainda é muito jovem e que é imatura. Ou seja é imatura mas um motivo de orgulho.
Ainda a ter em atenção que, na equipa do benfica não sei, sem lesionados qual será o 11 tipo para além deste. Na equipa do porto, parece-me que em teoria os melhores jogadores serão os que referi e que formam o 11 base. No caso do Sporting não contei com Ângulo e parece-me que em teoria a equipa do Sporting ainda ficará mais velha e com mais jogos, com a inclusão de Izmailov e de Caneira.

p.s.2: Ontem li uma noticia na qual a Uefa tinha aprovado um regulamento sobre a saúde financeira dos clubes de futebol. Que lá para daqui a 2 ou 3 épocas só poderiam participar clubes que gerassem mais receitas do que despesas. Parece que vendendo património ou algum jogador conseguimos lá chegar, por isso a nossa situação não é grave. A ver como vai ser este ano sem a champions, mas como o nosso projecto não está dependente da bola que bate na trave...
Pior é para clubes como o Chelsea, o Manchester United ou o Liverpool. Aqueles modelos fabulosos de gestão e bandeira de comparação para qualquer dirigente Sportinguista da geração roquete e soares franco e recentemente o insuspeito Dias Fereira.
Curiosamente não vi ainda qualquer alusão de Dias Ferreira a este facto e à sua defesa do modelo societário do Sporting idêntico à daqueles clubes ingleses.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Hoje no jornal Público - transcrição integral da notícia (sem link)

Penhoras ao Sporting e ao Benfica desapareceram

27.10.2008

As cópias de autos de penhoras efectuadas pela Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) a vários clubes de futebol, entre os quais o Sporting Clube de Portugal (SCP) e o Sport Lisboa e Benfica (SLB), desapareceram de um envelope selado que se encontrava na gaveta de uma funcionária da administração fiscal e foram substituídas por folhas para reutilizar na impressora.
A informação é dada pela própria funcionária da DGCI no âmbito do processo que decorreu no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa no seguimento da queixa do anterior director-geral dos Impostos, Paulo Macedo, relativa às fugas de informação da DGCI.
O desaparecimento dos documentos foi abordado pela primeira vez numa informação enviada em Outubro de 2005 ao então director-geral pelo director distrital de Finanças de Lisboa. Este responsável relata o desaparecimento de autos de penhoras feitas a clubes de futebol e, face à denúncia, Paulo Macedo pede à Judiciária para averiguar a situação. Mais tarde, já no âmbito da investigação do DIAP, é apresentado um ofício do director distrital de Finanças de Lisboa que não é mais do que o relato feito pela funcionária do fisco a quem alegadamente foram roubados os documentos.
A funcionária explica que lhe foi entregue um mandado de penhora em nome do executado SCP e que, no seguimento desse mandato, foram executadas diversas penhoras ao clube. A funcionária diz ainda que fez três cópias do documento. Arquivou uma cópia junto ao processo que decorria naquela direcção de finanças; outra no arquivo mensal da equipa a que pertence; e uma outra num envelope onde já se encontravam cópias de outras penhoras a clubes de futebol, nomeadamente ao SLB. A funcionária garante ainda que o envelope se encontrava fechado com fita-cola.
Mas o inesperado aconteceu. Foi solicitado à funcionária informação sobre as ditas penhoras efectuadas ao Sporting e ao fazer essa informação tentou juntar a documentação. Mas tal não foi possível, porque o processo estava na sua mala pessoal, que tinha, naquele dia, deixado em casa. E foi então procurar o envelope com as cópias que tinha deixado na sua secretária. O envelope estava onde o deixou, mas toda a documentação que lá tinha deixado tinha sido substituída por um volume de folhas já impressas e que se destinavam a ser reutilizadas.
Perante este relato dos acontecimentos, a funcionária foi chamada a depor no DIAP, tendo reafirmado os mesmos factos, acrescentando que não se tinha apercebido que os documentos tivessem sido usados. Disse ainda que não tinha como identificar o autor do roubo porque as suas gavetas estavam abertas e trabalhava num espaço aberto com mais 25 pessoas.
O DIAP concluiu que, apesar de poder estar perante um crime de furto, não havia elementos que possibilitassem a identificação do seu autor e arquivou o processo. V.C.

O director-geral dos Impostos, Paulo Macedo, pediu à Judiciária uma investigação sobre o caso dos autos