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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A ganhar ou perder...

Não há muito a dizer sobre a decisão da Juventude Leonina em não apoiar a equipa, com a exceção do jogo com o Benfica. Definir a decisão de apoiar ou não a equipa em função dos resultados denuncia um pouco da forma como muitos dos sócios e adeptos do Sporting, e de forma mais lata, os espectadores de futebol olham para o jogo; mais como uma forma de compensação de frustrações quotidianas do que a identificação com um ideal, materializado na figura de um clube e idealmente uma forma de entender o jogo, e talvez mesmo a própria vida, ou, mais importante ainda, como uma experiência sensível, dotada de uma dimensão estética e capaz de nos oferecer, nem que seja por um glorioso momento, a capacidade de nos libertamos de nós próprios e até mesmo uma certa, se me perdoam o pedantismo, transcendência. Mas até aí tudo bem. Há muita gente que vai à bola, como a malta de Ilhéus vai ao Bataclan: para se aliviar. Tonico Bastos forever.  Que isto venha daqueles que fazem gala em publicitar a sua fidelidade é chato mas também não é insuportável.
O que é verdadeiramente indigno na decisão da claque é atribuir aos jogadores a responsabilidade pelo estado a que o Sporting Clube de Portugal chegou.  Fosse o mal do Sporting a "vontade", o "empenhamento", a "dedicação" ou até mesmo a competência técnica daqueles que o representam nos relvados, pistas, e pavilhões do país e estaríamos defendidos de toda a desgraça. O problema é que os problemas do Sporting já não se localizam somente naqueles que têm vindo a dirigir o clube rumo ao abismo. Uma renovação do plantel - a quantas já assistimos recentemente? - resolvia isso. O maior problema com que nos defrontamos são aqueles que de entre nós insistem, através das acusações que dirigem aos mais fracos, apagar a responsabilidade daqueles que são os responsáveis. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cadernos do balneário

À semelhança do que sucedeu com Paulo Bento, agora é a vez de Ricardo Sá Pinto não conseguir manter o silêncio no momento da saída. São aqueles que mais falam em união e amor à camisola os que, no Sporting, se apressam a incendiar a tenda. A razão imediata (o que não significa que não existam outras) do incidente entre Sá Pinto e Liedson foi patética e repete-se milhões de vezes todas as semanas em milhares de locais: uns preferem apoiar os seus colegas de trabalho; outros humilhar os seus subordinados. Uns acham que estão apenas a fazer o seu trabalho e acham que não têm de ser insultados por isso. Outros acham que o cliente tem sempre razão. Tanto discutimos isto entre nós a propósito do assobiar ou não um jogador, como estamos constantemente a travar este debate no nosso quotidiano e em especial no nosso local de trabalho. O que é patético em Sá Pinto é a utilização que está a fazer do incidente para queimar o melhor jogador da equipa por um desabafo deste último no banco de suplentes. Um desabafo que não teria consequência rigorosamente nenhuma, não fosse a carica do nosso exaltado director desportivo saltar com facilidade. E depois claro, anda por aí muita gente sedenta do sangue de Liedson, desde que passou a ser convocado para a selecção. Na blogosfera sportinguinta, e fora dela, há muita gente que não consegue engolir a convocatória de mais um "brasileiro" e então apressa-se a julgar Liedson que, independentemente das suas opiniões sobre os adeptos, a que tem todo o direito, se limitou, na privacidade do balneário, a defender um dos seus colegas mais jovens de um ataque extemporâneo do director desportivo. Divergências destas existem em todo o lado. Andar à pancada por isso é patético. Fazer comunicados hooliganescos no rescaldo ainda é pior.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Un-props

O futebol da equipa é uma desgraça. Num plantel que se mantém quase na mesma é assustador o futebol desgarrado e desconexo, sem ritmo, velocidade ou criatividade. Para além desta dimensão mais estrutural, as opções no banco oscilaram entre o trágico e o cómico. A substituição de Vukcevic é ininteligível para o comum dos mortais. Mais sobre o Paulinho nas próximas postas. Intragável é também a Juventude Leonina que, no final do primeiro jogo da época, desata a mandar pessoas para o caralho e dizer que são uma vergonha. Como dizia o outro, a classificação classifica o classificador.