Mais uma vez, na partida de futsal deste domingo, entre Benfica e Sporting, a polícia voltou a tratar os adeptos, não interessa de que clube, como cidadãos de segunda. O Benfica lançou-se em defesa dos seus, de forma contundente:
"Aquilo que se passou depois do espectáculo desportivo foi uma vergonha. Há comportamentos policiais repetidos nos pavilhões do Clube que não têm qualquer justificação.
Alguns efectivos destacados para garantir, como é normal, a segurança no recinto carregaram sobre pessoas indefesas, incluindo crianças e idosos. Estes actos, de excessiva violência e extrema dureza, representam precisamente algo pelo qual o "Corpo de Intervenção" da PSP devia ter repugnância. Mas pensar assim, pelos vistos, é um engano.
Para ter este tipo de intervenção exagerada, desmedida e indiscriminada é preferível a Polícia deixar de ir ao Complexo Desportivo do Sport Lisboa e Benfica."
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segunda-feira, 13 de junho de 2011
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
A culpa continua a ser da PSP
Para aqueles que são mais papistas que o papa e atribuem às forças polícias o dom da infalibilidade espero o comunicado conjunto do Sporting Clube de Portugal e da Sporting Clube de Portugal -SAD venha esclarecer algumas coisas: "Com efeito, a coberto da justificação de arremesso de petardos, o corpo policial ali presente efectou repetidas e desmesuradas investidas numa zona do estádio onde, para além de um grupo organizado de adeptos, estavam também famílias de sócios, provocando danos pessoais e materiais indiscriminadamente, e causando um profundo mal estar nos mais de 40.000 espectadores presentes.Não restam dúvidas ao Sporting que a postura excessivamente agressiva foi ela própria instigadora de maior violência e de agravamento da tensão no estádio."
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
A culpa é da PSP
Não se passou nada ontem em Alvalade que pudesse justificar as cargas policiais que se verificaram durante a primeira parte. Um sintoma disso mesmo foi a forma como o estádio todo aplaudiu a retaliação dos adeptos que se encontravam na superior e como a policia foi recebida quando voltou para a segunda carga. Mas mais grave do que a violência policial é a forma como o clube e os meios de comunicação social reagem aos acontecimentos. O Record, por exemplo, usa expressões como "a PSP viu-se forçada a reforçar o efetivo e praticamente esvaziou a zona central do topo.", "Em resposta à carga policial, os adeptos, remetidos a uma das pontas da bancada, arremessaram cadeiras, petardos e até bandeiras na direção aos agentes, forçando nova intervenção da PSP, que deixou completamente vazios estes lugares.". Mas viu-se forçada por quem? O que é que a polícia estava ali a fazer? O que se passou ontem foi uma vergonha. Os adeptos de futebol continuam a ser tratados como cidadãos de segunda e o mais degradante é que da nossa direcção não podemos esperar qualquer tipo de solidariedade. Depois dos incidentes do Bonfim a direcção do Benfica exigiu de imediato um inquérito. Depois de sermos espancados no nosso próprio estádio, na bancada reservada a sócios, quase todos portadores de bilhetes de época, da nossa direcção respondem-nos com silêncio. Um nojo.
"Noite das Arábias"
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Porcos e ladrões ou o Estado de Direito também vai à bola

Pegando na deixa do Pontapé na Lógica vale a pena o elogio ao Benfica pela forma como procura defender os seus adeptos. Recorde-se, clientes e consumidores de um espectáculo desportivo que, convém sublinhar novamente, pagam para ver. Os lampiões só conseguiram entrar no Estádio do Ladrão já no fim da segunda parte. Eu próprio, e todos os que vão comigo à bola, já fomos numa ou noutra altura vítimas de agressões, insultos e coerções várias por parte do aparelho repressivo do Estado que coloca os adeptos de futebol numa categoria à parte da dos cidadãos pagadores de impostos. Em Alvalade, quando não é violência é a patetice de não deixar as pessoas entrar com máquinas fotográficas, sandes ou computadores portáteis. Na Reboleira não deixam entrar isqueiros e espancam pessoas por tuta e meia. As viagens à Luz são inenarráveis. Nas Antas domina o medo. A arbitrariedade e a discricionaridade da polícia nos arredores, à porta e no interior dos estádios de futebol tem de acabar. E aqui como noutros aspectos a nossa direcção não quer saber de nós.
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