Estamos finalmente a assistir ao cair da máscara que as tenebrosas figuras que andaram a dirigir o Sporting usaram nestes últimos 17 anos. A máscara que lhes permitiu entrar no Clube e levá-lo ao estado desgraçado em que se encontra hoje.
Todos somos potenciais vítimas deste golpe desesperado: os que, julgando-se impotentes, foram saindo do Sporting ao longo desses anos, não renegando nunca a sua paixão clubística; os que, certamente de boa fé, arranjaram mil argumentos para defender a linha dominante, certamente arrependidos face aos resultados que geraram; os que lutaram e lutam incansavelmente para o denunciar.
Enfrentamos todos o mesmo desafio: resistir para que o o nosso CLUBE subsista.
A porta está aberta para entrarmos de novo no nosso Sporting. Falta entrar. Na nossa própria casa de onde fomos, paulatina e vergonhosamente, todos sendo expulsos.
O Presidente Bruno de Carvalho tem, por um conjunto invulgar de circunstâncias, o perfil para nos franquear a porta e retomar o controlo do que é nosso (e dele!). Terá, imagino, de limar arestas, terá de engolir o coração, driblar o adversário, talvez até fingir ou forjar mesmo um penálti. Mas, é certamente um aluno rápido e é ele que tem agora a chave. E já demonstrou, sem margem para dúvidas, que é nosso e quer estar connosco.
É em Bruno de Carvalho que temos de confiar para incentivar e preservar a União Sportinguista.
É urgente que esta união não seja de modo algum quebrada. É a questão mais vital neste momento, como, de resto, sempre foi, mesmo para o bando que andou a destruir o Clube ao longo destes anos. Está demonstrado de forma clara que a maioria dos sócios do Sporting queria, afinal, esta união, que Bruno de Carvalho é neste momento o seu rosto inequívoco e que é esta união que amedronta os abutres. A roquettada sobreviveu porque conseguiu ir forjando uma unidade na desunião.
É preciso que eles percebam que o Sporting é —como foi sempre— os Sportinguistas que o compõem. Nem mais nem menos. Sem eles, os abutres vão ficar com uma mão-cheia de coisa nenhuma, a deambular, sós, pelo deserto.
É preciso que eles entendam isto. Não é difícil...
Mostrar mensagens com a etiqueta Futuro do Sporting. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Futuro do Sporting. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 11 de abril de 2013
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Demografias
Preocupados com os temas quentes, os Sportinguista não ligam a ponta de um corno aos temas frios. "Que futuro pode ter o Sporting?", é um desses temas que não parece preocupar ninguém, nem dirigentes, nem candidatos, nem "comentadores" leoninos, nem sócios, nem adeptos, novos ou velhos.
O Sportinguista vive numa enorme ilusão. Se perguntarem a um sócio do Sporting a razão de ser Sportinguista, dir-lhe-á que o é porque alguém na família era, ele é e o seu filho ou filha são, e se ainda não tem descendência a primeira coisa que vai fazer quando a tiver é inscrevê-la a ferver de orgulho pelo Clube do coração.
O Sporting vive assim numa espécie de circuito perfeito de vasos comunicantes, onde a água circula na perfeição mas... se vai evaporando.
Um artigo do i de hoje revela alguns dados interessantes. Não é uma análise científica, mas deixa algumas ideias no ar que são perturbantes.
"Não há crianças do Sporting porque o Sporting nunca é campeão", diz a Patrícia, 10 anos, citada no artigo. Depois de 18 anos sem ganhar títulos, o medo que o saldo fisiológico da Nação Sportinguista fosse negativo (ninguém sabia ao certo) era grande. Os festejos pelo triunfo no campeonato vieram revelar que a demografia sportinguista estava afinal menos mal. Mas, daí para cá o mundo não parou (ao contrário do Sporting) e o saldo é bem possível que tenha estagnado ou se tenha mesmo invertido. Nenhum presidente do CD deste últimos 15 anos, nenhum candidato ao cargo, abordou jamais estas questões. O Sporting é o Sporting da época como a fruta. Passada a época logo se vê. Daqui a vinte ou trinta anos, pelo andar da carruagem, sem crianças, a continuação da espécie Sportinguista está seriamente ameaçada. Aguarda-nos um Sporting sem Sportinguistas. Na melhor das hipóteses, uma entidade virtual, com a sede e um CD baseados num qualquer paraíso fiscal.
O Museu do Sporting vai-se entretanto transformar num museu de cera.
Subscrever:
Mensagens (Atom)