O Sporting é um manancial de surpresas. Quando tem equipas famosas-invencíveis não ganha títulos. Mas quando nós principiamos de dizer que não tem médios, que não tem avançados, que não tem defezas, que não tem...perdão guarda-redes há sempre, é certo e sabido que os campeonatos lhe caiem no papo...
Norte Desportivo, 04-03-1943
Mostrar mensagens com a etiqueta Crise. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Crise. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 21 de junho de 2013
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
ESTÁ AÍ ALGUÉM?!
O que se passa no Sporting? Estamos sem "governo"? Ou foi tudo narcotizado? Alguém saberá? A direcção fugiu para parte incerta? Ainda resta algum membro da direcção para fechar a luz e trancar a porta antes de deixarem definitivamente as instalções à mercê do pó, das ervas daninhas e dos ratos?
terça-feira, 2 de março de 2010
Baixar as guardas
Sem querer parecer um "bota-abaixista" militante --que não sou!--, acho que a vitória sobre o Porto, por muito saborosa e expressiva que possa ser, foi apenas isso: três pontos ganhos num campeonato perdido.
A vitória não deve fazer-nos esquecer o desastre que tem sido esta época, nem as origens deste descalabro. O pior que poderia acontecer aos Sportinguistas seria deixar caír as guardas por um motivo tão fútil e por um êxito tão pouco ambicioso.
E faz parte deste "baixar de guardas" pensar que, por termos ganho ao Porto, acabaram os problemas. Não acabaram, nem vão acabar enquanto se mantiver a orientação actual.
Se os sportinguistas se deixarem comprar por uma mísera vitória contra um Porto de segunda, então está o caldo entornado.
E, já agora, a proósito das declarações do Carvalhal, pode ele ficar estar descansado. Pelo menos pelo meu lado, não o considero vilão por ganhar apenas de dois em dois meses, nem passa a herói quando ganha um jogo depois de sete jogos sem ver o padeiro...
A vitória não deve fazer-nos esquecer o desastre que tem sido esta época, nem as origens deste descalabro. O pior que poderia acontecer aos Sportinguistas seria deixar caír as guardas por um motivo tão fútil e por um êxito tão pouco ambicioso.
E faz parte deste "baixar de guardas" pensar que, por termos ganho ao Porto, acabaram os problemas. Não acabaram, nem vão acabar enquanto se mantiver a orientação actual.
Se os sportinguistas se deixarem comprar por uma mísera vitória contra um Porto de segunda, então está o caldo entornado.
E, já agora, a proósito das declarações do Carvalhal, pode ele ficar estar descansado. Pelo menos pelo meu lado, não o considero vilão por ganhar apenas de dois em dois meses, nem passa a herói quando ganha um jogo depois de sete jogos sem ver o padeiro...
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Do Norte para o Sul de Inglaterra
Jim Riordan escreve sobre a falência do Portsmouth.
A football club is far more than those that run and ruin it. The club represent the community, thousands upon thousands of fans throughout the world. Like virtually no other club, Pompey embodies the passion, hopes and companionship of a tight-knit, working-class community that regards the club as theirs. In desperation, these real fans sing "Portsmouth till I die!" and "Please don't take my Portsmouth away". So when the FA does FA for FA (Fans Always), remember that we will not let our club die.
Para quem não sabe, Jim Riordan é uma daquelas personagens que talvez só século XX pudesse ter inventado. Uma personagem se não tão brilhante como o nosso Cândido de Oliveira, pelo menos com uma vida igualmente atribulada e incrivelmente rica. Riordan foi o primeiro europeu do lado de cá da cortina de ferro a jogar na Rússia, no Spartak de Moscovo. Embora não tenha jogado muito, dado que estava na Rússia também por outros motivos. Tornou-se historiador do desporto, tendo publicado numerosas obras sobre a história do futebol russo e sobre futebol e relações internacionais. Escreveu também o Match of Death. Um livro sobre um jogo que decorreu em 1941 na Ucrânia invadida pelos Nazis. Um jogo onde o futebol não era, como diria Shankly, mais importante que a vida ou a morte. Era mesmo, literalmente, uma questão de vida ou morte. Esteve em Lisboa em 2006 para uma conferência e é maluquinho pelo Portsmouth.
A football club is far more than those that run and ruin it. The club represent the community, thousands upon thousands of fans throughout the world. Like virtually no other club, Pompey embodies the passion, hopes and companionship of a tight-knit, working-class community that regards the club as theirs. In desperation, these real fans sing "Portsmouth till I die!" and "Please don't take my Portsmouth away". So when the FA does FA for FA (Fans Always), remember that we will not let our club die.
Para quem não sabe, Jim Riordan é uma daquelas personagens que talvez só século XX pudesse ter inventado. Uma personagem se não tão brilhante como o nosso Cândido de Oliveira, pelo menos com uma vida igualmente atribulada e incrivelmente rica. Riordan foi o primeiro europeu do lado de cá da cortina de ferro a jogar na Rússia, no Spartak de Moscovo. Embora não tenha jogado muito, dado que estava na Rússia também por outros motivos. Tornou-se historiador do desporto, tendo publicado numerosas obras sobre a história do futebol russo e sobre futebol e relações internacionais. Escreveu também o Match of Death. Um livro sobre um jogo que decorreu em 1941 na Ucrânia invadida pelos Nazis. Um jogo onde o futebol não era, como diria Shankly, mais importante que a vida ou a morte. Era mesmo, literalmente, uma questão de vida ou morte. Esteve em Lisboa em 2006 para uma conferência e é maluquinho pelo Portsmouth.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Aproveitar a crise
Um dos candidatos que disputa a eleição à presidência do Vitória de Guimarães declara que pretende levar o clube a emparelhar com os "grandes". Mas não se contenta em ser o "quarto" grande do futebol português. Pinto Brasil, assim se chama o candidato, diz que quer aproveitar a crise do Sporting para ocupar o terceiro lugar entre a elite dos clubes portugueses.
As palavras dos candidatos, já se sabe, valem o que valem. Mas...
A gente lê isto, engole em seco, tenta imaginar o cenário e admite a possibilidade.
A gente lê isto e diz, para si, que tudo indica que sim, que o candidato à presidência do Guimarães não está longe da realidade.
A gente lê isto e procura uma explicação para a verosimilidade do cenário.
A gente lê isto e interroga que medidas seria possível tomar para que uma situação destas nunca ocorra.
A gente lê isto e pensa no absurdo.
A gente lê isto, olha à sua volta, e sente-se impotente para travar o que parece inevitável.
A gente lê isto e pensa neste processo de extinção que vai decorrendo, obsceno e imparável, perante o nosso próprio olhar.
E a gente pergunta: estes gajos estão-nos a foder e nós a ver? É isto que se está a passar neste momento com este bando de impotentes em que se tornou o Sporting?
A quem mais irá aproveitar a crise?
As palavras dos candidatos, já se sabe, valem o que valem. Mas...
A gente lê isto, engole em seco, tenta imaginar o cenário e admite a possibilidade.
A gente lê isto e diz, para si, que tudo indica que sim, que o candidato à presidência do Guimarães não está longe da realidade.
A gente lê isto e procura uma explicação para a verosimilidade do cenário.
A gente lê isto e interroga que medidas seria possível tomar para que uma situação destas nunca ocorra.
A gente lê isto e pensa no absurdo.
A gente lê isto, olha à sua volta, e sente-se impotente para travar o que parece inevitável.
A gente lê isto e pensa neste processo de extinção que vai decorrendo, obsceno e imparável, perante o nosso próprio olhar.
E a gente pergunta: estes gajos estão-nos a foder e nós a ver? É isto que se está a passar neste momento com este bando de impotentes em que se tornou o Sporting?
A quem mais irá aproveitar a crise?
quarta-feira, 25 de março de 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)