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quarta-feira, 8 de junho de 2011

"Pintelhos" do Atletismo

Modalidade teme futuro com saída de Moniz Pereira e mais corte de verbas.

O atletismo do Sporting volta a sofrer um corte significativo no seu orçamento colocando em causa o seu nível competitivo para a próxima temporada.
Em 2010, o orçamento para o atletismo desceu em 25% (200 mil euros). Esta temporada, a nova direcção leonina presidida por Godinho Lopes - que até teve o "senhor atletismo", Moniz Pereira, como mandatario nas últimas eleições - pretende cortar os apoios em mais 10%, o que corresponde a uma verba de cerca de 30 mil euros.


Só uma nota relativamente às contas, que não me parecem muito coerentes. Se em 2010 desceu 25% (correspondendo a 200k), descendo agora 10% significava um corte de 60k em vez dos 30k referidos.

A pouca vergonha é ainda maior quando, parafraseando o Catroga, estamos "a discutir pintelhos" no apoio a uma modalidade que tanto significa e deu ao Clube!

Assumindo que é verdade, então o Moniz Pereira foi mandatário do GL e agora vai sair?! Parece estranho, mas faz todo o sentido, se nos lembrar-mos que ele que só apoiaria um projecto que garantisse a continuidade......do Atletismo!
Nunca percebi como é que o MP caiu na conversa do GL. Graças a ele e aos restantes amigos dos 25 votos, garantiram-lhe a vitória! Por um lado é bem feito que isto aconteça agora, pois nunca é tarde para aprender, mas o mais triste é que isto afecta e muito o Sporting, isso sim, o mais importante!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Moniz Pereira

As pouco edificantes e degradantes cenas dos últimos dias e os personagens que as representaram já poucos comentários me merecem. Espero que se vão embora o mais rapidamente possível e a qualquer preço, indemnizações e bancarrota incluídos. A coisa torna-se mais séria quando Moniz Pereira ameaça abandonar a condição de sócio do clube. Apesar de ter sido incompreensível o apoio que deu às sucessivas direcções e a forma semi-silenciosa como protestou contra a situação das outras modalidades, a ausência de pavilhão e o modelo do novo estádio, ainda é daqueles sportinguistas a quem se dá o benefício da atenção sem quaisquer dúvidas. O aviso foi feito. A imprensa desportiva, claro, prefere espalhar os truques e os traques do Brás, o candidato que não chegou a ser e que excitou a maralha mediática, do que ouvir e dialogar, com tempo e calma, com aquela que é possivelmente a figura maior do desporto português da segunda metade do século XX.

Tem aqui mais outro que rasga o cartão, Professor!


O professor Moniz Pereira manifestou-se com veemência sobre a situação do Sporting. Eu diria, finalmente! O que diz é justo, é dito com conhecimento de causa e com o peso dos galões que tem.
Muito pouca gente no Sporting hoje pode reclamar o seu estatuto.
Admito que se ele tivesse dito tudo isto há quinze ou dezasseis anos iria gerar reacções adversas. Mas, desde então, perante os factos, tem havido oportunidades sem fim para mostrar o que vai mal no Clube. Tenho pena que as suas declarações só sejam feitas agora. Digo-o com sinceridade e pena.
Em todo o caso, antes tarde que nunca. O peso do professor Moniz Pereira não se evaporou e as palavras dele são, em si, um programa eleitoral para qualquer candidato que queira verdadeiramente e sem sofismas, o Sporting Clube de Portugal de volta aos carris.
Moniz Pereira ganharia ou faria ganhar qualquer candidatura que tivesse o seu patrocínio. Mas, atenção: para que isto acontecesse, o professor Moniz Pereira também teria de deixar de ceder à tentação de dar corda aos malfeitores que conduziram o Clube para a situação em que se encontra hoje. Basta aparecer, falar como falou à Lusa e tem a esmagadora maioria dos Sportinguistas consigo, professor! Para levar o Clube aonde todos o queremos ver.
Vou mais longe: independentemente da questão das modalidades, se ganhar uma candidatura que queira manter o Sporting com este estatuto de fantoche dos bancos e nesta deriva de auto-destruição também eu rasgo, finalmente, o cartão!!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Só te lembras de Santa Bárbara nas Olimpíadas - I

O Obikwelu é mesmo bom e disso todos sabem. A sua postura e humildade conferem-lhe a aura de campeão, mesmo quando não traz medalhas. Ainda assim, para as ganhar são precisas outras componentes, como as físicas e materiais.
O que vocês já não sabem é que eu me lembrei duma entrevista que, meses atrás, o Marco Fortes deu ao jornal Sporting onde ele falava das suas condições de trabalho. E uma vaga memória me dizia que o cenário estava longe da “melhor preparação de sempre” (onde é que eu já ouvi isto?), como agora afirma o presidente do COP. Após duas googladas, graças ao bendito blog “Sporting: o Rei do Atletismo” (para quando o regresso?) consegui encontrar a dita. Como factos pesam mais do que especulações sobre intenções ou da boa “educação” dos atletas, vamos direitinho a eles:

«J.S. - Como são passados os seus dias?
M.F. - Os meus dias são complicadíssimos. Acordo de manhã, vou à fisioterapia ou à massagem e depois fico à deriva, porque tenho tido problemas com o meu treinador e nunca sei se vou ter acompanhamento. Grande parte do meu trabalho é feito sozinho, obviamente com orientação, e não tem sido fácil. (...)»

(os "problemas" são melhor decifrados no Record:) «Mas mantém-se bastante céptico relativamente ao futuro, já que continua muito dependente da disponibilidade do seu treinador, o ucraniano Vladimir Zinchenko, que ganha a vida graças a uma oficina de automóveis que possui na Pontinha, nos arredores de Lisboa, só o podendo treinar nas horas vagas… quando as tem.
(...)
Cheguei a passar períodos em que treinei sozinho.” (...). Voltou a treinar-se com Zinchenko, tanto mais que a federação o financiou. “Mas este ano a federação deixou de o ajudar e pode dizer-se que, agora, ele me treina por carolice. Por eu estar na alta competição, tem direito a 500 euros anuais (não chega a 50 euros mensais) e para ele me acompanhar a algumas provas sou eu que o subsidio.”».

«J.S. - Como é o seu relacionamento com o Professor Mário Moniz Pereira?
M.F. - O relacionamento entre ele e os atletas era mais frequente quando o Clube tinha a sua própria pista. Aí, ele podia ««controlar»» toda a gente. Como ele diz, "não há nada melhor do que ter as tropas debaixo de olho". Agora, é mais difícil acompanhar todos os atletas, porque cada um treina em seu local

Mais. Em Janeiro deste ano, o clima de (in)satisfação da Comissão de Atletas Olímpicos (CAO) com a acção governativa para os Jogos Olímpicos era de tal modo acrimonioso que não tiveram papas na língua quando expressaram assim o seu descontentamento na Assembleia da Republica.