Estas eleições do Sporting demonstram mais uma vez o muito que há de errado com o futebol português. A imprensa que desempenhou até ao final dos anos cinquenta um papel fundamental na construção e divulgação do futebol português tornou-se desde o final dos anos oitenta no megafone dos poderes do futebol português. Cândido de Oliveira, Ribeiro dos Reis, Ricardo Ornellas, Tavares da Silva, entre muitos outros, devem estar a revolver-se nos respetivos túmulos.
O Record através do seu diretor, já veio pediu desculpa à oligarquia por se ter atrevido a sugerir na sondagem que o periódico divulgou que não ia continuar tudo na mesma. Diz que o " O erro residiu na ponderação final, da exclusiva responsabilidade do diretor deste jornal." Mas desde quando é que o diretor de um jornal aplica taxas de ponderação a sondagens? Onde é que está a ficha técnica da sondagem? O que é que a Entidade Reguladora da Comunicação, que tem o dever de "regular e acompanhar a realização e publicação deste género de estudos" tem a dizer sobre o facto de o diretor do Record ter uma palavra a dizer na "ponderação final da sondagem", seja lá o que for que isso quer dizer. Mas nada disto surpreende quando vem de alguém que se recusou a noticiar as escutas e a corrupção na arbitragem em Portugal sob o argumento de que não morde a mão que lhe dá de comer. É evidente que não. Ao mesmo já sabemos - como se não soubéssemos... - qual é a mão que lhe dá de comer. Dizia o diretor do Record, numa resposta a José Diogo Quintela: "Nós pertencemos a um circo que vive de emoções - de golos e de erros, títulos e de frustrações. E não temos vergonha disso.” O Jogo, alinhou também pela medida do Record. Mas, claro, o Jogo é propriedade de Joaquim Oliveira, que é o maior cliente de Pedro Baltazar. Mas vamos deixar isso de lado por instantes. A Bola, sempre alinhada com os poderes, sendo o único jornal que não "falhou" na noite eleitoral - seja lá o que for que isso quer dizer no cenário em que nos encontramos - chamou imediatamente Godinho para a limpeza de imagem, da mesma forma que há ano e meio tinha oferecido a Roquette um púlpito de onde pregar aos fiéis para os alertar dos aventureiros e aldrabões, que vieram um ano e meio mais tarde integrar a lista que apoiava. Mas o pior nem foi isso. Foi a notícia publicada às 00.07 de segunda-feira a anunciar os números finais das eleições. Os tais 14.619 eleitores e 91.842 votos que algumas horas antes eram 14.205 eleitores e 88-530 votos. Mas o pior não foi a publicação acrítica dos votos, como se não fosse suficientemente mau. Imaginem o que seria a Comissão Nacional de Eleições dizer que afinal a taxa de abstenção indicada no início da votação se alterou no dia seguinte à contagem dos votos. Nem em ditaduras saloias se observa este à vontade na manipulação eleitoral e mediática quanto mais no mundo civilizado. Mas, dizia, o pior nem foi isso. Foi a pura e simples mentira sobre a fonte. Às 00.37 de segunda-feira dia 28 de Março, e ao contrário do que afirma a notícia de A Bola, não havia qualquer indicação no site do Sporting sobre novos totais de eleitores e votos. A notícia que dava os resultados eleitorais tinha sido publicada horas antes, a meio da tarde, e sem totais. Porquê então escrever na notícia "Estes números, que estão no site oficial do clube, são superiores ao último balanço feito por responsáveis do clube, sábado após o último votante."?
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domingo, 3 de abril de 2011
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Descubra as diferenças: SCP x Bayern
Esta é o típico (quando acontece) agradecimento (quando não é frete) dos jogadores e playboys de Alvalade após um apoio histórico, incessante e monumental dos seus adeptos.
e este é o agradecimento dos jogadores do Bayern aos seus adeptos
Se as razões do divórcio se medissem com uma fita métrica...
e este é o agradecimento dos jogadores do Bayern aos seus adeptos
Se as razões do divórcio se medissem com uma fita métrica...
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Nem 8 nem 80
A Bola dá conta, na sua edição de hoje que Veloso e Djaló estrão a tentar a esticar a corda com vista a forçar uma saída. Um dos muitos problemas de que padece este Sporting é a sua incapacidade de destruir carreiras a putos mimados que mostraram muito pouco no futebol, e que ainda por cima esquecem que têm contratos assinados. A haver coerência Veloso deveria ser objecto do mesmo tipo de tratamento de que foi alvo Stoijkovic, depois daquela entrevista atrasada mental do atrasado mental do irmão do gajo. Enconstá-lo e deixá-lo sair após um longo período de pousio (ou então deixá-lo aprodecer lentamente até 2013). Quanto a Dajaló a situação é mais simples. Pô-lo a jogar se estiver bem, tirá-lo da equipa de estiver mal. Se não treinar ou começar com merdas deixá-lo igualmente aprodecer na equipa de reservas até ao fim de contrato. O problema é que não existe nenhum caso no passado para dar o exemplo e nalgum lado tem que se começar. E nada como começar pelos putos reguilas da casa. Por outro lado, não deixa de ser chocante a dualidade de critérios do homem que tem o risco ao meio, e que até por isso deveria ser igualitário nos seus modos. Depois, claro, obviamente que o economicismo e o utilitarismo acéfalo passam de cima para baixo. É a maximização dos lucros...
sábado, 2 de agosto de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
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