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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Constantes (1)

O Sporting anda em caldinhos há anos e anos, sem conseguir encontrar um rumo. Uma das constantes nestes processos é acusação de que os sócios são sempre os maus da fita. Há sempre uma insinuação, um comentário mais ou menos velado, quando não mesmo uma acusação directa: os sócios do Sporting é que não querem resolver o problema do Clube.
Serão eles os culpados certamente porque colocam esta cambada de energúmenos que tem dirigido o Sporting desde há quase duas décadas nos lugares de responsabilidade máxima. E serão também os culpados porque os programas com os quais estas aventesmas se apresentam às eleições são sempre desvirtuados e nunca são cumpridos, sem que a maioria se insurja e exija explicações. Nessa perspectiva os sócios são de facto culpados. Dão-lhes voto em vez de bota.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Fim-de-semana fora

Por acaso, vou estar fora este fim-de-semana. Isto significa que não vou à bola. A malta do marketing do Sporting pelos vistos conhece a minha vida já que não se deu ao trabalho de me fazer chegar a gamebox até ao momento em que escrevo. Está tudo calculado! Menos a possibilidade de passar a gamebox ao meu pai - lagarto de longa data, detentor durante muitos anos de um lugar cativo na bancada central, que desde que a SAD e a Sport Tv conjugaram esforços se dedica essencialmente ao Sporting a partir do sofá.

sábado, 3 de julho de 2010

O estalar do verniz

A Assembleia-Geral que se realizou na passada quarta-feira foi uma AG histórica e pena é que os níveis de participação que se observaram nos últimos anos não se tenham mantido para esta AG. Em causa estava a aprovação do orçamento para a época 2010/2011 e a cooptação dos novos membros do Conselho Leonino e de Nobre Guedes, aliás Castro Guedes, para o Conselho Directivo. E a que é que se assistiu? Bem, o orçamento passou com cerca de 65% de votos favoráveis, 28% votos contra e 7% de abstenções. A prenda de anos do conselho directivo para o Sporting Clube De Portugal foi o "Trespasse da Academia e cedência do respectivo contrato de Leasing para a Sporting SAD a realizar em 01 de Julho de 2010". Os votos de um feliz aniversário, portanto. Para além desta vergonha, e entre inúmeros episódios, destaco mais um dos efeitos perniciosos da simples existência da SAD: o orçamento do Sporting Clube está neste momento reduzido a cerca de 16 milhões de euros e no relatório e contas o futebol, isto é, a SAD está completamente ausente, CMVM oblige. Portanto, doravante o futebol torna-se inexcrutinável pelos sócios do clube, que no relatório e contas não tiveram também direito a qualquer esclarecimento sobre a situação das empresas nas quais o Sporting detém participações. Resultado: 35% dos votos não foram favoráveis ao orçamento apresentado. Quem é que se lembra de um valor destes na história não só do Sporting mas do futebol português? Já Castro Guedes foi aprovado por ainda menos gente: 50%.
Por fim, aquela que começou por ser uma pacífica assembleia-geral acabou em quase estado de guerra civil com Dias Ferreira e Bettencourt a sistematicamente serem rudes, mal-educados e desrespeitosos para os sócios. Isto é, os sócios interessam à SAD enquanto clientes, veja-se a nova campanha das Gameboxes centrada em torno da ideia do amor à camisola, mas enquanto parceiros na governação do clube parecem ser um empecilho. O ar de frete de Bettencourt não enganava. Aquilo a que em dia do aniversário do clube se assistiu no auditório de Alvalade foi uma vergonha. Pelos vistos continua. Vamos aguardar pelos acontecimentos das próximas horas.

O momento da noite: Muitos momentos memoráveis numa AG histórica. Um deles foi quando Dias Ferreira do alto do seu racismo de classe perguntou a um sócio o significado da palavra falacioso, que este havia utilizado para descrever as justificações que Dias Ferreira dava para os procedimentos da AG. Mas o grande momento da noite foi quando Bettencourt disse qualquer coisa do género "no Benfica uma coisa destas era aprovada em 10 minutos" referindo-se à trabalheira que deu e vai dando a tentativa de alienar a Academia de Alconhete. Largas secções da AG responderam com um sonoro "Vivó Benfica!".

sábado, 26 de junho de 2010

Assembleia-Geral na quarta

Ao circular na página do Record descobri que o Conselho Leonino aprovou o orçamento para a época de 2010/11. Na mesma notícia descobri também que o orçamento vai ser submetido a Assembleia-Geral do clube na próxima quarta-feira. Ainda assim, não sei o local nem a hora. Apesar das melhorias sensíveis na comunicação do clube, visíveis, por exemplo, no novo site ou nos e-mails que vou recebendo anunciando eventos das modalidades e do futebol juvenil, no caso da democracia interna não se observam essas transformações. Nem e-mail nem qualquer informação no site. A única informação que ali se encontra é que o Conselho Leonino aprovou o orçamento e que há AG na quarta. Assim, fica aqui o aviso. Quarta-feira há assembleia-geral.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cinco anos na vida de um clube ou a gestão empresarial

Recebi um e-mail do Sporting com o meu número novo, já que estamos em ano de renumeração. Baixei cerca de 35 mil números. Volto a repetir, para os mais incrédulos: 35 mil.

sábado, 17 de abril de 2010

A conversa do Pai Natal

Eu, sinceramente, acredito tanto em José Eduardo Bettencourt como acredito no Pai Natal. A escolha das palavras é deliberada: é que eu acreditei no Pai Natal, quando era miúdo. Depois percebi que era uma fantasia e, por muito que me custasse, reneguei totalmente o mito de criança.
O presidente do Sporting já nos habituou a uma conversa cheia de bolinhas coloridas e outros enfeites natalícios, e tenta permanentemente convencer uns quantos a colocar o sapatinho na chaminé, na mira de que um qualquer presente lá seja depositado.
Durante a cerimónia de entrega dos emblemas dos 25 anos de associados, que teve hoje lugar, JEB disse, entre outras coisas, que "Os sócios do Sporting são a única forma de nos afirmarmos na sociedade." E pediu "militância e amor clubístico" depois de, curiosamente, ter afirmado que aquela cerimónia era "a prova da nossa militância inquestionável"... Não deixa de ser um lapso curioso.
Ora eu e muitos militantes sportinguistas estamos fartos de conversa. A gente já sabe há muito que o Sporting precisa dos Sportinguistas, mas, do que nós, de facto, precisamos é de um modelo de gestão credível, que enquadre de maneira satisfatória esta coisa da
militância com a necessidade de as contas baterem certas ao fim do mês. É que no Sporting não se pode aplicar o princípio do "amigos, amigos, contas à parte." No Sporting, amigos e contas constituem um todo indivisível.
Não se pode pedir militância, explorar de forma oportunística os Sportinguistas, servir-lhes restos e reservar a chicha suculenta para os abutres. Isso não é de amigo.
Por isso, dirigindo-me agora directamente ao JEB, eu repito: estou farto de conversa e quero actos! A estratégia de antagonizar (*) ou "flirtar" com os Sportinguistas --que não passam, na verdade, de duas versões do mesmo jogo porco de apenas querer "carne sportinguista para canhão"-- já não pega. Queremos um modelo totalmente diferente de gestão do Sporting baseado no respeito efectivo e palpável pelos Sportinguistas!
O meu amigo vai ver que se esta condição for efectivamente satisfeita (se e só se!), os problemas do Sporting irão desaparecer todos. Até lá guarde a conversa da sedução para os parolos.

(*) A propósito de estratégia de antagonização dos sócios, o seu autor, Soares Franco de tristíssima memória, era um dos que iria receber um emblema pelos 25 anos de sócio. Não se dignou comparecer. Nem uma hora extraordinária sequer o antigo presidente consegue dedicar
agora ao Clube...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Pergunta singela

Por onde andam os sócios dos 25 votos nestes dias que correm? Estranho silêncio...
Não vemos um movimento dos sócios com mais peso no Sporting --podiam chamar-lhe o Movimento dos 25...-- para pedir contas sobre o descalabro total --financeiro e desportivo-- em que está o Clube...
São ciosos da sua prerrogativa quando se trata de alardear "estatuto", mas remetem-se ao silêncio quando é hora de lhes exigir contas.
São os principais responsáveis por tudo o que aconteceu ao Sporting.
Têm mesmo 25 vezes mais responsabilidade em tudo o que está a acontecer porque, com a sua ajuda quantitativamente preciosa, com o seu imobilismo, o seus conservadorismo e reaccionarismo, com a sua complacência, e muitas vezes com a sua arrogância, sucessivas direcções de criminosos conseguiram transformar o Sporting num clube fantastma.
Onde andam eles por estes dias...? Ainda faz sentido privilegiar gente desta qualidade? Não deviam ser penalisados também 25 vezes? Por exemplo, pagarem 25 vezes o valor da quota mensal...?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Referendo

Nada me move contra o referendo, antes pelo contrário. Gostava era que houvessem muitos, mesmo se com um carácter apenas consultivo. Pena é que apenas se lembrem de consultar os sócios para destruir o clube. O último referendo em que participei era para saber que modalidades é que queria que o Sporting mantivesse. O basquetebol e o hóquei em patins foram ao ar. Racionalidade económica oblige. Lá para 1996, se não me engano. Gostava, por exemplo, que em 2002 tivessem feito um referendo: "Caro consócio, em tempos de recursos limitados o Sporting Clube de Portugal debate-se com uma escolha. Gostaríamos de conhecer a sua opinião. Prefere que, por cerca de 7 milhões de euros, o Sporting contrate uma jovem promessa chilena, para reforçar o plantel de futebol, ou que, com o mesmo montante, se construa um pavilhão polidesportivo para que as modalidades de alta-competição tenham direito a um espaço próprio, e também para melhorar as condições para a prática desportiva por parte dos sócios do clube?".

Indicadores

A AG de amanhã vai-nos oferecer um indicador fundamental relativamente ao futuro do clube. Pela primeira vez, desde que me lembro, vamos ter contagem não apenas de votos mas também de eleitores. Essa contagem vai permitir perceber onde é que se situam as posições conservadoras e as posições progressistas dentro do clube. É este o verdadeiro debate. Entre os conservadores que assinam de cruz as propostas da direcção, e que paradoxalmente correm o risco, com o seu sentido de voto, de apagar de vez a natureza associativa e democrática do clube, e os progressistas que, também paradoxalmente, ao procurarem aprofundar essa mesma tradição do clube se arriscam a lançá-lo para os trilhos da modernidade. Caminho por onde se pode lançar para o futuro sem desprezar os valores que fazem do Sporting Clube de Portugal uma verdadeira associação. Uma associação de e entre pessoas que se juntam para praticar desporto e também para consumir espectáculos desportivos. No plural, para que o Sporting seja um dia tão grande como os maiores da Europa. Obviamente que este futuro está dependente não apenas desta AG como da próxima, que decorrerá em princípio no dia 8 de Maio. Mas se a proposta da direcção chumbar, desta vez, com uma diferença considerável entre votos e sócios (por exemplo, 60% dos votos para 40% dos sócios) então poderemos estar confiantes no futuro.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Não pode ser só dizer mal

Pela primeira vez na vida recebi uma convocatória para uma AG do Sporting pelo correio. Uma das exigências que a Roulote vem fazendo desde o dia em que começou a postar. O dizer mal segue na posta imediatamente seguinte.

domingo, 12 de abril de 2009

Round 4 - O Futuro (III)

A próxima direcção não fica de mãos atadas?
Não. O Sporting é um clube desportivo.

E não há alternativas?
Há. Vender jogadores.

DC - torna-se claro. O Dr. Soares Franco não quer o clube. Quer uma empresa.

A transmissão fica por aqui. Até sexta.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sporting não é um clube com poucos sócios

Segundo o site do SCP temos cerca de 97.000 sócios, dos quais 58.000 efectivos.
Segundo o presidente do SCP, tínhamos em Outubro, 27.000 sócios efectivos. Ou seja, em 6 meses, aumentamos 114% (!) o número de sócios efectivos.
Segundo o site do SCP, em 5 anos (2004-2009) aumentamos em 31% o número de sócios. 24% o de sócios efectivos.
Segundo o site do SCP tínhamos em 2003/04 cerca de 74.000 sócios, dos quais 47.000 efectivos.
Segundo outra fonte oficial do SCP, tínhamos, em 2004, entre 90 e 100 mil sócios.

Confusos? Estupefactos com a matemática avançada da "cientologia leonina"?
Pois bem, nem tudo é mentira tresloucada. É de facto possível "fabricar" dados deste género. Basta que não se contabilizem os sócios que deixaram de pagar (os que morreram, os que desistiram de sustentar mafiosos, os que trocaram pela Sportv, etc., etc., etc.). Ainda assim algo não bate certo...
Eu não tenho os dados em relação ao Sporting (onde, na condição de sócio, me negaram o acesso à informação), mas tenho dados em relação ao Benfica (onde me facultaram informação) sobre a evolução dos sócios desde 1930 até 2004 em termos de registos de inscrição de sócios efectuados (jamais subtraíndo quem deixou de pagar quotas desde então). Nestas contas, entre 2000 e 2004 o Benfica cresceu 14% em inscrição de sócios. Será de crer que, entre 2004 e 2008, com a campanha dos "150 mil", esse número terá crescido um pouco acima.
No Reino do Sporting, diz-nos o site que afinal, com toda a probabilidade, superamos esse recorde! Mais!, Soares Franco, O Grande, eleva a fasquia, e diz-nos que com a 'crise de militância' batemos o recorde do guiness da militância: 104%!!! #erup+í~ê*!..............

foto: cartão postal produzido pelo ex-Secretariado da Propaganda Nacional

sábado, 21 de março de 2009

Comparações

Imaginem um país, governado por um primeiro-ministro.

Este tenta aprovar uma medida que exige o voto favorável de 2/3 da assembleia. A medida é rejeitada.

Mas o primeiro-ministro não se conforma com o veredicto da assembleia soberana. E meses depois, ao mesmo tempo que revela que não irá recandidatar-se, informa que, ainda que sem a aprovação necessária e contra a anterior decisão da assembleia, tomou a medida à mesma. Mais: tomou-a em termos tais que se a assembleia não vier a aprová-la a posteriori, o país ficará num grande sarilho, obrigado a pagar de imediato a totalidade da sua dívida externa.

O primeiro-ministro vai mais longe. Umas semanas depois deste anúncio e a apenas dois meses do fim do seu mandato, apresenta uma proposta de revisão da constituição. A alteração é só uma: que a medida em causa deixe de estar sujeita a aprovação da assembleia e possa ser referendada sem qualquer discussão prévia. E anuncia de imediato que, em caso de aprovação, o referendo terá lugar logo duas semanas depois.

O que se diria deste primeiro-ministro? Deste responsável que ignora deliberações da assembleia que rege o seu país, que desconsidera minorias, que toma medidas desrespeitando a constituição, que ensaia alterações constitucionais ad hoc para levar a sua avante e que, num momento em que a legitimidade se lhe esgota, tenta comprometer irremediavelmente os seus sucessores e o próprio país?

Este país, meus amigos, é o Sporting Clube de Portugal. Este primeiro-ministro é Filipe Soares Franco. E os cidadãos, aqueles que podem pôr cobro a este estado de coisas, somos nós, todos nós, sócios do Sporting Clube de Portugal.

Chegou o momento. O momento em que se tenta colocar a primeira pedra do «Clube sem sócios mas com adeptos que não se intrometam na gestão nem tenham voto nas eleições dos órgãos sociais» - que é ao mesmo tempo a última pedra da sepultura do Clube que ao longo de mais de um século se ergueu como «unidade indivisível constituída pela totalidade dos seus associados».

Chegou o momento. O momento de dizer “Não!”, “Basta!”, de virar a página, de analisar o passado, avaliar o presente e de uma vez por todas olhar o futuro nos olhos, sem receio nem temor.

O filósofo irlandês Edmund Burke disse um dia que «Tudo o que é necessário para que o Mal triunfe é que os homens bons não façam nada». É pois a hora de cada Sportinguista ser mais Esforçado, Dedicado e Devotado do que nunca na defesa do seu, do nosso Clube. E a Glória é que, no fim da luta, ele continue a ser nosso.

Sempre e cada vez mais ao serviço e na defesa da Cidadania Sportinguista, o Movimento Leão de Verdade não vai faltar à chamada. No respeito pelas regras e pelas instituições que é seu timbre, tudo fará para pôr a nu este assalto final ao associativismo e para impedir que ele triunfe.

Todos juntos, conseguiremos. Pelo Sporting, «Não Passarão!».

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Modernidade e inovação

Já que estamos com a mão na massa da modernidade, vale a pena sublinhar o rigor e a transparência que não só acompanham a SAD em todos os seus gestos mas também a seriedade e respeito com que são tratados os sócios que tentam exercer os seus direitos estatutários. Deve ser à conta destas coisas que uma das medidas indispensáveis para levar o clube para os trilhos da modernidade é a alteração dos estatutos. Estes ainda assim obrigam a direcção a ter que aturar uns chatos. Vale a pena referir ainda que os amigos do consenso e do politicamente correcto (vocês sabem de quem é que eu estou a falar) nada têm a dizer sobre esta questão. Preferem comemorar de forma provinciana e labrega, mas moderna e inovadora, já que eles utilizam a NET e toda a gente sabe que a NET é sinónimo de modernidade, a conquista de Cristiano Ronaldo. Nós também ficamos contententes, mas sobretudo pelo que revela do clube e do seu departamento de formação, que era já capaz de educar e criar jogadores de nível mundial com um campo pelado e um relvado.

Aqui fica o comunidade do Leão de Verdade:

Movimento de Cidadania Sportinguista Leão de Verdade comunica a suspensão no processo de realização de Assembleia-Geral Extraordinária solicitada pelos sócios do Sporting Clube de Portugal

O Movimento de Cidadania Sportinguista Leão de Verdade vem por este meio comunicar a suspensão da sua participação no processo de convocação de Assembleia-Geral Extraordinária (AG) para discussão dos pontos propostos pelo movimento e subscritos pelos associados signatários (vide anexo A).

O Movimento esclarece que na base desta decisão surgem as seguintes motivações:

1. A constatação de que o objectivo principal de apresentação de resultados de um Livro Branco sobre a evolução financeira e patrimonial desde 1996 do Sporting Clube de Portugal, está hipotecado no curto prazo. Foram várias as vicissitudes dos últimos meses que nos levaram a concluir que não existem condições para fecharmos este processo a tempo do próximo acto eleitoral, nem vontade, por parte dos órgãos sociais, com os quais mantivemos sempre uma postura institucional e de respeito, na qual nem sempre fomos acompanhados.

2. A convicção de que, mesmo que a AG aprove a realização de um Livro Branco nos moldes propostos, o movimento nunca contará com uma postura de colaboração aberta e expedita por parte actual Conselho Directivo do Sporting Clube de Portugal. O movimento salienta que esta convicção não decorre de impressões e convicções subjectivas mas sim de factos concretos e indubitáveis como por exemplo as mais recentes declarações do Presidente do Conselho Directivo aos jornais “O Jogo” e “Record” a 9 de Janeiro de 2009 sobre o Movimento e sua actuação (vide Anexo B), bem como o atraso de mais de 7 meses no esclarecimento de questões aparentemente simples como seja a determinação os custos finais de realização de uma AGl a suportar pelos associados, para não falar do desprezo com que ouvimos o presidente do Conselho Directivo se referir ao centro de decisões por excelência de um Clube associativo,

3. A noção de que, colocado em causa o objectivo referido no ponto 1, o contexto actual do Sporting Cube de Portugal exige a concentração e atenção máxima de todos os sócios na próximo questão fundamental que marca a vida do clube: a próxima AG requerida pelo Conselho Directivo e inscrita no contexto do projecto financeiro em curso, com a eventual emissão de VMOC’s. Acreditamos, como tantos outros milhares de Sportinguistas, que o Clube, tal como o conhecemos, deixará de existir caso essa proposta seja aprovada.

4. Recordamos que o requerimento entregue a 2 de Junho solicitando a AG, foi subscrito por 318 sócios. A cada um assiste o direito de promover o seu andamento e não apenas aos primeiros subscritores. Assim, embora o Movimento Leão de Verdade suspenda momentaneamente o seu envolvimento, qualquer dos restantes subscritores pode dar andamento ao requerimento.

5. O Movimento Leão de Verdade irá estimular as várias listas que se apresentem às eleições do Sporting para que incluam esta medida fundamentalcriação de um Livro Branco sobre a evolução financeira e patrimonial do Sporting desde 1996 – nos seus programas. Acreditamos que no final de cada mandato deveria ser apresentado ao sócios uma avaliação do trabalho realizado, avaliação essa efectuada por uma entidade externa e independente.

Os primeiros subscritores,

Pedro da Cunha Ferreira, sócio nº9.576

Frederico Abreu, sócio nº50.550

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Orgulho e Preconceito

Orgulho: Cartão de Sócio do meu Bisavô datado de 1959



















Preconceito: o meu cartão de sócio datado de 2008


























Reparando no essencial, no primeiro o importante era o símbolo do clube ao lado da fotografia do sócio. No verso do cartão exaltavam-se os valores e as conquistas do clube.
No segundo exemplo ao lado do símbolo do clube vem o número do cartão de crédito acompanhado do logótipo do visa. Mesmo assim nem tudo é mau e o número de sócio vem na frente do cartão.
O melhor está guardado para o verso do actual cartão, continua a referência multibanco, a nossa fotografia está sob o relevo dos números do crédito na frente do cartão e a cereja no topo do bolo: a propriedade do cartão, atribuída a uma entidade bancária chamada banco espírito santo, s.a.

Obs: os dados bancários e pessoais do meu cartão foram cortados por motivos de segurança.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Amigos dos Amigos

{**Escrevi esta posta antes da entrevista de SF mas só agora foi possível publicar. Como reparei depois, a "ideia inovadora" já estava num grau de cozedura muito mais avançada..**}

Acabei de receber quatro sms do Sporting a incentivar-me à participação na vida do clube. Simultaneamente leio, no jornal do SCP, a coluna desse colunável senhor que vem destapando, pela 2ªsemana consecutiva, a sua proposta de revisão estatutária de tamanho familiar e que deverá "recomendar" no Congresso. Defende que as AG deixem de existir como sempre existiram. Isto é, daqui para a frente «o povo sportinguista deverá ter consciência de que as Assembleias Gerais universais, só para eleger os seus representantes ou referendar determinadas deliberações de importância fundamental. Para todas as outras matérias de competência da Assembleia Geral, deverá eleger delegados a um órgão (para mim, o Conselho Leonino, com mais membros) a quem essa competência deverá ser delegada
A razão para isto, como é habitual neste personagem, não é explícita. Os argumentos apontados são de desmanchar a rir (ou a chorar). Diz-nos que tem a ver com uma simples transposição daquilo que se passa no País e nos partidos (democracia representativa) e porque há questões "fundamentais" (mais um critério claríssimo) que não podem ser decididas "nem por meia dúzia nem por uma multidão". Isto é o horror, oh meu Deus!, livrai-nos das multidões de sócios interessados em participar!!...
Mas se esta proposta de aniquilar o associativismo em 97 minutos e meio não vos assusta, eu deixo-vos o requinte da prosápia despudorada deste ex-post-ex-candidato à presidência: «Acresce que o que proponho proporciona maior participação dos sócios do Sporting na vida do Clube, e de uma forma mais regular. (...). Quando o tema é importante e exige discussão, temos de alugar espaços (com as despesas inerentes...), não há tempo para discutir nada, e as votações são para os mais resistentes!...». É no mínimo imoral colar o argumento da "ausência de pavilhão" à inexistência de salas baratas para justificar o que defende. Passa a ser duplamente imoral quando alguém que se queixa do pouco tempo disponivel para discussão tenha sido o "grilo falante" da AG de 28 de Maio, após ter "coleccionado" longos minutos de antena com inscrições doutros sócios. Não é assustador o xico-espertismo de Dias Ferreira. Mas é assustador saber que, apesar de ser um amigo de 3ª fila, isto é ideiazinha para a Direcção - seja com Franco ou outro dos seus amigos - levar à AG e, com a ajuda dos amigos de 1ª fila, sentenciar de vez o fim de um dos pilares do associativismo e um lugar único de reprodução do vínculo e cultura do clube. Impressiona como não conseguem propor nada que não seja passe por decapitar a base social do clube para entregá-lo a amigos (da SAD à África do Sul). Impressiona ainda mais como há sportinguistas que não vêm o perigo que isto representa.
E para quem acha que os destinos do clube estão melhor entregues a mais Conselheiros Leoninos é favor lerem a posta do 1906 Luta e Resiste que legitimamente se interroga:

"Deve ser só impressão mas a gamela vai rodando e os nomes pouco se alteram, tudo isto não passará de uma grande coincidência cósmica? Ou esta cambada de dirigentes a conselheiros é tudo malta que se vende por 2 copos de tinto?"

Como dizia o Bonga, amigo do amigo, amigo é. E parece ser este o lema de um clube centenário cada vez mais transformado numa coutada de

#Adenda de hoje - Nas entrevistas, SF argumenta que seria uma forma dos sócios que habitam longe de Lisboa pudessem ser representados. Concordo. E assim de repente tenho duas ideias geniais sem ter de abdicar deste modelo: a primeira, desburocratizar a concessão de poderes de representação (acreditem: é de um gajo desistir!) e; segunda ideia genial, divulgar (no sentido etimológico da palavra) COM ANTECEDÊNCIA a data das AG.
O cu, meus Amigos, não tem nada a ver com as calças.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Propaganda Upgrade: a sondagem do amigo Costa com o rabo à mostra

ou... considerações sobre a sondagem de opinião da Eurosondagem S.A.

Logo a abrir, como mandam as regras, o toque de seriedade e serenidade:
"O estudo de opinião decorreu com normalidade e em geral boa participação por parte dos inquiridos. Alguns destes referiram até com agrado o Sporting preocupar-se em saber a sua opinião sobre questões que consideram importantes."
Apenas comentar que fico mais descansado por ver que as coisas correram com "normalidade" e não foi preciso a actuação do Corpo de Intervenção da PT Comunicações. Inclusive teve "boa participação". Compreendo o receio latente. Não é fácil receber uma chamada e confiar numa voz que jura vir a mando do Sporting para apenas recolher opiniões sobre a vida do seu clube, sem ter de se fornecer em troca dados pessoais ao BES, nem ter de passar num 3º andar duma paralela à Rua Augusta para ver pratos da Vista Alegre! Passados o espanto e desconfiança inicial alguns ainda foram a tempo de agradecer. Eta!

Depois, ficámos a saber, com três perguntinhas apenas, que a esmagadora maioria considera entre Boa e Razoável a 'Instituição, 'o Clube', 'a acção dos órgãos Sociais', 'a actuação do presidente Soares Franco', a 'actuação do futebol', 'da SAD' e da 'equipa técnica chefiada por Paulo Bento'. Ufa! Mas nem tudo é cinco estrelas: "A excepção é a prestação dos jogadores (equipa de futebol profissional). Nada a estranhar, nesta área a exigência é normalmente maior." Como dizia eu, com três perguntinhas apenas se esconde a palavra Aldrabice. Isso ou então os sportinguistas são o povo mais optimista do mundo no país mais pessimista da Europa (dados do Eurobarómetro e não da Eurosondagem).
Quando se vai pra saber finalmente quais eram as razões pra malta ter desaparecido... desapareceram as tabelas. Mesmo ficando sem saber se havia opções limitadas de resposta, elas lá aparecem: "Face às questões só colocadas aos sócios com Gamebox quanto à sua ausência, parece claro que tal se deve aos horários e dias dos jogos e à prestação da equipa de futebol e não a questões financeiras, o que não é de estranhar pois tratam-se de sócios que já pagaram e pouco usufruem. Já no que diz respeito aos sócios sem Gamebox, a questão financeira também se faz sentir."
Graças a Oliveira e Costa parece ter-se descoberto o grande enigma da falta de militância! E é mais simples do que se aparentava: basta jogarmos à tarde e baixarem duma vez por todas o preço exorbitante dos bilhetes e .. teremos o dobro das assistências!, e a família toda unida e feliz outra vez. Vamos a isso? Tudo a postos?

Para finalizar retoma-se a tónica da seriedade e do rigor científico: "Este estudo de opinião é um instrumento de trabalho e não uma recomendação de tratamento. É diagnóstico mas não terapeuta." Hein?!?! Deve ser uma nova gíria profissional. Isso ou a aplicação da táctica do Joãozinho que ao entregar o teste à professora deixa escapar o "juro que não copiei... Quem copiou foram os jogadores!".

É a minha vez de dar um tom sério.
Conclusion: À medida que os anos foram passando a pericialidade da propaganda clubística aperfeicou-se. À excepção da raça lampiã, em situações de adversidade as massas associativas já não vão em cantilenas de empolgamento e união, escritas em artigos saloios no jornal do clube. Nada disso. Para iludi-las, hoje em dia, o poder afinfa-lhes com estudos de associados! Ou melhor, "Instrumentos de trabalho"! E contra "fatos" não há argumentos.
Recommendations: Não enfiem essa carapuça.