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terça-feira, 11 de junho de 2013
domingo, 22 de novembro de 2009
E tudo o Bento levou
A entrevista que ontem Paulo Bento deu ao jornal Record sendo algo de novo no futebol português não apresenta nada de especialmente novo em relação ao que suspeitávamos que se passava, e continua a passar, no Sporting Clube de Portugal e na Sporting SAD e de um modo mais restrito na cabeça do ex-treinador do Sporting.
É algo de novo na medida em que Paulo Bento não hesita em dar nomes às coisas, na maior parte do tempo. Se em relação a Rogério Alves e Sá Pinto, e meia dúzia de jogadores, é perfeitamente claro o mesmo não se verifica na capacidade de reflectir e ponderar sobre as suas próprias opções ao longo destes quatro anos. Se lhe podemos louvar a coragem de assumir e dar a cara por uma certa concepção do que deve ser um clube e do papel do treinador nesse clube notamos igualmente uma incapacidade de ultrapassar um estilo musculado e de combate. Assim a entrevista revela, ao mesmo tempo, algo de muito batido no Sporting, na medida em que verificamos ao fim da meia dúzia de páginas de tempo de antena que o Record lhe dá que havia muito pouco futebol naquela cabeça e naquele balneário. Não falo só do futebol jogado, sobre o qual muito pouco de falou, como também do futebol pensado e vivido. Na maior parte do tempo, e apesar da clareza, no ajuste de contas que Paulo Bento procura realizar a conversa gira em torno de paranóias de poder e de perseguição. Revela-se a incapacidade de perceber que nem toda a contestação era parte de movimentos organizados e conspirativos de tomada de poder. Sobre o facto de as pessoas simplesmente não gostarem do seu futebol e do seu estilo de jogo nem uma palavra. Assim, se ainda restava na imagem de Paulo Bento no Sporting uma ideia de clareza e frontalidade para mim essa ideia morreu ontem. A política da terra queimada continua e Paulo Bento assumiu o papel dos incendiários que crítica ao longo da entrevista. O problema é que esta gente não consegue conceber a ideia de que em qualquer organização, instituição ou clube existem diferenças e que essas diferenças e conflitos são essenciais no bom desempenho das intituições. Por conseguinte, resta uma guerra civil de baixa intensidade que vai sobretudo destruindo o Sporting e os sportinguistas. Uma farsa onde as personagens se vão substituindo mas as (i)lógicas de funcionamento se mantêm. Ainda não é desta que o Sporting se torna no nosso Oriente para lá do Oriente mas a continuarem assim as coisas ainda corremos o risco de daqui a uns tempos estarmos todos a torcer pelo Oriental.
É algo de novo na medida em que Paulo Bento não hesita em dar nomes às coisas, na maior parte do tempo. Se em relação a Rogério Alves e Sá Pinto, e meia dúzia de jogadores, é perfeitamente claro o mesmo não se verifica na capacidade de reflectir e ponderar sobre as suas próprias opções ao longo destes quatro anos. Se lhe podemos louvar a coragem de assumir e dar a cara por uma certa concepção do que deve ser um clube e do papel do treinador nesse clube notamos igualmente uma incapacidade de ultrapassar um estilo musculado e de combate. Assim a entrevista revela, ao mesmo tempo, algo de muito batido no Sporting, na medida em que verificamos ao fim da meia dúzia de páginas de tempo de antena que o Record lhe dá que havia muito pouco futebol naquela cabeça e naquele balneário. Não falo só do futebol jogado, sobre o qual muito pouco de falou, como também do futebol pensado e vivido. Na maior parte do tempo, e apesar da clareza, no ajuste de contas que Paulo Bento procura realizar a conversa gira em torno de paranóias de poder e de perseguição. Revela-se a incapacidade de perceber que nem toda a contestação era parte de movimentos organizados e conspirativos de tomada de poder. Sobre o facto de as pessoas simplesmente não gostarem do seu futebol e do seu estilo de jogo nem uma palavra. Assim, se ainda restava na imagem de Paulo Bento no Sporting uma ideia de clareza e frontalidade para mim essa ideia morreu ontem. A política da terra queimada continua e Paulo Bento assumiu o papel dos incendiários que crítica ao longo da entrevista. O problema é que esta gente não consegue conceber a ideia de que em qualquer organização, instituição ou clube existem diferenças e que essas diferenças e conflitos são essenciais no bom desempenho das intituições. Por conseguinte, resta uma guerra civil de baixa intensidade que vai sobretudo destruindo o Sporting e os sportinguistas. Uma farsa onde as personagens se vão substituindo mas as (i)lógicas de funcionamento se mantêm. Ainda não é desta que o Sporting se torna no nosso Oriente para lá do Oriente mas a continuarem assim as coisas ainda corremos o risco de daqui a uns tempos estarmos todos a torcer pelo Oriental.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
O futebol contra a guerra

O “Enclave Integrativo”: Os Árabes e o Futebol em Israel. Entrevista a Tamir Sorek
É seguir o link e sacar a entrevista.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Mas... ou Orwell

A minha opinião sobre a entrevista está expressa, na íntegra, no cacifo, que, numa jogada de antecipação, fez a leitura que se impunha. Depois é sempre giro ver a Centúria a fazer (com muita gargalhada e galhofa pelo meio) aquilo que numa gíria que eles muito bem dominam se chama insider trading. A palhaçada ainda não acabou. A chantagem já recomeçou. A palavra chave da entrevista é "mas". Mas também poderia ser "vaga de fundo". O homem ainda se podia candidatar se o projecto de "modernidade e inovação" tivesse pernas para andar. Nada me move contra Soares Franco em particular e é-me indiferente o projecto das VMOCS e da SCS andar para a frente com ou sem ele. Não quero é o projecto. Seja ele o proponente ou seja um seu sucessor. Muito se falou também na seriedade da entrevistadora. Foi relativamente óbvio que Judite de Sousa não dominava o assunto. O conhecimento que tinha era de leituras superficiais de jornais. Depois de Soares Franco anunciar a nova AG para votar as VMOCS (que nojo de expressão) e a passagem da SCS para a SAD a pergunta que se impunha era se os sócios não tinham já votado essas medidas a 28 de Maio. Ficou no bolso. Do SCP não se falou muito.
Adenda 00:39 - As perguntas que o LdV enviou à Judite de Sousa. Pelos vistos não foi só por desconhecimento que algumas questões não foram colocadas.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Análise de conteúdo
A oligarquia que gere o Sporting não descansa. Hoje é a vez de Ernesto Ferreira da Silva dar mais uma entrevista. Em linguagem técnica chama-se a isto apalpar o terreno. O homem que lidera a BDO, a auditora da SAD e do BPN, a única que o BPN não despediu (vá-se lá saber porquê), acha que os sportinguistas têm de de avaliar esta direcção pelos resultados apresentados neste mandato. Trata-se portanto de esquecer o passado. Acha também que os sportinguistas têm de estar "orgulhosos do trabalho feito por toda a SAD". Eu como sportinguista não estou nem deixo de estar orgulhoso do trabalho da SAD. É a direcção do Sporting que me tem de prestar contas. A SAD não me é rigorosamente nada. Com um requinte sociológico só comparável a homens como Durkheim, Weber ou Bourdieu diz que o problema da militância, que é reduzido no discurso de Silva à aquisição de bilhetes de época (isto é, à questão do consumo), está relacionado com o facto de as pessoas sairem menos de casa do que no passado, e que, por conseguinte, é um problema que afecta inúmeras outras actividades de consumo cultural. Mais ainda, relaciona essa quebra com o processo de gentrificação e comodificação das cidades "Não é por acaso que os autarcas se queixam de que os centros das cidades estão desertos." Mande de lá esses estudos e essas referências bibliográficas homem, que está a caminho de um lugar central na teoria social contemporânea. Passada a análise macro, continua a sua análise aos comportamentos associados aos consumos culturais populares no nível micro. Diz que os adeptos são todos uns bêbados de merda: "em Outubro estive em Londres e vi o Chelsea-Liverpool, jogo disputado às 13h30 de domingo. As pessoas ficam com o resto do dia livre após uma boa partida; àquela hora não terão ingerido tanto álcool como noutras alturas do dia, o que, convenhamos, não é despiciendo". Resta saber para o que é que não é despiciendo, já que o senhor Silva, num passo de génio, liga o consumo de álcool e o grau de preenchimento das bancadas às transmissões televisivas para o médio oriente. Como se diz aqui na rua "sempre a bombar". Para o caso da sua candidatura não dar certo, é o próprio jornal que lança a hipótese Rogério Alves. Para não se correr o risco de não ficar tudo em família.
Sobre o congresso e apesar da propalada crise de militância, a que aludiu umas perguntas acima, tinha medo que aparecessem dez mil pessoas: "achámos impossível fazer um Congresso para dez mil delegados e puxámos pela imaginação!". Mais, portanto, do que numa série de jogos esta época.
Sobre o congresso e apesar da propalada crise de militância, a que aludiu umas perguntas acima, tinha medo que aparecessem dez mil pessoas: "achámos impossível fazer um Congresso para dez mil delegados e puxámos pela imaginação!". Mais, portanto, do que numa série de jogos esta época.
Chipmix ou curto circuito
Mourinho introduziu a mudança do chip enquanto conceito técnico-táctico para colocar as suas equipas nos estados de espírito correctos para abordar os diferentes jogos das diversas competições em que se encontram envolvidas. Torna-se claro, agora, que Soares Franco também utiliza o conceito. Umas vezes fala como presidente, ou lá o que é, da Opway (ex-OPCA) outras como presidente do Sporting e outras ainda enquanto presidente da SAD. Muitas vezes coloca dois dos seus chips a falarem ao mesmo tempo e depois, olhem, é uma confusão danada. Esta, por exemplo vai custar 60 mil euros. Deve ser preciso uma engenharia financeira, ou quem sabe um empréstimo obrigacionista, para na actual conjuntura financeira o Sporting, ou a SAD (quem?) poder pagar a multa. E se for a SAD, como é que o presidente do Sporting vai reagir ao facto de perder uma parte dos lucros, ou avolumar os prejuízos, em função das infelizes declarações do presidente da SAD?
É só complicações.
A CMVM considera que alguns temas abordados pelo presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, nas entrevistas que deu aos órgãos de comunicação social deviam ter sido comunicadas e informadas previamente. O Sporting entende que não. Filipe Soares Franco falou como presidente do clube, dai termos requerido.»
É só complicações.
A CMVM considera que alguns temas abordados pelo presidente do Sporting, Filipe Soares Franco, nas entrevistas que deu aos órgãos de comunicação social deviam ter sido comunicadas e informadas previamente. O Sporting entende que não. Filipe Soares Franco falou como presidente do clube, dai termos requerido.»
segunda-feira, 28 de julho de 2008
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