Já aqui tínhamos chamado a atenção para o papel dos adeptos de futebol e na construção da versão egipcia da Primavera Árabe. Ou seja, nem todos os adeptos e apreciadores da modalidade são alienados culturais, desligados do mundo que os rodeia. Na Turquia, essa tradição de intervenção das claques na vida social e política é antiga. Para dar um exemplo caricato, algures no passado adeptos do Besiktas e do Fenerbache colocaram de lado as suas diferenças para lutar em conjunto contra a caça à baleia. I shit you not. Os recentes protestos naquele país, que se iniciaram em Istambul e entretanto se estenderam a outras cidades do país. mostram um outro lado desta realidade. Um lado que também nós por cá conhecemos: as tácticas policiais de repressão e controlo dos adeptos de futebol classificados, genericamente, como categoria social perigosa. Longe das câmaras de televisão, todas as técnicas repressivas que agora são utilizadas contra os manifestantes nas praças turcas, já haviam sido testadas nos adeptos. No caso português esse parece, apesar de tudo, e apesar de não ser uma dimensão desprezível, ser o lado menos gravoso do que se vai passando no mundo do futebol. A constituição das SAD's e os esquemas de circulação de capital entre aquelas, fundos, bancos e empresas de construção fazem, também em Portugal, do futebol um laboratório privilegiado a partir do qual se podem interpretar processos que se estendem para outras esferas da vida e que daí provenientes também procuram colonizar o futebol, subtraindo-lhe algumas das características que o tornam num mundo à parte. Como dizia o outro, alienado é a tua tia. Vale a pena ver com atenção o artigo linkado em baixo. Pedíamos desculpa pela interrupção e voltaremos à emissão normal logo que possível.
Yet the recent demonstrations have seen a remarkable solidarity among fans. Traditional enmities have been put aside to fight the common enemy of the police. Opposing fans have been glimpsed arm-in-arm in scenes that would have been unthinkable only a week ago.
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quarta-feira, 5 de junho de 2013
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Não há alternativa
À medida que se vai aproximando a data de mais uma assembleia-geral decisiva para o futuro do clube, a direcção liderada por Godinho Lopes opta novamente por uma estratégia que nos é familiar: ou aprovam ou para o ano já não há dinheiro para o futebol. Como quem diz, se não aprovam o empréstimo que é fundamental para passar o estádio para a SAD estão a hipotecar as possibilidades de sucesso desportivo. Mais uma vez o "eu ou o caos". Mais uma vez "não há alternativa". A questão é que se não há alternativas porque é que há eleições? Vamos mas é fechar a loja e pomos um robot a governar. Se não há alternativas qualquer imbecil é capaz de carregar nos botões para fazer o que é preciso. Se não há alternativa para que é que eles servem porra? Para que é que servem porra? Para continuar a vender, a retalhar e a destruir o clubes aos bocadinhos? E nós elegemos uma direcção para não encontar alternativas e soluções? Para que é que vocês servem, porra? Para quê?
quarta-feira, 4 de abril de 2012
E os sócios, pá?
Dizia Godinho ontem à noite na entrevista que deu à RTP que quando encontrasse um investidor a CMVM seria a primeira a saber, já que o Sporting tem obrigações legais a cumprir. É todo um programa.
terça-feira, 3 de abril de 2012
AG do clube dia 24 de Abril (a não faltar)
A direcção do SCP resolveu tomar a atitude decente e marcar uma AG do clube para discutir a alienação do estádio em favor da SAD.O que vai ser submetido ao escrutínio dos sócios não é a passagem do estádio propriamente dito para a SAD mas antes a aprovação de um empréstimo de cerca de cinquenta milhões de euros para levar a cabo um aumento de capital da Sporting Património e Marketing. Segundo entendo, e não estou seguro de que o meu entendimento esteja correcto, o que se passa é o seguinte. O Sporting pede o empréstimo para aumentar a sua participação na SPM. Com esse dinheiro liquida um empréstimo de igual montante da SPM. De seguida passa o Estádio para a SPM que por sua vez passa para a SAD. Estou certo?
Então o Sporting fica com um empréstimo de cinquenta milhões por pagar, uma posição maioritária na SPM que por sua vez vai ser integrada na SAD que sabemos encontrar-se à procura de investidores. Tudo isto, em função de uma operação meramente contabilística que visa assegurar a solvabilidade da SAD. Isto é, aquilo que pode ser uma mera operação contabilística vai-se transformar numa dívida de 50 milhões para o clube e um estádio para uma SAD à procura de investidores externos. Percebo bem?
Então o Sporting fica com um empréstimo de cinquenta milhões por pagar, uma posição maioritária na SPM que por sua vez vai ser integrada na SAD que sabemos encontrar-se à procura de investidores. Tudo isto, em função de uma operação meramente contabilística que visa assegurar a solvabilidade da SAD. Isto é, aquilo que pode ser uma mera operação contabilística vai-se transformar numa dívida de 50 milhões para o clube e um estádio para uma SAD à procura de investidores externos. Percebo bem?
sábado, 26 de março de 2011
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
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